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Oscar 2012: a noite em que o cinema foi o vencedor

Jean Dujardin
 

Jude Law, Martin Scorsese, Asa Butterfield
 

Berenice Bejo, Jean Dujardin, O Artista

Os resultados podem não ter sido aqueles que todos queriam, mas uma coisa é certa: fazia tempo que acompanhar a festa do Oscar não era tão divertido. Existiam duelos nas 4 categorias principais e, por isso, a expectativa estava em alta e as torcidas, acirradas. A vitória de O Artista como melhor filme já parecia anunciada há algum tempo. O filme levou os prêmios dos sindicatos de produtores e diretores, ganhou o BAFTA e o Critics Choice e mais uma pá de láureas. Mas, no último momento, A Invenção de Hugo Cabret, que não tinha tido grandes vitórias na temporada, mas era o filme com o maior número de indicações, cresceu violentamente.

Como a festa começou com a entrega de prêmios técnicos, e Hugo ganhou alguns deles, inclusive quando nem era favorito, o cenário que parecia se desenhar era de uma inversão nos prognósticos. Até metade da cerimônia, O Artista só tinha ganho na categoria de figurinos, e o longa assinado por Martin Scorsese já tinha 4 prêmios. Ainda ganhou mais um, mas estancou nos quesitos técnicos. O filme francês venceu em trilha sonora e, na reta final, emplacou três dos Oscars principais, inclusive melhor diretor e melhor filme. Mas este texto nem é sobre duelos porque, na noite deste domingo, o verdadeiro vencedor foi outro.

Os dois principais candidatos da noite são duas belas homenagens ao cinema. Mais especificamente ao princípio do cinema, à arte de fazer filmes. E, mesmo que se tenha um favorito, contabilizar 10 dos 20 prêmios destinados a longas de ficção para filmes que têm essa proposta é bastante salutar. São, antes de qualquer coisa, prêmios de amor à profissão. O Artista é um filme francês, rodado em Hollywood sobre a história de Hollywood. Hugo é uma fantasia que faz um ajuste de contas com um dos pioneiros do cinema. Os dois, filmes bonitos e imperfeitos, que pecam ou por uma ingenuidade calculada, ou por uma esquematismo industrial. Dois filmes que se declaram apaixonados por tudo o que veio antes deles.

Eu torci pela simplicidade de O Artista, mas eu não ficaria incomodado se a materialização da grande paixão de Martin Scorsese tivesse sido vitoriosa na categoria principal. Com candidatos como estes, quem ganha é o cinema.

Meryl Streep
 

Christopher Plummer
 

Octavia Spencer

OS ATORES

Pela primeira vez na história de minhas apostas ao Oscar, consegui acertar todas as 8 categorias consideradas principais: filme, direção, atores e roteiros. E desta vez os dois quesitos dedicados aos protagonistas tinham brigas boas. Jean Dujardin terminou reconhecido por sua performance inspirada em O Artista, onde emula os atores mudos com uma inteligência corporal digna de nota. Até o momento final, George Clooney parecia ter chances por sua interpretação sóbria em Os Descendentes, que terminou vencendo apenas pelo roteiro adaptado.

O momento mais explosivo da noite foi a vitória de Meryl Streep por sua Margaret Thatcher em A Dama de Ferro. Depois de um jejum de 29 anos, a maior atriz do cinema americano ganhou reconhecimento da Academia, mas precisou seguir algumas regras como viver uma figura histórica e usar quilos de maquiagem. O filme não é dos melhores, mas Meryl, sobretudo quando interpreta uma senhora idosa, está brilhante. Mesmo quando beira a caricatura, nas cenas de Thatcher no poder, é uma grande atriz. Viola Davis de Histórias Cruzadas, sua principal concorrente, não teve forças diante desse “Oscar bait” de Streep. Melhor, Viola é uma boa atriz, mas este filme é bem fraco.

Para que o filme não saísse de mãos vazias, a Academia seguiu as premiações prévias e deu a Octavia Spencer o Oscar de atriz coadjuvante. Talvez tenha sido a estatueta mais óbvia da noite, já que nenhuma de suas adversárias teve apoio do buzz. A performance é correta, mas segue uma fórmula fácil. Era uma das candidatas menos interessantes. Nenhuma surpresa também entre os atores coadjuvantes. Ganhou Christopher Plummer por Toda Forma de Amor, numa clara premiação pelo conjunto da obra, já que Plummer, aos 82 anos, nunca havia sido reconhecido como grande ator que não é. Pelo menos está simpático e faz um personagem corajoso no conceito.

Max Von Sydow, cuja indicação foi no susto já que ele passou despercebido pela temporada de prêmios, mesma idade de Plummer, era o único que tinha chances por Tão Forte e Tão Perto, mas ficou para uma próxima (vida, alguns diriam). Nem seria certo que um grande ator como Von Sydow fosse lembrado por um filme tão medíocre.

Woody Allen, Owen Wilson, Marion Cotillard
 

Rooney Mara
 

George Clooney

PREVIAMENTE ANUNCIADOS

Embora fosse natural que o favorito ao prêmio de melhor filme também fosse o preferido na categoria de roteiro, O Artista, mesmo nunca se esquecendo de suas chances, sempre foi preterido nas apostas por Meia-Noite em Paris, do Woody Allen. O favoritismo de Allen se manteve aqui e ele, pela quarta vez, ganhou um Oscar e não foi buscar. Por sinal, esta foi a primeira vez desde que Menina de Ouro, em 2005, venceu o Oscar que o filme eleito na categoria principal não tem o roteiro premiado.

Outra certeza da noite era a vitória de Rango como longa de animação. Depois que a Academia esnobou As Aventuras de Tintim, o filme de Gore Verbinski ficou sem concorrentes. Mesmo com as estatísticas que não favorecem os favoritos em filme estrangeiro (veja A Fita Branca, por exemplo), A Separação, que ganhou praticamente todos os prêmios do ano nesta categoria, parece nunca ter sentido a presença de adversários. Um prêmio merecidíssimo para o longa iraniano, um dos melhores do ano.

Nas categorias técnicas é que, muitas vezes, o Oscar surpreendeu. A Invenção de Hugo Cabret roubou o Oscar de fotografia que parecia ser de A Árvore da Vida, que merecia muito mais o prêmio, e ganhou também no quesito efeitos visuais, onde o favorito era Planeta dos Macacos: A Origem. O filme de Scorsese ainda levou os dois Oscars de som, onde muita gente apostava em sua vitória, e de direção de arte, em que era uma barbada. Mas nenhuma surpresa foi maior do que em montagem, onde a dupla de editores de Os Homens que Não Amavam as Mulheres, levou seu segundo Oscar consecutivo. Em 2011, eles já haviam ganho por A Rede Social, do mesmo David Fincher.

O Artista, cotado para este prêmio, terminou reconhecido pelos figurinos, onde a tradição é quem privilegiar roupas de épocas bem mais remotas do que os anos 20 e 30, e pela trilha sonora deliciosa, que era a favorita mesmo, e derrubou por duas vezes o John Williams. A Dama de Ferro ganhou merecidamente em maquiagem, um trabalho delicadíssimo e preciso, o que deixou a série inteira de Harry Potter sem um único Oscar. No mundo, deve ter sido a derrota mais lamentada, mas no Brasil a categoria mais esperada foi outra, melhor canção. Carlinhos Brown e Sergio Mendes perderam para os Muppets. E mereceram perder. “Real in Rio” é um sambista para exportação que não fede nem cheira. “Man or Muppet” era bem melhor. E de importância fundamental para a história do filme. Mas só com um sistema de votação cada vez mais estranho e apenas duas indicadas, talvez já seja a hora de por fim a esta categoria.

OS VENCEDORES

filme: O Artista
direção: Michel Hazanavicius, O Artista
ator: Jean Dujardin, O Artista
atriz: Meryl Streep, A Dama de Ferro
ator coadjuvante: Christopher Plummer, Toda Forma de Amor
atriz coadjuvante: Octavia Spencer, Histórias Cruzadas
roteiro original: Meia-Noite em Paris
roteiro adaptado: Os Descendentes
filme estrangeiro: A Separação
filme de animação: Rango
fotografia: A Invenção de Hugo Cabret
montagem: Os Homens que Não Amavam as Mulheres
direção de arte: A Invenção de Hugo Cabret
figurinos: O Artista
maquiagem: A Dama de Ferro
trilha sonora: O Artista
canção: “Man or Muppet”, Os Muppets
mixagem de som: A Invenção de Hugo Cabret
edição de som: A Invenção de Hugo Cabret
efeitos visuais: A Invenção de Hugo Cabret
documentário: Undefeated
curta de ação: The Shore
curta de animação: The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore
curta documentário: Saving Faces

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Oscar 2012: os vencedores

Jean Dujardin
Jude Law, Martin Scorsese, Asa Butterfield
Berenice Bejo, Jean Dujardin, O Artista

Os resultados podem não ter sido aqueles que todos queriam, mas uma coisa é certa: fazia tempo que acompanhar a festa do Oscar não era tão divertido. Existiam duelos nas 4 categorias principais e, por isso, a expectativa estava em alta e as torcidas, acirradas. A vitória de O Artista como melhor filme já parecia anunciada há algum tempo. O filme levou os prêmios dos sindicatos de produtores e diretores, ganhou o BAFTA e o Critics Choice e mais uma pá de láureas. Mas, no último momento, A Invenção de Hugo Cabret, que não tinha tido grandes vitórias na temporada, mas era o filme com o maior número de indicações, cresceu violentamente.

Como a festa começou com a entrega de prêmios técnicos, e Hugo ganhou alguns deles, inclusive quando nem era favorito, o cenário que parecia se desenhar era de uma inversão nos prognósticos. Até metade da cerimônia, O Artista só tinha ganho na categoria de figurinos, e o longa assinado por Martin Scorsese já tinha 4 prêmios. Ainda ganhou mais um, mas estancou nos quesitos técnicos. O filme francês venceu em trilha sonora e, na reta final, emplacou três dos Oscars principais, inclusive melhor diretor e melhor filme. Mas este texto nem é sobre duelos porque, na noite deste domingo, o verdadeiro vencedor foi outro. Os dois principais candidatos da noite são duas belas homenagens ao cinema. Mais especificamente ao princípio do cinema, à arte de fazer filmes. E, mesmo que se tenha um favorito, contabilizar 10 dos 20 prêmios destinados a longas de ficção para filmes que têm essa proposta é bastante salutar. São, antes de qualquer coisa, prêmios de amor à profissão. O Artista é um filme francês, rodado em Hollywood sobre a história de Hollywood. Hugo é uma fantasia que faz um ajuste de contas com um dos pioneiros do cinema. Os dois, filmes bonitos e imperfeitos, que pecam ou por uma ingenuidade calculada, ou por uma esquematismo industrial. Dois filmes que se declaram apaixonados por tudo o que veio antes deles.

Eu torci pela simplicidade de O Artista, mas eu não ficaria incomodado se a materialização da grande paixão de Martin Scorsese tivesse sido vitoriosa na categoria principal. Com candidatos como estes, quem ganha é o cinema.

Meryl Streep
Christopher Plummer
Octavia Spencer

OS ATORES

Pela primeira vez na história de minhas apostas ao Oscar, consegui acertar todas as 8 categorias consideradas principais: filme, direção, atores e roteiros. E desta vez os dois quesitos dedicados aos protagonistas tinham brigas boas. Jean Dujardin terminou reconhecido por sua performance inspirada em O Artista, onde emula os atores mudos com uma inteligência corporal digna de nota. Até o momento final, George Clooney parecia ter chances por sua interpretação sóbria em Os Descendentes, que terminou vencendo apenas pelo roteiro adaptado.

O momento mais explosivo da noite foi a vitória de Meryl Streep por sua Margaret Thatcher em A Dama de Ferro. Depois de um jejum de 29 anos, a maior atriz do cinema americano ganhou reconhecimento da Academia, mas precisou seguir algumas regras como viver uma figura histórica e usar quilos de maquiagem. O filme não é dos melhores, mas Meryl, sobretudo quando interpreta uma senhora idosa, está brilhante. Mesmo quando beira a caricatura, nas cenas de Thatcher no poder, é uma grande atriz. Viola Davis de Histórias Cruzadas, sua principal concorrente, não teve forças diante desse “Oscar bait” de Streep. Melhor, Viola é uma boa atriz, mas este filme é bem fraco.

Para que o filme não saísse de mãos vazias, a Academia seguiu as premiações prévias e deu a Octavia Spencer o Oscar de atriz coadjuvante. Talvez tenha sido a estatueta mais óbvia da noite, já que nenhuma de suas adversárias teve apoio do buzz. A performance é correta, mas segue uma fórmula fácil. Era uma das candidatas menos interessantes. Nenhuma surpresa também entre os atores coadjuvantes. Ganhou Christopher Plummer por Toda Forma de Amor, numa clara premiação pelo conjunto da obra, já que Plummer, aos 82 anos, nunca havia sido reconhecido como grande ator que não é. Pelo menos está simpático e faz um personagem corajoso no conceito.

Max Von Sydow, cuja indicação foi no susto já que ele passou despercebido pela temporada de prêmios, mesma idade de Plummer, era o único que tinha chances por Tão Forte e Tão Perto, mas ficou para uma próxima (vida, alguns diriam). Nem seria certo que um grande ator como Von Sydow fosse lembrado por um filme tão medíocre.

Woody Allen, Owen Wilson, Marion Cotillard
Rooney Mara
George Clooney

PREVIAMENTE ANUNCIADOS

Embora fosse natural que o favorito ao prêmio de melhor filme também fosse o preferido na categoria de roteiro, O Artista, mesmo nunca se esquecendo de suas chances, sempre foi preterido nas apostas por Meia-Noite em Paris, do Woody Allen. O favoritismo de Allen se manteve aqui e ele, pela quarta vez, ganhou um Oscar e não foi buscar. Por sinal, esta foi a primeira vez desde que Menina de Ouro, em 2005, venceu o Oscar que o filme eleito na categoria principal não tem o roteiro premiado.

Outra certeza da noite era a vitória de Rango como longa de animação. Depois que a Academia esnobou As Aventuras de Tintim, o filme de Gore Verbinski ficou sem concorrentes. Mesmo com as estatísticas que não favorecem os favoritos em filme estrangeiro (veja A Fita Branca, por exemplo), A Separação, que ganhou praticamente todos os prêmios do ano nesta categoria, parece nunca ter sentido a presença de adversários. Um prêmio merecidíssimo para o longa iraniano, um dos melhores do ano.

Nas categorias técnicas é que, muitas vezes, o Oscar surpreendeu. A Invenção de Hugo Cabret roubou o Oscar de fotografia que parecia ser de A Árvore da Vida, que merecia muito mais o prêmio, e ganhou também no quesito efeitos visuais, onde o favorito era Planeta dos Macacos: A Origem. O filme de Scorsese ainda levou os dois Oscars de som, onde muita gente apostava em sua vitória, e de direção de arte, em que era uma barbada. Mas nenhuma surpresa foi maior do que em montagem, onde a dupla de editores de Os Homens que Não Amavam as Mulheres, levou seu segundo Oscar consecutivo. Em 2011, eles já haviam ganho por A Rede Social, do mesmo David Fincher.

O Artista, cotado para este prêmio, terminou reconhecido pelos figurinos, onde a tradição é quem privilegiar roupas de épocas bem mais remotas do que os anos 20 e 30, e pela trilha sonora deliciosa, que era a favorita mesmo, e derrubou por duas vezes o John Williams. A Dama de Ferro ganhou merecidamente em maquiagem, um trabalho delicadíssimo e preciso, o que deixou a série inteira de Harry Potter sem um único Oscar. No mundo, deve ter sido a derrota mais lamentada, mas no Brasil a categoria mais esperada foi outra, melhor canção. Carlinhos Brown e Sergio Mendes perderam para os Muppets. E mereceram perder. “Real in Rio” é um sambista para exportação que não fede nem cheira. “Man or Muppet” era bem melhor. E de importância fundamental para a história do filme. Mas só com um sistema de votação cada vez mais estranho e apenas duas indicadas, talvez já seja a hora de por fim a esta categoria.

OS VENCEDORES

filme: O Artista
direção: Michel Hazanavicius, O Artista
ator: Jean Dujardin, O Artista
atriz: Meryl Streep, A Dama de Ferro
ator coadjuvante: Christopher Plummer, Toda Forma de Amor
atriz coadjuvante: Octavia Spencer, Histórias Cruzadas
roteiro original: Meia-Noite em Paris
roteiro adaptado: Os Descendentes
filme estrangeiro: A Separação
filme de animação: Rango
fotografia: A Invenção de Hugo Cabret
montagem: Os Homens que Não Amavam as Mulheres
direção de arte: A Invenção de Hugo Cabret
figurinos: O Artista
maquiagem: A Dama de Ferro
trilha sonora: O Artista
canção: “Man or Muppet”, Os Muppets
mixagem de som: A Invenção de Hugo Cabret
edição de som: A Invenção de Hugo Cabret
efeitos visuais: A Invenção de Hugo Cabret
documentário: Undefeated
curta de ação: The Shore
curta de animação: The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore
curta documentário: Saving Faces

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Oscar 2012: apostas finais

Cobertura ao vivo do Oscar 2012 no meu Twitter: @chicofireman.

A noite de entrega do Oscar é amanhã e aqui está minha lista final de apostas para os vencedores nas categorias de longa-metragem. Escrevi um texto, publicado no Uol, sobre as chances de cada candidato nos quatro quesitos mais importantes: filme, direção, ator e atriz. Mas aqui faço previsões para todas as categorias. Dois dos principais prêmios, ator e atriz, na minha opinião, não têm franco-favoritos, então a ideia foi arriscar.

Berenice Bejo, Jean Dujardin, O Artista
filme

Quem ganha: O Artista, de Michel Hazanavicius
Quem ameaça: Histórias Cruzadas, de Tate Taylor
Quem merece: Os Descendentes, de Alexander Payne
Quem faltou: Drive, de Nicolas Winding Refn

O que faria O Artista perder o Oscar? Uma rejeição da Academia pelo fato do filme ser uma produção francesa. Acho que não, já que não existe língua estrangeira no filme. E, sem legendas, eles gostam mais. O fato de ser uma comédia? Difícil, já que o longa é uma homenagem à Hollywood dos anos 20, o que deve ser bem nostálgico para os acadêmicos. O apoio dos críticos foi pesado: Critics Choice e Globo de Ouro, inclusos. A indústria também aprovou: sindicato dos produtores e diretores. E o filme ganhou até o BAFTA do outro lado do Atlântico. Portanto, é favoritíssimo. Mas se ele não ganhar seria a fábula infantil e cinéfila de Martin Scorsese quem levaria ou o drama indie de Alexander Payne. A meu ver, se algum filme roubar o Oscar de O Artista, seria Histórias Cruzadas: uma história de denúncia e superação tipicamente americana.

Michel Hazanavicious
direção

Quem ganha: Michel Hazanavicius, O Artista
Quem ameaça: Martin Scorsese, A Invenção de Hugo Cabret
Quem merece: Alexander Payne, Os Descendentes
Quem faltou: Nicolas Winding Refn, Drive

Pela lógica dos prêmios, a vitória deve ser de Michel Hazanavicius, que ganhou o Critics Choice, o BAFTA e o prêmio do sindicato de diretores. Mas nesta categoria a assinatura conta um pouco e Martin Scorsese ganhou o Globo de Ouro, Hugo é o filme com o maior número de indicações e essa parece ser a única chance do filme levar um Oscar importante. Eu vou com Hazanavicius, mas se tio Marty ganhar não será uma grande surpresa. Muito menos uma surpresa ruim.

Jean Dujardin
ator

Quem ganha: Jean Dujardin, O Artista
Quem ameaça: George Clooney, Os Descendentes
Quem merece: Jean Dujardin, O Artista
Quem faltou: Michael Fassbender, Shame, e Ryan Gosling, Tudo pelo Poder

George Clooney parecia imbatível, mas Jean Dujardin cresceu bastante nos últimos tempos e agora os dois estão empatados. Clooney ganhou o Critics Choice e ambos levaram o Globo de Ouro. Dujardin, vencedor de comédia, parecia menos forte, mas o francês levou o prêmio do sindicato dos atores e o BAFTA. E começou a levar um pouco mais de vantagem. Mas para a surpresa de todos, perdeu o César, o Oscar francês. Ainda acho que ele leva, mas as chances dos dois são quase as mesmas.

Meryl Streep
atriz

Quem ganha: Meryl Streep, A Dama de Ferro
Quem ameaça: Viola Davis, Histórias Cruzadas
Quem merece: Michelle Williams, Sete Dias com Marilyn
Quem faltou: Kirsten Dunst, Melancolia

Aqui será a disputa mais sangrenta da noite. Viola Davis é a favorita, depois do prêmio do sindicato. Ganhou também o Critics Choice e seu filme tem mais visibilidade. Mas Meryl Streep nunca esteve tão perto da terceira estatueta. Ganhou o BAFTA e o Globo de Ouro por um personagem histórico, que ela interpreta em várias fases da vida, o que eles amam, e que é nada menos do que Margaret Thatcher. A repercussão deve ser bem maior na Academia do que em Dúvida ou Julie e Julia. E mais: faz 29 anos desde que a dama do cinema americano ganhou pela última vez.

Christopher Plummer
ator coadjuvante

Quem ganha: Christopher Plummer, Toda Forma de Amor
Quem ameaça: Max Von Sydow, Tão Longe e Perto
Quem merece: na real, ninguém. Entre os indicados, Jonah Hill, O Homem que Mudou o Jogo
Quem faltou: Shahab Houssein, A Separação

A noite dos velhinhos. Acho meio impossível que alguém tire o Oscar de Christopher Plummer, que nunca foi dos melhores atores, mas foi celebrado por todos os lados numa clara lembrança pelo conjunto da obra. Mas a Academia pode preteri-lo em favor de Max Von Sydow, outro veterano que nunca teve sorte no Oscar e indicado por um filme que concorre na categoria principal (e que só teria essa chance). Os outros não devem incomodar.

Octavia Spencer
atriz coadjuvante

Quem ganha: Octavia Spencer, Histórias Cruzadas
Quem ameaça: Bérénice Bejo, O Artista
Quem merece: Bérénice Bejo, O Artista
Quem faltou: Shailene Woodley, Os Descendentes

A interpretação de Octavia Spencer tem todos os clichês possíveis, mas a personagem simpática conquistou a todos. Ela ganhou o Critics Choice, o Globo de Ouro, o BAFTA e o prêmio do sindicato dos atores. É uma das maiores certezas da festa. Se ela perder o Oscar será uma surpresa. Caso isso aconteça, o que acho impossível, a única que teria chances a meu ver é Bérénice Bejo, personagem adorável que não ganhou quase nada nos precursores, mas que pode se beneficiar num eventual tsunami de prêmios de O Artista.

Woody Allen, Owen Wilson, Marion Cotillard
roteiro original

Quem ganha: Meia-Noite em Paris
Quem ameaça: O Artista
Quem merece: A Separação
Quem faltou: Shame

roteiro adaptado

Quem ganha: Os Descendentes
Quem ameaça: O Homem que Mudou o Jogo
Quem merece: Os Descendentes
Quem faltou: A Pele que Habito

filme estrangeiro

Quem ganha: A Separação
Quem ameaça: In Darkness
Quem merece: A Separação
Quem faltou: O Cavalo de Turim

filme de animação

Quem ganha: Rango
Quem ameaça: ninguém, mas se acontecer seria Chico & Rita
Quem merece: Rango
Quem faltou: As Aventuras de Tintim

Terrence Malick, Jessica Chastain
fotografia

Quem ganha: A Árvore da Vida
Quem ameaça: A Invenção de Hugo Cabret
Quem merece: A Árvore da Vida
Quem faltou: O Espião Que Sabia Demais

montagem

Quem ganha: O Artista
Quem ameaça: A Invenção de Hugo Cabret
Quem merece: O Artista
Quem faltou: Drive

direção de arte

Quem ganha: A Invenção de Hugo Cabret
Quem ameaça: O Artista
Quem merece: A Invenção de Hugo Cabret
Quem faltou: O Espião Que Sabia Demais

figurinos

Quem ganha: A Invenção de Hugo Cabret
Quem ameaça: W.E.
Quem merece: A Invenção de Hugo Cabret
Quem faltou: Imortais

maquiagem

Quem ganha: A Dama de Ferro
Quem ameaça: Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2
Quem merece: A Dama de Ferro
Quem faltou: A Invenção de Hugo Cabret

trilha sonora

Quem ganha: O Artista
Quem ameaça: Cavalo de Guerra
Quem merece: O Artista
Quem faltou: Tudo pelo Poder

canção

Quem ganha: “Real in Rio”, Rio
Quem ameaça: “Man or Muppet”, Os Muppets
Quem merece: “Man or Muppet”, Os Muppets
Quem faltou: “Pictures in my Head”, Os Muppets

mixagem de som

Quem ganha: A Invenção de Hugo Cabret
Quem ameaça: Cavalo de Guerra
Quem merece: Cavalo de Guerra
Quem faltou: Super 8

edição de som

Quem ganha: Cavalo de Guerra
Quem ameaça: A Invenção de Hugo Cabret
Quem merece: Drive
Quem faltou: Super 8

efeitos visuais

Quem ganha: Planeta dos Macacos: A Origem
Quem ameaça: A Invenção de Hugo Cabret
Quem merece: A Invenção de Hugo Cabret
Quem faltou: Capitão América

documentário

Quem ganha: Paradise Lost 3
Quem ameaça: Pina
Quem merece: Pina
Quem faltou: pelo que falaram, Projeto Nim.

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A Festa do Oscar 2012

O site Cinemascope divulgou o que pode ser o line-up da cerimônia de entrega do Oscar. Não faço ideia se as informações procedem, nem se, caso sejam reais, a produção da festa manterá esta ordem. Se a relação for verdadeira, a cerimônia será assim (horários atualizados para a hora de Brasília):

22:30: Billy Crystal faz o número de abertura.
22:40: Fotografia.
22:43: Direção de Arte.
22:52: Figurinos.
22:54: Maquiagem.
23:03: Filme Estrangeiro.
23:07: Atriz Coadjuvante.
23:20: Montagem.
23:23: Edição de Som.
23:26: Mixagem de Som.
23:33: Apresentação do Cirque du Soleil.
23:37: Documentário.
23:41: Filme de Animação.
23:49: Efeitos Visuais.
23:53: Ator Coadjuvante.
00:04: Trilha Sonora.
00:08: Canção.
00:17: Roteiro Adaptado.
00:20: Roteiro Original.
00:31: Curta de Ação.
00:34: Curta Documentário.
00:37: Curta de Animação.
00:44: Direcão.
00:58: In Memoriam.
01:07: Ator.
01:15: Atriz.
01:27: Filme.

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O Oscar dos Meus Sonhos – versão 2012

Brincar de membro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood é um dos exercícios mais legais do ano. Esta é nona edição de “O Oscar dos Meus Sonhos”, em que eu, enquanto votante imaginário do prêmio, respeitando todas regras e número de indicados e me sujeitando às listas de eligibilidade (sim, Tio Boonmee era elegível pro Oscar), mando meu eleitos para a Academia. O asterisco mostra quem realmente foi indicado em cada categoria.

Béla Tarr
Ryan Gosling
Elena Anaya, Pedro Almodóvar, Antonio Banderas
filme
O Artista (*)
Os Descendentes (*)
Drive
Homens e Deuses
A Invenção de Hugo Cabret (*)
Mistérios de Lisboa
A Pele que Habito
A Separação
Tio Boonmee Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas

direção

Apichatpong Weerasethakul, Tio Boonmee Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas
Ashgar Fahradi, A Separação
Nicolas Winding Refn, Drive
Pedro Almodóvar, A Pele que Habito
Raoul Ruiz, Mistérios de Lisboa

ator

Gary Oldman, O Espião que Sabia Demais (*)
Jean Dujardin, O Artista (*)
Michael Fassbender, Shame
Michael Shannon, O Abrigo
Ryan Gosling, Tudo pelo Poder

atriz

Catherine Deneuve, Potiche
Juliette Binoche, Cópia Fiel
Kirsten Dunst, Melancolia
Michelle Williams, Sete Dias Com Marilyn (*)
Rooney Mara, Os Homens que Não Amavam as Mulheres (*)

ator coadjuvante

Brad Pitt, A Árvore da Vida
Chris O’Dowd, Missão Madrinha de Casamento
John Hurt, Melancolia
Olivier Raboudin, Homens e Deuses
Shahab Houssein, A Separação

atriz coadjuvante

Bérénice Bejo, O Artista (*)
Elle Fanning, Super 8
Jessica Chastain, A Árvore da Vida
Pernell Walker, Pariah
Shailene Woodley, Os Descendentes

roteiro original

O Abrigo
O Artista (*)
Drive
Shame
A Separação (*)

roteiro adaptado

Os Descendentes (*)
Mistérios de Lisboa
A Pele que Habito
Tio Boonmee Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas
Tudo pelo Poder (*)

filme estrangeiro

Beyond, Pernilla August
O Cavalo de Turim, Béla Tarr
Pina, Wim Wenders
Respirar, Karl Markovics
A Separação, Ashgar Farhadi (*)

filme de animação

As Aventuras de Tintim, Steven Spielberg
Chico & Rita, Fernando Trueba e Javier Mariscal (*)
Kung Fu Panda 2, Jennifer Yuh
Rango, Gore Verbinski (*)
Rio, Carlos Saldanha

fotografia

A Árvore da Vida (*)
O Atalho
Drive
O Espião que Sabia Demais
Tio Boonmee Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas

montagem

O Artista (*)
Drive
Os Homens que Não Amavam as Mulheres (*)
A Pele que Habito
Tudo pelo Poder

direção de arte

O Artista (*)
Capitão América
O Espião que Sabia Demais
A Invenção de Hugo Cabret (*)
Super 8

figurinos

O Artista (*)
Imortais
A Invenção de Hugo Cabret (*)
Mistérios de Lisboa
Potiche

maquiagem

A Dama de Ferro (*)
Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 (*)
A Invenção de Hugo Cabret

trilha sonora

O Artista (*)
As Aventuras de Tintim (*)
Contágio
O Espião que Sabia Demais (*)
Tudo pelo Poder

canção

“Gathering Stories”, Compramos um Zoológico
“Man or Muppet”, Os Muppets (*)
“Pictures in my Head”, Os Muppets
“Shelter”, O Abrigo
“Think You Can Wait”, Win Win

edição de som

As Aventuras de Tintim
Drive (*)
Hanna
Missão Impossível: Protocolo Fantasma
Super 8

mixagem de som

A Árvore da Vida
Drive
A Invenção de Hugo Cabret (*)
Missão Impossível: Protocolo Fantasma
Super 8

efeitos visuais

Capitão América
A Invenção de Hugo Cabret (*)
Missão Impossível: Protocolo Fantasma
Planeta dos Macacos: A Origem (*)
X-Men: Primeira Classe

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Oscar 2012: os indicados

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou hoje os indicados ao Oscar. A grande mudança do ano foi uma lista com 9 indicados a melhor filme (pelas novas regras, o número de finalistas nesta categoria poderia variar de 5 a 10). Hugo, de Martin Scorsese, tem o maior número de indicações, 11, seguido pelo filme mudo, O Artista, com 10. Ambos fazem homenagem aos primeiros anos do cinema.


Jean Dujardin
filme

O Artista EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
A Árvore da Vida EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Cavalo de Guerra EstrelinhaEstrelinha
Os Descendentes EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Histórias Cruzadas Estrelinha
O Homem que Mudou o Jogo EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
A Invenção de Hugo Cabret EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Meia-Noite em Paris EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Tão Forte e Tão Perto EstrelinhaEstrelinha

Com 9 indicados em melhor filme, é difícil dizer que alguém ficou de fora, mas em vez da picaretagem Tão Forte e Tão Perto, que passou quase virgem pela temporada de precursores, a lista poderia ter O Espião que Sabia Demais, Tudo pelo Poder ou Os Homens que Não Amavam as Mulheres. Querer Drive, quase completamente ignorado entre os indicados, era demais. Aposto em O Artista.

Martin Scorses
direção

Alexander Payne, Os Descendentes EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Martin Scorsese, A Invenção de Hugo Cabret EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Michel Hazanavicius, O Artista EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Terrence Malick, A Árvore da Vida EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Woody Allen, Meia-Noite em Paris EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha

Na categoria de direção, a presença de Terrence Malick era a menos esperada, mas mesmo assim muita gente apostava em sua indicação. David Fincher, de Os Homens que Não Amavam as Mulheres, é a ausência mais sentida entre os que mais tinham chances. Nicolas Winding Refn, de Drive, seria um golpe de mestre. Steven Spielberg não teve fôlego pra chegar aqui. Aposto em Michel Hazanavicius.

George Clooney
ator

Brad Pitt, O Homem que Mudou o Jogo EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Demián Bichir, A Better Life
Gary Oldman, O Espião que Sabia Demais EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
George Clooney, Os Descendentes EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Jean Dujardin, O Artista EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha

A grande surpresa, claro, foi Demián Bichir, que já tinha conseguido uma indicação do SAG e repetiu o feito aqui. Mas esta surpresa custou a vaga de Michael Fassbender, por Shame, uma grande interpretação, ignorada. Leonardo Di Caprio, mesmo com indicações ao SAG e ao Globo de Ouro, sofreu com a recepção fraca a J. Edgar e não é finalista. A boa notícia é que Gary Oldman, que vinha sendo ignorado pela crítica, mas ganhou um grande força com o Bafta, conseguiu entrar na lista. Infelizmente, Ryan Gosling chegou à reta final com votos divididos, Drive e Tudo pelo Poder, e sem fortes precursores. Aposto em George Clooney.

Meryl Streep
atriz

Glenn Close, Albert Nobbs
Meryl Streep, A Dama de Ferro
Michelle Williams, Sete Dias com Marilyn EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Rooney Mara, Os Homens que Não Amavam as Mulheres EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Viola Davis, Histórias Cruzadas EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha

Esta categoria parecia fechada, mas só quatro das favoritas entraram. Rooney Mara é uma bela indicação surpresa, mas custou a vaga de Tilda Swinton. E o Oscar perdeu a chance de apostar no novo, ignorando Elisabeth Olsen de Martha Marcy May Marlene. Aposto em Meryl Streep.

Christopher Plummer
ator coadjuvante

Christopher Plummer, Toda Forma de Amor EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Jonah Hill, O Homem que Mudou o Jogo EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Kenneth Branagh, Sete Dias com Marilyn EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Max Von Sydow, Tão Forte e Tão Perto EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Nick Nolte, Guerreiro

Aqui, a grande ausência foi Albert Brooks em Drive, embora a performance não tenha me animado. Ele começou a corrida super prestigiado, mas falhou no SAG. Abriu espaço para o papel Oscar bait de Max Von Sydow em Tão Forte e Tão Perto, que não é tão ruim quanto O Leitor, mas é um belo de um engana-trouxa. Ainda bem que não forçaram a barra para indicar Armie Hammer em J. Edgar. Aposto em Christopher Plummer.

Jessica Chastain
atriz coadjuvante

Bérénice Bejo, O Artista EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Jessica Chastain, Histórias Cruzadas EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Janet McTeer, Albert Nobbs
Melissa McCarthy, Missão Madrinha de Casamento EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Octavia Spencer, Histórias Cruzadas EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha

Aqui não tinha como fugir. Seis atrizes chegaram fortes ao final da corrida. Uma teria que sair. No caso, foi a novata Shailene Woodley quem saiu perdendo. Janet McTeer se beneficiou daquela ideia que o Oscar tem de que indicar “duplas” é muito bom, além de ser uma atriz respeitada e já indicada, e a popularidade de Melissa McCarthy na TV ppesou mais. Carey Mulligan, muito bem em Shame, e Vanessa Redgrave, em Coriolanus, foram as outras esnobadas. Aposto, infelizmente, na interpretação-fórmula de Octaviua Spencer.

Woody Allen, Owen Wilson, Marion Cotillard
roteiro original

Annie Mumolo e Kristen Wiig, Missão Madrinha de Casamento EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Asghar Farhadi, A Separação EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
J.C. Chandor, Margin Call EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Michel Hazanavicius, O Artista EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Woody Allen, Meia-Noite em Paris EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha

Apostei numa indicação surpresa de Margin Call e deu certo. Por conta disso, O Abrigo, Win Win e 50/50 ficaram de fora. É ótimo ver A Separação na lista. O prêmio deve ficar entre Hazanavicius e Woody Allen, tendência para o último.

Gary Oldman
roteiro adaptado

Alexander Payne, Nat Faxon, Jim Rash, Os Descendentes EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Bridget O’Connor, Peter Straughan, O Espião que Sabia Demais EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
George Clooney, Grant Heslov, Beau Willimon, Tudo Pelo Poder EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
John Logan, A Invenção de Hugo Cabret EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Aaron Sorkin, Stan Chervin e Steven Zaillian, O Homem que Mudou o Jogo EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha

A esnobada no fraquíssimo Histórias Cruzadas abriu espaço para a única e merecida indicação para Tudo pelo Poder. Os Descendentes deve vencer aqui sem problemas.

filme estrangeiro

Bullhead EstrelinhaEstrelinha (Bélgica)
Footnote (Israel)
In Darkness (Polônia)
Monsieur Lazhar (Canadá)
A Separação EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha (Irã)

animação

Um Gato em Paris
Chico & Rita
Kung Fu Panda 2 EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Gato de Botas EstrelinhaEstrelinha
Rango EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha

fotografia

Emmanuel Lubezki, A Árvore da Vida EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Guillaume Schiffman, O Artista EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Janusz Kaminski, Cavalo de Guerra
Jeff Cronenweth, Os Homens que Não Amavam as Mulheres EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Robert Richardson, Hugo EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha

montagem

O Artista EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Os Descendentes EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
O Homem que Mudou o Jogo EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Os Homens que Não Amavam as Mulheres EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
A Invenção de Hugo Cabret EstrelinhaEstrelinha

direção de arte

O Artista EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Cavalo de Guerra EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
A Invenção de Hugo Cabret EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Meia-Noite em Paris EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha

figurino

Anônimo
O Artista EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
A Invenção de Hugo Cabret EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Jane Eyre
W.E.

maquiagem

Albert Nobbs
A Dama de Ferro
Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha

trilha sonora

Alberto Iglesias, O Espião que Sabia Demais EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Howard Shore, Hugo EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
John Williams, Cavalo de Guerra EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
John Williams, As Aventuras de Tintim EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Ludovic Bource, O Artista EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha

canção

“Man or Muppet”, Os Muppets EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
“Real in Rio”, Rio EstrelinhaEstrelinha

mixagem de som

Cavalo de Guerra EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Os Homens que Não Amavam as Mulheres EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
A Invenção de Hugo Cabret EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
O Homem que Mudou o Jogo EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Transformers: Do Outro Lado da Lua EstrelinhaEstrelinha

edição de som

Cavalo de Guerra EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Drive EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Os Homens que Não Amavam as Mulheres EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
A Invenção de Hugo Cabret EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Transformers: Do Outro Lado da Lua EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha

efeitos visuais

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
A Invenção de Hugo Cabret EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Gigantes de Aço EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Planeta dos Macacos: A Origem EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Transformers: Do Outro lado da Lua EstrelinhaEstrelinha

documentário

Hell and Back Again
If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front
Paradise Lost 3: Purgatory
Pina EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Undefeated

documentário em curta-metragem

The Barber of Birmingham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement
God is the Bigger Elvis
Incident in New Baghdad
Saving Face
The Tsunami and the Cherry Blossom

curta-metragem de animação

Dimanche
The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore
La Luna
A Morning Stroll
Wild Life

curta-metragem de ação

Pentecost
Raju
The Shore
Time Freak
Tuba Atlantic

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O Artista

Jean Dujardin, Bérenice Bejo, Uggie

Na época em que o cinema não falava, foram feitos alguns dos melhores filmes produzidos até hoje. Nestes pouco mais de 30 anos de silêncio absoluto, surgiram também diretores que logo transformaram a função de cineasta num profissão de respeito. O filme ganhou status de obra de arte, seus protagonistas viraram estrelas e Hollywood, no coração de Los Angeles, a capital dessa nação chamada cinema. O Artista, o filme mudo de Michel Hazanavicius, é uma homenagem a esse período, a essa arte, as esses artistas.

Na verdade, não. Porque, soterrado na história dos filmes estão as comédias silenciosas com astros que duraram 2 ou 3 anos, os filmes de aventura extremamente eficientes de diretores que mal passavam de artesãos e não tinham exatamente um conceito e os melodramas, geralmente adaptações de livros e peças teatrais famosas, que de cinema tinham mais a intenção do que propriamente os atributos. É a essa segunda leva de filmes, a esse cinema que não está nos catálogos, que não aparece nas listas de melhores que O Artista saúda.

A maior qualidade de Michel Hazanavicius é fazer o mundo inteiro comprar como um marco um longa que pouco difere das paródias que dirigiu de filmes de espionagem, com agentes bobalhões. O Artista, muito antes de ser uma homenagem ao cinema popular mudo, é um filme de Michel Hazanavicius. Estão lá o protagonista simpaticão, a mocinha adorável, a história simples, o vilão (o cinema falado) e a trilha que embala tudo isso. A suposta ingenuidade do filme segue uma fórmula bastante usada pelo diretor.

No entanto, o que diferencia esse filme das cópias baratas que Hazanavicius produzia antes é todo o entorno. Primeiro, foi preciso que um diretor francês, desconhecido e dono de um currículo qualquer nota, saísse de seu país e invadisse o berço do cinema americano para fazer um filme sobre a transformação mais radical da história dessa arte, a invenção do cinema sonoro. Transformação que afetou a todos a grosso modo, mas que foi muito mais sensível em Hollywood. Mais do que isso, O Artista vira uma obra completamente particular ao se adaptar àquele formato de fazer filmes sem fazer disso um espetáculo.

O choque é mínimo. O que transborda no filme de Hazanavicius é a espontaneidade. O filme flui com uma leveza impressionante, passando pelos gêneros que homenageia, da comédia singela ao folhetim, com sequências de tensão e aventura. Sem pudores, este filme abraça todos os envolvidos se conectando àquele modus operandi numa simbiose em vários níveis. E fazer um filme leve e simples não impede o diretor de criar duas das cenas mais bonitas do ano. Numa delas, Peppy, a adorável Bérénice Bejo, se enamora do paletó de George. Na segunda, a chegada do som ao cinema vira um pesadelo para o protagonista, um Jean Dujardin inspirado.

Então, quando falarem que O Artista é um filme menor, concordem. Filmes menores também podem ser geniais.

 O Artista EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
[The Artist, 2011, Michel Hazanavicius]

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Oscar 2012: apostas em 11/01

A corrida pelo Oscar dá muitas voltas e, desde que eu postei minhas primeiras previsões, em 27 de novembro, muita coisa mudou. A Invenção de Hugo Cabret, que era apenas uma boa aposta, ganhou muitas menções e chega bem à reta final, mas os frontrunners de melhor filme ainda parecem ser O Artista e o excelente Os Descendentes.

Um número incerto de indicados nesta categoria complica as previsões. A Academia definiu que serão entre 5 e 10 os concorrentes a melhor filme. A conta será matemática. Os filmes precisarão alcançar uma determinada porcentagem de votos para virar finalistas. Melhor seria assumir que foi uma cagada aumentar para dez o número de vagas e voltar para os cinco candidatos costumeiros. Mesmo assim, dá para projetar algumas coisas.

Meia-Noite em Paris veio comendo pelas beiradas e também parece uma indicação certeira. Histórias Cruzadas, sucesso de bilheteria e filme-fórmula, deve emplacar também. Cavalo de Guerra ainda tem boas chances, mas só porque os indicados são mais que 5. Aposto na indicação, mas o filme não parece tão forte. Já Os Homens que Não Amavam as Mulheres ganhou um reforço impressionante e deve mesmo aparecer entre os melhores filmes.

Minhas apostas para melhor filme ficariam assim (as estrelinhas são minhas avaliações pessoais sobre a qualidade dos candidatos):

filme
Jean Dujardin
1 O Artista, Michel Hazanavicius
George Clooney
2 Os Descendentes EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, Alexander Payne
Jude Law, Martin Scorsese, Asa Butterfield
3 A Invenção de Hugo Cabret EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, Martin Scorsese
Woody Allen, Owen Wilson, Marion Cotillard
4 Meia-Noite em Paris EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, Woody Allen
Octavia Spencer, Viola Davis
5 Histórias Cruzadas EstrelinhaEstrelinha, Tate Taylor
Steven Spielberg
6 Cavalo de Guerra, Steven Spielberg
Rooney Mara
7 Os Homens que Não Amavam as Mulheres, David Fincher

Eu pararia o número de indicados por aqui, mas caso eles sejam dez apostaria nesses para compor o time: O Homem que Mudou o Jogo, que começou bem sua campanha, parece guardar mais chances em outras categorias. Tudo pelo Poder era uma promessa, passou a corrida injustamente ignorado e ressurgiu com o Globo de Ouro. Tem chances, mas pequenas. A Árvore da Vida, a essa altura, seria uma surpresa na categoria principal.

George Clooney
8 Tudo pelo Poder EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, George Clooney
Brad Pitt
9 O Homem que Mudou o Jogo, Bennett Miller
Terrence Malick, Jessica Chastain
10 A Árvore da Vida EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, Terrence Malick
alternativas: Missão Madrinha de Casamento EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, Paul Feig; Tão Forte e Tão Perto, Stephen Daldry; Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, David Yates; Drive EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, Nicolas Winding Refn; O Espião que Sabia Demais, Tomas Alfredson.

Tão Forte e Tão Perto, além de ter perdido os prazos para ser votado pelos críticos, parece não ter empolgado quase ninguém. Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2, O Espião que Sabia Demais e J. Edgar praticamente desapareceram. Missão Madrinha de Casamento tem mais chances do que todos eles.

direção
Martin Scorses
1 Martin Scorsese, A Invenção de Hugo Cabret EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Michel Hazanavicious
2 Michel Hazanavicius, O Artista
Alexander Payne
3 Alexander Payne, Os Descendentes EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Woody Allen, Owen Wilson, Rachel McAdams
4 Woody Allen, Meia-Noite em Paris EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
David Fincher
5 David Fincher, Os Homens que Não Amavam as Mulheres
alternativas: Steven Spielberg, Cavalo de Guerra; Stephen Daldry, Tão Forte e Tão Perto.

Minhas cinco apostas são os indicados ao Directors Guild of America e essas listas quase nunca batem, mas vamos aguardar. Hazanavicious e Payne se mantêm bem fortes na disputa e recebem a companhia de Scorsese entre os frontrunners. Todos têm alguma chance de vitória. Woody Allen deve mesmo quebrar o jejum e ser indicado a melhor diretor 17 anos depois. A quinta vaga é o que se discute. Spielberg estava muito bem cotado, mas sem o DGA e o Globo de Ouro a situação fica estranha. Por isso, a indicação de Fincher, finalista do DGA, parece uma boa aposta. O Oscar tem o costume de abrir espaço para uma direção mais alternativa. Muitos ainda apostam em Terrence Malick, mas eu acho que suas chances acabaram. Já Stephen Daldry (3 filmes, 3 indicações) parece que vai falhar pela primeira vez.

ator
Hean Dujardin
1 Jean Dujardin, O Artista
George Clooney
2 George Clooney, Os Descendentes EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Brad Pitt
3 Brad Pitt, O Homem que Mudou o Jogo
Leonardo Di Caprio
4 Leonardo DiCaprio, J. Edgar
Michael Fassbender
5 Michael Fassbender, Shame
alternativas: Gary Oldman, O Espião que Sabia Demais; Ryan Gosling, Tudo pelo Poder EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha

Uma categoria que parece bem fácil de prever: Dujardin, Clooney, Pitt e Di Caprio estão indicados para o SAG, o Globo de Ouro e o Critics Choice. Ou seja, não aparecerem na lista do Oscar é bem difícil. Quem parece ter mais chances para ocupar a quinta vaga é Fassbender, que concorre ao GG e ao CC, mas foi ignorado pelo SAG (que preferiu Demián Bichir). Aposto nele, mas ainda acho que a Academia pode sacar uma surpresa da manga e reconhecer que foi o ano do Ryan Gosling (e indicá-lo por Tudo pelo Poder) ou lembrar de Gary Oldman, que foi esnobado pela maioria dos prêmios de críticos apesar dos elogios a sua interpretação. Lembram do Tommy Lee Jones alguns anos atrás?

atriz
Meryl Streep
1 Meryl Streep, A Dama de Ferro
Viola Davis
2 Viola Davis, Histórias Cruzadas EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Glenn Close
3 Glenn Close, Albert Nobbs
Michelle Williams
4 Michelle Williams, Minha Semana com Marilyn EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Tilda Swinton
5 Tilda Swinton, We Need to Talk About Kevin
alternativas: Charlize Theron, Jovens Adultos; Elizabeth Olsen, Martha Marcy May Marlene.

Meio difícil não ser exatamente esta lista: Streep, Williams, Davis e Swinton são finalistas ao SAG, Globo de Ouro e CC. As duas primeiras fazem figuras reais que o Oscar adora. A terceira foi a primeira frontrunner da temporada e lidera um filme de elenco. Apenas Swinton parece mais frágil justamente por seu filme ser mais “difícil”. Mesmo assim, ela goza de bastante prestígio e já inclusive ganhou um Oscar. Por sinal, essas quatro somam 20 indicações e 3 Oscars. Glenn Close, que interpreta um homem e cujo pecado foi não ser indicada ao Critics Choice (pecado light, né?), pode juntar suas 5 indicações a essa conta. Olhando para as outras possibilidades (Theron, cujo filme teve uma uma recepção morna; Olsen, que precisava de muito apoio prévio para superar sua condição de novidade; e Rooney Mara), melhor ficar com essa lista aqui.

ator coadjuvante
Christopher Plummer
1 Christopher Plummer, Toda Forma de Amor EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Albert Brooks
2 Albert Brooks, Drive EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Kenneth Branagh
3 Kenneth Branagh, Minha Semana com Marilyn EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Nick Nolte
4 Nick Nolte, Guerreiro
Jonah Hill
5 Jonah Hill, O Homem que Não Mudou o Jogo
alternativas: Armie Hammer, J. Edgar; Max von Sydow, Tão Forte e Tão Perto

Curiosamente, os dois atores mais certos na disputa (Plummer e Branagh, ambos concorrentes ao SAG, aos Globos e ao Critics Choice), não me empolgaram muito. Brooks, que falhou no SAG, mas concorre ao Globo de Ouro e ao CC – e tem muita moral em Hollywood, me parece igualmente um lock. As duas vagas finais é que são as mais disputadas. Nick Nolte, finalista do SAG e do CC, é uma excelente aposta: já foi indicado duas vezes, é bastante respeitado e tem história. Jonah Hill, por sua vez, com as indicações ao SAG e aos Globos, não pode ser ignorado. As chances de Hammer são remotas, mas a Academia adora indicar casal. Quem sabe? Max von Sydow viu suas chances esvaírem, mas eu não descartaria uma surpresa. Patton Oswalt e Viggo Mortensen concorrem em outra dimensão.

atriz coadjuvante
Octavia Spencer
1 Octavia Spencer, Histórias Cruzadas EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Jessica Chastain
2 Jessica Chastain, Histórias Cruzadas EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Shailene Woodley
3 Shailene Woodley, Os Descendentes EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Bérénice Bejo
4 Bérénice Bejo, O Artista
Melissa McCarthy
5 Melissa McCarthy, Missão Madrinha de Casamento EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
alternativas: Janet McTeer, Albert Nobbs; Carey Mulligan, Shame.

As duas atrizes de Histórias Cruzadas, Octavia Spencer e Jessica Chastain, são as favoritas para ganhar uma indicação. Ambas concorrem ao Globo de Ouro, ao SAG e ao Critics Choice. Embor Spencer pareça preencher mais os requisitos de vencedora (papel simpático e caricato), é Chastain merece muito mais o prêmio, com sua perua ingênua e sexy, a melhor interpretação do filme. Bejo tem as mesmas indicações. Só não está melhor na corrida porque é estrangeira. McTeer não seria uma surpresa já que foi indicada ao SAG e aos Globos, mas o carisma da ótima Woodley, finalista no Globo de Ouro e no CC, mas não lembrada pelo SAG, em sua condição de revelação, me parece uma aposta melhor. McCarthy concorre ao SAG e ao CC, mas falhou nos Globos. No entanto, seu tipo popular e sua fama por “Mike & Molly” podem/devem ajudar. As chances de Mulligan minguaram e as de Vanessa Redgrave parecem ter virado pó.

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Oscar 2012: a corrida para melhor filme

Jude Law, Martin Scorsese, Asa Butterfield

A vitória de A Invenção de Hugo Cabret, de Martin Scorsese, nas categorias de melhor filme e direção, segundo o National Board of Review, reflete a excelente recepção que o longa teve junto aos críticos e põe a obra e o cineasta definitivamente na lista do Oscar. É muito cedo para se falar em vitória, mas a indicação, num ano em que o consenso geral diz que foi fraco, parece certeira.

O Top 10 do National Board of Review, sempre em ordem alfabética, ainda tem O Artista, Os Descendentes e Cavalo de Guerra, três apostas fortes a melhor filme, Tudo pelo Poder e A Árvore da Vida, que andam cotados, mas com moderação, J. Edgar, já que Clint Eastwood é um habituée dessa lista, além de três escolhas mais ousadas: Millenium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres, Drive e Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2.

O último, o réquiem da franquia, todo mundo já esperava que aparecesse aqui e ali. Chegou a se falar em indicação ao Oscar, mas isso parece distante. O filme de David Fincher parece mais figurar para chamar atenção, mas também tinha seus defensores. A escolha que realmente impressiona é a de Drive, já que o filme não era aposta de quase ninguém na categoria principal e entrou numa lista onde Histórias Cruzadas, Meia-Noite em Paris e O Homem que Mudou o Jogo, em especial depois dos prêmios de ator e roteiro dos críticos de Nova York, pareciam barbadas.

Não que a lista do NBOR signifique muito. Todo ano, pelo menos um ou dois finalistas ao Oscar não aparecem nesse Top 10. E é importante lembrar que ninguém viu ainda o filme de Stephen Daldry, Tão Forte e Tão Perto, que é um cara que fez três longas antes desse e concorreu ao Oscar de direção três vezes.

Mesmo no meio da bagunça, não dá pra negar que Hugo começou bem. O filme ainda foi o terceiro melhor do ano segundo o New York Film Critics Circle, que deixou Scorsese na segunda posição entre os diretores. É bem verdade que os críticos podem seguir uma posição radicalmente oposta à Academia, mas Hugo parece um filme universal, embora sua bilheteria ainda seja modesta, assim como seu lançamento.

O NYFCC preferiu O Artista na categoria principal, outro contender que começou bem a carreira, e também premiou seu diretor. O segundo colocado foi Melancolia, de Lars Von Trier, que, por enquanto, parece bem longe de qualquer indicação, mesmo que tenha aparecido na lista de filme estrangeiro dos Spirits Awards, o Oscar do indie (critérios bem diferentes de todos os demais prêmio que só consideram filmes não falados em inglês).

E foi nos Spirits também que O Artista apareceu. Ele concorre na categoria principal, em direção, ator, roteiro e fotografia. Dos candidatos em potencial ao Oscar, Os Descendentes foi o único que apareceu entre os melhores filmes dos Spirits. Teve indicações pra direção, roteiro e atriz coadjuvante, mas flopou entre os protagonistas. O que é curioso porque George Clooney foi o melhor ator do ano segundo o NBOR. E Drive, além da menção do NBOR, foi indicado aos Spirits de filme, direção, ator e ator coadjuvante.

Resumo da ópera: Hugo e O Artista saem na frente na corrida por uma vaga na categoria de melhor filme, com Os Descendentes logo em seguida. O Homem que Mudou o Jogo, Cavalo de Guerra e A Árvore da Vida continuam sendo boas apostas. Tudo pelo Poder cresce na disputa e Histórias Cruzadas e Meia-Noite em Paris ficam mais tímidos. Já Drive começa a parecer uma opção indie. Mas a Academia teria que ser muito legal para que ele fosse indicado…

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Oscar 2012: apostas

No próximo dia 29, o New York Film Critics abre oficialmente a temporada de prêmios de cinema nos Estados Unidos. A agremiação, a mais antiga do país, vai apontar os primeiros favoritos na corrida pelo Oscar 2012. E essa concorrida nunca esteve tão bagunçada.

Sem a definição exata de quantos filmes serão indicados na categoria principal, os principais sites que acompanham o “Oscar Buzz” apostam em seis ou sete finalistas. Depois de dois anos, a Academia resolveu que o mundo estava certo – e ela não – e decidiu que o número de indicados ao Oscar de melhor filme pode variar entre 5 e 10.

Agora com o buzz fervendo, vamos dar uma olhada nas categorias principais.

filme
George Clooney
1 Os Descendentes, Alexander Payne
Jean Dujardin
2 O Artista, Michel Hazanavicius
Woody Allen, Owen Wilson, Marion Cotillard
3 Meia-Noite em Paris EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, Woody Allen
Steven Spielberg
4 Cavalo de Guerra, Steven Spielberg
Octavia Spencer, Viola Davis
5 Histórias Cruzadas EstrelinhaEstrelinha, Tate Taylor
Sandra Bullock
6 Tão Forte e Tão Perto, Stephen Daldry
Jude Law, Martin Scorsese, Asa Butterfield
7 Hugo, Martin Scorsese
Brad Pitt
8 O Homem que Mudou o Jogo, Bennett Miller
George Clooney
9 Tudo pelo Poder EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, George Clooney
Terrence Malick, Jessica Chastain
10 A Árvore da Vida EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, Terrence Malick
alternativas: Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, David Yates; O Espião que Sabia Demais, Tomas Alfredson; Millenium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres, David Fincher; J. Edgar, Clint Eastwood; Young Adult, Jason Reitman.

Muitos favoritos no começo da corrida caíram aqui. J. Edgar dividiu opiniões, A Árvore da Vida começou a ser encostado. Hoje, parecem certeiras as indicações de The Artist, The Descendants, Histórias Cruzadas e Meia-Noite em Paris, que saiu da condição de azarão. O filme de Stephen Daldry é uma boa aposta porque tem Tom Hanks e Sandra Bullock e é baseado num best-seller. A queda de alguns favoritos deu chances a Hugo de Martin Scorsese e até ao último filme de Harry Potter, que pode ser lembrado por sua condição de réquiem. O longa de David Fincher, que ninguém viu, pode ser forte demais para a Academia.

direção
Alexander Payne
1 Alexander Payne, Os Descendeantes
Michel Hazanavicious
2 Michel Hazanavicius, O Artista
Woody Allen, Owen Wilson, Rachel McAdams
3 Woody Allen, Meia-Noite em Paris EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Stephen daldry
4 Stephen Daldry, Tão Forte e Tão Perto
Steven Spielberg
5 Steven Spielberg, Cavalo de Guerra
alternativas: Terrence Malick, A Árvore da Vida EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha; Martin Scorsese, Hugo.

Seguindo a lógica de melhor filme, acho que apenas Tate Taylor não tem muitas chances de ser indicado. O filme estourou nas bilheterias, mas o trabalho de diretor não tem sido muito lembrado. Spielberg fazendo drama é chance certa de indicação e Stephen Daldry só depende das críticas porque concorreu nesta categoria por cada um de seus três longas. Michel Hazanavicious e Woody Allen devem ser indicados. Woody quebraria um jejum de 17 anos. Mas hoje o candidato mais fortes é Alexander Payne.

ator
Hean Dujardin
1 Jean Dujardin, O Artista
George Clooney
2 George Clooney, Os Descendentes
Leonardo Di Caprio
3 Leonardo DiCaprio, J. Edgar
Gary Oldman
4 Gary Oldman, O Espião que Sabia Demais
Michael Fassbender
5 Michael Fassbender, Shame
alternativas: Brad Pitt, O Homem que Mudou o Jogo; Ryan Gosling, Tudo pelo Poder EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha

A maior lástima aqui vai ser uma não-indicação de Ryan Gosling. Como tem dois filmes, Tudo pelo Poder e Drive, a possibilidade de divisão de votos é grande. J. Edgar não teve críticas muito boas, mas a indicação de Di Caprio me parece garantida, assim como a do elogiado Jean Dujardin e a de George Clooney, que é um querido da Academia. Gary Oldman, que nunca concorreu a um Oscar, tem agora sua maior chance. O mais incerto da lista é Michael Fassbender porque o filme é pequeno e alternativo, mas ele já está na lista dos sonhos da Academia há um tempinho. Quem sabe?

atriz
Meryl Streep
1 Meryl Streep, A Dama de Ferro
Viola Davis
2 Viola Davis, Histórias Cruzadas EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Glenn Close
3 Glenn Close, Albert Nobbs
Michelle Williams
4 Michelle Williams, My Week with Marilyn
Charlize Theron
5 Charlize Theron, Young Adult
alternativas: Elizabeth Olsen, Martha Marcy May Marlene; Tilda Swinton, We Need to Talk About Kevin.

Glenn Close interpretando um homem parecia uma certeza, mas ganha cada vez mais adversárias à altura. Meryl Streep e Viola Davis são locks. As duas têm boas chances de ganhar. Charlize Theron faz um filme de Jason Reitman e, nos últimos anos, isso significa indicação. E Michele Williams interpretando Marilyn me parece irresistível para a Academia. Por isso, as chances de Elizabeth Olsen são menores, mas não inexistentes. E Tilda Swinton, embora seu filme possa parecer alternativo demais, não deve ser desprezada.

ator coadjuvante
Christopher Plummer
1 Christopher Plummer, Toda Forma de Amor EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Albert Brooks
2 Albert Brooks, Drive
Max Von Sydow
3 Max von Sydow, Tão Forte e Tão Perto
Kenneth Branagh
4 Kenneth Branagh, My Week with Marilyn
Patton Oswalt
5 Patton Oswalt, Young Adult
alternativas: Armie Hammer, J. Edgar; Philip Seymour Hoffman, Tudo pelo Poder EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha

Dois velhinhos, duas indicações? Parece que sim. Christopher Plummer é tido como favorito. Sua interpretação é boa, embora o papel seja meio forçado. Max Von Sydow é outro veterano de que não se pode esquecer. Albert Brooks parece a coisa mais certa de Drive. E Kenneth Branagh fazendo Laurence Olivier. Quais as chances da Academia ignorar isso? Patton Oswalt tem sido bastante elogiado, mas pode perder a vaga para Armir Hammer, se a Academia abraçar J. Edgar ou para Philip Seymou Hoffman, fazendo o feijão com arroz de sempre, mas sempre muito bem.

atriz coadjuvante
Octavia Spencer
1 Octavia Spencer, Histórias Cruzadas EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Vanessa Redgrave
2 Vanessa Redgrave, Coriolanus
Carey Mulligan
3 Carey Mulligan, Shame
Shailene Woodley
4 Shailene Woodley, Os Descendentes
Bérénice Bejo
5 Bérénice Bejo, O Artista
alternativas: Jessica Chastain, Histórias Cruzadas EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha; Jessica Chastain, A Árvore da Vida EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha

Octavia Spencer é considerada a favorita sem Viola Davis no páreo. Viola tem sido vendida pelo estúdio como protagonista e virou favorita por lá. Fala-se muito em Vanessa Redgrave por Coriolanus, mas o filme não foi muito bem de crítica. Aí vai depender do amor da Academia por Vanessa, que acabou de receber um prêmio honorário. Será que isso ajuda ou a tira da corrida? Carey Mulligan tem Drive e Shame, mas parece que está mais forte pelo segundo como coadjuvante. Não é certeza, mas pode acontecer. A novata Shailene Woodley pode se beneficiar de uma eventual chuva de votos em The Descendants. O mesmo para Bérénice Bejo e The Artist. Resta saber se eles vão ignorar Jessica Chastain, maravilhosa em A Árvore da Vida e elogiada em Histórias Cruzadas.

roteiro original
1 Michel Hazanavicius, O Artista
2 Woody Allen, Meia-Noite em Paris EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
3 Diablo Cody, Young Adult
4 Sean Durkin, Martha Marcy May Marlene
5 Annie Mumolo, Kristen Wiig, Missão Madrinha de Casamento EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
alternativas: Terrence Malick, A Árvore da Vida EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha; Steve McQueen, Abi Morgan, Shame.
roteiro adaptado
1 Alexander Payne, Nat Faxon, Jim Rash, Os Descendentes
2 Steve Zaillian, Aaron Sorkin, O Homem que Mudou o Jogo
3 Eric Roth, Tão Forte e Tão Perto
4 Bridget O’Connor, Peter Straughan, O Espião que Sabia Demais
5 Richard Curtis, Lee Hall, Cavalo de Guerra
alternativas: Tate Taylor, Histórias Cruzadas Estrelinha; George Clooney, Grant Heslov e Beau Willimon, Tudo pelo Poder EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha.
filme estrangeiro
1 A Separação (Irã)
2 In Darkness (Polônia)
3 Beyond EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha (Suécia)
4 Era Uma Vez na Anatólia EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha (Turquia)
5 Pina (Alemanha)
alternativas: A Guerra Está Declarada (França), Footnote (Israel), Respirar EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha (Áustria), O Porto (Finlândia), Where Do We Go Now?(Líbano).
filme de animação
1 As Aventuras de Tintin
2 Rango EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
3 Arthur Christmas
4 Rio EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
5 Carros 2
alternativas: Kung Fu Panda 2, O Gato de Botas.
fotografia
1 Emmanuel Lubezki, A Árvore da Vida EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
2 Guillame Schiffman, O Artista
3 Robert Richardson, Hugo
4 Janusz Kaminski, Cavalo de Guerra
5 Eduardo Serra, Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
alternativas: Jeff Cronenweth, Millenium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres; Tom Stern, J. Edgar.
montagem
1 Anne-Sophie Bion, O Artista
2 Stephen Mirrione, Tudo pelo Poder EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
3 Michael Kahn, Cavalo de Guerra
4 Christopher Tellefsen, O Homem que Mudou o Jogo
5 Thelma Schoonmaker, Hugo
alternativas: Kevin Tent, Os Descendentes; Kirk Baxter, Angus Wall, Millenium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres.
direção de arte
1 Dante Ferretti; Dorothée Baussan, Francesca Lo Schiavo, Hugo
2 Laurence Bennett, O Artista
3 Stuart Craig; Stephenie McMillan, Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
4 Rick Carter; Lee Sandales, Cavalo de Guerra
5 Jack Fisk; Jeanette Scott, A Árvore da Vida
EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha

alternativas: James McAteer; Gernot Thöndel, Um Método Perigoso EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha; Maria Djurkovic, O Espião que Sabia Demais.
figurinos
1 Sandy Powell, Hugo
2 Michael O’Connor, Jane Eyre
3 Mark Bridges, O Artista
4 Arianne Phillips, W.E.
5 Eiko Ishioska, Simonetta Marian, Imortais
alternativas: Lisy Christi, Anônimo; Sharen Davis, Histórias Cruzadas EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha.
maquiagem
1 J. Edgar
2 A Dama de Ferro
3 Albert Nobbs
alternativas: Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas; Lanterna Verde EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha.
trilha sonora
1 Ludovic Bource, O Artista
2 John Williams, As Aventuras de Tintin
3 John Williams, Cavalo de Guerra
4 Howard Shore, Hugo
5 Alexandre Desplat, Tão Forte e Tão Perto
alternativas: Alberto Iglesias, O Espião que Sabia Demais; Trent Reznor, Atticus Ross, Millenium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres.
canção
1 “The Living Proof”, Histórias Cruzadas Estrelinha
2 “Star Spangled Man”, Capitão América EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
3 “Pictures in my Head, Os Muppets
4 “Lay Your Head Down”, Albert Nobbs
5 “Life’s a Happy Song, Os Muppets
alternativas: “Let Me Take You to Rio”, Rio EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha; “The Keeper”, Machine Gun Preacher; “Hell and Back Again”, Hell and Back Again; “Collision of Worlds”, Carros 2;
“Real in Rio”, Rio EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha.
mixagem de som
1 Transformers: O Lado Oculto da Lua
2 Cavalo de Guerra
3 Planeta dos Macacos: A Origem EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
4 Super 8 EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
5 As Aventuras de Tintin
alternativas: Hugo; O Artista.
edição de som
1 Transformers: O Lado Oculto da Lua
2 Super 8 EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
3 As Aventuras de Tintin
4 Rango EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
5 Cavalo de Guerra
alternativas: Planeta dos Macacos: A Origem EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha; O Artista.
efeitos visuais
1 Planeta dos Macacos: A Origem EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
2 Capitão América
3 Transformers: O Lado Oculto da Lua
4 Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
5 A Árvore da Vida
EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha

alternativas: Hugo; Super 8 EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha.
documentário
1 Hell and Back Again
2 Projeto Nim
3 Pina
4 Paradise Lost 3: Purgatory
5 We Are Here
alternativas: If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front; Buck.
 

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