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Oscar 2016: primeiras apostas e especulações

Oscar 2016

Enquanto você está aí, em frente ao computador, Hollywood ferve. A batalha pelo Oscar 2016 começou no dia seguinte à vitória de Birdman no Fuji Theatre. De um lado, os estúdios começam a eleger seus favoritos, empurrando suas estreias para o fim do ano, para que os filmes sejam mais facilmente lembrados por críticos e pela Academia. Do outro, blogues, sites e jornalistas especializados dão seus tiros no escuro, usando perfis, assinaturas e star powers para determinar quem tem chances na disputa do ano que vem mesmo sem ter visto os filmes. Muitos ainda nem ficaram prontos. A movimentação, ao longo dos próximos meses, termina provocando um buzz que, em maior ou menor grau, influencia a corrida.

Neste ano, grandes jogadores voltam ao embate. Steven Spielberg se reúne com Tom Hanks no drama de guerra Bridge of Spies, enquanto David O. Russell reprisa a parceria com Jennifer Lawrence e Bradley Cooper em Joy. Todd Haynes dirige Cate Blanchett em Carol e Leonardo DiCaprio estreia sob a batuta de Alejandro Gonzalez Iñarritu em The Revenant. O indie do ano promete ser Brooklyn, com Saoirse Ronan, mas Quentin Tarantino entrega seu novo filme, The Hateful Eight. Gus Van Sant visita a floresta dos suicidas com Matthew McConaughey em The Sea of Trees e Michael Fassbender vive Steve Jobs no filme de mesmo título, assinado por Danny Boyle. Só pra começar.

Com tanta gente de peso envolvida, vale a pena lançar as primeiras apostas sobre o Oscar do ano que vem. Tudo no escuro. Mais uma divertida tentativa de antecipar os passos da Academia. No decorrer do ano, uns vão subir, outros sumir, novos jogadores aparecerão e alguns filmes serão adiados pro ano que vem. Minhas primeiras apostas são estas aqui.

filme

minhas apostas

Bridge of Spies, Steven Spielberg
Brooklyn, John Crowley
Carol, Todd Haynes
The Hateful Eight, Quentin Tarantino
Joy, David O. Russell
Our Brand is Crisis, David Gordon Green
The Revenant, Alejandro Gonzalez Iñarritu
The Sea of Trees, Gus Van Sant
A Travessia, Robert Zemeckis

no páreo: Beasts of No Nation, Cary Fukunaga; The Danish Girl, Tom Hooper; Demolition, Jean-Marc Vallee; O Coração do Mar, Ron Howard; Suffragette, Sarah Gavron.

direção

minhas apostas

Alejandro González Iñárritu, The Revenant
Gus Van Sant, The Sea of Trees
John Crowley, Brooklyn
Steven Spielberg, Bridge of Spies
Todd Haynes, Carol

no páreo: Cary Fukunaga, Beasts of No Nation; David Gordon Green, Our Brand is Crisis; David O. Russell, Joy; Quentin Tarantino, The Hateful Eight; Tom Hooper, The Danish Girl.

ator

minhas apostas

Bryan Cranston, Trumbo
Eddie Redmayne, The Danish Girl
Jake Gyllenhaal, Demolition
Leonardo DiCaprio, The Revenant
Michael Fassbender, Steve Jobs

no páreo: Ian McKellen, Mr. Holmes; Joaquin Phoenix, Irrational Man; Matthew McConaughey, The Sea of Trees; Tom Courtenay, 45 Years; Tom Hanks, Bridge of Spies.

atriz

minhas apostas

Cate Blanchett, Carol
Charlotte Rampling, 45 Years
Jennifer Lawrence, Joy
Lily Tomlin, Grandma
Saoirse Ronan, Brooklyn

no páreo: Carey Mulligan, Suffragette; Marion Cotillard, Macbeth; Meryl Streep, Ricky and the Flash; Naomi Watts, Demolition; Sandra Bullock, Our Brand Is In Crisis.

ator coadjuvante

minhas apostas

Cillian Murphy, O Coração do Mar
Idris Elba, Beasts Of No Nation
Ken Watanabe, The Sea of Trees
Mark Rylance, Bridge of Spies
Tom Hardy, The Revenant

no páreo: Chris Cooper, Demolition; Emory Cohen, Brooklyn; Forest Whitaker, Southpaw; Jesse Eisenberg, The End of the Tour; Samuel L. Jackson, The Hateful Eight.

atriz coadjuvante

minhas apostas

Amy Ryan, Bridge of Spies
Diane Ladd, Joy
Helena Bonham Carter, Suffragette
Julie Walters, Brooklyn
Rooney Mara, Carol

no páreo: Helen Mirren, Trumbo; Jennifer Jason Leigh, The Hateful Eight; Melissa Leo, Snowden; Meryl Streep, Sufragette; Naomi Watts, The Sea of Trees.

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Trapaça

Trapaça

A Mostra de Cinema do ano passado exibiu, em cópia restaurada, O Grande Golpe, um dos primeiros filmes de Stanley Kubrick, realizado antes de o cineasta entrar em sua fase mais celebrada, quando esteve à frente de projetos mais autorais. Enquanto filme noir, enquanto peça da indústria do entretenimento, o longa de Kubrick atende completamente às expectativas em torno dele. Descreve demoradamente o processo de criação do golpe do título brasileiro, desenha com riqueza de detalhes cada personagem, inclusive os periféricos, e imprime um visual e um ritmo que respeitam e revitalizam o gênero em que se insere. Essa rápida digressão serve para comparar o que Kubrick conseguiu fazer com aquele filme pequeno com o que David O. Russell realizou em Trapaça, indicado a dez Oscars, merecedor de uma ou duas indicações.

Trapaça, como O Grande Golpe, é um filme que emula um gênero, que revisita um tipo de cinema, mas, ao contrário do filme de Kubrick, que não parte de expectativas, o longa de David O. Russell promete muito, mas não cumpre quase nada. Temos um bom elenco em interpretações que são boas, mas nunca oferecem realmente um diferencial. Temos uma trama cuja primeira referência – ou pelo menos a mais óbvia – é o cinema de Martin Scorsese dos anos 70 e 80, mas que, sob o pretexto da leveza, de ser uma “comédia”, não sabe muito bem como se aprofundar nos detalhes da história ou no desenho dos personagens. Temos uma direção que não sabe encontrar um tom certo, o que resulta num filme que é um pouco de tudo e não é muita coisa também. No entanto, há uma excelente reconstituição de época, que recria a era disco sobretudo em figurinos e penteados belíssimos que  deixam o prato mais colorido e perfumado. Não necessariamente saboroso.

O. Russell é um cineasta que transita em gêneros diferentes. Três Reis tinha o ritmo acelerado das deturpações do cinema pós-Quentin Tarantino, Huckabees plagiava a melancolia de um Wes Anderson, mas sem muito talento, O Vencedor, seu melhor filme, retomava um melodrama sério que fazia/faz falta no cinema americano. A história nos apresentou muitos bons diretores que pularam de gênero em gênero (Stanley Kubrick, George Stevens, Robert Wise), mas todos eles, os bons diretores, tinham uma espécie de marca em seu cinema, quando não uma assinatura. Trapaça parece sofrer justamente da falta de coesão do cinema de O. Russell. Este novo longa não dialoga com o que o diretor fez antes. E, sem encontrar uma unidade com sua obra, o filme segue desgovernado, mirando em coisas diferentes, sem desenvolver nenhuma delas, se escondendo na quantidade e não na qualidade de seus atores.

Tudo é muito simpático no filme e seu grande mérito é evocar uma época e um universo fascinantes. A embalagem visual e sonora tenta laçar o espectador, mas falta substância a esse passeio que O. Russell propõe. Christian Bale e Amy Adams são os melhores no filme, mas não há grande cenas para que eles encorpem seus personagens, enquanto Bradley Cooper e Jennifer Lawrence, ela melhor do que ele, reprisam maneirismos de suas interpretações anteriores. Ambos estavam bem muito bem no trabalho anterior do cineasta, O Lado Bom da Vida, única interpretação decente de Cooper. Já Jeremy Renner vai de lá pra cá e fica na coluna do meio mesmo. E a grande questão dos atores parece ser a grande questão do filme: Trapaça tinha chance de acertar em todos os aspectos, se lança inicialmente de maneira interessante para todos os lados, mas não realiza nada. A superficialidade incomoda mesmo num filme sem grandes intenções.

Trapaça EstrelinhaEstrelinha
[American Hustle, David O. Russell, 2013]

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Trailer: American Hustle

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Oscar 2013: direção

Diretor

Ang Lee, As Aventuras de Pi
Benh Zeitlin, Indomável Sonhadora
David O. Russell, O Lado Bom da Vida
Michael Haneke, Amor
Steven Spielberg, Lincoln

Existe uma ala anti-Spielberg que parece numerosa na Academia. Foi ela que não o indicou por Tubarão e A Cor Púrpura, ambos finalistas a melhor filme. Foi ela que rapidamente desistiu de O Resgate do Soldado Ryan, que era favorito, quando o marketing apresentou outro candidato. Eu não tenho muitas dúvidas de que se Ben Affleck tivesse sido indicado ao Oscar de de direção, Spielberg não teria muitas chances de vitória. Mas nem ele, nem Kathryn Bigelow, numa situação esquisita para a Academia, aparecem entre os finalistas deste ano, provavelmente fruto da antecipação do anúncio dos indicados. Resultado: Spielberg ficou sem adversários. Virou franco-favorito. Mas ele não deve ganhar só por isso. Seu filme já rendeu quase US$ 180 milhões e é um belíssimo trabalho. Spielberg se arriscou, saindo de sua zona de conforto, assumindo a teatralidade do roteiro de Tony Kushner, dando espaço para interpretações incríveis.

As chances de um resultado diferente são pequenas, mas moram principalmente nas mãos de Ang Lee. Ele foi o único diretor indicado ao Globo de Ouro, ao DGA, ao Critics Choice e ao Oscar e As Aventuras de Pi é o segundo com o maior número de indicações no ano. Caso a Academia resolva se revoltar contra Spielberg, o que parece bem improvável, eleger Lee parece ser o mais possível. David O. Russell tem chances mínimas. O Lado Bom da Vida foi bastante elogiado, concorre em oito categorias, inclusive nas quatro de elenco, o que lhe dá um respaldo bem razoável, mas provavelmente insuficiente para incomodar o favorito. A indicação de Benh Zeitlin por Indomável Sonhadora foi a surpresa do ano. Não deve passar muito disso. Michael Haneke é um azarão. Amor teve cinco indicações, algo raríssimo para um filme falado em língua estrangeira, mas isto ainda deve ser um grande empecilho para sua candidatura. Pode acontecer se Spielberg tiver poucos votos, mas é bem improvável.

Quem ganha: Steven Spielberg, Lincoln
Quem ameaça: Ang Lee, As Aventuras de Pi
Quem merece: Steven Spielberg, Lincoln
Quem faltou na lista: Paul Thomas Anderson, O Mestre

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Trilha Sonora: Always Alright

Well you come up stairs in the night to talk
Stay a little while then you do a little walk on home

I hear you downstairs smoking cigerettes, I hear you talking shit
Cuz you aint got nothing to talk about at all

Well you take me to the party you got me alone
Said you wanna feel good cuz you feel like you’re gonna explode

I don’t care I can’t pay attention, I don’t give a damn about your
intentions at all

Pass me the whiskey, Pass me the gin
Pass me whatever that drink left is

Well I don’t care if it’s 7 in the mornin’
For all I care it could be the second comin’

You said you couldn’t take it anymore
You can’t live like this, it’s a really big deal

I don’t care I can’t pay attention, I don’t give a fuck about your
intentions at all
Alright
We always alright

Canção: Always Alright
Autor: Alabama Shakes
Intérprete: Alabama Shakes
Filme: O Lado Bom da Vida (David O. Russell, 2012)

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Oscar 2013: trailers de 12 filmes cotados

A bolsa de apostas para o Oscar 2013 segue apontando os filmes que têm mais chances de disputar o prêmio. Os títulos a seguir, em maior ou menor escala, são citados por sites e blogues especializados em analisar a temporada de prêmios de cinema como frontrunners na corrida. Abaixo os trailers (alguns sem legenda) dos filmes que parecem ter mais chance de aparecer na festa de fevereiro de 2013.

Amour, Michael Haneke

Anna Karenina, Joe Wright

Argo, Ben Affleck

Django Unchained, Quentin Tarantino

O Hobbit: Uma Viagem Inesperada, Peter Jackson

O Impossível, Juan Antonio Bayona

Indomável Senhora, de Benh Zeitlin

Life of Pi, Ang Lee

Lincoln, Steven Spielberg

The Master, Paul Thomas Anderson

http://www.youtube.com/watch?v=eQrSX8dhWw0

Les Misérables, Tom Hooper

Promised Land, Gus Van Sant

The Silver Lining Playbook, David O. Russell

http://www.youtube.com/watch?v=ibUk5BdZ-XM

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Top 10 Sight & Sound: votos dos diretores

Aqui seguem algumas das listas individuais dos cineastas para a enquete dos melhores filmes de todos os tempos, organizada pela revista inglesa Sight & Sound. Os títulos dos filmes estão em inglês.

Woody Allen

“Bicycle Thieves” (1948, dir. Vittorio De Sica)
“The Seventh Seal” (1957, dir. Ingmar Bergman)
“Citizen Kane” (1941, dir. Orson Welles
“Amarcord” (1973, dir. Federico Fellini
“8 1/2″ (1963, dir. Federico Fellini)
“The 400 Blows” (1959, dir. Francois Truffaut)
“Rashomon” (1950, dir. Akira Kurosawa)
“La Grande Illusion” (1937, dir. Jean Renoir)
“The Discreet Charm Of The Bourgeoisie” (1972, dir. Luis Bunuel)
“Paths Of Glory” (1957, dir. Stanley Kubrick)

Richard Ayoade

“Persona” (1966, dir. Ingmar Bergman)
“Le Mépris” (1963, dir. Jean-Luc Godard)
“Raging Bull” (1980, dir. Martin Scorsese)
“Ordet” (1955, dir. Carl Theodor Dreyer)
“Barry Lyndon” (1975, dir. Stanley Kubrick)
“Crimes And Misdemeanors” (1989, dir. Woody Allen)
“The Apartment” (1960, dir. Billy Wilder)
“Tokyo Story” (1953, dir. Yasujiro Ozu)
“Make Way For Tomorrow” (1937, dir. Leo McCarey)
“Badlands” (1973, dir. Terrence Malick)

Bong Joon-Ho

“A City Of Sadness” (1989, dir. Hou Hsiao-hsien)
“Cure” (1997, dir. Kiyoshi Kurosawa)
“The Housemaid” (1960, dir. Kim Ki-young)
“Fargo” (1996, dir. The Coen Brothers)
“Psycho” (1960, dir. Alfred Hitchcock)
“Raging Bull” (1980, dir. Martin Scorsese)
“Touch Of Evil” (1958, dir. Orson Welles)
“Vengeance Is Mine” (1973, dir. Shohei Imamura)
“The Wages Of Fear” (1953, dir. Henri-Georges Clouzot)
“Zodiac” (2007, dir. David Fincher)

Francis Ford Coppola

“Ashes And Diamonds” (1958, dir. Andrzej Wajda)
“The Best Years Of Our Lives” (1946, dir William Wyler)
“I Vitteloni” (1953, dir. Federico Fellini)
“The Bad Sleep Well (1960, dir. Akira Kurosawa)
“Yojimbo” (1961, dir. Akira Kurosawa)
“Singin’ In The Rain (1952, dir. Stanley Donen & Gene Kelly)
“The King Of Comedy” (1983, dir Martin Scorsese)
“Raging Bull” (1980, dir. Martin Scorsese)
“The Apartment” (1960s, dir. Billy Wilder)
“Sunrise” (1927, dir. F.W. Murnau)

Jean-Pierre & Luc Dardenne

“Accatone” (1961, dir. Pier Paolo Pasolini)
“The Big Heat” (1953, dir. Fritz Lang)
“Dodes’ka-den” (1970, dir. Akira Kurosawa)
“Germany Year Zero” (1948, dir. Roberto Rossellini)
“Loulou” (1980, dir. Maurice Pialat)
“Modern Times” (1936, dir. Charlie Chaplin)
“The Searchers” (1956, dir. John Ford)
“Shoah” (1985, dir. Claude Lanzmann)
“Street Of Shame” (1956, dir. Kenji Mizoguchi)
“Sunrise” (1927, dir. F.W. Murnau)

Guillermo Del Toro

“Frankenstein” (1931, dir. James Whale)
“Freaks” (1932, dir. Todd Browning)
“Shadow Of A Doubt” (1943, dir. Alfred Hitchcock)
“Greed” (1925, dir. Erich Von Stroheim)
“Modern Times” (1936, dir. Charlie Chaplin)
“La Belle Et La Bete” (1946, dir. Jean Cocteau)
“Goodfellas” (1990, dir. Martin Scorsese)
“Los Olvidados” (1950, dir. Luis Bunuel)
“Nosferatu” (1922, dir. F.W. Murnau)
“8 1/2″ (1963, dir. Federico Fellini)

Sean Durkin

“The Shining” (1980, dir. Stanley Kubrick)
“Rosemary’s Baby” (1968, dir. Roman Polanski)
“Jaws” (1975, dir. Steven Spielberg)
“3 Women” (1977, dir. Robert Altman)
“The Birds” (1963, dir. Alfred Hitchcock)
“The Goonies” (1985, dir. Richard Donner)
“The Piano Teacher” (2001, dir. Michael Haneke)
“Persona” (1966, dir. Ingmar Bergman)
“The Panic In Needle Park” (1971, dir. Jerry Schatzberg)
“The Conformist” (1970, dir. Bernardo Bertolucci)

Michel Hazavanicius

“City Girl” (1930, dir. F.W. Murnau)
“City Lights” (1931, dir. Charlie Chaplin)
“To Be Or Not To Be” (1942, dir. Ernst Lubitsch)
“Citizen Kane” (1941, dir. Orson Welles)
“The Apartment” (1960, dir. Billy Wilder)
“The Shining” (1980, dir. Stanley Kubrick)
“North By Northwest” (1959, dir. Alfred Hitchcock)
“The Third Man” (1949, dir. Carol Reed)
“Raging Bull” (1980, dir. Martin Scorsese)
“Snow White And The Seven Dwarfs” (1937, dir. Walt Disney)

Miranda July

“Blind” (1987, dir. Frederick Wiseman)
“Smooth Talk” (1985, dir. Joyce Chopra)
“Vertigo” (1958, dir. Alfred Hitchcock)
“After Life” (1998, dir. Hirokazu Koreeda)
“Somewhere In Time” (1980, dir. Jeannot Szwarc)
“Cheese” (2007, dir. Mika Rottenberg)
“Punch Drunk Love” (2002, dir. Paul Thomas Anderson)
“The Red Balloon” (1956, dir. Albert Lamorisse)
“A Room With A View” (1985, dir. James Ivory)
“Fish Tank” (2009, dir. Andrea Arnold)

Michael Mann

“Apocalypse Now” (1979, dir. Francis Ford Coppola)
“Battleship Potemkin” (1925, dir. Sergei Eisenstein)
“Citizen Kane” (1941, dir. Orson Welles)
“Avatar” (2009, dir. James Cameron)
“Dr. Strangelove” (1964, dir. Stanley Kubrick)
“Biutiful” (2010, dir. Alejandro Gonzalez Inarritu)
“My Darling Clementine” (1946, dir. John Ford)
“The Passion Of Joan Of Arc” (1928, dir. Carl Theodor Dreyer)
“Raging Bull” (1980, dir. Martin Scorsese)
“The Wild Bunch” (1969, dir. Sam Peckinpah)

Steve McQueen

“The Battle Of Algiers” (1966, dir. Gillo Pontecorvo)
“Zero de Conduite” (1933, dir. Jean Vigo)
“La Regle du Jeu” (1939, dir. Jean Renoir)
“Tokyo Story” (1953, dir. Yasujiro Ozu)
“Couch” (1964, dir. Andy Warhol)
“Le Mépris” (1963, dir. Jean-Luc Godard)
“Beau Travail” (1998, dir. Claire Denis)
“Once Upon A Time In America” (1984, dir. Sergio Leone)
“The Wages Of Fear” (1953, dir. Henri-Georges Clouzot)
“Do The Right Thing” (1989, dir. Spike Lee)

Jeff Nichols

“Cool Hand Luke” (1967, dir. Stuart Rosenberg)
“Badlands” (1973, dir. Terrence Malick)
“Hud” (1963, dir. Martin Ritt)
“The Hustler” (1961, dir. Robert Rossen)
“Lawrence Of Arabia” (1962, dir. David Lean)
“Butch Cassidy And The Sundance Kid” (1969, dir. George Roy Hill)
“Jaws” (1975, dir. Steven Spielberg)
“North By Northwest” (1959, dir. Alfred Hitchcock)
“Stagecoach” (1939, dir. John Ford)
“Fletch” (1985, dir. Michael Ritchie)

David O. Russell

“It’s A Wonderful Life” (1946, dir. Frank Capra)
“Chinatown” (1974, dir. Roman Polanski)
“Goodfellas” (1990, dir. Martin Scorsese)
“Vertigo” (1958, dir. Alfred Hitchcock)
“Pulp Fiction” (1994, dir. Quentin Tarantino)
“Raging Bull” (1980, dir. Martin Scorsese)
“Young Frankenstein” (1974, dir. Mel Brooks)
“The Discreet Charm Of The Bourgeoisie” (1972, dir. Luis Bunuel)
“The Godfather” (1972, dir. Francis Ford Coppola)
“Blue Velvet” (1986, dir. David Lynch)
“Groundhog Day” (1993, dir. Harold Ramis)

Martin Scorsese

“8 1/2″ (1963, dir. Federico Fellini)
“2001: A Space Odyssey” (1968, dir. Stanley Kubrick)
“Ashes And Diamonds” (1958, dir. Andrzej Wajda)
“Citizen Kane” (1941, dir. Orson Welles)
“The Leopard” (1963, dir. Luchino Visconti)
“Palsa” (1946, dir. Roberto Rossellini)
“The Red Shoes” (1948, dir. Michael Powell & Emeric Pressburger)
“The River” (1951, dir. Jean Renoir)
“Salvatore Giuliano” (1962, dir. Francesco Rosi)
“The Searchers” (1956, dir. John Ford)
“Ugetsu Monogatari” (1953, dir. Kenji Mizoguchi)
“Vertigo” (1958, dir. Alfred Hitchcock)

Quentin Tarantino

“The Good, The Bad & The Ugly” (1966, dir. Sergio Leone)
“Apocalypse Now” (1979, dir. Francis Ford Coppola)
“The Bad News Bears” (1976, dir. Michael Ritchie)
“Carrie” (1976, dir. Brian DePalma)
“Dazed And Confused” (1993, dir. Richard Linklater)
“The Great Escape” (1963, dir. John Sturges)
“His Girl Friday” (1940, dir. Howard Hawks)
“Jaws” (1975, dir. Steven Spielberg)
“Pretty Maids All In A Row (1971, dir. Roger Vadim)
“Rolling Thunder” (1977, dir. John Flynn)
“Sorcerer” (1977, dir. William Friedkin)
“Taxi Driver” (1976, dir. Martin Scorsese)

Edgar Wright

“2001: A Space Odyssey” (1968, dir. Stanley Kubrick)
“An American Werewolf In London” (1981, dir. John Landis)
“Carrie” (1976, dir. Brian DePalma)
“Dames” (1934, dir. Ray Enright & Busby Berkeley)
“Don’t Look Now” (1973, dir. Nicolas Roeg)
“Duck Soup” (1933, dir. Leo McCarey)
“Psycho” (1960, dir. Alfred Hitchcock)
“Raising Arizona” (1987, dir. The Coen Brothers)
“Taxi Driver” (1976, dir. Martin Scorsese)
“The Wild Bunch” (1969, dir. Sam Peckinpah)

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O Vencedor

Christian Bale, Mark Wahlberg, Melissa Leo

O Vencedor é um filme tão quadrado que até agora eu tento entender porque gostei tanto dele. O longa mais convencional de David O. Russell é uma mistura de trama de superação e filme de boxe cuja história reproduz os maiores lugares comuns destes, digamos, gêneros. Parece ser um eco de tudo o que já foi feito antes. E o mais esquisito nesse processo inteiro é que seu diretor sempre foi chegado a experimentações visuais e estruturais que somem completamente nesse novo trabalho.

Seria amadurecimento ou adequação a um modelo clássico de contar histórias? Acho que um pouco dos dois, mas o mais importante é que O. Russell parece ter encontrado o segredo da fórmula. Primeiro, sua história cheia clichês, que ainda responde ao perigoso “baseado em fatos reais”, ganha contornos e densidade no roteiro que assume sua linha documental, onde o doc da HBO que o filme mostra vira auto-referência, e procura trabalhar com o drama no modo reserva para evitar espetacularizar vício e pobreza.

É exatamente o contrário de filmes como Preciosa, que carregam seus personagens com as dores e os males do mundo, e perdem o foco. O Vencedor insere seus protagonistas num contexto de decadência do norte-americano médio e consegue fazer de sua pequena história um retrato de um universo de estupidez e ensimesmamento que reflete o miolo do país. A cena em que o casal de namorados vai ao cinema ver um filme espanhol sintetiza bem isso. Nem mesmo uma vitória no ringue serve para que as coisas mudem de verdade.

E O. Russell aos poucos revela que seu filme não é tão simples assim. Na sequência da grande luta, o filme assume camaleonicamente o formato de uma transmissão esportiva de TV. Uma narrativa que faz concessões mínimas aos momentos de ficção para não desdramatizar completamente a história. Mas o mérito deste filme não está exclusivamente no roteiro e na direção, mas mora muito no elenco impecável, do qual Mark Wahlberg – muito bem, embora seu personagem bobão confunda a avaliação sobre sua interpretação – é o protagonista.

Amy Adams, Melissa Leo e Christian Bale acrescentam tantas camadas a seus personagens que a mocinha altiva, a mãe manipuladora e a promessa que não deu certo se tornam descrições simplórias e genéricas que não conseguem abocanhar nem um décimo suas performances poderosas. E sobre Bale, eu, que sempre falei mal dele e de suas limitações, bato na boca. É a interpretação menos óbvia, mais complexa e surpreendente do ano. A cena em que ele entra no carro e canta “I Started a Joke” esfaqueia corações. Ao contrário de outros filmes sobre voltas por cima, cheios de esperança, O Vencedor parece mais disposto a acreditar no conformismo e na desilusão.

O Vencedor EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
[The Fighter, David O. Russell, 2010]

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Huckabees – A Vida é uma Comédia

A música triste de Jon Brion tem o tom exato do melaconcólico universo interior pintado por David O. Russel em seu novo filme. Huckabees – A Vida é uma Comédia, que não chegou a ser lançado nos cinemas brasileiros, é um longa que se utiliza da abstração da comédia, com elementos malucos + mágicos, para se transformar em discurso sobre a solidão. A idéia de criar detetives existenciais para investigar suspeitas coincidências nas vidas das pessoas abre um leque muito interessante sobre impressões do mundo, relevâncias, missões.

O que não funciona como se pretende no filme não funciona por culpa do diretor. O roteiro, com seus privilégios à brincadeira, deixa a bobagem com papel muito mais destacado do que qualquer coisa. O elenco, muito bem escolhido e com belos momentos individuais (Lily Tomlin tem um timing invejável), embarca nessa concepção transformando tudo num enorme brinquedo. Brinquedo que diminui e dissipa os efeitos das questões levantadas, que dá menos importância ao filme. O que é feito da inusitada presença de Isabelle Huppert é quase grotesco. Num cenário destes, a maior surpresa é a delicada interpretação de Mark Wahlberg, que transforma um bombeiro em crise numa grande personagem, complexa e melaconcólica. É realmente o único a acreditar na proposta do filme, seja ela qual for.

Huckabees – A Vida é uma Comédia EstrelinhaEstrelinha½
[I Heart Huckabees, David O. Russell, 2004]

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