Monthly Archives: janeiro 2017

Até o Último Homem

Até o Último Homem

Passaram-se dez anos desde Apocalypto e o anunciado (e elogiado) retorno de Mel Gibson à direção, depois de ser “banido” de Hollywood por bater em sua mulher e tecer comentários anti-semitas, reúne todos os elementos que sempre estiveram presentes em seu cinema: a maneira conservadora de contar uma história; a vontade de fazer um cinema inspirador, celebrando heróis da vida real; a absoluta falta de delicadeza em expor suas ideias e fazê-las movimentar a trama. A primeira e a segunda partes parte do filme servem para que o espectador fique encantado pelo personagem de Andrew Garfield, cujo esforço para parecer adorável é realmente impressionante, mas soa até desnecessário já que todos os outros personagens estão lá justamente para fazê-lo sofrer da maneira mais maniqueísta possível. A curva dramática do protagonista, que ao fim revela suas crenças e ideias, nunca acontece suavemente e ganha motivações traumáticas que Gibson trata como segredinho até perto do fim do filme.

O segundo ato, pelo menos, compensa o velho lugar comum do treinamento militar com um minidrama de tribunal que pelo menos funciona para impulsionar a história. Já na etapa final, a guerra, fica emperrada na necessidade de redimir o herói e dar uma lição de moral em quem condena suas crenças. É uma sucessão de cenas de autocomiseração disfarçadas de altruísmo heroico. Como diretor, Gibson parece bem mais interessado na manipulação dramática do que em criar cenas de guerra realmente impressionantes. Ele abusa do slow motion – é quase slow cinema – e os lugares comuns são infinitos. Toda esta sequência é meio mal dirigida mesmo. O timing das cenas fica seriamente prejudicado com a missão de destacar o caráter do protagonista. O mais revoltante é Gibson tentar se passar por humanista nos minutos finais do filme, depois de retratar os japoneses da maneira mais caricata possível e “se vingando” deles da maneira mais violenta possível, supostamente querendo fazer uma homenagem a todos os homens da guerra, celebrando suas tradições. Não colou. Mais sutileza na próxima.

Até o Último Homem ★★
[Hacksaw Ridge, Mel Gibson, 2016]

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Paraíso

Paraíso

A carreira de Andrei Konchalovskiy é bem curiosa. O diretor trafega com naturalidade entre o cinema de autor e o cinema comercial, com passagens por um cinema algo autoral, algo comercial, que mira em prêmios internacionais, caso deste Paraíso, que ganhou o Leão de Prata de melhor diretor no Festival de Veneza. Dois anos depois do interessantíssimo As Noites Brancas do Carteiro, exibido na Mostra de Cinema de São Paulo, mas infelizmente inédito em circuito, Konchalovsky entra num terreno seguro para atrair comoção internacional, o das histórias da Segunda Guerra Mundial. O roteiro original, escrito pelo próprio cineasta com Elena Kiseleva (com quem também fez dupla no filme anterior), mistura uma certa ousadia questionável com muita burocracia e didatismo. O filme acompanha três histórias que se cruzam durante a guerra e coloca os personagens lembrando de suas vidas numa espécie de mesa de interrogatório que chama a atenção depois que entendemos em que contexto aquilo acontece. A fórmula tenta quebrar a burocracia da narrativa principal, que replica dezenas de filmes feitos sobre o tema, mas parece uma alternativa didática para reforçar tudo o que está acontecendo, pra não deixar dúvidas da “mensagem” que se quer passar.

Paraíso ★½
[Ray, Andrei Konchalovsky, 2016]

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Os Saltimbancos Trapalhões: Rumo a Hollywood

Os Saltimbancos Trapalhões: Rumo a Hollywood

Sentimentos contraditórios em relação ao novo Os Saltimbancos Trapalhões, reimaginação do longa original de 1981, um dos favoritos e mais icônicos do quarteto. Ao mesmo tempo em que as memórias invadem a cabeça a cada cena, em cada reinterpretação da trilha sonora que mais ouvi na vida, faz falta um roteiro que explore melhor a herança que filme deixou. Os Trapalhões mereciam um texto mais bem construído, uma homenagem realmente reverente a tudo o que eles criaram. O filme de João Daniel Tikhomiroff é bem bonito plasticamente (embora pareça um bastidor eterno), mas o roteiro parece uma sucessão de improvisos que retornam ao conceito original da maneira mais óbvia possível.

Uma das coisas mais interessantes é o uso dos figurantes como um coral grego, que se agrupa a cada música, mas essa citação explícita do circo causa um problema: mesmo num filme que preza pela beleza plástica, os personagens, não raramente, estão de costas para a câmera. Mas há trunfos. Outro, muito bom, é a sequência inicial, em “Hollywood”, numa brincadeira/homenagem/tiração de sarro com os comentários de Rubens Ewald Filho nas cerimônias de entrega do Oscar. A ideia de fazer uma reinterpretação do filme original parece um tanto acomodada, ainda mais diante da importância do longa original. Os papeis de Karina, Satã e Tigrana são entregues para outros atores, que se esforçam, mas não acrescentam muita coisa ao que já tinha sido criado. Letícia Colin é uma graça, mas Lucinha Lins era a própria encarnação da delicadeza no primeiro filme.

As críticas a esses filmes que partem das premissas originais de outros filmes, geralmente de sucesso, podem parecer preciosismos nostálgicos, principalmente neste caso dos Trapalhões. Porque, afinal, roteiros bem acabados e interpretações incríveis nunca foram exatamente o forte dos filmes do quarteto, embora haja longas notáveis do grupo de humoristas. Mas, se o princípio do filme é justamente esse, explorar a nostalgia, o espectador, sobretudo aquele que assistiu a esses filmes na infância, no cinema, que tem uma ligação sentimental com esses longas têm todo o direito de querer mais. Ainda assim, é sempre muito bom remexer nos arquivos do coração.

Os Saltimbancos Trapalhões: Rumo a Hollywood ★★½
[Os Saltimbancos Trapalhões: Rumo a Hollywood, João Daniel Tikhomiroff, 2017]

P.S.: Qual o melhor filme dos Trapalhões? Veja meu Top 10.

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Manchester à Beira-Mar

Manchester à Beira-Mar

A mesma dor que machuca o peito de Lee todos os dias, todas as horas, é a razão pela qual ele ainda continua respirando. Faz muito tempo desde que aconteceu a maior tragédia da vida deste típico americano médio, homem simples, que cresceu por seus próprios méritos e talentos. Mas, por mais que todos em volta dele tenham reconstruído suas histórias esquecendo o passado, mirando nos próximos passos, Lee escolheu – aliás, se dedicou – ao luto. A estratégia não era apenas uma maneira de se despedir ou homenagear quem ele perdeu. E nem era somente um refúgio para esquecer e se curar. Lee precisava de mais. A dor se tornou não apenas a força motora na vida deste homem, mas prisão eterna para suas culpas, razão para sua existência.

O luto já foi retratado muitas vezes pelo cinema americano, mas poucas com a profundidade e a complexidade do texto de Kenneth Lonergan. O novaiorquino é essencialmente um dramaturgo, embora suas peças sempre tenham sido escritas para a tela grande. Em seu terceiro filme como diretor-roteirista, Lonergan visita uma cidade portuária de pouco mais e cinco mil habitantes, Manchester-by-the-Sea, em Massachussetts. É para lá, a cidade que tentou esquecer, que Lee tem que voltar porque precisa cuidar de seu sobrinho, que acabou de perder o pai. Joe morreu há pouco tempo e deixou a cargo de Lee a responsabilidade de tomar contra de Patrick. Num ato final generoso, o irmão que sai de cena oferece uma outra chance para o irmão que se auto-condenou.

Com uma delicadeza que nunca o impede de ser fiel ao devastador sentimento do protagonista, Lonergan desenha o caminho para a redenção, o reecontro entre duas pessoas que sempre se amaram e que, a partir de agora, só têm um a outro, e debate a escolha. O cineasta abre espaço, estende a mão, dá permissão para a mudança, mas, interessado em investigar os limites de uma dor, parece deixar a cargo do personagem principal a possibilidade de um recomeço. Lonergan entende que só Lee consegue medir o imenso vazio que sente, só cabe a ele abrir mão do luto que estranhamente o conforta e faz com que sua existência tenha algum sentido. “Aos outros eu devolvo a dó, eu tenho a minha dor”, o personagem parece gritar, em silêncio.

Além de Lee, Lonergan só aceita dividir a responsabilidade sobre o que está por vir com Casey Affleck. De intérprete mediano de voz irritante, Casey cresceu como ator. E aqui ficou imenso. Poucos defenderiam Lee com a paciência, a sutileza e a intensidade com que ele faz, um equilíbrio praticamente impossível, mas que parece fazer muito sentido para um homem que nasceu numa cidade um pouco maior, a menos de duas horas daquele cenário. É só por causa do encontro entre Affleck e Lonergan que começamos a entender a pertinência da dor. É a partir deste mesmo encontro que Manchester à Beira-Mar se estabelece como um dos grandes melodramas do cinema americano, uma obra implacável com quem está de qualquer lado da tela.

Machester à Beira-Mar EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha½
[Manchester by the Sea, Kenneth Lonergan, 2016]

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La La Land – Cantando Estações

La La Land

De todas as artes, o cinema talvez tenha sido a que mais rápido olhou para trás, em vez de continuar procurando novos caminhos. Olhou, gostou e aprendeu que pode reinventar histórias, fórmulas e conceitos eternamente, viver de sua própria coleção de pastiches, assimilar, copiar, traduzir, reinterpretar. Na maioria das vezes, o motivo deste eterno retorno é meramente comercial. Em outras tantas, serve para alimentar a nostalgia, sentimento nobre cada vez mais crescente numa sociedade que parece sempre buscar no passado saídas, soluções ou um simples descanso de tempos tão difíceis. La La Land, o musical de Damien Chazelle, parece ser o melhor exemplo deste cinema-homenagem.

No ano em que Hollywood responde às críticas com filmes mais politizados, mais igualdade de gênero e mais espaço e emprego para um cinema étnico e atores de todas as etnias, Chazelle, o garoto-prodígio que colecionou prêmios com Whiplash, entrega uma fábula escapista que abusa da palheta de cores, que referencia o “sonho americano” e, mais ainda, que declara amor ao cinema de Hollywood. Basicamente, um filme reverencia o passado, que canta o passado. Em termos práticos, os números musicais de La La Land soariam ingênuos, alienados ou até excessivamente conformados para um momento em que o cinema precisaria encher o peito para discursar contra a onda conservadora que promete se instalar de vez nos Estados Unidos a partir de agora.

Mas ter a nostalgia como matéria-prima não significa abraçar a ingenuidade ou fazer um cinema conservador. La La Land parte de uma série de referências muito maior do que as mais óbvias e sabe coletá-las, reinterpretá-las e nunca meramente copiá-las. A homenagem de Chazelle não apenas remonta os musicais clássicos de Vincente Minnelli ou Stanley Donen, embora Cantando na Chuva apareça em várias citações. Existe muito da leveza e da delicadeza de Jacques Demy, seja na luz, nas cores vivas, nos arranjos simples e nas coreografias simpáticas demarcando a narrativa.

Pouco importa se Ryan Gosling não convence tanto assim como jazzista ou se Emma Stone parece crua demais para acreditarmos nela como grande estrela. Cabe tudo na fábula, dos sonhos românticos às pequenas alfinetadas no sistema e falta de identidade daquela massa de concorrentes a um posto abaixo dos holofotes. Holofotes muitíssimo bem posicionados, é bom observar. A sequência do observatório, que começa com uma citação explícita a Juventude Transviada termina com mais uma homenagem a Cantando na Chuva ou, se for para citar um filme menos “pé no chão”, que namora com a liberdade criativa de um Núpcias Reais.

Se escalar Ryan Gosling e Emma Stone, em sua terceira parceria, parece uma aposta pouco arriscada para uma comédia romântica, Chazelle ousa ao colocar seus heróis não-cantores para cantar, explorando suas vozes até o limite, bem pequeno no caso dele, um pouco maior no caso dela. O mais interessante é que a experiência não apenas funciona satisfatoriamente, mas vai além porque humaniza os personagens e valoriza as belas melodias de Justin Hurwitz, que poderiam morrer em gritos de ex-competidores do American Idol. Ao proteger seu impecável conjunto de canções, La La Land tanto preserva esse charme nostálgico dos musicais de outros tempos quanto chega bem pertinho do espectador.

O primeiro mandamento de Chazelle é sempre jogar limpo com quem está do outro lado da tela. E mesmo quando o clichê ameaça se instalar no único momento de virada da narrativa, Chazelle parece se recusar a seguir a fórmula de sempre e, em cinco minutos, resolve as arestas e abre caminho para um desfecho surpreendente. Uma sequência circular que, mesmo frustrando as regras mais rígidas dos filmes românticos, é de um amor imenso pelos personagens e pelo cinema.

La La Land – Cantando Estações EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha½
[La La Land, Damien Chazelle, 2016]

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#Cinema2016: melhores do ano

Há alguns anos, o Filmes do Chico convida críticos, blogueiros, jornalistas e cinéfilos para elegerem os melhores do ano no cinema. Paralelamente a isso, na fanpage do blogue no Facebook, convido os leitores a votar também em várias categorias. Estes são os resultados de 2016. Obrigado a todos que participaram.

filme

filme

críticos

1 Elle, Paul Verhoeven
2 Aquarius, Kleber Mendonça Filho
3 Carol, Todd Haynes
4 O Cavalo de Turim, Béla Tarr
5 As Montanhas Se Separam, Jia Zhang-ke
6 Certo Agora, Errado Antes, Hong Sang-soo
7 A Chegada, Denis Villeneuve
8 A Assassina, Hou Hsiao-hsien
9 A Bruxa, Robert Eggers
10 Os Oito Odiados, Quentin Tarantino

leitores

1 Aquarius, Kleber Mendonça Filho
2 Carol, Todd Haynes
3 Elle, Paul Verhoeven
4 A Bruxa, Robert Eggers
5 Os Oito Odiados, Quentin Tarantino
6 A Chegada, Denis Villeneuve
7 Boi Neon, Gabriel Mascaro
8 Spotlight, Tom McCarthy
9 O Abraço da Serpente, Ciro Guerra
10 A Grande Aposta, Adam McKay

direção

direção

críticos

1 Paul Verhoeven, Elle
2 Kleber Mendonça Filho, Aquarius
3 Todd Haynes, Carol
4 Béla Tarr, O Cavalo de Turim (codireção: Ágnes Hranitzky)
5 Denis Villeneuve, A Chegada
5 László Nemes, O Filho de Saul

leitores

1 Kleber Mendonça Filho, Aquarius
2 Paul Verhoeven, Elle
3 Todd Haynes, Carol
4 Denis Villeneuve, A Chegada
5 Quentin Tarantino, Os Oito Odiados

ator

ator

críticos

1 Michael Fassbender, Steve Jobs
2 Jacob Tremblay, O Quarto de Jack
3 Juliano Cazarré, Boi Neon
4 Geza Röhrig, O Filho de Saul
5 Tom Hanks, Sully – O Herói do Rio Hudson

leitores

1 Jacob Tremblay, O Quarto de Jack
2 Juliano Cazarré, Boi Neon
3 Leonardo DiCaprio, O Regresso
4 Michael Fassbender, Steve Jobs
5 John Goodman, Rua Cloverfield 10

atriz

atriz

críticos

1 Isabelle Huppert, Elle
2 Sonia Braga, Aquarius
3 Cate Blanchett, Carol
4 Isabelle Huppert, O Que Está por Vir
5 Brie Larson, O Quarto de Jack

leitores

1 Sonia Braga, Aquarius
2 Isabelle Huppert, Elle
3 Cate Blanchett, Carol
4 Rooney Mara, Carol
5 Amy Adams, A Chegada

ator coadjuvante

ator coadjuvante

críticos

1 Christian Bale, A Grande Aposta
2 Teruyuki Kagawa, Creepy
3 Samuel L. Jackson, Os Oito Odiados
4 John Goodman, Rua Cloverfield 10
4 Alden Ehrenreich, Ave, César!

leitores

1 Alden Ehrenreich, Ave, César!
2 Samuel L. Jackson, Os Oito Odiados
2 Christian Bale, A Grande Aposta
3 Steve Carrell, A Grande Aposta
4 Humberto Carrão, Aquarius
4 Mark Ruffalo, Spotlight

atriz coadjuvante

atriz coadjuvante

críticos

1 Jennifer Jason Leigh, Os Oito Odiados
2 Mya Taylor, Tangerine
3 Daniela Nefussi, Mãe Só Há Uma
4 Maeve Jinkings, Boi Neon
4 Rooney Mara, Carol

leitores

1 Jennifer Jason Leigh, Os Oito Odiados
2 Maeve Jinkings, Aquarius
3 Maeve Jinkings, Boi Neon
4 Kate Winslet, Steve Jobs
5 Mya Taylor, Tangerine

brasileiro

filme brasileiro

críticos

1 Aquarius, Kleber Mendonça Filho
2 Boi Neon, Gabriel Mascaro
3 Sinfonia da Necrópole, Juliana Rojas
4 O Silêncio do Céu, Marco Dutra
5 Mãe Só Há Uma, Anna Muylaert
6 Mate-me Por Favor, Anita Rocha da Silveira
7 Ela Volta na Quinta, André Novais
8 Cinema Novo, Eryk Rocha
9 Campo Grande, Sandra Kogut
10 A Frente Fria que a Chuva Traz, Neville de Almeida

leitores

1 Aquarius, Kleber Mendonça Filho
2 Boi Neon, Gabriel Mascaro
3 Mãe Só Há Uma, Anna Muylaert
4 Nise – O Coração da Loucura, Roberto Berliner
5 Sinfonia da Necrópole, Juliana Rojas

filme de estreia

filme de estreia

críticos

1 A Bruxa, Robert Eggers
2 O Filho de Saul, László Nemes
3 Mate-me, Por Favor, Anita Rocha da Silveira

leitores

1 A Bruxa, Robert Eggers
2 Rua Cloverfield, 10, Dan Trechtenberg
3 Para Minha Amada Morta, Aly Muritiba

Para as demais categorias, quesitos mais técnicos, eu consultei somente os críticos, que, em voto único, elegiam seu favorito em cada categoria.

técnicos

roteiro

1 Elle, David Birke & Harold Manning
2 Sieranevada, Cristi Puiu, e Aquarius, Kleber Mendonça Filho
3 Certo Agora, Errado Antes, Hong Sang-soo

fotografia

1 A Assassina, Ping Bin Lee
1 Carol, Edward Lachman
3 O Cavalo de Turim, Fred Kelemen

montagem

1 A Grande Aposta, Hank Corwin
2 Elle, Job ter Burg
3 Cinema Novo, Renato Valone, e Coração de Cachorro, Melody London & Katherine Nolfi

direção de arte

1 Carol, Judy Becker
2 A Assassina, Wen-Ying Huang
3 Demônio de Neon, Elliott Hostetter

trilha sonora

1 Carol, Carter Burwell
2 Os Oito Odiados, Ennio Morricone
3 Demônio de Neon, Cliff Martinez

som

1 A Chegada
2 O Cavalo de Turim
3 Aquarius e A Assassina

efeitos visuais

1 Doutor Estranho
2 A Chegada, Mogli, o Menino Lobo e Rogue One: Uma História Star Wars
3 Sully – O Herói do Rio Hudson

Votaram nesta edição:

Adriano Garrett, Ailton Monteiro, Alex Gonçalves, Alysson Oliveira, Amanda Aouad, Ana Clara Matta, André Dib, Bruno Ghetti, Camila Vieira, Carlos Massari, Cecilia Barroso, Chico Fireman, Christopher Faust, Cristiane Massuyama, Daniel Dalpizzolo, Daniel Feix, Daniel Herculano, Daniel Schenker, Davi Mello, Diego Maia, Eduardo Gomes, Egídio La Pasta Jr., Fabricio Cordeiro, Felipe Moraes, Filippo Pitanga, Francisco Carbone, Francisco Russo, Gabriel Carneiro, Guilherme Martins, Gustavo Joseph, Hélio Flores, Isabel Wittmann, Ivonete Pinto, Kamila Azevedo, Layo Barros, Leo Name, Luiza Luzvarghi, Marcelo Costa, Marcelo Miranda, Márcia Schmidt, Maria do Rosário Caetano, Mariane Morisawa, Michel Simões, Nayara Renaud, Paulo Henrique Silva, Pedro Butcher, Pedro Strazza, Rafael Argemon, Rafael Carvalho, Rodrigo Salem, Rodrigo Torres, Ronald Perrone, Samantha Brasil, Sandro Serpa, Saymon Nascimento, Sérgio Rizzo, Suzana Vidigal, Tatá Snow, Tatiana Babadoubolos, Tiago Faria, Tiago Ramos, Tuna Dwek, Vitor Búrigo, Wallace Andrioli.

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