Monthly Archives: julho 2014

Guardiões da Galáxia

Guardiões da Galáxia

Chegou o momento que todo mundo temia: a Marvel foi pro espaço. Depois de seis anos transportando e traduzindo seu complexo universo para o cinema, acertando em maior ou menor grau na transposição de alguns de seus principais heróis para as telas, a Casa de Ideias decidiu decolar voo, mirando lá no meio das mais distantes galáxias. A ousadia estava em abrir mão dos nomes mais conhecidos de seu casting interestelar (alguns estão sob as garras de outros megaestúdios; outros simplesmente não atenderiam aos objetivos do projeto Marvel nos cinemas). A aposta foi num grupo publicado esparsamente ao longo das últimas cinco décadas. Personagens cujas histórias pouca gente – ou quase ninguém – efetivamente leu. Até porque os integrantes deste grupo mudaram drasticamente neste período.

A surpresa de toda a crítica tem sido em como Guardiões da Galáxia funciona exemplarmente nas telas, misturando ação e humor numa dosagem certa, e ainda servindo de ponte para a próxima aventura da editora/estúdio, mas o improvável longa dirigido por James Gunn, um cineasta surgido nos porões do cinema trash, é mais do que um produto eficiente, é  um dos melhores filmes adaptados dos quadrinhos da Marvel. Um dos principais motivos para isto é justamente o que provavelmente deixará este longa fora das listas de melhores filmes baseados em quadrinhos nos próximos anos: a invisibilidade de seus personagens. Com protagonistas praticamente desconhecidos, com um grupo sem tradição, Gunn foi capaz de fazer um trabalho despretensioso, em que pode tomar liberdades sem se preocupar com fãs xiitas ou grandes obrigações mercadológicas.

É quase como se estivéssemos diante de uma ficção-científica absolutamente nova, que não nega sua natureza de blockbuster e transita com extrema facilidade entre os filmes do gênero feitos entre meados dos anos 70 e o começo da década seguinte. Plasticamente, o filme é bem arriscado também porque aposta num visual ultracolorido, que o diretor de fotografia, cenógrafos, figurinistas e principalmente maquiadores administram com uma invejável exatidão. A mistura de cores sempre parece estar no limite, mas tudo funciona muito bem e serve aos propósitos dos realizadores. Assumidamente leve, o roteiro de Guardiões da Galáxia oferece cenas de ação deliciosas (como a fuga da prisão espacial) na mesma medida em que cria momentos  extremamente sentimentais (quando Groot muda seu discurso pela primeira vez), sem nunca passar do ponto.

Os atores estão muito à vontade em seus papéis, o que ajuda bastante à engrenagem, com destaque para Chris Pratt e Zoe Saldana, intérpretes do Senhor das Estrelas e de Gamora, mas tanto Dave Bautista, que faz Drax, o Destruidor, quanto Michael Rooker, no papel de Yondu Udonta, têm performances deliciosas. Agora, se há um homem para saudar, este é Bradley Cooper, completamente entregue à amoralidade de Rocket Racoon, com dezenas de falas memoráveis. E Groot é o melhor personagem da vida de Vin Diesel. E sua melhor interpretação também. Todo eles parecem se divertir tanto no filme que dá pra entender porque atores como Glenn Close, Djimon Honsou e John C. Reilly aceitaram fazer papéis tão pequenos. Esta coloquialidade de Guardiões da Galáxia, sem grandes poderes e responsabilidades, mesmo em seus momentos mais arriscados deve aproximar muito o espectador.

James Gunn pontua a história do grupo de outsiders intergaláticos, reunido por acaso, com um humor caseiro que dialoga não apenas com o público que lê quadrinhos ou que consome ficção-científica, mas com um espectador interessado em dar boas risadas no cinema, que vai ser capaz de identificar uma história com começo, meio e fim, mesmo dentro de um projeto maior. Enquanto a DC transforma até seus heróis mais solares em personagens amargurados e carracundos achando que esse é o caminho para traduzi-los com dignidade para o cinema, a Marvel resolveu olhar para as estrelas com a curiosidade e o improviso de um garoto que ganhou sua primeira luneta para abrir um universo de possibilidades para seus personagens e espectadores.

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[Guardians of the Galaxy, James Gunn, 2014]

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Oscar 2015: trailers de 11 filmes que têm chance de ser indicados

Estamos a pouco menos de seis meses do anúncio dos indicados ao Oscar, mas muito do que veremos na lista de melhores da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos já está, se não definido, pelo menos insinuado. A bolsa de apostas de sites e blogues de cinema leva em conta os nomes dos diretores, o perfil e a estirpe das histórias, elenco, estúdios, datas.  Há pelos menos três filmes apontados como fortes pré-concorrentes à temporada de prêmios que ainda não têm trailer (Inherent Vice, de Paul Thomas Anderson, Men, Women and Children, de Jason Reitman, e The Theory of Everything, de James Marsh), mas boa parte dos principais candidatos já têm pelo menos teasers no YouTube mais próximo. Relacionei aqui os vídeos de todos eles. Como todos os anos, alguns filmes ainda devem aparecer do nada nos próximos meses, mas a linha geral do Oscar 2015 já começou a ser desenhada.

Birdman, Alejandro Gonzalez Iñarritú

Boyhood, Richard Linklater

Foxcatcher, Bennett Miller

Fury, David Ayer

Gone Girl, David Fincher

O Grande Hotel Budapeste, Wes Anderson

The Imitation Game, Morten Tyldum

Interstellar, Christopher Nolan

Mr. Turner, Mike Leigh

Unbroken, Angelina Jolie

Wild, Jean-Marc-Vallée

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Amar, Beber e Cantar

Amar, Beber e Cantar

A encenação sempre esteve no centro do cinema de Alain Resnais e se tornou uma obsessão em seus últimos filmes. Amar, Beber e Cantar, a despedida do cineasta, que morreu em março deste ano, parece um réquiem coerente com a carreira de um diretor que reinventou o cinema algumas vezes ao longo de seus quase 70 anos de atividade. Com um humor e uma leveza que falta à maioria dos revolucionários, Resnais encena a encenação sem nunca mostrá-la de fato. Os personagens falam sobre a peça que estão ensaiando, mas ao espectador é reservado apenas o direito de imaginar os movimentos daqueles atores amadores.

Como fez nos longas gêmeos Smoking e No Smoking, que, como neste último filme, têm por base peças do inglês Alan Ayckbourn, Resnais trabalha com cenários artificiais, que emulam casas, jardins e fazendas, trazendo a encenação para o primeiro plano, acima da história que está sendo contada, ressaltando o trabalho dos atores. A companheira de muitos anos Sabine Azéma e o colaborador de todos os últimos filmes, André Dussolier, lideram um elenco enxuto que tem Hippolyte Girardot, Sandrine Kiberlain, Michel Vuillermoz e a excelente Caroline Sihol. Todos interpretam com o objetivo de desmistificar a relação entre ator e espectador.

Também existe uma ligação direta entre este último filme e o trabalho anterior de Resnais, Vocês Ainda Não Viram Nada!. Naquele longa, atores profissionais se reuniam depois da morte de um dramaturgo e eram convocados a realizar seu último desejo, o de encenar mais uma vez o texto de uma peça, procurando esgotar as possibilidades de reinterpretação. Aqui, um grupo de amigos, todos amadores, é convidado para participar dos ensaios uma montagem. O texto não importa, mas, sim, a encenação do bastidor. Nos dois filmes, personagens fantasmas estão centro da ação: no longa anterior, é o dramaturgo que nunca é visto. Em Amar, Beber e Cantar, nem a diretora da peça nem o amigo comum a todos os personagens entram em cena.

O passeio cruel e poético pelos campos de concentração em Noite e Neblina, o conto anti-guerra em três atos de Hiroshima, Meu Amor, a desconstrução da narrativa em O Ano Passado em Marienbad. Os filmes de Alain Resnais nunca se encerraram em sua primeira instância. Os cenários artificiais desta última obra apresentam o cinema como um palco de ilusões onde a encenação parece o reflexo de um modelo de comportamento. A narrativa está viciada não apenas na arte, parece alertar o cineasta. Ao eleger a forma como uma maneira de desnudar o texto e a interpretação, o diretor não pretende nos convencer de sua história, nem nos vender seus personagens, mas nos entrega de bandeja uma maneira de prospectar sobre a vida. Como um bom revolucionário, Resnais  não desistiu nem no fim.

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[Aimer, Boire et Chanter, Alain Resnais, 2014]

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Top 40: os melhores primeiros filmes de todos os tempos

Alfred Hitchcock, Ingmar Bergman, Kenji Mizoguchi, Rainer Werner Fassbinder. A história do cinema mostra que muitos de seus diretores mais respeitados tiveram que fazer dois, três, quatro, muitos filmes para conseguir algum reconhecimento. A maturidade cinematográfica destes e de tantos outros nomes foi sendo lapidada aos poucos. Mas há um farto punhado de casos em que cineastas, desde seus primeiros trabalhos, entregaram obras que marcaram, quando não revolucionaram, a história do cinema. Recentemente, alguns cineastas estreantes mostraram serviço com pérolas como Distrito 9, de Neill Blomkamp, Procurando Sugar Man, de Malik Bendjelloul, e Las Acacias, Pablo Giorgelli. Mas quais seriam as melhores primeiras obras de todos os tempos? Avanços tecnológicos, pioneirismo temático, maestria técnica, influência. Os “motivos” na hora de elencar os melhores primeiros filmes já feitos são diferenciados. Dando continuidade ao Projeto Top 40, uma visita aos baús da história do cinema e a minha própria história, segue a lista com os 40 melhores filmes de estreia.

Dark Star

40 Dark Star
[Dark Star, John Carpenter, 1974]

O longa de estreia de John Carpenter é datado, barato, com efeitos toscos, nonsense e quase esquizofrênico. O cineasta passeia pela fronteira do kitsch e da comédia simplista, mas Dark Star faz uma crítica ferrenha aos militares, ao autoritarismo e ao imperalismo dos EUA e tem mais subtextos do que dá pra descrever, geralmente travestidos de bobagem.

Eraserhead

39 Eraserhead
[Eraserhead, David Lynch, 1977]

As sementes de tudo o que David Lynch viria fazer em quase quatro décadas de carreira estão neste primeiro longa do cineasta. Em Eraserhead, ele traz a experiência do terror a partir da deformação do corpo, reforçado pelo preto-e-branco da fotografia, já lança o surrealismo como elemento narrativo e experimenta trabalhar com sonhos e alucinações.

A Idade de Ouro

38 A Idade do Ouro
[L'Âge d'Or, Luis Buñuel, 1930]

Luis Buñuel sempre foi um provocador e seu primeiro longa-metragem, mais uma parceria (ainda que não concretizada) com Salvador Dalí, era uma crítica poderosa ao comportamento burguês. Um dos primeiros a utilizar os signos e códigos do surrealismo no cinema, o diretor faz aqui uma coleção de cenas sem linearidade, cheia de humor negro e imagens bizarras que cristalizam sua proposta de alfinetar o clero e as instituições burguesas.

A Faca na Água

37 A Faca na Água
[Nóz w Wodzie, Roman Polanski, 1962]

O primeiro longa-metragem de Polanski é uma poderosa história sobre o quanto a chegada de um estranho pode dizer sobre o que existe entre um homem e uma mulher e sobre o comportamento humano. O encontro entre os personagens se transforma num campo fértil para uma batalha de classes e um conflito de gerações.

São Paulo, Socieade Anônima

36 São Paulo, Sociedade Anônima
[São Paulo, Sociedade Anônima, Luis Sergio Person, 1965]

Em seu primeiro filme, Luis Sérgio Person tentou entender São Paulo e o paulistano em pleno processo de industrialização. São Paulo, Sociedade Anônima faz uma radiografia da alma da cidade e de sua ambiguidade, que oferece possibilidades ao mesmo tempo em que massacra o ser humano. O personagem de Walmor Chagas, um operário que virou sócio de uma fábrica, é o homem que tenta se encaixar nesse processo.

Reino Animal

35 Reino Animal
[Animal Kingdom, David Michôd, 2010]

O cinema já mostrou várias famílias criminosas, mas o australiano David Michôd encontrou uma maneira melancólica e intimista de apresentar os Codys. Num filme essencialmente masculino, é uma mulher quem comanda a família e a ação. A presença magnética de Jackie Weaver e a mão equilibrada do diretor levam Reino Animal para um lugar diferenciado na lista de filmes do gênero.

A Estirpe dos Malditos

34 A Estirpe dos Malditos
[Children of the Damned, Anton M. Leader, 1964]

Parece uma continuação picareta de A Aldeia dos Amaldiçoados, mas o filme é o retrato de uma época e uma reflexão sobre intolerância étnica. Os stills incomuns da abertura cedem espaço para um elaborado trabalho de fotografia, que serve de apoio para um dos melhores filmes políticos já vistos. É facil classificá-lo como datado, mas a Guerra Fria nunca foi tão bem traduzida num longa-metragem.

Força do Mal

33 A Força do Mal
[Force of Evil, Abraham Polonsky, 1948]

Abraham Polonsky só assinou três filmes, talvez por ter sido vítima da caça às bruxas imposta em Hollywood nos anos 50. Mas seu primeiro trabalho, A Força do Mal, é um longa impecável: um filme noir muito além da maioria dos filmes noir, que ao mesmo tempo que radiografa o mundo do crime na cidade grande, entende a ganância como uma força maligna que oprime o homem.

Sombras

32 Sombras
[Shadows, John Cassavetes, 1959]

Numa época em que o cinema americano dava voltas ao redor de um padrão, John Cassavetes choca a plateia com a história de uma mulher negra e suas relações com o namorado branco e com os irmãos. O roteiro é simples e Sombras se concentra muito mais numa sucessão de cenas que parecem parte do fluxo da vida. A encenação fica em segundo plano. O filme de Cassavetes quer trazer o improviso para o foco.

Killer of Sheep

31 Killer of Sheep
[Killer of Sheep, Charles Burnett, 1977]

O roteiro é quase um fiapo em Killer of Sheep, mas Charles Burnett estava muito mais interessado em decifrar seus personagens do que em contar uma historinha. Registrando fatos corriqueiros na vida, dedicando-se a detalhes do cotidiano de uma comunidade de negros nos Estados Unidos, o diretor deu voz a um grupo geralmente ignorado pelo cinema americano e ajudou a traduzir um status quo.

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O Grande Hotel Budapeste

O Grande Hotel Budapeste

O filme anterior de Wes Anderson, Moonrise Kingdom, parecia catalisar o projeto de cinema que o diretor vinha desenvolvendo desde seu primeiro longa. A melancolia, a afetação e a obsessão por uma paleta de cores milimetricamente calculada, marcas das quais o cineasta sempre abusou, de repente, apareciam sob um spotlight gigante. Tudo é levado ao extremo, desde o comportamento blasé dos personagens às cores da fotografia e direção de arte. As características que geralmente eram os maiores trunfos para que Anderson desenvolvesse uma linguagem e um universo próprios tinham chegado a um grau de estilização que situavam o filme numa dimensão artificial que se resolve em si mesma. A forma havia vencido o conteúdo.

O Grande Hotel Budapeste segue um fluxo completamente oposto. Embora todas as marcas do diretor estejam lá, Wes Anderson utiliza cada uma delas como argamassa para criar uma base sólida e levantar essa nova obra. E não como um fim. A história fictícia do famoso concierge de um hotel europeu refinado no início dos anos 30 tanto tem elementos dos romances de Stefan Zweig, influência assumida pelo diretor, quanto o espírito livre das screwball comedies, as comédias malucas que Hollywood produzia a rodo nesta mesma década e na seguinte, com cortes e diálogos rápidos e ousados. Ernst Lubitsch, um dos principais autores destes filmes, é outra referência imediata para o diretor. Essa moldura traz frescor para o filme de Anderson que soma à trama uma história de assassinato. Deliciosa.

Que ninguém se engane pelo elenco numeroso, a maioria aparece em uma ou duas cenas. Mas isso não importa muito quando se tem Ralph Fiennes. O homem está possuído no papel principal, mas sua personagem só funciona com tanta plenitude por causa de sua interação com Tony Revolori, que aos 17 anos estreia em longas-metragens e é um coprotagonista com uma impressionante desenvoltura. Os dois atores compram a proposta do diretor e constroem, junto com ele, a atmosfera do filme. A personagem de Fiennes, seríssimo no trabalho, austero com seus subordinados e extremamente sedutor para as clientes que atende com dedicação, sobretudo quando elas são senhoras mais velhas, parece simples, mas mostra um ator dedicado aos detalhes, que se adapta ao vai e vem de ritmos do filme.

Ora Monsieur Gustave é um lorde, ora um tirano desbocado. Sua moral é quase tão duvidosa quanto os roteiros das screwball comedies, cheios de safadeza implícita. Essa versatilidade do protagonista reproduz a versatilidade do próprio filme, que combina gêneros, faz homenagens e citações, coloca sua plástica a favor da narrativa e, em meio à corrida maluca das personagens, seja vivendo a trama seja apenas vivendo, encontra momentos para que falar de responsabilidade, identificação e paternidade, este, um dos braços de um dos temas mais caros a Wes Anderson, a família. Se em seu filme anterior, a tentativa de fazer um trabalho pessoal demais colocou a obsessão estética acima de suas discussões, em O Grande Hotel Budapeste, desviando o foco com uma arquitetura aparentemente menos pretensiosa, Anderson conseguiu encaixar todas suas boas neuroses.

O Grande Hotel Budapeste EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
[The Grand Budapest Hotel, Wes Anderson, 2014]

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Top 10 filmes de 2014 – primeiro semestre

A metade de 2014 já passou e quase 200 filmes chegaram aos cinemas brasileiros. De um número tão significativo, é possível retirar uma bela amostra. Entre as estreias, trabalhos de Martin Scorsese, Lars Von Trier, Steve McQueen e Hayao Miyazaki, mas nenhum destes nomes consagrados aparece na relação a seguir.  Na lista do meus dez filmes favoritos deste primeiro semestre, obras de cinco países diferentes, gêneros e estilos variados. Em comum, todos estes trabalhos me ofereceram bem mais do que uma sessão de cinema.

Como Treinar Seu Dragão 2

10 Como Treinar o Seu Dragão 2
[How To Train Your Dragon 2, Dean DeBlois]

nebraska

9 Nebraska
[Nebraska, Alexander Payne, 2013]

Inside Llewyn Davis

8 Inside Llewin Davis: Balada de um Homem Comum
[Inside Llewin Davis, Joel Coen & Ethan Coen, 2013]

Capitão América: O Soldado Invernal

7 Capitão América – O Soldado Invernal
[Captain America: The Winter Soldier, Anthony Russo & Joe Russo, 2014]

A Imagem que Falta

6 A Imagem que Falta
[L'Image Manquante, Rithy Panh, 2013]

Eles Voltam

5 Eles Voltam
[Eles Voltam, Marcelo Lordello, 2012]

Cães Errantes

4 Cães Errantes
[Jiao You, Tsai Ming-Liang, 2013]

Riocorrente

3 Riocorrente
[Riocorrente, Paulo Sacramento, 2013]

Uma Família em Tóquio

2 Uma Família em Tóquio
[Tôkyô Kazoku, Yôji Yamada, 2013]

Ela

1 Ela
[Her, Spike Jonze, 2013]

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