Monthly Archives: fevereiro 2013

Na Neblina

Na Neblina

Sergei Loznitsa só entrou para o mapa mundi do cinema em 2010, quando Minha Felicidade, seu primeiro longa de ficção, foi selecionado para o Festival de Cannes. O filme, um mergulho no interior da Ucrânia, impressionava pelo formato de pesadelo e pelas múltiplas camadas que desvendavam o passado traumático do país. Conquistou prêmios e respeito para o cineasta que já realizava um notável trabalho na direção de documentários. O sucesso do filme na Mostra de Cinema de São Paulo daquele ano garantiu sua distribuição em circuito no Brasil.

Dois anos depois, Loznitsa, além de ter sido um dos homenageados da 36ª edição do evento com uma retrospectiva de seus documentários, apresentou seu último trabalho ficcional, que chega agora aos circuito comercial. Na Neblina, que se passa na Ucrânia invadida pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial, foi o segundo filme do diretor lançado em Cannes. O longa é uma reflexão de Loznitsa sobre o peso da guerra sobre o indivíduo, o que, na visão do cineasta, acirra conflitos internos tão violentos quanto as lutas armadas. O protagonista é Shushenya, um ucraniano acusado de colaborar com o exército alemão, algo que nunca fez, mas do que dificilmente irá se livrar. Em sua condição de pária, ele encontra Burov, um conhecido de infância que recebeu a missão de ser seu carrasco.

Ao contrário do longa anterior, que aposta numa ruptura narrativa com elementos quase oníricos, o novo filme tem um formato mais convencional, com flashbacks pontuando a história principal. Os inserts mostram como cada personagem chegou naquele ponto da vida, humanizando os dois lados – e abrindo espaço para trabalhar um terceiro protagonista, Voitik, uma espécie de lobo solitário que acompanha Burov. Loznitsa vê os três como vítimas de uma época em que parâmetros e conceitos entram em crise, onde o cidadão comum está sufocado e é obrigado a se transformar para sobreviver. A guerra está por toda parte, mas é camuflada pelo cenário – quase todo o filme se passa nas florestas do país. O espectador só enxerga o conflito no embate íntimo entre os personagens, embates físicos ou verbais.

O discurso de Shushenya ao lado de Burov é uma das cenas mais fortes dos últimos tempos. Revela um estado de desesperança que explica e justifica o personagem, seu código de ética e seus atos – que poderiam se perder na neblina sem precisar do didatismo sonoro da cena final, mas que fazem deste um belo filme triste. Com um poderoso discurso anti-guerra.

Na Neblina EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha½
[V Tumane, Sergei Loznitsa, 2012]

Texto publicado originalmente no Uol.

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César Deve Morrer

César Deve Morrer

O poder transformador da representação está na proposta e por todos os lados do novo filme de Paolo e Vittorio Taviani. Fazia um bom tempo desde que os italianos, talvez os irmãos cineastas mais velhos em atividade, não assinavam um filme com tanto fôlego, tão cheio de vida, mesmo tratando de uma história de morte. César Deve Morrer começa pelo fim, com o encerramento da encenação de uma das mais famosas tragédias de William Shakespeare, para em seguida dedicar-se ao processo de criação. Os Taviani nos levam do palco colorido onde o espetáculo aconteceu para a realidade em preto-e-branco daqueles atores. Uma opção estética bastante convencional, mas que serve como suporte preciso para a natureza documental do que vem a seguir.

Os irmãos levaram suas câmeras até uma penitenciária de segurança máxima onde já existia uma espécie de rascunho de uma companhia teatral e propuseram ao diretor registrar a montagem que o grupo faria para Júlio César. Embora documentem cada detalhe do processo, desde a seleção dos atores até os ensaios e a apresentação final, os Taviani parecem mais interessados na transformação que eles mesmos sugeriram para alguns dos homens mais perigosos da Itália. Mais do que um respiro para seu cárcere cotidiano, a montagem da peça oferece aos presos a possibilidade de assumir papéis praticamente opostos aos que interpretam diariamente na chamada “vida real”. De criminosos, ele se transformam em juízes, assim como o presídio se transforma em palco, com cada parte do prédio assumindo o lugar de um cenário.

Nos testes de elenco, os crimes de cada um aparecem listados enquanto os candidatos se esforçam para conseguir seus papeis. Esse momento é fortíssimo porque ajuda a desestabilizar a atmosfera de condescendência que o teatro amador ajuda a desenhar. O espectador fica ciente do histórico de cada um daqueles homens à medida em que também vira juiz de seus talentos. A redistribuição de papéis não se limita unicamente a quem aparece na tela. É uma reconfiguração completa de significados. Desta forma, o espetáculo – ou muito mais o filme que o promove – não se resume a atores amadores conhecendo uma nova realidade ao interpretar um texto clássico. Os Taviani não promovem uma fuga, mas oferecem àqueles homens (e aos espectadores) a possibilidade de enxergar tudo o que está a sua volta, inclusive a si mesmos, com olhos menos viciados.

César Deve Morrer EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha½
[Cesare Deve Morrire, Paolo & Vittorio Taviani, 2012]

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Oscar 2013: as canções indicadas

Adele ganhou seu merecido Oscar de melhor canção, interpretando o tema de 007 – Operação Skyfall, e garantindo o melhor número musical de uma noite cheia deles, os números musicais, na maioria muito chatos. Norah Jones ganhou a chance de cantar na festa. Scarlett Johansson, não. Estas foram as candidatas a melhor canção nesta ano.

“Skyfall”, 007 – Operação Skyfall
Autores: Adele & Paul Epworth
Intérprete: Adele

“Before My Time”, Chasing Ice
Autores: J. Ralph
Intérprete: Scarlett Johansson & Joshua Bell

“Everybody’s Need a Friend”, Ted
Autores: Walter Murphy & Seth MacFarlane
Intérprete: Norah Jones

“Pi’s Lullaby”, As Aventuras de Pi
Autores: Mychael Danna & Bombay Jayashri
Intérprete: Bombay Jayashree

“Suddenly”, Os Miseráveis
Autores: Claude-Michel Schönberg, Herbert Kretzmer & Alain Boublil
Intérprete: Hugh Jackman

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Oscar 2013: a Academia dá a cara a tapa

Oscar 2013

A vitória de Argo encerrou um ano nunca visto na história daquela Academia. Foi a primeira vez que um filme chegou à reta final da temporada de prêmios de cinema na condição de favorito absoluto sem ter o diretor indicado. Muito se fala em Conduzindo Miss Daisy, mas aquela foi uma vitória surpresa. Essa foi bem fácil de prever. O filme de Ben Affleck ganhou todos os prêmios que poderia na estrada de tijolos amarelos que leva ao palco do – agora – Dolby Theater. Venceu o Globo de Ouro, o Critics Choice, os prêmios dos sindicatos de Atores, Diretores, Roteiristas, Produtores e Montadores e o BAFTA. Foi difícil para a Academia ignorar tanta unanimidade. A escolha de Argo foi uma rendição ao filme que a temporada elegeu como o melhor, o que mostra que a Academia está mais generosa – ou menos arrogante – em relação ao mercado de cinema. Por mercado, entenda-se indústria mais mídia.

Não entro no mérito de merecimento. Argo é um bom filme, muito bom talvez, mas talvez não fosse o melhor do ano. Por sinal, embora na disputa houvesse bons filmes, muito bons talvez, alguns dos melhores do ano ficaram de fora da lista de indicados, como o ótimo O Mestre, de Paul Thomas Anderson. O que estava em questão era coerência. O Oscar é um prêmio da indústria de cinema. Caso premiasse outro filme, a Academia assinaria um atestado de desconexão com o mundo que ela representa. Se o Oscar tivesse uma história de independência em relação aos eleitos dos sindicatos e aos prêmios do críticos, escolher Lincoln, As Aventuras de Pi ou O Lado Bom da Vida seria uma decisão mais simples, mas a trajetória da Academia, sobretudo nos últimos 50 anos, é de de, em grande parte das vezes, reprodução dos resultados divulgados antes do Oscar e que, curiosamente, surgiram por causa do Oscar. O Oscar inspirou a criação de prêmios para copiá-los.

Natural. Enquanto os críticos ganham para ver filmes, apontar tendências, reconhecer talentos, quem vota na Academia é pago para fazer filmes. Não precisa ir ao cinema, nem ser cinéfilo, e talvez só assista um filme quando for levar os filhos para ver a última animação da Pixar – o que explica a vitória de Valente? – ou o blockbuster da vez. Quem vota no Oscar prefere atores mais famosos porque tem preguiça de descobrir outros talentos. Quem vota no Oscar precisa de ajuda para fechar uma cédula e apontar cinco grandes atores coadjuvantes ou cinco grandes edições de som. Essa ajuda vem dos prêmios dos críticos, que por sua vez influenciam os prêmios dos sindicatos, e dessa simbiose nascem os favoritos. Se essa relação é tão íntima, por que a Academia deveria ignorar seus “fornecedores”? A antecipação da votação e do anúncio dos indicados, de certa forma, deu uma independência inédita ao Oscar, mas os membros da academia provaram que não se viram muito bem sozinhos.

E assim a Academia escolheu Argo, um filme com tema relevante, baseado numa história real extremamente hollywoodiana, bem dirigido, escrito, interpretado, competente em todos os aspectos técnicos. Um filme que a Academia supostamente já premiaria mesmo que fosse apenas julgar seus méritos. Então, por que diabos não indicaram Ben Affleck? Não existe explicação. Há quem acredite que muita gente achou que o cineasta já seria indicado e resolveu escolher outros nomes, mas talvez seja mais justo apostar que eles se atrapalharam mesmo. Argo foi o primeiro favorito. Ignorá-lo numa categoria tão importante foi muito estranho. O transtorno causado pela esnobada ao diretor foi desnecessário porque seu perfil já tornava o filme extremamente premiável, mas, sem Affleck na disputa, a Academia teve que dar um volta para explicar que o escolheria de qualquer maneira. E chegamos à situação incômoda de que o melhor filme do ano não tem seu principal responsável ao menos indicado.

Os membros da Academia ficaram numa sinuca: ou assumiam que “erraram” e votavam em Argo para melhor filme do mesmo jeito ou criavam num novo favorito, o que era complicado porque Lincoln, a aposta mais imediata não tinha ganho um só grande prêmio neste ano. E, como sabemos, a Academia sempre teve uma certa resistência a Steven Spielberg, somente cedendo a seus encantos quando não teve jeito (A Lista de Schindler) e evitando uma segunda vitória de um filme seu. O filme de Affleck ganhou e, talvez para dar estofo a sua escolha, também foi eleito como melhor roteiro adaptado e melhor montagem, este bastante merecido. Por conta desta necessidade de consolidar Argo, Lincoln talvez tenha perdido a força e, desta forma, o Oscar de roteiro, em que dividia o favoritismo. Mas o mais impressionante – e a maior surpresa desta edição do Oscar – foi a Academia sacrificar Steven Spielberg na direção, uma escolha quase certa, em prol de Ang Lee e seus As Aventuras de Pi.

Embora Lee tenha sido o único diretor a ser indicado ao Globo de Ouro, Critics Choice, DGA e Oscar, não tinha prêmios que embasavam sua candidatura. Sua vitória parece uma combinação de três coisas: é um filme consolidado, indicado em 11 categorias; é um filme popular, fácil de ser gostado, e cheio de méritos técnicos; e não deixaria Lincoln crescer ao ponto de ameaçar tirar o Oscar de Argo. Parece maluco, mas eu acho que Ang Lee só ganhou seu segundo Oscar por causa do filme de Ben Affleck. Pela lógica da Academia, Ben deveria ser o melhor diretor, mas como ele não concorria, a Academia rejeitou a ideia de laurear seu principal adversário na categoria de direção e a vitória em melhor filme se tornou mais confortável. O filme de Lee ganhou nos quesitos em que era favorito (trilha, fotografia e efeitos visuais), o que também ajuda a justificar sua vitória como diretor. O filme de Spielberg, que era meu preferido, ficou com surpreendente prêmio pelo desenho de produção e com a óbvia – e merecida – estatueta de melhor ator para Daniel Day-Lewis.

A vitória de Jennifer Lawrence por O Lado Bom da Vida me lembrou muito da de Gwyneth Paltrow por Shakespeare Apaixonado. Não porque ela tirou o Oscar de Emmanuelle Riva por Amor, melhor filme estrangeiro, como Gwyneth tinha tirado o de Fernanda Montenegro por Central do Brasil, até porque eu acho que Jennifer era a melhor atriz do ano mesmo, enquanto Gwyneth, que é uma boa atriz, se beneficiou unicamente da campanha dos Weinstein. Mas mais por causa das indignações que esse prêmio causou. Anne Hathaway, cumprindo os prognósticos, ganhou como atriz coadjuvante por Os Miseráveis (também escolhido em mixagem de som e maquiagem), um Oscar que celebra uma estrela em ascensão, mas que encontraria uma vencedora mais merecedora em pelos menos três candidatas, sobretudo Helen Hunt em As Sessões. Embora tivesse ganho o Globo de Ouro e o BAFTA, a vitória de um emocionado Christoph Waltz por Django Livre foi surpreendente para mim. Ganhou dois Oscars fazendo um alemão um filme do mesmo diretor, com apenas 4 anos de diferença. Ajudou a celebrar o filme de Quentin Tarantino, que ainda ganhou como roteiro original (discurso melhor do que o roteiro, por sinal), e reconheceu uma ótima interpretação, apesar de eu preferir Tommy Lee Jones e Philip Seymour Hoffman.

Searching for Sugar Man foi o melhor documentário numa das melhores notícias da noite. Os figurinos de Anna Karenina ganharam um merecido reconhecimento, mas o belo filme de Joe Wright merecia muito mais. A Hora Mais Escura, que ganhou prêmios importantes no começo da corrida ao Oscar, se viu eclipsado pela polêmica da tortura e da conivência de Barack Obama num possível vazamento de informações, e ficou apenas com o prêmio de edição de som, além de protagonizar um dos episódios mais surpreendentes desta edição: um empate com 007 – Operação Skyfall. Se eu não estou enganado, um empate não acontecia desde 1969, quando Barbra Streisand, que cantou no In Memoriam, e Katharine Hepburn dividiram o Oscar de melhor atriz. O filme ganhou ainda pela belíssima “Skyfall”, escrita e interpretada por Adele, e os 50 anos de James Bond receberam uma homenagem especial, com Shirley Bassey cantando “Goldfinger”. Foi um dos poucos bons momentos musicais da noite. E eles foram tantos… Num ano em que o Oscar resolveu celebrar a música no cinema, duas das candidatas a melhor canção ganharam clipes em vez de performances ao vivo. E uma delas é cantada por Scarlett Johansson!

Os produtores da festa, produtores também de Chicago, acharam adequado homenagear os dez anos da vitória de seu filme no Oscar. Ou seja, se auto-homenagearam. Precisava desta masturbação? Que filme foi lembrado no Oscar dez anos depois? Junto com um número inteiro retirado do filme, vieram outras homenagens, ao fraquíssimo Dreamgirls e, numa das escolhas mais esdrúxulas da noite, a Os Miseráveis, um dos candidatos desta edição. O filme de Tom Hooper ganhou um pout-pourri com vários de seus momentos musicais cantados por todo o elenco – Helena Bonham-Carter em especial bem pouco à vontade -, ajudando a deixar a festa com o espírito do filme: longa, chata e burocrática. Seth Macfarlane, embora tivesse seus momentos (como a introdução de Meryl Streep, a brincadeira com Sally Field ou a aparição do ursinho Ted), foi um apresentador bem sem graça. Fez uma piada a la Rafinha Bastos sobre Abraham Lincoln e deve ter fechado algumas portas em Hollywood. Duvido que volte ao Oscar. A festa cansativa – alguém me explica Michelle Obama? – só não foi pior porque o pedido de desculpas a Ben Affleck ajudou a deixar a espera mais interessante e a mostrar que a Academia não quer confusão com ninguém – a não ser que seu nome seja Steven Spielberg.

Os vencedores

Filme – Argo, Ben Affleck
Direção – Ang Lee, As Aventuras de Pi
Ator – Daniel Day-Lewis, Lincoln
Atriz – Jennifer Lawrence, O Lado Bom da Vida
Ator coadjuvante – Christoph Waltz, Django Livre
Atriz coadjuvante – Anne Hathaway, Os Miseráveis
Roteiro original – Django Livre, Quentin Tarantino
Roteiro adaptado – Argo, Chris Terrio
Filme estrangeiro – Amor (Áustria), Michael Haneke
Filme de animação – Valente, Mark Andrews & Brenda Chapman
Fotografia – As Aventuras de Pi, Claudio Miranda
Montagem – Argo, William Goldenberg
Direção de arte – Lincoln, Rick Carter; Jim Erickson, Peter T. Frank
Figurinos – Anna Karenina, Jacqueline Durran
Maquiagem – Os Miseráveis
Trilha sonora – As Aventuras de Pi, Mychael Danna
Canção – “Skyfall” (Adele & Paul Epworth), 007 – Operação Skyfall
Mixagem de som – Os Miseráveis, Andy Nelson, Mark Paterson & Simon Hayes
Edição de som – 007 – Operação Skyfall, Per Hallberg & Karen Baker Landers, e A Hora Mais Escura, Paul N.J. Ottosson
Efeitos visuais – As Aventuras de Pi, Bill Westenhofer, Guillaume Rocheron, Erik-Jan De Boer & Donald R. Elliott
Documentário – Searching for Sugar Man, Malik Bendjelloul
Curta Documentário – Inocente, Sean Fine & Andrea Nix Fine
Curta de Ação – Curfew, Shawn Christensen
Curta de Animação – Paperman, John Kahrs

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Oscar 2013: minhas apostas

Oscar 2013

filme

Amor, Michael Haneke
Argo, Ben Affleck
As Aventuras de Pi, Ang Lee
Django Livre, Quentin Tarantino
A Hora Mais Escura, Kathryn Bigelow
Indomável Sonhadora, Benh Zeitlin
O Lado Bom da Vida, David O. Russell
Lincoln, Steven Spielberg
Os Miseráveis, Tom Hooper

Argo é um favorito absoluto. Foi o primeiro filme a ser apontado como candidato sério à vitória, viu sua carreira perder espaço para alguns adversários, mas como estava há mais tempo na estrada ficou na memória de muita gente e ressurgiu na hora final, ganhando o Critics Choice, o Globo de Ouro, os prêmios dos sindicato dos produtores, diretores, atores, roteiristas e montadores, além do BAFTA, o Oscar inglês. Cem por cento de aprovação nos grandes prêmios. (mais)

Quem ganha: Argo, Ben Affleck
Quem ameaça: Lincoln, Steven Spielberg
Quem merece: Lincoln, Steven Spielberg
Quem faltou na lista: O Mestre, Paul Thomas Anderson

direção

direção

Ang Lee, As Aventuras de Pi
Benh Zeitlin, Indomável Sonhadora
David O. Russell, O Lado Bom da Vida
Michael Haneke, Amor
Steven Spielberg, Lincoln

Eu não tenho muitas dúvidas de que se Ben Affleck tivesse sido indicado ao Oscar de de direção, Spielberg não teria muitas chances de vitória. Mas nem ele, nem Kathryn Bigelow, o homem ficou sem adversários. (mais)

Quem ganha: Steven Spielberg, Lincoln
Quem ameaça: Ang Lee, As Aventuras de Pi
Quem merece: Steven Spielberg, Lincoln
Quem faltou na lista: Paul Thomas Anderson, O Mestre

ator

ator

Bradley Cooper, O Lado Bom da Vida
Daniel Day-Lewis, Lincoln
Denzel Washington, O Voo
Hugh Jackman, Os Miseráveis
Joaquin Phoenix, O Mestre

Daniel Day-Lewis vai ganhar seu terceiro Oscar na noite de domingo. Sua belíssima performance em Lincoln parece blindada. O ator ganhou o Globo de Ouro, o SAG, o Critics Choice, o BAFTA, os prêmios dos críticos de Boston, Chicago, Nova York e da National Society of Film Critics. (mais)

Quem ganha: Daniel Day-Lewis, Lincoln
Quem ameaça: ninguém.
Quem merece: Daniel Day-Lewis, Lincoln ou Joaquin Phoenix, O Mestre
Quem faltou na lista: Denis Lavant, Holy Motors

atriz

atriz

Emmanuelle Riva, Amor
Jennifer Lawrence, O Lado Bom da Vida
Jessica Chastain, A Hora Mais Escura
Naomi Watts, O Impossível
Quvenzhané Wallis, Indomável Sonhadora

Emmanuelle Riva completa 86 anos no dia da entrega do Oscar. É a mais velha candidata a melhor atriz na história do prêmio. Sua personagem em Amor, de Michael Haneke, comove com apenas um olhar. A Academia pode ver numa premiação a Emmanuelle, além do mérito por sua interpretação, um prêmio também pelo conjunto da obra, o que aconteceu muitas vezes na história do Oscar. (mais)

Quem ganha: Emmanuelle Riva, Amor
Quem ameaça: Jennifer Lawrence, O Lado Bom da Vida
Quem merece: Jennifer Lawrence, O Lado Bom da Vida
Quem faltou na lista: Michelle Williams, Entre o Amor e a Paixão

ator coadjuvante

ator coadjuvante

Alan Arkin, Argo
Christoph Waltz, Django Livre
Philip Seymour Hoffman, O Mestre
Robert De Niro, O Lado Bom da Vida
Tommy Lee Jones, Lincoln

O primeiro da lista parece ser Tommy Lee Jones, que ganhou o prêmio do Sindicato dos Atores por Lincoln. Como os atores são a maioria absoluta na Academia, reafirmar o vencedor do guild parece natural. (mais)

Quem deve ganhar: Tommy Lee Jones, Lincoln
Quem ameaça: Christoph Waltz, Django Livre
Quem merece: Philip Seymour Hoffman, O Mestre
Quem faltou na lista: Matthew McCounaghey, Killer Joe

atriz coadjuvante

atriz coadjuvante

Amy Adams, O Mestre
Anne Hathaway, Os Miseráveis
Helen Hunt, As Sessões
Jackie Weaver, O Lado Bom da Vida
Sally Field, Lincoln

A uma altura dessas da corrida pelo Oscar, pouca gente duvida de que Anne Hathaway não seja a vencedora entre as atrizes coadjuvantes por sua performance em Os Miseráveis. A seu favor, a atriz tem o fato de sua participação, embora não passe muito mais do que 20 minutos, é marcante no filme de Tom Hooper. (mais)

Quem deve ganhar: Anne Hathaway, Os Miseráveis
Quem ameaça: Sally Field, Lincoln
Quem merece: Helen Hunt, As Sessões
Quem faltou na lista: Jessica Chastain, Os Infratores

roteiro original

roteiro original

Amor, Michael Haneke
Django Livre, Quentin Tarantino
A Hora Mais Escura, Mark Boal
Moonrise Kingdom, Wes Anderson & Roman Coppola
O Voo, John Gatins

Quem ganha: Amor, Michael Haneke
Quem ameaça: A Hora Mais Escura, Mark Boal
Quem merece: A Hora Mais Escura, Mark Boal
Quem faltou na lista: Holy Motors, Leos Carax

roteiro adaptado

roteiro adaptado

Argo, Chris Terrio
As Aventuras de Pi, David Magee
Indomável Sonhadora, Lucy Alibar, Benh Zeitlin
O Lado Bom da Vida, David O. Russell
Lincoln, Tony Kushner, John Logan, Paul Webb

Quem ganha: Argo, Chris Terrio
Quem ameaça: Lincoln, Tony Kushner, John Logan, Paul Webb
Quem merece: Lincoln, Tony Kushner, John Logan, Paul Webb
Quem faltou na lista: Killer Joe, Tracy Letts

filme estrangeiro

filme estrangeiro

O Amante da Rainha (Dinamarca), Nikolaj Arcel
Amor (Áustria), Michael Haneke
Expedição Kon-Tiki (Noruega), Joachim Rønning & Espen Sandberg
A Feiticeira da Guerra (Canadá), Kim Nguyen
No (Chile), Pablo Larraín

Amor, de Michael Haneke, o duro retrato do ocaso de um casal, é uma das maiores unanimidades do ano. Pelo menos no mundo dos prêmios de cinema. Dificilmente o longa vai perder na categoria em que é favorito. (mais)

Quem ganha: Amor (Áustria), Michael Haneke
Quem ameaça: nenhum candidato
Quem merece: No (Chile), Pablo Larraín
Quem faltou na lista: O Palhaço (Brasil), Selton Mello

animação

filme de animação

Detona Ralph, Rich Moore
Frankenweenie, Tim Burton
ParaNorman, Chris Butler & Sam Fell
Piratas Pirados!, Peter Lord
Valente, Mark Andrews & Brenda Chapman

Detona Ralph é o filme mais unânime do ano, mas temos a Pixar e Tim Burton no páreo.

Quem ganha: Detona Ralph, Rich Moore
Quem ameaça: Valente, Mark Andrews & Brenda Chapman
Quem merece: Detona Ralph, Rich Moore
Quem faltou na listaO Gato do Rabino, Antoine Delesvaux & Joann Sfar

fotografia

fotografia

007 – Operação Skyfall, Roger Deakins
Anna Karenina, Seamus McGarvey
As Aventuras de Pi, Claudio Miranda
Django Livre, Robert Richardson
Lincoln, Janusz Kaminski

Quem ganha: As Aventuras de Pi, Claudio Miranda
Quem ameaça: 007 – Operação Skyfall, Roger Deakins
Quem merece: As Aventuras de Pi, Claudio Miranda
Quem faltou na lista: O Mestre, Mihai Malaimare Jr.

montagem

montagem

Argo, William Goldenberg
As Aventuras de Pi, Tim Squyres
A Hora Mais Escura, Dylan Tichenor
O Lado Bom da Vida, Jay Cassidy & Crispin Struthers
Lincoln, Michael Kahn

Quem ganha: Argo, William Goldenberg
Quem ameaça: A Hora Mais Escura, Dylan Tichenor
Quem merece: A Hora Mais Escura, Dylan Tichenor
Quem faltou na listaPoder Sem Limites, Elliott Greenberg

desenho de produção

desenho de produção

Anna Karenina, Sarah Greenwood; Katie Spencer
As Aventuras de Pi, David Gropman; Anna Pinnock
O Hobbit, Dan Hennah; Ra Vincent
Lincoln, Rick Carter; Jim Erickson, Peter T. Frank
Os Miseráveis, Eve Stewart

Quem ganha: Os Miseráveis, Eve Stewart
Quem ameaça: Anna Karenina, Sarah Greenwood; Katie Spencer
Quem merece: Anna Karenina, Sarah Greenwood; Katie Spencer
Quem faltou na lista: O Impossível, Eugenio Caballero

figurinos

figurinos

Anna Karenina, Jacqueline Durran
Branca de Neve e o Caçador, Colleen Atwood
Espelho, Espelho Meu, Eiko Ishioka
Lincoln, Joanna Johnston
Os Miseráveis, Paco Delgado

Quem ganha: Anna Karenina, Jacqueline Durran
Quem ameaça: Os Miseráveis, Paco Delgado
Quem merece: Anna Karenina, Jacqueline Durran
Quem faltou na lista: O Amante da Rainha, Manon Rasmussen

maquiagem

maquiagem e cabelos

Hitchcock
O Hobbit: Uma Viagem Inesperada
Os Miseráveis

Quem ganha: O Hobbit: Uma Viagem Inesperada
Quem ameaça: Os Miseráveis
Quem merece: O Hobbit: Uma Viagem Inesperada
Quem faltou na lista: Holy Motors

trilha sonora

trilha sonora

007 – Operação Skyfall, Thomas Newman
Anna Karenina, Dario Marianelli
Argo, Alexandre Desplat
As Aventuras de Pi, Mychael Danna
Lincoln, John Williams

Quem ganha: As Aventuras de Pi, Mychael Danna
Quem ameaça: Lincoln, John Williams
Quem merece: Anna Karenina, Dario Marianelli
Quem faltou na lista: O Mestre, Johnny Greenwood

canção

canção

“Before My Time” (J. Ralph), Chasing Ice
“Everybody’s Need a Friend” (Walter Murphy & Seth MacFarlane), Ted
“Pi’s Lullaby” (Mychael Danna & Bombay Jayashri), As Aventuras de Pi
“Skyfall” (Adele & Paul Epworth), 007 – Operação Skyfall
“Suddenly” (Claude-Michel Schönberg, Herbert Kretzmer & Alain Boublil), Os Miseráveis

Quem ganha: “Skyfall”, 007 – Operação Skyfall
Quem ameaça: nenhuma.
Quem merece: “Skyfall”, 007 – Operação Skyfall
Quem faltou na lista: “Who We Were?”, Holy Motors

mixagem de som

mixagem de som

Argo, John Reitz, Gregg Rudloff & Jose Antonio Garcia
As Aventuras de Pi, Ron Bartlett, D.M. Hemphill & Drew Kunin
Lincoln, Andy Nelson, Gary Rydstrom & Ronald Judkins
Os Miseráveis, Andy Nelson, Mark Paterson & Simon Hayes
007 – Operação Skyfall, Scott Millan, Greg P. Russell & Stuart Wilson

Quem ganha: Os Miseráveis
Quem ameaça: Argo
Quem merece: 007 – Operação Skyfall
Quem faltou na lista: O Impossível

edição de som

edição de som

007 – Operação Skyfall, Per Hallberg & Karen Baker Landers
Argo, Erik Aadahl & Ethan Van der Ryn
As Aventuras de Pi, Eugene Gearty & Philip Stockton
Django Livre, Wylie Stateman
A Hora Mais Escura, Paul N.J. Ottosson

Quem ganha: A Hora Mais Escura
Quem ameaça: 007 – Operação Skyfall
Quem merece: A Hora Mais Escura
Quem faltou na listaBatman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge

efeitos visuais

efeitos visuais

As Aventuras de Pi, Bill Westenhofer, Guillaume Rocheron, Erik-Jan De Boer & Donald R. Elliott
Branca de Neve e o Caçador, Cedric Nicolas-Troyan, Philip Brennan, Neil Corbould & Michael Dawson
O Hobbit: Uma Viagem Inesperada, Joe Letteri, Eric Saindon, David Clayton & R. Christopher White
Prometheus, Richard Stammers, Trevor Wood, Charley Henley & Martin Hill
Os Vingadores, Janek Sirrs, Jeff White, Guy Williams & Dan Sudick

Quem ganha: As Aventuras de Pi
Quem ameaça: Os Vingadores
Quem merece: As Aventuras de Pi
Quem faltou na lista: O Impossível

documentário

documentário

5 Broken Cameras, Emad Burnat & Guy Davidi
The Gatekeepers, Dror Moreh
How to Survive a Plague, David France
The Invisible War, Kirby Dick
Searching for Sugar Man, Malik Bendjelloul

Quem ganha: Searching for Sugar Man, Malik Bendjelloul
Quem ameaça: The Invisible War, Kirby Dick
Quem merece: Searching for Sugar Man, Malik Bendjelloul
Quem faltou na lista: Bully, Lee Hirsch

Filmes do Chico também no Facebook, Twitter e Instagram (@filmesdochico).

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Oscar 2013: melhor filme

Oscar 2013

filme

Amor, Michael Haneke
Argo, Ben Affleck
As Aventuras de Pi, Ang Lee
Django Livre, Quentin Tarantino
A Hora Mais Escura, Kathryn Bigelow
Indomável Sonhadora, Benh Zeitlin
O Lado Bom da Vida, David O. Russell
Lincoln, Steven Spielberg
Os Miseráveis, Tom Hooper

Chegamos ao fim de mais uma temporada de prêmios de cinema com a entrega do Oscar e, pela primeira vez na história da Academia, temos um favorito a melhor filme que não teve o diretor indicado. Três filmes já ganharam o Oscar sem que seus cineastas aparecessem na lista de finalistas em sua categoria. Dois deles foram nos primórdios do prêmio, quando as “regras” do Oscar ainda estavam sendo desenhadas. O terceiro, em 1990, foi Conduzindo Miss Daisy, um Oscar surpresa, quando todos imaginavam que Oliver Stone e seu Nascido em 4 de Julho saísse da festa com a estatueta nas mãos. Então, por mais que se tente criar um background, a situação que temos neste ano é totalmente inédita.

Argo é um favorito absoluto. Foi o primeiro filme a ser apontado como candidato sério à vitória, viu sua carreira perder espaço para alguns adversários, mas como estava há mais tempo na estrada ficou na memória de muita gente e ressurgiu na hora final, ganhando o Critics Choice, o Globo de Ouro, os prêmios dos sindicato dos produtores, diretores, atores, roteiristas e montadores, além do BAFTA, o Oscar inglês. Cem por cento de aprovação nos grandes prêmios. Seu único obstáculo é a não-indicação de Ben Affleck. Eleger o melhor filme sem que seu principal responsável seja ao menos candidato parece bem esdrúxulo, mas é o que provavelmente vai acontecer neste domingo porque a Academia armou uma cilada para ela mesma.

Quem vota nos prêmios de crítica é pago para ver filmes. Quem vota no Oscar é pago para fazer filmes. Vê quando dá, quando tem vontade. Vai pro cinema de vez em quando, nem precisa ser cinéfilo. Quando a Academia resolveu antecipar a votação para eleger os indicados a seu prêmio, seus membros tiveram que se virar para descobrir em quem iriam votar já que muitas das premiações em que eles se baseiam ainda não tinham sido anunciadas. Imagino a correria do técnico de som e do ator coadjuvante para saber quais eram as apostas do momento, para tentar ver os filmes antes de votar. A indicação de Jackie Weaver como atriz coadjuvante parece um fruto direto disso: “já votei nos outros três, deixa eu colocar ela também”.

Esta antecipação de certa forma deu uma independência à Academia, libertando-a da relação íntima com os outros prêmios, todos curiosamente inspirados ou justificados pelo Oscar. Por outro lado, revelou que seus integrantes estão meio alheios da movimentação cinematográfica, do buzz, do que está acontecendo. Alguns especialistas tentaram justificar a não indicação de Affleck assim: “ah, todo mundo vai votar nele, deixa eu escolher outro”. Acho mais fácil que o pensamento tenha sido justamente o contrário: “me dá um nome aí porque eu preciso fechar a lista”. E não se trata de justiça ou injustiça com Argo, que é um bom filme, mas não tem nada de espetacular. A questão é que o Oscar sempre coroou a temporada, mesmo que os resultados fossem diferentes dos outros prêmios. Ignorar o diretor de um dos filmes mais comentados do ano ficou feio, pegou mal. Por isso, muita gente pode votar em Argo só para fazer uma espécie de “justiça torta”.

Mas a Academia pode, sim, ignorar toda essa polêmica, virar de costas pro mundo e dizer “quem manda aqui sou eu”. Já fez isso com um filme medíocre como Crash, que ganhou do favorito O Segredo de Brokeback Mountain e fez com que o Oscar ignorasse uma tendência mundial. Pelo menos Paul Haggis estava indicado. Desta vez, Argo não sofre da resistência que impediu a vitória dos caubóis gays, mas premiar outro filme pode ser visto como um ato de independência da Academia, o que ajudaria a jogar sua suposta “cagada” para debaixo do tapete. Neste caso, perderia o favorito, o que pela lógica da temporada é o mais merecedor, mas ganharia um filme melhor, Lincoln, de Steven Spielberg. Líder de indicações, seria uma opção natural da Academia, sem contar com a assinatura de um veterano, um elenco de respeito e um tratamento sério para um símbolo da América. Pode acontecer. Mas provavelmente não vai.

Uma terceira opção seria apostar em As Aventuras de Pi, de Ang Lee, escapismo maior não poderia haver, mas o filme teve uma recepção bem uniforme e quilos de indicações. O Lado Bom da Vida poderia ser uma alternativa, já que concorre em todas as categorias de elenco, roteiro, montagem e direção, além de ser distribuído pelos Weinstein, mas diante da polêmica, será que lembrariam dele? E Amor, de Michael Haneke? O austríaco roubou de Ben Affleck uma vaga entre os diretores. Roubaria mais? Difícil para um filme estrangeiro, mas não impossível para um filme estrangeiro que rompeu tantas barreiras. Os Miseráveis parecia um projeto ameaçador, mas morreu na praia e chegou sem força à reta final. Django Livre não fez muito sucesso nos prêmios prévios, Indomável Sonhadora é indie demais e A Hora Mais Escura perdeu muitos pontos com a injusta acusação de que apoiaria tortura.

É, esse Oscar é bem estranho. Parece ter dono, mas o dono por pouco não é convidado para a festa.

Quem ganha: Argo, Ben Affleck
Quem ameaça: Lincoln, Steven Spielberg
Quem merece: Lincoln, Steven Spielberg
Quem faltou na lista: O Mestre, Paul Thomas Anderson

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O Oscar dos Meus Sonhos – versão 2013

Todo ano eu faço a minha versão da lista do Oscar, me limitando a escolher entre os filmes elegíveis, com os mesmos números de indicados em cada categoria. O Oscar dos Meus Sonhos, versão 2013, seria este aqui (vencedores em vermelho):

O Oscar dos Meus Sonhos

filme

Anna Karenina
Bernie
Holy Motors
A Hora Mais Escura
Killer Joe
O Lado Bom da Vida
Lincoln
O Mestre
Poder Sem Limites

direção

Joe Wright, Anna Karenina
Leos Carax, Holy Motors
Paul Thomas Anderson, O Mestre
Steven Spielberg, Lincoln
William Friedkin, Killer Joe

ator

Daniel Day-Lewis, Lincoln
Denis Lavant, Holy Motors
Jack Black, Bernie
Jean-Louis Trintignant, Amor
Joaquin Phoenix, O Mestre

atriz

Emmanuelle Riva, Amor
Jennifer Lawrence, O Lado Bom da Vida
Michelle Williams, Entre o Amor e a Paixão
Naomi Watts, O Impossível
Quvenhané Wallis, Indomável Sonhadora

ator coadjuvante

Christoph Waltz, Django Livre
Matthew McCounaghey, Killer Joe
Philip Seymour Hoffman, O Mestre
Tom Hardy, Os Infratores
Tommy Lee Jones, Lincoln

atriz coadjuvante

Amy Adams, O Mestre
Gina Gershon, Killer Joe
Helen Hunt, As Sessões
Jessica Chastain, Os Infratores
Sally Field, Lincoln

roteiro original

Holy Motors
A Hora Mais Escura
Os Infratores
O Mestre
Poder Sem Limites

roteiro adaptado

Anna Karenina
Indomável Sonhadora
Killer Joe
O Lado Bom da Vida
Lincoln

filme estrangeiro

Além das Montanhas
Amor
No
O Palhaço
Preenchendo o Vazio

filme de animação

Detona Ralph
Frankenweenie
O Gato do Rabino
Madagascar 3
A Origem dos Guardiões

fotografia

007 – Operação Skyfall
Anna Karenina
As Aventuras de Pi
O Mestre
Lincoln

montagem

Anna Karenina
Holy Motors
A Hora Mais Escura
Lincoln
Poder Sem Limites

direção de arte

Anna Karenina
Frankenweenie
O Impossível
Lincoln
O Mestre

figurinos

O Amante da Rainha
Anna Karenina
Branca de Neve e o Caçador
Espelho, Espelho Meu
Lincoln

maquiagem

O Hobbit
Holy Motors
Lincoln

trilha sonora

A Toda Prova
Anna Karenina
Indomável Sonhadora
Lincoln
O Mestre

canção

“Breath of Life”, Branca de Neve e o Caçador
“Everybody Needs a Friend”, Ted
“Skyfall”, 007 – Operação Skyfall
“Strange Love”, Frankenweenie
“Who We Were”, Holy Motors

edição de som

Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge
A Hora Mais Escura
O Impossível
Prometheus
Os Vingadores

mixagem de som

007 – Operação Skyfall
Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge
A Hora Mais Escura
O Impossível
Os Vingadores

efeitos visuais

As Aventuras de Pi
O Hobbit
O Impossível
Prometheus
Os Vingadores

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Oscar Alternativo 2013

Oscar 2013

As escolhas da Academia nunca agradam todo mundo. Por isso, resolvi convidar alguns amigos e colegas para escolher quem eles acham que deveria ganhar o Oscar 2013 nas principais categorias. A ideia não é fazer um bolão, mas se colocar no lugar de um integrante da Academia e votar nos seus favoritos. Catorze deles atenderam o pedido e os resultados foram esses aqui:

filme – Amor [5 votos]
ator – Joaquin Phoenix, O Mestre [8 votos]
atriz – Emmanuellle Riva, Amor [10 votos]
ator coadjuvante – Philip Seymour Hoffman, O Mestre [6 votos]
atriz coadjuvante – Helen Hunt, As Sessões [6 votos]
direção – Michael Haneke, Amor [8 votos]
roteiro original – Mark Boal, A Hora Mais Escura [6 votos]
roteiro adaptado – Chris Terrio, Argo [7 votos]
filme em língua estrangeira – No (Chile) [8 votos]
filme de animação – Detona Ralph [6 votos]

Os votos de cada um:

Ailton Monteiro, Diário de um Cinéfilo

filme – Django Livre
ator – Daniel Day-Lewis, Lincoln
atriz – Emmanuellle Riva, Amor
ator coadjuvante – Christoph Waltz, Django Livre
atriz coadjuvante – Anne Hathaway, Os Miseráveis
direção – Michael Haneke, Amor
roteiro original – Quentin Tarantino, Django Livre
roteiro adaptado – Chris Terrio, Argo
filme em língua estrangeira – Amor (Áustria)
filme de animação – Valente

Alysson Oliveira, Cineweb

filme – A Hora Mais Escura
ator – Bradley Cooper, O Lado Bom da Vida
atriz – Emmanuellle Riva, Amor
ator coadjuvante – Philip Seymour Hoffman, O Mestre
atriz coadjuvante – Amy Adams, O Mestre
direção – Michael Haneke, Amor
roteiro original – Mark Boal, A Hora Mais Escura
roteiro adaptado – David O. Russell, O Lado Bom da Vida
filme em língua estrangeira – Amor (Áustria)
filme de animação – Piratas Pirados!

Cecilia Barroso, Cenas de Cinema

filme – Amor
ator – Joaquin Phoenix, O Mestre
atriz – Emmanuellle Riva, Amor
ator coadjuvante – Robert De Niro, O Lado Bom da Vida
atriz coadjuvante – Anne Hathaway, Os Miseráveis
direção – Michael Haneke, Amor
roteiro original – Quentin Tarantino, Django Livre
roteiro adaptado – Tony Kushner, Lincoln
filme em língua estrangeira – No (Chile)
filme de animação – Piratas Pirados!

Diego Maia, Veja SP

filme – As Aventuras de Pi
ator – Joaquin Phoenix, O Mestre
atriz – Emmanuellle Riva, Amor
ator coadjuvante – Philip Seymour Hoffman, O Mestre
atriz coadjuvante – Helen Hunt, As Sessões
direção – Steven Spielberg, Lincoln
roteiro original – Wes Anderson & Roman Coppola, Moonrise Kingdom
roteiro adaptado – David Magee, As Aventuras de Pi
filme em língua estrangeira – No (Chile)
filme de animação – Frankenweenie

Egídio La Pasta Junior, Mínimos Óbvios

filme – O Lado Bom da Vida
ator – Joaquin Phoenix, O Mestre
atriz – Jennifer Lawrence, O Lado Bom da Vida
ator coadjuvante – Philip Seymour Hoffman, O Mestre
atriz coadjuvante – Helen Hunt, As Sessões
direção – David O. Russell, O Lado Bom da Vida
roteiro original – Mark Boal, A Hora Mais Escura
roteiro adaptado – David O. Russell, O Lado Bom da Vida
filme em língua estrangeira – No (Chile)
filme de animação – Detona Ralph

Gabriel Carneiro, Revista de Cinema

filme – A Hora Mais Escura
ator – Daniel Day-Lewis, Lincoln
atriz – Jessica Chastain, A Hora Mais Escura
ator coadjuvante – Tommy Lee Jones, Lincoln
atriz coadjuvante – Helen Hunt, As Sessões
diretor – Steven Spielberg, Lincoln
roteiro original – Mark Boal, A Hora Mais Escura
roteiro adaptado – Chris Terrio, Argo
filme em língua estrangeira – Amor (Áustria)
filme de animação – Frankenweenie

Gustavo Joseph Camargo, cinéfilo

filme – Amor
ator – Joaquin Phoenix, O Mestre
atriz – Emmanuellle Riva, Amor
ator coadjuvante – Tommy Lee Jones, Lincoln
atriz coadjuvante – Helen Hunt, As Sessões
direção – Steven Spielberg, Lincoln
roteiro original – Michael Haneke, Amor
roteiro adaptado – Chris Terrio, Argo
filme em língua estrangeira – No (Chile)
filme de animação – ParaNorman

Layo Barros, cinéfilo

filme – Django Livre
ator – Daniel Day-Lewis, Lincoln
atriz – Emmanuellle Riva, Amor
ator coadjuvante – Christoph Waltz, Django Livre
atriz coadjuvante – Sally Field, Lincoln
direção – Michael Haneke, Amor
roteiro original – Wes Anderson & Roman Coppola, Moonrise Kingdom
roteiro adaptado – David O. Russell, O Lado Bom da Vida
filme em língua estrangeira – Amor (Áustria)
filme de animação – Valente

Marcelo Hessel, Omelete

filme – A Hora Mais Escura
ator – Daniel Day-Lewis, Lincoln
atriz – Emmanuellle Riva, Amor
ator coadjuvante – Philip Seymour Hoffman, O Mestre
atriz coadjuvante – Sally Field, Lincoln
direção – Steven Spielberg, Lincoln
roteiro original – Wes Anderson & Roman Coppola, Moonrise Kingdom
roteiro adaptado – Chris Terrio, Argo
filme em língua estrangeira – No (Chile)
filme de animação – em branco.

Michel Simões, Toca do Cinéfilo

filme – Amor
ator – Joaquin Phoenix, O Mestre
atriz – Emmanuellle Riva, Amor
ator coadjuvante – Alan Arkin, Argo
atriz coadjuvante – Amy Adams, O Mestre
direção – Michael Haneke, Amor
roteiro original – Mark Boal, A Hora Mais Escura
roteiro adaptado – Chris Terrio, Argo
filme em língua estrangeira – Amor (Áustria)
filme de animação -/Valor Econômico Detona Ralph

Mitchel Diniz, Tempo de Mulher

filme – O Lado Bom da Vida
ator – Joaquin Phoenix, O Mestre
atriz – Jennifer Lawrence, O Lado Bom da Vida
ator coadjuvante – Christoph Waltz, Django Livre
atriz coadjuvante – Helen Hunt, As Sessões
direção – Michael Haneke, Amor
roteiro original – Michael Haneke, Amor
roteiro adaptado – David O. Russell, O Lado Bom da Vida
filme em língua estrangeira – No (Chile)
filme de animação – Detona Ralph

Pablo Miyazawa, Rolling Stone

filme – A Hora Mais Escura
ator – Daniel Day-Lewis, Lincoln
atriz – Jennifer Lawrence, O Lado Bom da Vida
ator coadjuvante – Robert De Niro, O Lado Bom da Vida
atriz coadjuvante – Anne Hathaway, Os Miseráveis
diretor – Steven Spielberg, Lincoln
roteiro original – Mark Boal, A Hora Mais Escura
roteiro adaptado – Chris Terrio, Argo
filme em língua estrangeira – Amor (Áustria)
filme de animação – Detona Ralph

Pablo Villaça, Cinema em Cena

filme – Amor
ator – Joaquin Phoenix, O Mestre
atriz – Emmanuellle Riva, Amor
ator coadjuvante – Philip Seymour Hoffman, O Mestre
atriz coadjuvante – Helen Hunt, As Sessões
diretor – Michael Haneke, Amor
roteiro original – Quentin Tarantino, Django Livre
roteiro adaptado – Chris Terrio, Argo
filme em língua estrangeira – No (Chile)
filme de animação – Detona Ralph

Renato Silveira, Cinematório

filme – Amor
ator – Joaquin Phoenix, O Mestre
atriz – Emmanuellle Riva, Amor
ator coadjuvante – Philip Seymour Hoffman, O Mestre]
atriz coadjuvante – Amy Adams, O Mestre
diretor – Michael Haneke, Amor
roteiro original – Mark Boal, A Hora Mais Escura
roteiro adaptado – David O. Russell, O Lado Bom da Vida
filme em língua estrangeira – No (Chile)
filme de animação – Detona Ralph

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Enquete Oscar 2013: os favoritos dos leitores

Durante uma semana, o Filmes do Chico perguntou no Facebook perguntou: qual é o melhor filme indicado ao Oscar? Os resultados são esses aqui:

Oscar 2013

Amor, Michael Haneke [48 votos]
Django Livre, Quentin Tarantino [34 votos]
Argo, Ben Affleck [13 votos]
A Hora Mais Escura, Kathryn Bigelow [10 votos]
Lincoln, Steven Spielberg [6 votos]
As Aventuras de Pi, Ang Lee [4 votos]
O Lado Bom da Vida, David O. Russell [4 votos]
Os Miseráveis, Tom Hooper [4 votos]
Indomável Sonhadora, Benh Zeitlin [3 votos]

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A Feiticeira da Guerra

A Feiticeira da Guerra

Kim Nguyen não nomeia o país em que se passa a história de seu filme. Tudo o que o espectador sabe é que estamos na África negra, tomada por guerras civis, pelas milícias e pelo misticismo. Uma terra sem nome parece mais adequada para que o cineasta insira os elementos mágicos que costuram a narrativa e que são essenciais para a composição da personagem principal de A Feiticeira da Guerra. Komona, vivida por Rachel Mwanza, de 14 anos, melhor atriz em Berlim, é a única sobrevivente de uma família destruída pelos para-militares. Ela é recrutada como soldado, mas não é abandonada pelos fantasmas dos pais. A capacidade de ver os mortos dá a menina a condição de feiticeira particular do líder da guerrilha.

Se Nguyen inova ao oferecer outra perspectiva sobre o assunto, o suposto lirismo do diretor disfarça alguns maneirismos. Seu filme é fatalista, mas a magia que acompanha a personagem e a história de amor que o longa escreve esconde os determinismos da história. O cineasta condena Komona desde o momento em que a apresenta, o que talvez não esteja muito distante da realidade, mas a forma com que ele desenvolve essa história de uma sobrevivente parece maniqueísta. A dureza da vida da personagem não chega a ser amenizada, mas ganha uma beleza artificial na versão do diretor. O que mais incomoda em A Feiticeira da Guerra é como ele se esforça para encantar.

A Feiticeira da Guerra EstrelinhaEstrelinha
[Rebelle, Kim Nguyen, 2012]

Filmes do Chico também no Facebook, Twitter e Instagram (@filmesdochico).

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