Monthly Archives: outubro 2012

Mostra de Cinema de SP 2012: cobertura

Neste ano, estou colaborando com o UOL na cobertura da Mostra de Cinema de São Paulo. Segue a lista de filmes que eu vi, com links para os textos já publicados.

filmes

25/11 O Dia em que Mishima Escolheu o Seu Destino EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, Kôji Wakamatsu

Além das Montanhas EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha½, Cristian Mungiu

Um Alguém Apaixonado EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha½, Abbas Kiarostami

Alois Nebel EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, Tomás Lunák

Alpes EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, Yorgos Lanthimos

O Amante da Rainha EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, Nikolaj Arcel

Andrei Rublev EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, Andrei Tarkovsky

Antiviral EstrelinhaEstrelinha½, Brandon Cronenberg

Après Mai EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, Olivier Assayas

Aqui e Ali EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, Antonio Mendez Esparza

Arcadia EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha½, Olivia Silver

A Árvore dos Morangos EstrelinhaEstrelinha½, Simone Rapisarda Casanova

Barbara EstrelinhaEstrelinha½, Christian Petzold

A Bela que Dorme EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, Marco Bellocchio

Boa Sorte, Meu Amor EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, Daniel Aragão

Bully EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, Lee Hirsch

A Caça EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha½, Thomas Vintenberg

A Cara que Mereces EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, Miguel Gomes

Entre o Amor e a Paixão EstrelinhaEstrelinha½, Sarah Polley

Era Uma Vez Eu, Verônica EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha½, Marcelo Gomes

Era Uma Vez no Oeste EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, Sergio Leone

O Espelho EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, Andrey Tarkovsky

Estudante EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, Darezhan Omirbayev

Felicidade EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, Doris Dörrie

Francisco Brennand EstrelinhaEstrelinha½, Mariana Brennand Fortes

O Gebo e a Sombra EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha½, Manoel de Oliveira

Hannah Arendt EstrelinhaEstrelinha, Margarethe Von Trotta

Herança EstrelinhaEstrelinha, Hiam Abbas

Imperdoável EstrelinhaEstrelinha½, André Techiné

Inferno EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, Tim Fehlbaum

Invasion Estrelinha½, Dito Tsintsadze

Kill Me EstrelinhaEstrelinha, Emily Atef

Ladrão EstrelinhaEstrelinha, Matt Ruskin

Lawrence da Arábia EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, David Lean

Melhor Não Falar de Certas Coisas Estrelinha½, Javier Andrade

Mystery EstrelinhaEstrelinha, Lou Ye

Na Neblina EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, Sergei Loznitsa

No EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, Pablo Larraín

Outrage: Beyond EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha½, Takeshi Kitano

Padak EstrelinhaEstrelinha½, Lee Dae Hee

A Parte dos Anjos EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha½, Ken Loach

Perder a Razão EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, Joachim Lafosse

Por Enquanto EstrelinhaEstrelinha, Hal Hartley

Postcards from the Zoo EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha½, Edwin

Quando Vi Você EstrelinhaEstrelinha½, Annemarie Jacir

Quatro Sóis EstrelinhaEstrelinha½, Bohdan Slamá

O Que Se Move EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha½, Caetano Gotardo

Reality EstrelinhaEstrelinha½, Matteo Garrone

Rua da Redenção EstrelinhaEstrelinha, Miroslav Tervic

O Som ao Redor EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, Kleber Mendonça Filho

Tabu EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, Miguel Gomes

Tiro na Cabeça EstrelinhaEstrelinha, Pen-Ek Ratanaruang

Tubarão EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, Steven Spielberg

textos

Entrevista com Miguel Gomes

Filmes premiados em festivais internacionais são destaques na Mostra de São Paulo

Mostra de São Paulo exibe 12 pré-candidatos ao Oscar de melhor filme estrangeiro

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Ruby Sparks – A Namorada Perfeita

Ruby Sparks

Ruby Sparks – A Namorada Perfeita parece uma daquelas comédias românticas que infestavam a “Sessão da Tarde”, da Rede Globo, nos anos 80: um filme sobre a complexidade das relações simples, cheio de trejeitos e lugares comuns e com uma pitada de fantasia. A questão é que a embalagem indie que o casal Jonathan Dayton e Valerie Faris empresta ao longa o coloca num plano diferente, onde as liberdades narrativas parecem mais à vontade.

A dupla, responsável por Pequena Miss Sunshine, evoluiu bastante em seu trabalho na direção. Se em seu filme de estreia, tudo parecia calculado demais, Ruby Sparks evita maneirismos e flui com uma leveza invejável, mesmo quando tenta oferecer uma reflexão mais profunda sobre solidão. O protagonista, vivido por Paul Dano, em sua segunda colaboração com os diretores, é um homem que busca na ficção a solução para seu problema de isolamento, sua carência emocional. A garota perfeita sai da imaginação dele.

O texto de Zoe Kazan, coprotagonista e roteirista estreante, impressiona por algumas sutilezas diante de uma história que poderia facilmente cair na simplificação. Zoe não tem experiência, mas tem pedigree. Ela é filha de Nicholas Kazan, roteirista que assinou O Reverso da Fortuna, e neta de Elia Kazan, um dos grandes nomes do cinema americano nos anos 40 e 50, que revolucionou a direção de atores introduzindo o método do Actors Studio, que formou Marlon Brando e Paul Newman, entre outros.

Mesmo sem revolucionar nada, Dayton e Faris também parecem deixar os atores à vontade durante as filmagens. Zoe e Dano, namorados por trás das câmeras, agem como se estivessem em casa, o que dá ao filme a espontaneidade que falta em Pequena Miss Sunshine e que faz com que o caráter fantástico da história se insira com mais facilidade ao conjunto. Até Annette Bening e Antonio Banderas, atores mais experientes, entram na brincadeira.

Ruby Sparks está bem longe de ser um grande filme. Peca quando materializa algumas das obsessões de seus personagens, como na cena em que os protagonistas vivem um momento de criador e criatura. O desfecho também pode ser interpretado como conciliador e maniqueísta, mas parece coerente com o material despretensioso que Faris e Dayton oferecem. Os seis anos que separam “Miss Sunshine” deste novo trabalho indica que os diretores descobriram como equilibrar a dose de melancolia em sua obra e agora querem falar para um público maior.

Ruby Sparks – A Namorada Perfeita EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
[Ruby Sparks, Jonathan Dayton & Valerie Faris, 2012]

Texto publicado originalmente no Uol.

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Nota de Rodapé

Nota de Rodapé

Unanimidade é uma boa palavra para descrever a comoção com que o longa-metragem iraniano A Separação foi recebido na temporada de prêmios de cinema nos Estados Unidos. Saudado como uma obra-prima, o trabalho de Ashgar Farhadi não deixou nenhum outro filme diminuir sua imensa lista de troféus. Entre os adversário derrotados pelo iraniano no Oscar de filme estrangeiro, estava um longa israelense que só agora chega ao Brasil.

Nota de Rodapé, dirigido pelo americano Joseph Cedar, é centrado na difícil relação entre pai e filho, que dedicaram suas vidas à pesquisa científica, mas sempre em campos opostos do pensamento. A estrutura é de comédia dramática, com truques narrativos que ‘claquetam’ cada capítulo da história e explicações, no melhor estilo Jorge Furtado, que dão ao filme um quê mais pop.

Cedar usa protótipos para desenvolver seus personagens. O pai é um homem amargurado, recluso, que rejeita o mundo acadêmico que nunca reconheceu seu trabalho. O filho representa o pesquisador do novo milênio, reconhecido e celebrado pelos colegas. Com esses perfis definidos, o diretor faz um estudo sobre diferenças e tolerâncias dentro de um núcleo familiar, em que o ressentimento ocupa um espaço tão grande ou maior do que o amor.

Vez por outra, o cineasta simplifica as relações, o que só não prejudica o resultado do filme por causa das grandes interpretações dos dois protagonistas. Se Lior Ashkenazi é puro equilíbrio na caracterização do filho, Shlomo Bar-Aba, que ganhou o equivalente israelense ao Oscar de melhor ator pelo papel do pai, mesmo interpretando um personagem preso a uma fórmula, tem uma performance tão cheia de detalhes e minúcias que soterra qualquer maneirismo do roteiro. Mas nada que torne o filme especial ou o transforme numa ameaça para A Separação. Parece que desta vez o Oscar acertou.

Nota de Rodapé EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
[Hearat Shulayim, Joseph Cedar, 2011]

Texto publicado originalmente no Uol.

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Oscar 2013: pré-candidatos a filme estrangeiro

A Academia confirmou a inscrição de candidatos oficiais de 71 países ao Oscar de filme estrangeiro, a categoria mais complexa da premiação. Pelas regras da Academia, somente os filmes indicados oficialmente por cada país são elegíveis neste quesito. Os vencedores dos três principais festivais de cinema da Europa (Amour, Palma de Ouro em Cannes, César Deve Morrer, Leão de Ouro em Berlim, e Pietà, Leão de Ouro em Veneza) foram escolhidos por seus respectivos países. O Palhaço, de Selton Mello, vai representar o Brasil na disputa. Os cinco finalistas serão conhecidos no dia 10 de janeiro. A festa do Oscar será em 24 de fevereiro.

Doze dos 71 títulos serão exibidos durante a Mostra de Cinema de São Paulo. Seis estavam na seleção do Festival do Rio (e um desses no Indie também). E três já passaram pelo circuito comercial brasileiro.

pré-candidatos ao Oscar de filme estrangeiro

Afeganistão: The Patience Stone, de Atiq Rahimi
África do Sul: Little One, de Darrell Roodt
Albânia: Pharmakon, de Joni Shanaj
Alemanha: Barbara EstrelinhaEstrelinha, de Christian Petzold MOSTRA SP
Argélia: Zabana, de Saïd Ould Khelifa
Argentina: Infância Clandestina, de Benjamin Avila FESTIVAL DO RIO
Armênia: If Only Everyone, de Nataliya Belyauskene
Austrália: Lore, de Cate Shortland FESTIVAL DO RIO
Áustria: Amour, de Michael Haneke
Azerbaijão: Buta, de Ilgar Najaf
Bangladesh: Ghetuputra Kamola, de Humayun Ahmed
Bélgica: Perder a Razão EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, de Joachim Lafosse MOSTRA SP
Bósnia e Herzegovina: Crianças de Sarajevo, de Aida Begic MOSTRA SP
Brasil: O Palhaço EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, de Selton Mello CIRCUITO
Bulgária: Sneakers, de Ivan Vladimirov e Valeri Yordanov
Camboja: Lost Loves, de Chhay Bora
Canadá: A Feiticeira da Guerra, de Kim Nguyen MOSTRA SP
Cazaquistão: Myn Bala: Warriors of the Steppe, de Akan Satayev
Chile: No EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha½, de Pablo Larraín MOSTRA SP
China: Caught in the Web, de Chen Kaige
Cingapura: Already Famous, de Michelle Chong
Colômbia: El Cartel de los Sapos, de Carlos Moreno
Coreia do Sul: Pietà, de Kim Ki-duk FESTIVAL DO RIO
Croácia: Cannibal Vegetarian, de Branko Schmidt
Dinamarca: O Amante da Rainha EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, de Nikolaj Arcel MOSTRA SP
Eslováquia: Made in Ash, de Iveta Grofova
Eslovênia: A Trip, de Nejc Gazvoda
Espanha: Blancanieves, de Pablo Berger
Estônia: Mushrooming, de Toomas Hussar
Filipinas: Bwakaw, de Jun Luna
Finlândia: Purge, de Antti Jokinen
França: Intocáveis EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, de Eric Toledano e Olivier Nakache CIRCUITO
Geórgia: Keep Smiling, de Rusudan Chkonia
Grécia: Unfair World, de Filippos Tsitos
Groenlândia: Inuk, de Mike Magidson
Holanda: Kauwboy, de Boudewijn Koole
Hong Kong: Life Without Principle, de Johnnie To
Hungria: Apenas o Vento EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha½, de Benedek Flieugauf INDIE, FESTIVAL DO RIO
Índia: Barfi!, de Anurag Basu
Indonésia: Tiny Dancer, de Ifaa Isfansyah
Islândia: The Deep, de Baltasar Kormákur
Israel: Preenchendo o Vazio EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha½, de Rama Burshtein MOSTRA SP
Itália: César Deve Morrer EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, de Paolo e Vittorio Taviani FESTIVAL DO RIO
Japão: Our Homeland, de Yong-hi Yang
Letônia: Gulf Stream Under the Iceberg, de Yevgeni Pashkevich
Lituânia: Ramin, de Audrius Stonys
Macedônia: The Third Half, de Darko Mitrevski
Malásia: Bunohan, de Dain Iskandar Said
Marrocos: Death for Sale, de Faouzi Bensaïdi
México: Depois de Lucia EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, de Michel Franco FESTIVAL DO RIO
Noruega: Kon-Tiki, de Joachim Rønning e Espen Sandberg
Palestina: Quando Vi Você EstrelinhaEstrelinha, de Annemarie Jacir MOSTRA SP
Peru: Las Malas Intenciones, de Rosario García-Montero
Polônia: 80 Millions, de Waldemar Krzystek
Portugal: Sangue do Meu Sangue, de João Canijo
Quênia: Minha Vida em Nairóbi, de David ‘Tosh’ Gitonga MOSTRA SP
Quirguistão: The Empty Home, de Nurbek Egen
República Dominicana: Jacque Mate, de José María Cabral
República Tcheca: In the Shadow of the Horse, de David Ondricek
Romênia: Além das Montanhas EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha½, de Cristian Mungiu MOSTRA SP
Rússia: White Tiger, de Karen Shakhnazarov
Sérvia: When Day Breaks, de Goran Paskaljevic
Suécia: The Hypnotist, de Lasse Hallström
Suíça: Minha Irmã, de Ursula Meier CIRCUITO
Tailândia: Headshot EstrelinhaEstrelinha, de Pen-Ek Ratanaruang MOSTRA SP
Taiwan: Touch of the Light, de Chang Rong-ji
Turquia: Where the Fire Burns, de Ismail Günes
Ucrânia: Firecrosser, de Mykhailo Illienko
Uruguai: A Demora, de Rodrigo Plá MOSTRA SP
Venezuela: Piedra, Papel o Tijera, de Hernán Jabes
Vietnã: The Scent of Burning Grass, de Nguyễn Hữu Mười

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Mostra SP 2012: filmes confirmados e informações gerais

Os novos filmes dos portugueses Manoel de Oliveira e Miguel Gomes, do iraniano Abbas Kiarostami e do italiano Marco Bellochio estão entre os cerca de 350 títulos confirmados para a 36ª edição da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que começa na quinta-feira, dia 19, com a exibição de No, longa do chileno Pablo Larraín. Numa coletiva de imprensa realizada neste sábado, a organização da Mostra anunciou a maior parte desta seleção, além de retrospectivas dedicadas ao japonês Minoru Shibuya, com a exibição de sete de seus títulos, e ao ucraniano Sergei Loznitsa, que terá exibida toda sua filmografia, incluindo o novo Na Neblina.

Além disso, haverá a previamente anunciada retrospectiva do russo Andrei Tarkovsky, com a exibição de todos os filmes que dirigiu e de títulos inspirados por ele, assinados por cineastas como Chris Marker, Tonino Guerra, Aleksandr Sokurov, Evgeny Borzov e José Manuel Mouriño. O cartaz da Mostra foi feiro a partir de imagens de polaróide feitas por Tarkovsky, que serão reunidas numa exposição.

Em 2012, a Mostra mantém a regra da exclusividade, o que privará o público paulistano de assistir os vencedores do Leão de Ouro em Veneza, Pietà, e do Urso de Ouro em Berlim, César Deve Morrer. Ambos foram exibidos no Festival do Rio. Apenas filmes estrangeiros inéditos no Brasil serão exibidos no evento. A única exceção será Tabu, do português Miguel Gomes, que ganhará uma homenagem da Mostra, com a exibição de 5 curtas e 3 longas.

O júri de ficção de 2012 é composto pelo ator alemão Burghart Klaussner (A Fita Branca); o diretor Cao Hamburger (O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias); Danis Tanovic (Terra de Ninguém); Jan Harlan (Stanley Kubrick: A Life in Pictures); e Kanako Hayashi (diretora do Festival TOKYO FILMeX). Já o júri de documentário conta com o jornalista N. Bird Runningwater; o diretor Sergio Machado (Cidade Baixa); a produtora Suzana Amado (Vou Rifar Meu Coração); a produtora Denise Gomes (Violeta foi para o Céu); e Amir Labaki, diretor do É Tudo Verdade.

Tubarão, de Steven Spielberg, e Lawrence da Arábia, de David Lean, estão entre os clássicos restaurados que serão exibidos na Mostra.

Retrospectiva Andrei Tarkósvki

A Infância de Ivan (Ivanovo Detstvo)
Andrei Rublev (Andrey Rublyov )
Hoje Não Haverá Saída (There Will Be No Leave Today), curta-metragem
Nostalgia
O Espelho (The Mirror)
O Rolo Compressor e O Violinista (Katok I Skripka ), média-metragem
O Sacrifício (Offret)
Os Assassinos (Ubiytsy), curta-metragem
Solaris
Stalker
Tempo De Viagem (Tempo De Viaggio), documentário em codireção com Tonino Guerra

Documentários sobre Tarkóvski

Andrei Tarkóvski: O Colecionador de Sonhos (Andrei Tarkovsky: Sobiratel Snov , Rússia), de Evgeny Borzov
Dirigido por Andrei Tarkóvski (Regi Andrej Tarkovskij, Suécia), de Michal Leszczylowski
Elegia Moscovita (Moskovskaya Elegiya, Rússia), de Aleksandr Sokurov
Magnetismo da Memória (Pritjazhenie Pamjati, Rússia), de Evgeny Borzov
Os Dias Brancos – Anotações Sobre A Filmagem de Nostalgia, de Andrei Tarkóvski (Los Días Blancos – Apuntes Sobre El Rodaje De Nostalghia, De Andrei Tarkovski, Espanha, Itália), de José Manuel Mouriño
Um Dia na Vida de Andrei Arsenievitch (Une Journée D´Andrei Arsenevitch, França), de Chris Marker

Retrospectiva Sergei Loznitsa

A Colônia (Poselenije, Rússia)
A Estação de Trem (Polustanok , Rússia)
Artel, (Rússia)
Bloqueio (Blokada, Rússia)
Fábrica (Fabrika, Rússia)
Hoje Vamos Construir Uma Casa (Segodnya My Postroim Dom, Rússia)
Minha Felicidade (Schastye Moye, Rússia)
O Milagre De Santo Antônio (Rússia)
Retrato (Portrait, Rússia)
Vida, Outono (Zhizn, Osin, Rússia)
Paisagem (Peyzazh, Alemanha)
Na Neblina (V Tumane, Alemanha, Rússia, Letônia, Holanda , Bielorússia) – inédito
Cinejornal (Predstavlenye, Alemanha, Rússia, Ucrânia)

Retrospectiva Minoru Shibuya

O Dia de Folga do Médico (Honjitsu Kyushin, Japão)
O Paraíso dos Bêbados (Yopparai Tengoku, Japão)
O Rabanete e a Cenoura (Daikon To Ninjin, Japão)
Os Passarinhos (Mozu, Japão)
Pessoas Modernas (Gendai-Jin, Japão)
Retidão (Seigiha, Japão)
Um Bom Homem, Um Bom Dia (Kojin Kojitsu, Japão)

Competição Novos Diretores

111 Garotas (111 Dokhtar, Iraque, Irã), de Nahid Ghobadi
A Casa (Portugal), de Júlio Alves
A Culpa Do Cordeiro (La Culpa del Cordero, Uruguai), de Gabriel Drak
A História de Tomi Ungerer (Far out isn´t far enough: the Tomi Ungerer story, EUA), de Brad Bernstein
Água (Water, Israel, Palestina), de Nir Sa’ar, Maya Sarfaty, Mohammad Fuad, Yona Rozenkier, Mohammad Bakri, Ahmad Bargouthi, Pini Tavger, Tal Haring
Aqui e Ali (Aquí y Allá, Espanha, EUA, México), de Antonio Mendez Esparza
Arcadia (EUA), de Olivia Silver
Augustine (França), de Alice Winocour
Babeldom (Inglaterra), de Paul Bush
Crônicas da Infância (Chroniques d´une cour de récré, França), de Brahim Fritah
Debaixo da Sombra da Cruz (All’Ombra Della Croce, Espanha, Itália), de Alessandro Pugno
Dente por Dente (Diente por Diente, México), de Miguel Bonilla Schnaas
El Resquicio (Colômbia, Argentina), de Alfonso Acosta
Encontrando Leila (Ashnaee ba Leila, Irã), de Adel Yaraghi
Estrada de Palha (Portugal, Finlândia), de Rodrigo Areias
Hemel (Holanda, Espanha), de Sacha Polak
Herança (Inheritance, França, Israel, Turquia, Palestina), de Hiam Abbass
L (Grécia), de Babis Makridis
La Sirga (Colômbia, França, México), de William Vega
Los Días (Argentina), de Ezequiel Yanco
Mad Ship (Canadá, Noruega), de David Mortin
Memories Look At Me (Ji Yi Wang Zhe Wo, China), de Song Fang
Meteora (Grécia, Alemanha, França) de Spiros Stathoulopoulos
Meu caro amigo Chico (Portugal), de Joana Barra Vaz
Minha Vida em Nairóbi (Nairobi Half Life, Quênia, Alemanha), de Tosh Gitonga
Miradas Múltiplas – O Universo de Gabriel Figueroa (Miradas Múltiples (La Máquina Loca), México, França, Espanha), de Emilio Maillé
Mosquita e Mari (Mosquita y Mari, EUA), de Aurora Guerrero
Noor (França, Paquistão), de Cagla Zencirci, Guillaume Giovanetti
O Comediante (The Comedian, UK ), de Tom Shkolnik
O Filho Querido (Jin Sun, Taiwan), de Chou She Wei
O Frágil Som do Meu Motor (Portugal), de Leonardo António
O Quase Homem (Mer Eller Mindre Mann, Noruega), de Martin Lund
O Último Passo (Peleh Akhar, Irã), de Ali Mosaffa
Os Descrentes (Les Mécréants, Marrocos, Suíça), de Mohcine Besri
Os Selvagens (Los Salvajes, Argentina), de Alejandro Fadel
Ouro Colombiano: 400 Anos de Música da Alma (Oro Colombiano: 400 años de musica del alma, Colômbia, Venezuela), de Sanjay Agarwal, Ivan Higa
Padak (Coréia do Sul), de Lee Dae Hee
Parviz (Irã), de Majid Barzegar|
Paul Bowles: A Porta da Jaula Está Sempre Aberta (Paul Bowles: The Cage Door Is Always Open, Suíça), de Daniel Young
Pedaços de Mim (Des Morceaux de Moi, França), de Nolwenn Lemesle
Preenchendo o Vazio (Lemale Et Ha’halal, Israel), de Rama Burshtein
Quando Vi Você (When I Saw You, Palestina, Jordânia), de Annemarie Jacir
Rua da Redenção (Ustanicka Ulica, Sérvia), de Miroslav Terzic
Salsipuedes (Argentina), de Mariano Luque
Satellite Boy (Autrália), de Catriona McKenzie
Sem Outono, Sem Primavera (Sin Otoño, Sin Primavera, Equador, Colômbia, França), de Iván Mora Manzano
Sequestro (Kapringen, Dinamarca), de Tobias Lindholm
Shameless (Bez Wstydu, Polônia), de Filip Marczewski
Sobre o Céu Rosa (Momoiro Sora Wo, Japão), de Keiichi Kobayashi
Voz da Primavera (Sedaye Cheshme, Irã), de Houshang Falah Rezaei
We Came Home (EUA, Afeganistão) de Ariana Delawari
You and Me Forever (Dinamarca), de Kaspar Munk

Competição Novos Diretores – Foco Alemanha

Além do Horizonte (Am Himmel Der Tag, Alemanha), de Pola Schirin Beck
As Histórias do Sr. Spalek (Die Koffer des Herrn Spalek, Alemanha, EUA), de Gregor Eppinger
Formentera (Alemanha), de Ann-Kristin Reyels,
Meus 13 Anos (Little Thirteen, Alemanha), de Christian Klandt
O Peso da Culpa (Schuld Sind Immer Die Anderen, Alemanha), de Lars- Gunnar Lotz
Oh Boy (Oh Boy, Alemanha), de Jan Ole Gerster
Os Visitantes (Die Besucher, Alemanha), de Constanze Knoche
Speed- Em Busca do Tempo Perdido (Speed – Auf der Suche nach der verlorenen Zeit, Alemanha), de Florian Opitz
Tempo de Crise (Crashkurs, Alemanha), de Anika Wangard
Transpapa (Alemanha), de Sarah Judith Mettke

Mostra Brasil – Competição Novos Diretores

A Arte de Interpretar – A Saga da Novela Roque Santeiro, de Lucia Abreu
A Porta Larga, de Aleandro Tubaldi
Antes Do Fim Do Mundo, de Sabrina Marostica e Herbert Gondo
Cores, de Francisco Garcia
Embu – Terra das Artes, de Maria De Fátima Seehagen
Francisco Brennand, de Mariana Brennand Fortes
Hélio Oiticica, de Cesar Oiticica Filho
Jardim Atlântico, de Jura Capela
Lacuna, de André Lavaquial
Muito Além do Peso, de Estela Renner
Nove Crônicas Para Um Coração aos Berros, de Gustavo Galvão
Pra Lá do Mundo, de Roberto Studart
Sinfonia De Um Homem Só, de Cristiano Burlan
Metro, de Guilherme B. Hoffmann

Mostra Brasil – Perspectiva

A Busca, de Luciano Moura
A Floresta de Jonathas, de Sergio Andrade
A Memória que me Contam, de Lúcia Murat
Balança mas não Cai, de Leonardo Barcelos
Boa Sorte, Meu Amor, de Daniel Aragão
Chamada a Cobrar, de Anna Muylaert
Cine Holliúdy, de Halder Gomes
CutBack, de Alex Miranda
Dores de Amores, de Raphael Vieira
Elena, de Petra Costa
Entretempos, de Henri Arraes Gervaiseau
Era uma Vez Eu, Verônica, de Marcelo Gomes
Estado de Exceção, de Juan Posada
Jards, de Eryk Rocha
Kátia, de Karla Holanda
Laura, de Fellipe Gamarano Barbosa
Meu Amigo Claudia, de Dácio Pinheiro
Noites de Reis, de Vinicius Reis
O Dia que Durou 21 Anos, de Camilo Tavares
O que se Move, de Caetano Gotardo
O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho
Olho Nu, de Joel Pizzini
Satyrians, 78 Horas em 78 Minutos, de Daniel Gaggini, Fausto Noro, Otávio Pacheco
Sementes do Nosso Quintal, de Fernanda Heinz Figueiredo
Um Filme para Dirceu, de Ana Johann
Uma História de Amor e Fúria, de Luiz Bolognesi
Colegas, de Marcelo Galvão
Pernamcubanos – O Caribe que nos Une, de Nilton Pereira
A Coleção Invisível, de Bernard Attal
Margaret Mee e a Flor da Lua, de Malu De Martino
Repare Bem, de Maria de Medeiros
A Última Estação, de Marcio Curi
Super Nada, de Rubens Rewald

Perspectiva Internacional

10+10 (Taiwan), de Hou Hsiao-hsien e outros
25/11 O Dia em que Mishima Escolheu o Seu Destino (11.25 Jiketsu No Hi: Mishima Yukio To Wakamono-Tachi, Japão), de Koji Wakamatsu
38 Testemunhas (38 Témoins, França ), de Lucas Belvaux
A Aposentada (La Jubilada, Chile), de Jairo Boisier
A Árvore dos Morangos (El Árbol De Las Fresas, Canadá, Cuba, Itália), de Simone Rapisarda Casanova
A Bela Que Dorme (Bella Addormentata, França, Itália), de Marco Bellocchio
A Caça (Jagten, Dinamarca), de Thomas Vinterberg
A Feiticeira da Guerra (Rebelle, Canadá), de Kim Nguyen
A Glória das Prostitutas (Whore´s Glory, Alemanha, Áustria), de Michael Glawogger
A Horda (Orda, Rússia), de Andrei Proshkin
A Parede (Die Wand, Áustria, Alemanha), de Julian Roman Pölsler
A Parte dos Anjos (The Angel´s Share, Reino Unido, França, Bélgica, Itália), de Ken Loach
A Riqueza do Lobo (La Richesse Du Loup, França), de Damien Odoul
A Royal Affair (En Kongelig Affære, Dinamarca), de Nikolaj Arcel
À Sombra da República (A L’ombre de La République, França), de Stéphane Mercurio
A Voz do Meu Pai (Babamin Sesi, Turquia, Alemanha, França), de Orhan Eskikoy
Abendland (Áustria), de Nikolaus Geyrhalter
África Negra Mármore Branco (Africa Nera Marmo Bianco, Itália, Estados Unidos), de Clemente Bicocchi
Além Das Montanhas (Dupa Dealuri, Romênia), de Cristian Mungiu
Alois Nebel (República Tcheca), de Tomas Lunak
Alpes (Alpeis, Grécia), de Yorgos Lanthimos
Amanhã (Zavtra, Rússia), de Andrey Gryazev
Amanhã? (Demain?, França, Portugal), de Christine Laurent
Ano de Graça (Año De Gracia, Espanha), de Ventura Pons
Antiviral (Canadá), de Brandon Cronenberg
Aos 80 (Anfang 80, Áustria), de Sabine Hiebler e Gerhard Ertl
Avanti (Suíça, Bélgica), de Emmanuelle Antille
Barbie (Coreia Do Sul), de Lee Sang-Woo
Bergman & Magnani: A Guerra dos Vulcões (Bergman & Magnani: La Guerra Dei Vulcani, Itália), de Francesco Patierno
Bully (EUA), de Lee Hirsch
City State (Borgrík, Islândia), de Olaf De Fleur Johannesson
Crianças de Saravejo (Djeca, Bósnia Herzegovina, Alemanha, França, Turquia), de Aida Begic
De Pai para Filho (Entre Les Bras, França), de Paul Lacoste
Depois da Batalha (Baad El Mawkeaa / Apres La Bataille, Egito, França), de Yousry Nasrallah
Desculpe Incomodar (Undskyld Jeg Forstyrrer, Dinamarca), de Henrik Ruben Genz
Dinotasia (EUA), de David Krentz e Erik Nelson
Dom – Uma Família Russa (Dom – A Russian Family, Rússia), de Oleg Pogodin
Duane Michaels – The Man Who Invented Himself (França), de Camille Guichard
Duane Michaels (França), de Camille Guichard
El Gusto (França, Algeria, Irlanda), de Safinez Bousbia
Em Família (In The Family, EUA), de Patrick Wang
Em Segunda Mão (Portugal), de Catarina Ruivo
Entre o Amor e a Paixão (Take this Waltz, Canadá, Espanha, Japão), de Sarah Polley
Espaços Inacabados: A História da Escola de Artes de Cuba (Unfinished Spaces, EUA), de Alysa Nahmias, Benjamin Murray
Estudante (Student, Cazaquistão), de Darezhan Omirbayev
Eu, Anna (I, Anna, Inglaterra, Alemanha, França), de Barnaby Southcombe
Felicidade… Terra Prometida (Le Bonheur…Terre Promise, França), de Laurent Hasse
Florbela (Portugal), de Vicente Alves do Ó
Fogo (México, Canadá), de Yulene Olaizola
Frisson des Collines (Canadá), de Richard Roy
Gente Fina (Kurteist Fólk, Islândia), de Olaf De Fleur Johannesson
Hasta Nunca (EUA, Uruguai ), de Mark Street
Imperdoável (Impardonnables, França), de André Téchiné
Indignados (França), de Tony Gatlif
Ingrid Caven, Música e Voz (Ingrid Caven, Musique et Voix, França ), de Bertrand Bonello
Istambul (Isztambul, Hungria ), de Török Ferenc
Keyhole (Canadá), de Guy Maddin
La Demora (Uruguai, México, França), de Rodrigo Plá
Lado a Lado (Side by Side, EUA), de Chris Kenneally
Ladrão (Booster, EUA), de Matt Rusking
Laurence Anyways (Canadá, França), de Xavier Dolan
Liv & Ingmar – Uma História De Amor (Liv & Ingmar, Noruega, Reino Unido e Índia), de Dheeraj Akolkar
Longe do Afeganistão (Far From Afghanistan, EUA), de John Gianvito, J. Jost, M. Martin, Soon-Mi Yoo, T. Wilkerson
Malaventura (México), de Michel Lipkes
Mantenha-me em Pé (Tiens Moi Droite, França), de Zoé Chantré
Melhor Não Falar de Certas Coisas (Mejor No Hablar de Ciertas Cosas, Equador), de Javier Andrade
Melodia dos Bálcãs (Balkan Melodie, Suíça, Alemanha, Bulgária), de Stefan Schwietert
Michael, (Índia) de Ribhu Dasgupta
Morangos Selvagens (Les Fraises Des Bois, França ), de Dominique Choisy
Mother (Coreia do Sul), de Tae Jun Seek
Música da Primavera (Habllada La´Aviv Haboche, Israel), de Benni Torati
My German Friend (Alemanha, Argentina), de Jeanine Meerapfel
Mystery (China, França), de Lou Ye
Na Sua Ausência (J’enrage de son Absence, França), de Sandrine Bonnaire
Não Estou Morto (Je Ne Suis Pas Mort, França), de Mehdi Ben Attia
No (Chile, França, EUA), de Pablo Larraín
No Lixo (Décharge, Canadá), de Benoît Pilon
Noite Nº1 (Nuit #1, Canadá), de Anne Émond
Num Lugar Conhecido (En Terrains Connus, França, Canadá), de Stéphane Lafleur
Nunca Houve um Irmão Melhor (I Ne Bilo Luchshe Brata, Azerbaijão, Rússia, Bulgária), de Murad Ibragimbekov
O Comboio (Convoy, Rússia), de Alexey Mizgirev
O Cordeiro (Behold The Lamb ), de John Mc Ilduf
O Dançarino (Ballroom Dancer, Dinamarca), de Christian Bonke e Andreas Koefoed
O Fim Do Amor (The End of Love, EUA ), de Mark Webber
O Gebo e a Sombra (Portugal), de Manoel de Oliveira
O Lago Balaton (Német Egység@Balatonnál – Mézföld, Hungria), de Péter Forgács
O Paraíso dos Animais (Le Paradis Des Bêtes, França), de Estelle Larrivaz
O Rei do Curling (Kong Curling, Noruega), de Ole Endresen
O Resto Do Mundo (Le Reste Du Monde, França), de Damien Odoul
O Ritual da Comida (Himself He Cooks, Bélgica), de Valerie Berteau e Philippe Witjes
O Sorriso do Chefe (Il Sorriso Del Capo, Itália), de Marco Bechis
O Zelador (Viceværten, Dinamarca), de Katrine Wiedemann
Off The Beaten Track, (Irlanda, Romênia), de Dieter Auner
Operation Libertad (Suiça, França), de Nicolas Wadimoff
Operation Libertad (Suíça, França), de Nicolas Wadimoff
Os Italianos Na Ópera (Italiani All´Opera, Itália, Argentina), de Franco Brogi Taviani
Outrage: Beyond (Autoreiji: Biyondo, Japão), de Takeshi Kitano
Pântanos (Marécages, Canadá), de Guy Édoin
Para Ellen (For Ellen, EUA), de So Yong Kim
Para Sempre (Tot Altijd, Bélgica), de Nic Balthazar
Paradise Love (Paradies: Liebe, Áustria, Alemanha, França), de Ulrich Seidl
Paraíso (Paradeisos, Grécia), de Panagiotis Fafoutis
Pastorela: Uma Peça de Natal (Pastorela, México), de Emilio Portes
Pequenas Mentiras (Orchim Lerega, Israel), de Maya Kenig
Perder a Razão (A Perdre La Raison, Bélgica, Luxemburgo, França, Suíça), de Joachim Lafosse
Pó (Polvo, Alemanha, Guatemala, Espanha, Chile), de Julio Hernández Cordón
Por Enquanto (Meanwhile, EUA), de Hal Hartley
Postcards From The Zoo (Kebun Binatang, Indonésia, Alemanha, Hong Kong), de Edwin
Purgatório (Araf, Turquia, França, Alemanha), de Yesim Ustaoglu
Quatro Sóis (Ctyri Slunce, República Tcheca), de Bohdan Sláma
Reality (Itália, França), de Matteo Garrone
Renoir (França), de Gilles Bourdos
Rio (River, Japão), de Ryuichi Hiroki
Rio de Ouro (Rio de Oro, México), de Pablo Aldrete
Ristabbanna (Itália), de Gianni Cardillo e Daniele de Plano
Saudações de Tim Buckley (Greetings From Tim Buckley, EUA ), de Daniel Algrant
Silêncio na Neve (Silencio en la Nieve, Espanha, Lituânia), de Gerardo Herrero
Soldier/Citizen (Israel) de Silvina Landsmann
Sombra do Mar (Sea Shadow, Emirados Árabes Unidos), de Nawaf Al-Janahi
Sonho e Silêncio (Sueño Y Silencio, Espanha, França), de Jaime Rosales
Tão Perto Tão Longe (Si Près Si Loin, Suíça), de Michel Favre
Tenho 11 Anos (I Am Eleven, Austrália, Marrocos, Suécia, China, Índia, Republica Checa, França, Tailândia, Japão, Alemanha, Bulgária, Holanda, Reino Unido, EUA), de Genevieve Bailey
The Creators (África do Sul, EUA), de Laura Gamse, Jacques de Villiers
The Kampala Story (The Kampala Story, Uganda), de Donald Mugisha e Kasper Bisgaard
The Lost World Cup (Itália), de Lorenzo Garzella e Filippo Macelloni
The Parade (Parada, Sérvia), de Srdjan Dragojevic
Tiro na Cabeça (Headshot, Tailândia, França), de Pen-Ek Ratanaruang
Última Sexta-Feira (Al Jumaa Al Akhira, Jordãnia), de Yahya Alabdalla
Um Alguém Apaixonado (Like Someone In Love, França, Japão), de Abbas Kiarostami
Um Ato de Caridade (Paziraie Sadeh, Irã), de Mani Haghighi
Um Lindo Vale (Emek Tiferet, França, Israel), de Hadar Friedlich
Uma Bala Para o Che (Una Bala Para El Che, Uruguai), de Gabriela Guillermo
Vidas Curdas (Mesh, Alemanha, Turquia), de Shiar Abdi
Walk Away Renée (França), de Jonathan Caouette
Winter of Discontent (El Sheta Elli Fat, Egito), de Ibrahim El Batoot

Perspectiva Internacional – Foco Alemanha

A Terra que Respira (Breathing Earth, Alemanha), de Thomas Riedelsheimer
A Última Ambulância de Sófia (Sofia´s Letzte Ambulance, Alemanha, Bulgária, Croácia), de Ilian Metev
Barbara (Alemanha), de Christian Petzold
Brutal (Die Raeuberin, Alemanha), de Markus Busch
Caminho Para o Passado (Bittere Kirschen, Alemanha), de Didi Danquart
Camp 14 – Total Control Zone (Alemanha), de Marc Wiese
Felicidade (Glück, Alemanha), de Doris Dörrie
Fim de Semana em Casa (Was Bleibt, Alemanha), de Hans-Christian Schmid
Fortaleza (Festung, Alemanha), de Kirsi Marie Liimatainen
Hannah Arendt (Alemanha), de Margarethe Von Trotta
Implosão (Implosion, Alemanha), de Sören Voigt
Inferno (Hell, Alemanha, Suíça), de Tim Fehlbaum
Kill Me (Töte Mich, França, Alemanha, Suíça), de Emily Atef
Lua Crescente (Dreiviertelmond, Alemanha), de Christian Zübert
Mar Calmo (La Mer A L´Aube, França, Alemanha), de Volker Schlöndorff
O Perdão (Gnade, Alemanha, Noruega)
Para Elise (Für Elise, Alemanha), de Wolfgang Dinslage
Prometendo A Lua (Das Blaue Vom Himmel, Alemanha), de Hans Steinbichler
Quatro Dias Em Maio (4 Tage Im Mai, Alemanha), de Achim Von Borries:
Uma Janela Para o Verão (Fenster Zum Sommer, Alemanha, Finlândia), de Hendrik Handloegten
Voando Alto (Bis Zum Horizont, Dann Links!, Alemanha), de Bernd Böhlich
Invasion (Alemanha, Áustria), de Dito Tsindzadse

Apresentações especiais

Nosferatu (Alemanha), de Friedrich Wilhelm Murnau – ao vivo com orquestra e coral no Parque Ibirapuera
Alma Corsária (Brasil), de Carlos Reichenbach
Canção para o Meu Pai (Lullaby To My Father, França, Suíça), de Amos Gitai
Carmel (Israel, França, Itália), de Amos Gitai
Coronel Blimp – Vida e Morte (Life And Death Of Colonel Blimp, Reino Unido), de Michael Powell e Emeric Pressburger
Focus Forward, de vários
Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia, Reino Unido), de David Lean
Muriel (Muriel Ou Le Temps D’un Retour, França, Itália), de Alain Resnais
O Guia Pervertido Da Ideologia (The Pervert´S Guide To Ideology, Irlanda), de Sophie Fiennes
O Guia Pervertido Do Cinema (The Pervert’s Guide To Cinema, Reino Unido, Áustria, Holanda), de Sophie Fiennes
O Incubador do Sol (Hadinat Al Shams, Síria), de Ammar Al-Beik
O Manuscrito Perdido (Portugal, Brasil), de José Barahona
Os Deuses e os Mortos (Brasil), de Ruy Guerra
Quando elefantes lutam, é a grama que sofre (The Suffering Grasses: When Elephants Fight, It Is The Grass That Suffers, EUA), de Iara Lee
Raros Sonhos Flutuantes (Tobu Yume Wo Shibaraku Minai, Japão), de Eizo Sugawa
Sonata Silenciosa (Silent Sonata/ Circus Fantasticus, Eslovênia, Irlanda, Finlândia, Suécia), de Janez Burger

Apresentação Especial Raúl Ruíz

La Noche de Enfrente (França, Chile), de Raúl Ruiz
Linhas de Wellington (Lines Of Wellington, França Portugal), de Valeria Sarmiento
Ballet Aquatique (Ballet Aquatique, França), de Raúl Ruiz

Apresentação Especial Miguel Gomes

A Cara que Mereces (Portugal)
Aquele Querido Mês de Agosto (Portugal)
Cântico das Criaturas (Portugal)
Entretanto (Portugal)
Inventário de Natal (Portugal)
Kalkitos (Portugal)
Trinta e Um (Portugal)
Tabu (Portugal, Brasil, França)

Apresentação Especial Chris Marker

La Jetée (França), de Chris Marker
Nível Cinco (Level Five, França), de Chris Marker

Convidados

Abbas Kiarostami (diretor do filme Like Someone In Love)
Amos Gitai (diretor de Lullaby To My Father)
Ana Moreira (atriz de Tabu)
Andrei A. Tarkóvski (curador da exposição Luz Instantânea: Polaroides de Andrei Tarkóvski),
Carloto Cotta (ator deTabu)
Claudia Cardinale (atriz de O Gebo e a Sombra)
Dae-Hee Lee (diretor de Padak)
Eithne O’neill (crítica da revista Positif)
Evgeny Borzov (diretor de Andrei Tarkovsky: The Collector Of Dreams)
Gabriel Drak (diretor de A Culpa do Cordeiro)
Gabriela Guillermo (diretora de Una Bala Para El Che)
Igor Ivanovch Eylampiev (escritor e filósofo russo)
José Manuel Mouriño (diretor de Os dias brancos-anotações sobre a filmagem de Nostalgia)
Rodrigo Areias (diretor de Estrada de Palha)
Jun-Seek Tae (diretor de Mother)
Leonor Silveira (atriz de O Gebo e a Sombra)
Luís Urbano (produtor de Tabu e O Gebo e a Sombra)
Marco Bechis (diretor de Il Sorriso Del Capo)
Marin Karmitz (produtor)
Miguel Gomes (diretor de Tabu),
Patrick Wang (diretor de In The Family)
Ruy Guerra (diretor de Os Deuses e os Mortos),
Sergei Loznitsa (diretor de Na Neblina e retrospectiva)

SERVIÇO

VENDAS DE PACOTES E PERMANENTES E CREDENCIAMENTO DE CONVIDADOS: De 13 de outubro a 01 de novembro, das 10 às 21h. A partir do dia 14 de outubro o credenciamento estará disponível para os jornalistas que irão cobrir o evento. A emissão de credenciais obedece a um sistema único de atendimento, por ordem de chegada.
Endereço: Conjunto Nacional – Av. Paulista, 2073, (ao lado do Cine Livraria Cultura).

VALORES DE PERMANENTES, PACOTES PROMOCIONAIS E INGRESSOS INDIVIDUAIS 2012
PERMANENTES E PACOTES PROMOCIONAIS

Permanente Integral – R$ 410,00
Permanente Integral Folha (15% de desconto para o titular da assinatura, mediante apresentação da carteirinha de assinante) – R$ 348,50
Permanente Especial (para sessões de 2ª a 6ª feira até às 17:55h, inclusive, não contempla finais de semana nem sessões noturnas) – R$ 95,00
Permanente Especial Folha (15% de desconto para o titular da assinatura para sessões de 2ª a 6ª feira até às 17:55h, inclusive, não contempla finais de semana nem sessões noturnas) – R$ 80,75
Pacote de 40 ingressos – R$ 300,00
Pacote de 20 ingressos – R$ 175,00
*O desconto de 15% da Folha é válido somente para o assinante titular, pessoa física.
* Desconto de 50% na compra de até dois ingressos por sessão de filme da Mostra na bilheteria dos cinemas, para a força de trabalho do sistema Petrobras (devidamente identificada com crachá funcional) e para Titulares do Cartão Petrobras (mediante apresentação do mesmo).

INGRESSOS INDIVIDUAIS

Segundas, terças, quartas e quintas: R$ 15,00 (inteira) / R$ 7,50 (meia)
Sextas, Sábados e Domingos: R$ 19,00 (inteira) / R$ 9,50 (meia)
* Para adquirir ingressos no dia da sessão, somente nas salas de cinema.
* A Central da Mostra não vende ingressos avulsos, apenas os pacotes.

VENDAS PELA INTERNET

No site Ingresso.com, o ingresso poderá ser adquirido com antecedência de quatro dias a um dia, da sessão.

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Histeria

Antes de ser empregada para descrever uma neurose que provoca instabilidade emocional, a palavra histeria foi utilizada para designar uma suposta condição médica, diagnosticada apenas em mulheres e que seria causada por perturbações no útero. Durante anos, a “doença” foi pesquisada e tratada por psicólogos e médicos, como mostra o filme de Tanya Wexler, uma espécie de documento de época atrapalhado, em que o tom de comédia parece zombar do assunto.

A diretora não tem uma carreira das mais expressivas. Em 14 anos, fez apenas três filmes. Somente com seu último trabalho, Histeria chamou alguma atenção. Não por causa de um talento especial atrás das câmeras, mas devido a um personagem pitoresco que aparece no registro histórico que a cineasta tenta fazer: por causa do tratamento da histeria, aconteceu a invenção do vibrador.

Como o filme relata, no fim dos anos 1800, alguns médicos da época masturbavam as pacientes como tratamento sério para conter os tais distúrbios que causariam a “doença”, diagnóstico que deixou de existir apenas nos anos 50. Um deles, percebeu que a terapia poderia funcionar melhor com um instrumento que vibrasse. O registro é válido, mas um assunto delicado como esse merecia um tratamento, no mínimo, mais sofisticado.

No entanto, a diretora parece estar muito mais interessada em fazer um filme popular e conduz o longa como se estivesse fazendo piada numa mesa de bar, julgando a postura tanto dos médicos quanto das pacientes. Como não leva muito a sério o material, Wexler pode deixar o espectador na dúvida sobre a veracidade de alguns fatos. O elenco cheio de bons atores (Maggie Gyllenhaal, Jonathan Pryce e um irreconhecível Ruper Everett) não aumenta nem diminuiu as raras qualidades do filme.

Histeria Estrelinha
[Hysteria, Tanya Wexler, 2011]

Texto publicado originalmente no Uol.

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Parada em Pleno Curso

Parada em Pleno Curso não é um filme para qualquer um. Sem demérito para o espectador ou para a obra, que ganhou o prêmio da mostra Um Certo Olhar no Festival de Cannes do ano passado. O fato é que um longa que acompanha com riqueza de detalhes a degradação física e mental de um homem que se descobre acometido por um câncer pode não ser bem digerido por todo mundo.

O diretor Andreas Dresen adota a postura de um médico diante do assunto: parece se afastar do objeto para assumir uma posição de neutralidade diante dele. Durante quase todo o filme, ele evita a manipulação emocional, que, ao mesmo tempo, enche histórias deste tipo de maneirismos dramáticos que geralmente simplificam o material à condição de acertos de contas ao mesmo tempo que ganham a função de dar conforto ao espectador, com “lições de vida” e demonstrações de carinho.

Aqui, acontece o inverso. Dresen parece quere ser fiel à gravidade da situação, sem abrir espaço para qualquer alento. O tom adotado é o de ultrarrealismo: o filme é um retrato minucioso da transformação nas vidas do personagem principal e de sua família depois da notícia. O quê documental do filme não poupa o espectador de cenas envolvendo procedimentos de enfermagem e de momentos dolorosos que reconstituem a perda das funções de um doente terminal.

O clima de racionalização incomoda bastante, mas é o diferencial do filme. A proposta fechada do diretor sofre um abalo quando ele recorre a um artifício fantástico talvez para fugir da secura do tema. É aí que um filme cruel, sobre a degradação de um ser humano, revela que existe um homem por trás das câmeras. Alguém que precisa recorrer a uma pequena epifania para dar conta de seu trabalho

Parada em Pleno Curso EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
[Halt Auf Freier Strecke, Andreas Dresen, 2011]

Texto originalmente publicado no Uol.

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Elena

Apesar de Andrey Zvyagintsev já ter uma carreira de mais de 12 anos como cineasta, Elena é apenas o terceiro longa-metragem que o russo dirigiu. Aqui, ele investiga os limites da maternidade a partir dos vestígios do paternalismo socialista, num país que vive das ruínas de um império. A protagonista (Nadezhda Markina) é uma velha senhora, um ex-enfermeira que hoje está casada com um homem rico, mas que ainda é a responsável pelo sustento dos filhos já crescidos.

Nesse novo trabalho, o cineasta parece ter se libertado da obsessão pelos filtros de seu filme de estreia, o fortíssimo drama familiar O Retorno, mas não abandonou os tons de azul e o cuidado com a câmera. É ela que passeia pela casa, cenário principal de Elena, apresentando cada cômodo, cada detalhe. Somente depois de tornar o espectador íntimo do espaço é que a casa aparece povoada. E, mais uma vez, apenas após conhecermos a rotina destes personagens é que somos apresentados a suas histórias.

Mas Zvyagintsev não sustenta o modelo por tanto tempo e o filme não se arrisca além em sua proposta, parecendo chegar não muito longe de onde partiu, apesar dos desdobramentos da história. A grande interpretação de Nadezhda Markina, que ganhou alguns prêmios internacionais, inclusive o “Oscar da Rússia”, termina num plano bastante superior ao do filme. Sua personagem é a força vital do longa, transitando entre a apatia com o marido, o amor pelos filhos e a crueldade cirúrgica na hora de resolver seus problemas.

Elena, por fim, faz um curioso paralelo com O Retorno. Ambos centrados nas relações familiares. Em seu primeiro trabalho, o diretor acompanha um pai que tenta reconstruir seu relacionamento com os filhos depois de anos de ausência. No novo longa, ele apresenta uma mãe incapaz de deixar os filhos seguirem suas vidas, sozinhos.

Elena EstrelinhaEstrelinha½
[Elena, Andrey Zvyagintsev, 2011]

Texto publicado originalmente no Uol.

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Elefante Branco

Entre uma série de diretores sempre à procura de lirismo para contar pequenas histórias, Pablo Trapero ocupa um lugar bem particular no cinema argentino. É um cineasta que não tem medo de transitar pelo lado mais mais sujo do país, de apontar o foco para a criminalidade e de dar voz para personagens à margem da sociedade. Seu novo filme, Elefante Branco é um belo exemplo. Um eficiente retrato de uma realidade que a Argentina não faz muita questão de mostrar.

Ricardo Darín, o ator mais requisitado do cinema portenho, interpreta um padre que tem como paróquia uma região suburbana próxima a Buenos Aires. Lá, seu papel é de apaziguador entre os traficantes do local, que vivem em guerra, e a polícia que faz vista grossa para o que acontece por ali. Embora a trama recorra a um mais-do-mesmo não muito diferente do que o espectador nos filmes brasileiros que tem as favelas como cenário, Trapero consegue compor uma visão multifacetada do caos que impera no lugar.

Essa habilidade fica clara nas muitas cenas rodadas em plano-sequência, sem cortes, que acompanham várias ações simultâneas com uma agilidade e um domínio de câmera que faz falta ao cinema de ação norte-americano. Como um maestro à frente de sua orquestra, num mesmo momento, Trapero coordena dezenas de atores amadores, movimenta a câmera para todos os lados, mantém um ritmo e administra a tensão. Boa parte destas cenas dura alguns minutos, o que dá ao trabalho um quê de tour de force.

Elefante Branco, exibido no Festival de Cannes deste ano, é o primeiro longa de Trapero depois de Abutres, filme em que o diretor peca ao reproduzir a narrativa circular e fatalista herdada dos trabalhos de Alejandro Gonzalez Iñarritu. Embora ainda não mostre o cineasta em plena forma, como nos ótimos O Outro Lado de Lei e Família Rodante, este novo filme indica que Trapero parece estar voltando à direção certa.

Elefante Branco EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
[Elefante Blanco, Pablo Trapero, 2012]

Texto publicado originalmente no Uol.

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