Monthly Archives: setembro 2011

Oscar 2012: pré-candidatos a filme estrangeiro

A Academia anunciou que, neste ano, 63 países vão disputar o Oscar de filme em língua estrangeira. Entre os candidatos oficiais, o Brasil será representado por Tropa de Elite 2, a maior bilheteria da história do país. Nikita Mikhalkov também concorre pela Rússia com uma continuação, a de um filme que já venceu o Oscar, O Sol Enganador. O sobrinho dele, Egor Mikhalkov-Konchalovsky, dirige o filme que representa o Cazaquistão.

72 Days (Sedamdeset i dva dana)
Danilo Serbedzija, Croácia

Aballay (Aballay, El Hombre sin Miedo)
Fernando Spiner, Argentina

Abu, Son of Adam (Adaminte Makan Abu)
Salim Ahamed, Índia

Alois Nebel (Alois Nebel)
Tomás Lunák, República Tcheca

Amnesty (Amnistia)
Bujar Alimani, Albânia

As If I Am Not There (As If I Am Not There)
Juanita Wilson, Irlanda

Attenberg Estrelinha (Attenberg)
Athina Rachel Tsangari, Grécia

Back To Your Arms (Kai apkabinsiu tave)
Kristijonas Vildžiūnas, Lituânia

Beauty (Skoonheid)
Oliver Hermanus, África do Sul

Belvedere (Belvedere)
Ahmen Imamovic, Bósnia e Herzegovina

Beyond EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha (Svinalängorna)
Pernilla August, Suécia

Breathing EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha (Atmen)
Karl Markovics, Áustria

Bullhead EstrelinhaEstrelinha (Rundskop)
Michael R. Roskam, Bélgica

O Cavalo de Turim EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha (A Torinói Ló)
Béla Tarr, Hungria

A Casa EstrelinhaEstrelinha (La Casa Muda)
Gustavo Hernández, Uruguai

Chantrapas (Chantrapas)
Otar Iosseliani, Geórgia

The Colors of the Mountain (Las Colores de la Montaña)
Carlose César Arbeláez, Colômbia

Era uma Vez na Anatolia EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha (Bir Zamanlar Anadolu’da)
Nuri Bilge Ceylan, Turquia

Declaration of War (La Guerre est Déclarée)
Valérie Donzelli, França

The Flowers of War (The Flowers of War)
Zhang Yimou, China

Footnote (Hearat Shulayim)
Joseph Cedar, Israel

The Front Line (Go-ji-jeon)
Hun Jang, Coreia do Sul

Gypsy (Cigan)
Martin Sulik, Eslováquia

Havanastation (Havanastation)
Ian Padrón, Cuba

Happy, Happy EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha (Sykt Lykkelig)
Anne Sewitsky, Noruega

In Darkness (W Ciemnosci)
Agnieszka Holland, Polônia

José e Pilar (José e Pilar)
Miguel Gonçalves Mendes, Portugal

Kon Khon (Kon Khon)
Sarunyu Wongkrachang, Tailândia

Letters to Angel (Kirjad Inglile)
Sulev Keedus, Estônia

Love Child (La Hija Natural)
Leticia Tonos, República Dominicana

Lust (El Shoq)
Khaled el Hagar, Egito

Miss Bala (Miss Bala)
Gerardo Naranjo, México

Monsieur Lazhar (Monsieur Lazhar)
Philippe Falardeau, Canadá

Montevideo – O Sonho da Copa Estrelinha (Montevideo, Bog te Video: Prica Prva)
Dragan Bjelogrlic, Sérvia

Morgen EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha (Morgen)
Marian Crisan, Romênia

Omar Killed Me (Omar m’a Tuer)
Roschdy Zem, Marrocos

The Orator (O le tulafale)
Tusi Tamasese, Nova Zelândia

Outubro (Outubro)
Daniel Vega Vidal & Diego Vega Vidal, Peru

Pan Negro (Pan Negro)
Agusti Villaronga, Espanha

Patagonia EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha (Patagonia)
Marc Evans, Grã-Bretanha

Pina (Pina)
Wim Wenders, Alemanha

O Porto (Le Havre)
Aki Kaurismäki, Finlândia

Potscard (Ichimai no Hagaki)
Kaneto Shindô, Japão

The Prince and the Pagoda Boy (Khát vong Thang Long)
Lưu Trọng Ninh, Vietnã

Punk Is Not Dead (Pankot ne e mrtov)
Vladimir Blazevski, Macedônia

Returning to the ‘A’ (Ichimai no Hagaki)
Egor Mikhalkov-Konchalovsky, Cazaquistão

The Rumble of the Stone (El Rumor de las Piedras)
Alejandro Bellame Palacios, Venezuela

A Separação (Jodaeiye Nader az Simin)
Asghar Farhadi, Irã

A Simple Life (Tao Jie)
Ann Hui, Hong Kong

O Sol Enganador 2: Êxodo (Утомленные солнцем 2: Предстояние)
Nikita Mikhalkov, Rússia

Sonny Boy (Sonny Boy)
Maria Peters, Holanda

Summer Games EstrelinhaEstrelinha (Giochi d’Estate)
Rolando Colla, Suíça

SuperClásico (SuperClásico)
Ole Christian Madsen, Dinamarca

Tatsumi EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha (Tatsumi)
Eric Khoo, Cingapura

Terraferma (Terraferma)
Emanuele Crialese, Itália

Tilt (Tilt)
Viktor Chouchkov, Bulgária

Tropa de Elite 2 EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha (Tropa de Elite 2)
José Padilha, Brasil

Under the Protection of Ka’Bah (Di Bawah Lindungan Ka’bah)
Indonésia, Hanny R. Saputra

Violeta se Fue a los Cielos (Violeta)
Andres Wood, Chile

Vulcão EstrelinhaEstrelinha (Eljdfall)
Runar Runarsson, Islândia

Warriors of the Rainbow: Seediq Bale (Seediq Bale)
Te-Sheng Wei, Taiwan

Where Do We Go Now? (Et Maintenant, On Va Où?)
Nadine Labaki, Líbano

Woman in a Septic Tank (Ang bBabae sa Septic Tank)
Marlon Rivera, Filipinas

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As Harmonias de Werckmeister

As Harmonias de Werckmeister

Há alguns filmes que mexem fisicamente com a gente. A atmosfera claustrofóbica de As Harmonias de Werckmeister é impregnante e ameaçadora. Saí pesado da sessão do filme de Béla Tarr. Com mal estar mesmo. Contaminado por um mundo de um terror iminente, em que uma ameaça que não se consegue determinar está prestes a chegar ao poder, assumir e destruir tudo. O protagonista parece ser o único imune ao terrorismo crescente na pequena cidade do interior da Hungria. Ele circula pelos cenários e transita entre todos os personagens, os “tios” de quem cuida. Até que é “contratado” como uma espécie de emissário do caos.

Esses caos, catalisado pela presença fantasmagórica de Hannah Schygulla e pela chegada à cidade de um circo macabro cujas maiores estrelas são uma baleia morta e um homem misterioso, desperta nosso herói. Sua visão cotidiana se transforma e ele começa a enxergar o que está por vir. E o espectador acompanha seu crescente desespero, o fim de seu cotidiano harmônico, seguro, estável. Tarr, com sua habilidade única para manipular imagem e som de formas solene e soturna, costura o ambiente de terror com uma rede de tramóias e negociatas diabólicas, que torna os eventos assustadoramente reais.

As Harmonias de Werckmeister EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
[Werckmeister Harmóniák, Béla Tarr, 2000]

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Festival do Rio 2011: filmes confirmados

O Festival do Rio anunciou suas primeiras atrações internacionais e alguns nomes habitués encabeçam a lista. Pedro Almodóvar, Aki Kaurismaki e Gus Van Sant se juntam a veteranos como Abel Ferrara, Jonathan Demme e Martin Scorsese, com mais um documentário musical. Desta vez, elegendo George Harrison como objeto de estudo. os novos filmes de Todd Solondz e Nicolas Winding Refn, o elogiado Drive, estão na lista, junto com a incursão pornô-gay de Christophe Honoré, Homens ao Banho. Um filme ruim, diga-se de passagem.

4:44 Last Day on Earth, Abel Ferrara
Becoming Chaz, Randy Barbato e Fenton Bailey
Les Bien-Aimés, Christophe Honoré
Bonsai, Cristián Jiménez
Dark Horse, Todd Solondz
Drive, Nicolas Winding Refn
Faust, Aleksandr Sokurov
George Harrison: Living in the Material World, Martin Scorsese
Homens ao Banho, de Christophe Honoré
I’m Carolyn Parker: The Good, the Mad and the Beautiful, Jonathan Demme
Inquietos, de Gus Van Sant
L.A. Zombie, Bruce LaBruce
Le Havre, Aki Kaurismaki
Miss Bala, Gerardo Naranjo
Ninja Kids, Takashi Miike
Paul, Greg Mottola
A Pele que Habito, Pedro Almodóvar
Polisse, Maïwenn
Post-mortem, Pablo Larrain
Public Speaking, Martin Scorsese
Ray Charles America, Alexis Manya Spraic
Red State, de Kevin Smith
La Redota – Una Historia de Artigas, César Charlone
Sacrifice, Chen Kaige
Sarah Palin – You Betcha!, Nick Broomfield e Joan Churchill
Search and Destroy: Iggy & The Stooges’ Raw Power, Morgan Neville
A Separação, Asghar Farhadi
Silvio Forever, Roberto Faenza e Filippo Macelloni
Terraferma, Emanuele Crialese
Testimony, Shlomy Elkabetz
This Must Be the Place, Paolo Sorrentino
A Tiro de Piedra, Sebastián Hiriart
Tyrannosaur, Paddy Considine

Agradeço à ajuda do Egídio La Pasta e do Hércules Pereira.

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Sátántangó

Béla Tarr

A história que Sátántangó poderia ser contada facilmente num filme de 100 minutos: uma aldeia de onde todos querem sair, mas à qual todos estão presos. A longa duração do filme de Béla Tarr, sete horas e meia, não tem nada a ver com o que ele leva à tela, mas com o como ele conta essa história. O cinema do húngaro é o da investigação dos personagens. Ele gasta o que tempo que acha necessário, até uma hora se for o caso, para compor um perfil de um coadjuvante: examina sua rotina, detalha seus hábitos, revela suas idiossincrasias e, assim, captura sua essência.

A maneira como apresenta os personagens nos demove da condição de simples espectadores. Tarr abre as portas da intimidade e nos obriga ao convívio com suas criaturas por tanto tempo que a contemplação se transforma em cumplicidade. E a maneira como faz isso é, guardada minha tendência ao exagero, genial. Seus filmes – e este em especial – têm o melhor trabalho de câmera que eu já vi no cinema.

Ele consegue compor quadros belíssimos, ora enchendo a tela com elementos perfeitamente posicionados, ora com movimentos de câmera irretocáveis, mesmo quando o terreno não é dos melhores, ora com um delicado trabalho de iluminação. Mas, na maior parte das vezes, e estamos falando de um filme com 450 minutos, com os três ao mesmo tempo. O resultado é que ele consegue imprimir uma espécie de melodia que transforma cenas enormes em balés do cotidiano, com seu ritmo próprio e sua beleza rara.

A estrutura do filme, divido em doze capítulos, parece ser baseada na do tango – daí o nome – com seis passos pra frente e seis passos para trás. Essa ideia é a base para que Tarr sincronize as histórias paralelas de seus muitos personagens e crie novas relações entre eles. Um trabalho refinadíssimo onde, em vez de potencializar os laços da trama, base para vários escândalos no cinema da última década, Tarr suaviza esses “encontros de histórias” e trata as coincidências da vida com naturalidade.

Embora a palavra interprete os personagens ao fim de cada um dos capítulos da trama, Béla Tarr não parece ser muito fã delas. Para ele, cinema se conta com uma câmera, mesmo que isso leve mais tempo do que se imagina.

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[Sátántangó, Béla Tarr, 1994]

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O Cavalo de Turim

Béla Tarr

O Cavalo de Turim EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha½
[A Torinói Lói, Béla Tarr, 2011]

O Cavalo de Turim é a sinfonia do caos de Béla Tarr. Um trabalho impressionante em sua composição visual e como metáfora do fim de tudo. Os seis dias na vida de pai e filha são um crescendo de pequenas catástrofes, mergulhadas de simbologia bíblica. Um texto numa tela negra oferece o filme como se fosse uma continuação da história que terminou com o início da demência de Nietzsche. O espectador acompanha a jornada de volta para casa do carroceiro com que o filósofo havia se encontrado.

Na primeira cena, a câmera do húngaro baila em busca do homem e de seu cavalo por tanto tempo que, a certo ponto, a música e a imagem nos levam para um outro status, não de contemplação, mas de torpor. Quando chega a seu destino, os personagens entram numa rotina de degradação em que, a cada dia, aumentam os problemas e mudam os pontos de vista. Tarr filma isso da forma mais bonita e fantasmagórica possível, criando um conceito muito próprio de tempo, se atendo aos menores detalhes e valorizando a repetição.

Pai e filha, aos poucos, parecem de sobreviventes de um mundo sem esperanças à categoria de próximas vítimas de um destino implacável, do qual não se pode fugir, somente aguardar olhando pela janela.

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Conan, o Bárbaro

Jason Momoa, Rose McGowan, Ron Perlman

O cinema de ação que é feito, hoje, em larga escala em Hollywood atende a um certo padrão estético: a fotografia, para ganhar um ar documental, realista recebe uns filtros que tiram boa parte da cor. É quase como se um filme fosse feito quase que inteiramente no Instagram (o aplicativo que dá cor às fotos no iPhone). Mas não se trata apenas da imagem. O som sempre é excessivamente alto para dar mais peso às batalhas. E as batalhas, essas deixam bastante a desejar. O excesso de câmeras lentas serve, junto com o barulho, para potencializar os confrontos, geralmente esquemáticos, sofrendo pelo excesso de coreografia e pelo uso estético do sangue.

Dito isso, Conan, o Bárbaro é exatamente o que Hollywood espera de um filme de ação, exatamente o que seu diretor, um especialista em remakes, entende como um bom filme. E, para mim, tem exatamente os mesmos defeitos presentes à maior parte dos longas do gênero produzidos atualmente: é um filme pasteurizado, chato e desinteressante.

O filme reintroduz o personagem das HQs no cinema. Jason Momoa, da série Game of Thrones, ocupa a vaga de Arnold Schwarzenegger. Tem mais o perfil do papel, parece mesmo o Conan dos quadrinhos, mas revelava mais talento com sua interpretação cheia de grunhidos para o rei bárbaro Khal Drogo. Por sinal, o filme de Marcus Nispel poderia usar a série como um exemplo de estrutura de roteiro, qualidade de texto e imagens poderosas. O novo filme, além de contar a origem de Conan, vira uma historinha de “salvem a garota”. Sobram os cenários virtuais externos, bem integrados à fotografia.

A assustadora personagem de Rose McGowan, de longe a mais interessante do filme, é soterrada pelo roteiro, que a lança como grande vilã para depois transformá-la numa figurante de luxo, com seu amor incestuoso pelo pai apenas sugerido e seu destino resolvido duas ou três cenas. Se sua participação fosse maior, talvez McGowan provocasse uma revolução em Conan, o Bárbaro. Do jeito que o filme está, ele apenas atende ao padrão do blockbuster hollywoodiano: não fede, mas também não cheira.

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[Conan, the Barbarian, Marcus Nispel, 2011]

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Festival do Rio 2011: filmes brasileiros

Saiu a lista de longas brasileiros que participarão do Festival do Rio 2011. Entre os títulos, novos filmes de Karim Aïnouz, Eduardo Coutinho, Petrus Cariry e Beto Brant.

competição: ficção

O Abismo Prateado, Karim Aïnouz
Amanhã Nunca Mais, Tadeu Jungle
Eu Receberia as Piores Notícias de seus Lindos Lábios, Beto Brant e Renato Ciasca
Girimunho, Helvécio Marins Jr. e Clarissa Campolina
Histórias que Só Existem Quando Lembradas, Julia Murat
A Hora e a Vez de Augusto Matraga, Vinícius Coimbra
Mãe e Filha, Petrus Cariry
A Novela das Oito, Odilon Rocha
Sudoeste, Eduardo Nunes

hors-concours – ficção

Os 3, Nando Olival
Capitães de Areia, Cecília Amado
Corações Sujos, Vicente Amorim
O Palhaço, Selton Mello
Reis e Ratos, Mauro Lima

novos rumos

1. PARAÍSO, AQUI VOU EU de Walter Daguerre e Cavi Borges
2. CRU de Jimi Figueiredo
3. DIA DE PRETO de Marcos Felipe, Daniel Mattos e Marcial Renato
4. RÂNIA de Roberta Marques
5. TEUS OLHOS MEUS de Caio Sóh
6. VAMOS FAZER UM BRINDE de Cavi Borges e Sabrina Rosa
7. CIRCULAR de Adriano Esturilho, Aly Muritiba, Bruno de Oliveira, Diego Florentino e Fábio Allon
8. ESPIRAL de Paulo Pons

competição – documentários

A Era dos Campeões, Cesario de Mello Franco e Marcos Bernestein
Canções, Eduardo Coutinho
Laiá, Laiá, Alexandre Iglesias
Luz, Câmera, Pichação, Marcelo Guerra, Gustavo Coelho e Bruno Caetano
Marighella, Isa Grinspum Ferraz
Mentiras Sinceras, Pedro Asbeg
Olhe pra Mim de Novo, Kiko Goifman e Claudia Priscilla
Os Últimos Cangaceiros, Wolney Oliveira

hors-concours – documentários

Casa 9, Luiz Carlos Lacerda
Uma Longa Viagem, de Lúcia Murat
Vida de Artista, José Joffily

retratos

Abdias Nascimento, Um Brasileiro do Mundo, Aída Marques
Augusto Boal e o Teatro do Oprimido, Zelito Viana
Bruta Aventura em Versos, Letícia Simões
Cena Nua, Belisário Franca
Marcelo Yuka no Caminho das Setas, Daniela Broitman
Salgado Filho – O Herói Esquecido, Ricky Ferreira

filmes brasileiros em outras mostras:

premiére latina

Carta para o Futuro, Renato Martins
Cuba Libre, Evaldo Mocarzel

mostra expectativa

Tambores, Sérgio Raposo
Vale dos Esquecidos, Maria Carvalho Raduan

panorama do cinema mundial

Rock Brasília, Era de Ouro, Wladimir Carvalho

mostra itinerários únicos

Um Dia com Frederico Morais, Guilherme Coelho
Meia hora com Darcy, Roberto Berliner

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A Alegria

A Alegria

Os garotos que protagonizam A Alegria parecem ser alter egos dos diretores do filme, cineastas jovens que, numa definição apressada, se rebelaram em relação ao status quo do cinema brasileiro, cada vez mais industrial, cada vez menos autoral. No longa, os personagens, inquietos em sua fúria juvenil, resolvem se revoltar e atacar inimigos invisíveis, inimigos que nem eles mesmos sabem definir. E aí, mais uma vez, os personagens parecem refletir as intenções de seus criadores.

A ousadia sempre é bem-vinda, mas a realização nem sempre dá conta do projeto. Se existem algumas boas ideias no filme, elas estão escondidas – pra não dizer soterradas – nos escombros de um objetivo maior: particularizar a obra de tal maneira que ela seja uma espécie de símbolo de resistência. Mas, ao mesmo tempo em que o roteiro e a direção atacam o conformismo narrativo do cinema brasileiro atual, eles se acomodam sob a égide da experiência.

Muitas vezes, experiência pela experiência. E experiência reciclada. O que é “original” no filme parece nascer de um conjunto orgulhoso de referências que diminui o espaço para os diretores realmente criarem. Espaços, tempos, silêncios, mantras, ruídos parecem emular cinemas de transformação mais historicamente pertinentes, como de Rogério Sganzerla, ou mesmo experiências cinematográficas mais bem resolvidas, como a do tailandês Apichatpong Weerasethakul, citado pelo menos três vezes ao longo do filme.

A direção de atores morreu no Cinema Novo, o que é perigoso e cansativo. E que provoca um distanciamento que não é mais novidade. A Alegria entra em crise porque é um filme de ação com tempos mortos. E isso termina provocando não apenas estranhamento e reflexão, que talvez fossem objetivos, mas um paradoxo no próprio projeto que parece ter ficado na intenção. E ela era bem boa. Há coisas que são lindas quando ditas, outras que ficam muito bem no papel.

A Alegria EstrelinhaEstrelinha
[A Alegria, Felipe Bragança e Marina Meliande, 2010]

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Top 15: Festival de Curtas 2011

O Festival Internacional de Curta-Metragens de São Paulo terminou ontem e deixou um punhado de belos filmes. Estes são meus preferidos entre os que eu vi no evento. França, Bélgica e Brasil emplacaram, cada um, dois filmes, mas foi a Espanha que produziu o melhor curta na minha opinião.

José Miguel Ribeiro

15 Viagem a Cabo Verde
Viagem a Cabo Verde, 2010
José Miguel Ribeiro, Portugal

Marina Vroda

14 Cross-Country
Cross, 2011
Marina Vroda, Ucrânia/França

Stephen Kang

13 Blue
Blue, 2011
Stephen Kang, Nova Zelândia

Wannes Destoop

12 Manequim 46
Badpakje 46, 2010
Wannes Destoop, Bélgica

Domhnall Gleeson

11 Noreen
Noreen, 2010
Domhnall Gleeson, Irlanda

Amsterdam

10 Amsterdã
Amsterdam, 2010
Etienne Philippe, França

Yorgos Zois

9 Casus Belli
Casus Belli, 2010
Yorgos Zois, Grécia

Rafael Palacio Illingworth

8 Homem no Quarto
Man in a Room, 2010
Rafael Palacio Illiingworth, EUA/México/Suíça

Valery Rosier

7 Domingos
Dimanches, 2011
Valery Rosier, Bélgica

Sergio Oliveira, Renata Pinheiro

6 Praça Walt Disney
Praça Walt Disney, 2011
Sergio Oliveira e Renata Pinheiro, Brasil

Daniel Mulloy

5 Baby
Baby, 2010
Daniel Mulloy, Inglaterra

Erik Roselund

4 Sem Borracha
Sudd, 2011
Erik Rosenlund, Dinamarca

Juliano Dornelles

3 Mens Sana in Corpore Sano
Mens Sana in Corpore Sano, 2011
Juliano Dornelles, Brasil

Raphaël Mathie

2 O Grito
Le Cri, 2010
Raphaël Mathie, França

La Culpa

1 A Culpa
La Culpa, 2010
David Victori, Espanha

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Oscar 2012: primeiros candidatos

O Oscar ainda está longe, mas a bolsa de apostas segue firme e forte. A maior parte dos títulos e nomes ainda é tiro no escuro porque muitos filmes nem completos estão. A categoria principal terá entre 5 e 10 indicados, o que complica as adivinhações. Aqui segue listinhas com alguns dos filmes, diretores e atores que mais têm gerado buzz na corrida que ainda está no começo. Só o tempo dirá se eles permanecerão nas próximas etapas.

Leonardo Di Caprio
 

Steven Spielberg
 

George Clooney

filme

The Adventures of Tintin: The Secret of the Unicorn, Steven Spielberg
The Artist, Michel Hazanavicius
A Árvore da Vida, Terrence Malick
Carnage, Roman Polanski
A Dangerous Method, David Cronenberg
The Descendants, Alexander Payne
Extremely Loud and Incredibly Close, Stephen Daldry
The Help, Tate Taylor
Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2, David Yates
Hugo, Martin Scorsese
The Ides of March, George Clooney
The Iron Lady
J. Edgar, Clint Eastwood
Like Crazy
Meia-Noite em Paris, Woody Allen
Moneyball, Bennett Miller
Tinker, Tailor, Soldier, Spy, Tomas Alfredson
War Horse, Steven Spielberg
Warrior, Gavin O’Connor
We Bought a Zoo, Cameron Crowe

direção

Alexander Payne, The Descendants
Clint Eastwood, J. Edgar
David Cronenberg, A Dangerous Method
George Clooney, The Ides of March
Martin Scorsese, Hugo
Michel Hazanavicius, The Artist
Stephen Daldry, Extremely Loud and Incredibly Close
Steven Spielberg, War Horse
Tate Taylor, The Help
Terrence Malick, The Tree of Life
Tomas Alfredson, Tinker, Tailor, Soldier, Spy
Woody Allen, Meia-Noite em Paris

Jean Dujardin

ator

Brad Pitt, Moneyball
Christoph Waltz, Carnage
Gary Oldman, Tinker, Tailor, Soldier, Spy
George Clooney, The Descendants
Jean Dujardin, The Artist
Joseph Gordon-Levitt, 50/50
Leonardo DiCaprio, J. Edgar
Matt Damon, We Bought a Zoo
Michael Fassbender, A Dangerous Method
Paul Giamatti, Win Win
Ryan Gosling, The Ides of March
Tom Hardy, Warrior

Glenn Close

atriz

Charlize Theron, Young Adult
Elizabeth Olsen, Martha Marcy May Marlene
Felicity Jones, Like Crazy
Glenn Close, Albert Nobbs
Jodie Foster, Carnage
Kate Winslet, Carnage
Kirsten Dunst, Melancolia
Meryl Streep, The Iron Lady
Michelle Williams, My Week with Marilyn
Rooney Mara, The Girl with the Dragon Tattoo
Tilda Swinton, We Need to Talk About Kevin
Viola Davis, The Help

Nick Nolte

ator coadjuvante

Albert Brooks, Drive
Brad Pitt, A Árvore da Vida
Christopher Plummer, Beginners
Jonah Hill, Moneyball
Jim Broadbent, The Iron Lady
Kenneth Branagh, My Week with Marilyn
Nick Nolte, Warrior
Niels Arestrup, War Horse
Patton Oswalt, Young Adult
Paul Giamatti, The Ides of March
Philip Seymour Hoffman, The Ides of March
Viggo Mortensen, A Dangerous Method

Vanessa Redgrave

atriz coadjuvante

Andrea Riseborough, W.E.
Bérénice Bejo, The Artist
Emily Watson, War Horse
Evan Rachel Wood, The Ides of March
Jessica Chastain, The Help
Judi Dench, My Week with Marilyn
Keira Knightley, A Dangerous Method
Naomi Watts, J. Edgar
Octavia Spencer, The Help
Sandra Bullock, Extremely Loud and Incredibly Close
Shailene Woodley, The Descendants
Vanessa Redgrave, Anonymous
Vanessa Redgrave, Coriolanus

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