Monthly Archives: março 2010

Top 20: filmes com temática religiosa

A Páscoa é sempre desculpa para as emissora de TV aberta exibirem filmes com temática religiosa, quase sempre longas que narram épicas histórias bíblicas. Esse meu top 20 tem alguns destes filmes, mas só os que eu acho melhores mesmo. São poucos. Muitos outros longas trataram do tema religião muito mais profunda ou originalmente. Aqui eu tentei fazer um mosaico desse time, menos óbvio, acredito eu, mas que, de uma maneira ou de outra, colocam a crença em primeiro plano, mesmo em favor de uma história de suspense, de terror ou de um amor proibido.


Robert Duvall

20 O Apóstolo
The Apostle
Robert Duvall, 1997

O Manto Sagrado

19 O Manto Sagrado
The Robe
Henry Koster, 1953

Jean-Jacques Annaud

18 O Nome da Rosa
The Name of the Rose
Jean-Jacques Annaud, 1986

D.W. Griffith

17 Intolerância
Intolerance
D.W. Griffith, 1916

William Wyler

16 Ben-Hur
Ben-Hur
William Wylwe, 1959

Eugene Green

15 A Religiosa Portuguesa
A Religiosa Portuguesa
Eugène Green, 2009

Alfred Hitchcock

14 A Tortura do Silêncio
I Confess
Alfred Hitchcock, 1953

William Friedkin

13 O Exorcista
The Exorcist
William Friedkin, 1973

Pier Paolo Pasolini

12 O Evangelho Segundo São Mateus
Il Vangelo Secondo Matteo
Pier Paolo Pasolini, 1964

Nicholas Ray

11 O Rei dos Reis
King of Kings
Nicholas Ray, 1961

Nicholas Hytner

10 As Bruxas de Salem
The Crucible
Nicholas Hytner, 1996

Luis Bunuel

9 Simão do Deserto
Simon del Desierto
Luis Buñuel, 1965

Cecil B. De Mille

8 Os Dez Mandamentos
The Ten Comandments
Cecil B. De Mille, 1956

Joaquim Pedro de Andrade

7 O Padre e a Moça
O Padre e a Moça
Joaquim Pedro de Andrade, 1966

Ingmar Bergman

6 O Sétimo Selo
Det Sjunde Inseglet
Ingmar Bergman, 1957

Carl Theodore Dreyer

5 A Palavra
Ordet
Carl Theodor Dreyer, 1955

Luis Bunuel

4 Viridiana
Viridiana
Luis Buñuel, 1961

Martin Scorsese

3 A Última Tentação de Cristo
The Last Temptation of Christ
Martin Scorsese, 1988

Terry Jones

2 A Vida de Brian
Life of Brian
Terry Jones, 1979

Maria Falconetti

1 A Paixão de Joana D’Arc
La Passion de Jeanne D’Arc
Carl Theodor Dreyer, 1928

Outras listas de filmes:

Top 10 filmes baseados em HQs
Top 20 filmes com temática gay
Top 20 sessões da tarde
Top 50 filmes de amor
Top 100 anos 2000

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Entrevista: As Melhores Coisas do Mundo – Gabriela Rocha

gabriela rocha
 

Gabriela Rocha Francisco Miguez Gabriel Illanes
 

Gabriela Rocha

O terceiro filme da cineasta Laís Bodanszky ganhou uma sessão para a imprensa na última terça-feira. O longa, um mergulho raro do cinema brasileiro no universo adolescente, é ótimo. De verdade. Uma das responsáveis por isso é a atriz Gabriela Rocha, que estreia no cinema com um papel forte. Ela é a melhora amiga do ptotagonista, vivido pelo ótimo Francisco Miguez. Bati um papo com a mocinha para o blogue.

Seu trabalho no filme é bastante maduro, mesmo você sendo – e interpretando – uma adolescente. Esta foi sua primeira experiência como atriz?

Sim, já havia feito teatro antes, mas nada sério.

Como você foi selecionada para As Melhores Coisas do Mundo”?

Através de vários testes, começou com um na escola, depois um com umas 20 pessoas , e depois eram testes diretamente pro papel com só 6 pessoas que concorriam aos outros papéis.

Você já conhecia algum dos outros atores?

Sim, o Gabriel Illanes que faz o Deco.

Você vê filmes brasileiros? Gosta em especial de algum (alguns)?

Sim, gosto da maioria que o Selton Mello faz, e também gosto muito de A Dona da História e Divã.

As Melhores Coisas do Mundo é um dos raros filmes brasileiros que mergulham no universo adolescente. Você acha que o cinema brasileiro precisa investir mais nesse assunto?

Acredito que sim porque além de ser um assunto interessante pro público jovem mostra uma realidade que muitos não sabem.

Você acha que seu filme é fiel a esse mundo jovem, escolar? Teve algum momento em que você não concordou com uma fala ou situação, que não achou real?

Acho que o filme é tão fiel que busca mostrar a realidade de diferentes tipos de jovens, desde aqueles que são excluídos na escola até os mais populares e mostra o que realmente acontece com eles. Achei que tudo que está no filme pode acontecer e na maioria das vezes acontece. As falas a gente podia adaptar, tinha que seguir o roteiro mas podia colocar as nossas palavras, então fico tudo bem fiel à realidade.

Sua personagem foge dos estereótipos das meninas da idade dela. Você se identifica com ela?

Me identifico muito com ela. Claro que em algumas coisas somos bem diferentes, mas como ela, não me considero dentro do estereótipos das meninas dessa idade.

Como você se preparou para criar a Carol? Chegou a ler os livros do Gilberto Dimmenstein? Viu algum filme? Ou se inspirou em pessoas que você conhece?

Não cheguei a ler os livros porque o filme é justamente uma adaptação, mas me baseei em várias amigas minhas, busquei uma qualidade de cada uma.

Algum ator ou atriz jovem te inspira? Quem?

Jovem assim, da minha idade, não que eu lembre.

Você assiste Malhação? O que você acha?

Não, não assisto.

Se fosse se definir em cinco palavras (podem ser soltas, não precisam estar numa frase), quais seriam?

Simpática, moleque, alegre, tranquila e diferente.

E o que você pensa pro futuro? Vai seguir carreira como atriz, continuar no cinema, fazer TV? Ou vai se concentrar nos estudos?

Não sou muito de planejar o futuro, pretendo acabar a escola (eu estou no terceiro colegial esse ano) e torço muito pra conseguir fazer mais um filme porque sinto falta dos dias de filmagem – e quem sabe fazer TV, mas seguir carreira de atriz tá mais como esperanças, sem nenhum plano direto.

As Melhores Coisas so Mundo tem estreia prevista no Brasil para o dia 16 de abril.

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Dark Star

Dark Star

Dark Star é o filme de estreia de John Carpenter. Um filme datado, barato, com efeitos toscos, nonsense e quase esquizofrênico. Mas é um dos longas mais brilhantes que eu vi nos últimos anos. O cineasta passeia pela fronteira do kitsch e da comédia simplista, mas tem mais subtextos do que dá pra descrever, geralmente travestidos de bobagem. Dark Star é uma crítica ferrenha aos militares, ao autoritarismo e ao imperalismo dos EUA: a função os astronautas é eliminar planetas instáveis. Ao mesmo tempo, é um dos melhores filmes a explorar os efeitos do isolamento dos astronautas. Há várias cenas que trabalham isso, em especial aquela em que eles estão no quarto.

Mas o diretor apresenta todas as estas situações sob o ponto de vista do ridículo, numa espécie de manifesto transviado contra as guerras. E, no meio desse humor estranhíssimo e anti-climático, Carpenter nos entrega a cena do poço do elevador, que chacoalhou meus traumas e dá uma pista da linha que o cineasta seguiria em seus filmes seguintes. A sequência final do filme coloca a aparente esquizofrenia do filme nos eixos ao criar uma bomba inteligente que entra em conflito com seus operadores e ganha vontade própria. Dark Star é o filme mais esquisito de John Carpenter e uma obra-prima sem par, que provavelmente passa despercebida diante de olhares pouco atentos.

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[Dark Star, John Carpenter, 1974]

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Ilha do Medo

Ilha do Medo

Ilha do Medo é um filme antigo, perdido no tempo, quase datado. Parece um daqueles suspenses psicológicos feitos entre o final dos anos 40 e meados da década de 60, em que os roteiros são sotisticados, mas não necessariamente assustadores. E o que torna o filme grande é a direção. No longa de Martin Scorsese, é justamente o trabalho do diretor o que diferencia o filme e o leva para outro patamar. Apaixonado pela história do cinema, Scorsese usa Ilha do Medo para desfilar suas referências sobre filmes noir, de suspense e de horror.

Scorsese trabalha com o onírico, o que permite que suas opções arriscadas, que poderiam estragar filmes com uma narrativa mais convencional, fluam com naturalidade. Ilha do Medo é um filme em que a direção engole o roteiro. O texto de Dennis Lehane, o mesmo autor de Sobre Meninos Lobos, tem uma construção inteligente, que homenageia e recicla a literatura e o cinema de décadas atrás, mas pode ser maçante ou mesmo óbvio aqui e ali, como na cena em que a personagem de Patricia Clarkson explica “o que está acontecendo”. A direção dá classe ao material.

O diretor fez sessões de filmes antigos, como Desafio do Além, de Robert Wise, e Os Inocentes, de Jack Clayton, para o elenco e a equipe para dar ao grupo o tom exato do que pretendia. Leonardo DiCaprio, que produz o filme, é quem captou melhor a ideia: está excelente como o confuso agente do FBI que investiga o desaparecimento de um manicômio. Mas Mark Ruffalo, Ben Kingsley, Max von Sydow e Emily Mortimer também sabem circundar os limites entre o sóbrio e o exagero muito bem. E Jack Earle Haley, num papel minúsculo, dá o exato tom da loucura pedido por Scorsese.

Por outro lado, o diretor poucas vezes nos últimos tempos administrou tão bem seus colaboradores. A montagem de Thelma Schoonmaker, que perdeu a mão em alguns de seus filmes recentes, parece bastante controlada – ainda que os momentos mais “fora de prumo” combinem bastante com o conjunto. Robert Richardson opera sua câmera com reverência ao cinema noir. Há pelo menos uma dúzia de imagens que remetem a um cinema B clássico (sendo que o cinema de Scorsese é um cinema A clássico). A trilha costura composições de autores reconhecidos sempre num tom acima, como se estivesse num modo “vamos enloquecer o espectador”.

O mais interessante do cinema noir é como seus elementos colocam a representação do real em conflito com a farsa o tempo todo. Há vários momentos histriônicos nos exemplares do gênero que, mesmo podendo ter surgido de falhas, se tornaram características, particulares desse tipo de cinema. Então os momentos de descontrole do filme de Scorsese funcionam tanto como representação do próprio ambiente de insanidade do longa quanto como homenagem aos gêneros reinterpretados pelo cineasta. E, por mais que estes momentos (overactings, câmeras nervosas, trilha excessiva) pareçam exageros ou descuidos, tudo parece estar exatamente da maneira como Scorsese planejou.

Ilha do Medo EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
[Shutter Island, Martin Scorsese, 2010]

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Top 100 dos anos 2000, convidados

A última década foram os dez anos em que eu mais vi filmes na vida. Foi a década em que criei este blogue, que já me acompanha há sete anos. E também foi a década em que eu conheci muitos amigos com que eu divido hoje a paixão pelo cinema. A década do cinema argentino, do cinema coreano, do cinema português e, por que não dizer?, do cinema brasileiro. Resolvi que fazer um Top 100 dos filmes dos anos 2000 não era tarefa só para um. Por isso convidei os amigos para me ajudar. E treze deles responderam meu apelo e me ajudaram a eleger os cem melhores filmes desta década. Dá uma olhada aí.

Jia Zhang-Ke

100 O Mundo
Shijie
Jia Zhang-Ke, 2004
208 pontos, 3 votos

Wes Anderson

99 A Vida Marinha de Steve Zissou
The Life Aquatic with Steve Zissou
Wes Anderson, 2004
210 pontos, 4 votos

Johnnie To

98 Exilados
Fong Juk
Johnnie To, 2006
213 pontos, 4 votos

Darren Aronofsky

97 Réquiem para um Sonho
Requiem for a Dream
Darren Aronofsky, 2000
219 pontos, 3 votos

Christophe Honore

96 Canções de Amor
Les Chansons d’Amour
Christophe Honoré, 2007
223 pontos, 4 votos

Eric Rohmer

95 A Inglesa e o Duque
L’Anglaise et le Duc
Eric Rohmer, 2001
226 pontos, 4 votos

Peter Jackson

94 O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel
The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring
Peter Jackson, 2001
226 pontos, 5 votos

Woody Allen

93 Vicky Cristina Barcelona
Vicky Cristina Barcelona
Woody Allen, 2008
233 pontos, 5 votos

Brad Bird

92 Os Incríveis
The Incredibles
Brad Bird, 2004
235 pontos, 4 votos

Alfonso Cuarón

91 E Sua Mãe Também
Y Tu Mamá También
Alfonso Cuarón, 2001
239 pontos, 4 votos

Quentin Tarantino

90 À Prova de Morte
Death Proof
Quentin Tarantino, 2007
240 pontos, 6 votos

Paul Thomas Anderson

89 Embriagado de Amor
Punch-Drunk Love
Paul Thomas Anderson, 2002
242 pontos, 4 votos

Paul Verhoeven

87 A Espiã
Zwartboek
Paul Verhoeven, 2006
244 pontos, 3 votos

Alejandro Gonzalez Iñarritu

87 Amores Brutos
Amores Perros
Alejandro Gonzalez Iñarritu, 2000
244 pontos, 3 votos

Pete Docter

86 Monstros S/A
Monsters, Inc.
Pete Docter, David Silverman e Lee Unkrich, 2001
250 pontos, 4 votos

Pedro Costa

84 Juventude em Marcha
Juventude em Marcha
Pedro Costa, 2006
252 pontos, 3 votos

Wong Kar-Wai

84 2046
2046
Wong Kar-Wai, 2004
252 pontos, 3 votos

Aaron Eckhart

83 Batman – O Cavaleiro das Trevas
The Dark Knight
Christopher Nolan, 2008
254 pontos, 5 votos

Abbas Kiarostami

82 Dez
Ten
Abbas Kiarostami, 2002
256 pontos, 4 votos

Eduardo Coutinho

81 Edifício Master
Edifício Master
Eduardo Coutinho, 2002
258 pontos, 4 votos

Joao Moreira Salles

80 Santiago
Santiago
João Moreira Salles, 2007
259 pontos, 5 votos

Christopher Nolan

79 Amnésia
Memento
Christopher Nolan, 2000
260 pontos, 5 votos

M Night Shymalan

78 A Vila
The Village
M. Night Shyamalan, 2004
268 pontos, 4 votos

Maria

77 Maria
Mary
Abel Ferrara, 2005
271 pontos, 4 votos

Michael Haneke

76 A Professora de Piano
La Pianiste
Michael Haneke, 2001
273 pontos, 5 votos

Lars Von Trier

75 Dançando no Escuro
Dancer in the Dark
Lars von Trier, 2000
273 pontos, 6 votos

Kathryn Bigelow

74 Guerra ao Terror
The Hurt Locker
Kathryn Bigelow, 2008
275 pontos, 6 votos

Nanni Moretti

73 O Quarto do Filho
La Stanza del Figlio
Nanni Moretti, 2001
281 pontos, 5 votos

Olivier Assayas

72 Clean
Clean
Olivier Assayas, 2004
282 pontos, 5 votos

Andrew Stanton Lee Unkrick

71 Procurando Nemo
Finding Nemo
Andrew Stanton e Lee Unkrich, 2003
284 pontos, 4 votos

Takeshi Kitano

70 Dolls
Dolls
Takeshi Kitano, 2002
284 pontos, 5 votos

Jean-Pierre e Luc Dardenne

69 A Criança
L’Enfant
Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne, 2005
285 pontos, 6 votos

Beto Brant e Renato Ciasca

68 Cão Sem Dono
Cão Sem Dono
Beto Brant e Renato Ciasca, 2007
289 pontos, 4 votos

Alejandro Amenabar

67 Os Outros
The Others
Alejandro Amenábar, 2001
291 pontos, 6 votos

Pedro Almodovar

65 Má Educação
La Mala Educación
Pedro Almodóvar, 2004
293 pontos, 5 votos

O Lutador

66 O Lutador
The Wrestler
Darren Aronofsky, 2008
293 pontos, 9 votos

Lucrecia Martel

64 A Menina Santa
La Niña Santa
Lucrecia Martel, 2004
296 pontos, 5 votos

Nicolas Klotz

63 A Questão Humana
La Question Humaine
Nicolas Klotz, 2007
300 pontos, 5 votos

Steven Spielberg

62 Guerra dos Mundos
War of the Worlds
Steven Spielberg, 2005
310 pontos, 6 votos

Sam Raimi

61 Homem-Aranha 2
Spider-Man 2
Sam Raimi, 2004
311 pontos, 4 votos

Reis e Rainha

60 Reis e Rainha
Rois et Reine
Arnaud Desplechin, 2004
314 pontos, 5 votos

Daniel Day-Lewis

59 Sangue Negro
There Will Be Blood
Paul Thomas Anderson, 2007
316 pontos, 6 votos

Kyoshi Kurosawa

58 Sonata de Tóquio
Tokyo Sonata
Kiyoshi Kurosawa, 2008
319 pontos, 6 votos

Medos Privados em Lugares Públicos

56 Medos Privados em Lugares Públicos
Coeurs
Alain Resnais, 2006
325 pontos, 5 votos

M. Night Shyamalan

56 Corpo Fechado
Unbreakable
M. Night Shyamalan, 2000
325 pontos, 5 votos

Martin Scorsese

55 Gangues de Nova York
Gangs of New York
Martin Scorsese, 2002
330 pontos, 7 votos

Os Excêntricos Tenenbaums

54 Os Excêntricos Tenenbaums
The Royal Tenenbaums
Wes Anderson, 2001
335 pontos, 6 votos

Hirokazu Kore-eda

53 Ninguém Pode Saber
Dare mo Shiranai
Hirokazu Koreeda, 2004
341 pontos, 7 votos

Baz Luhrman

52 Moulin Rouge
Moulin Rouge
Baz Luhrman, 2001
350 pontos, 6 votos

Chan-wook Park

51 Oldboy
Oldboy
Chanwook Park, 2003
350 pontos, 7 votos

Cameron Crowe

50 Quase Famosos
Almost Famous
Cameron Crowe, 2000
354 pontos, 6 votos

Edward Yang

49 As Coisas Simples da Vida
Yi Yi
Edward Yang, 2000
359 pontos, 5 votos

Guillermo del Toro

48 O Labirinto do Fauno
El Laberinto del Fauno
Guillermo del Toro, 2006
377 pontos, 6 votos

Steven Spielberg

47 Munique
Munich
Steven Spielberg, 2005
378 pontos, 6 votos

Michael Mann

45 Miami Vice
Miami Vice
Michael Mann, 2006
389 pontos, 6 votos

Steven Spielberg

46 A.I. – Inteligência Artificial
A.I. – Artifficial Intelligence
Steven Spielberg, 2001
389 pontos, 8 votos

Spike Lee

44 A Última Noite
The 25th Hour
Spike Lee, 2002
391 pontos, 6 votos

Philippe Garrel

43 Amantes Constantes
Les Amants Réguliers
Philippe Garrel, 2005
392 pontos, 5 votos

Brad Bird

42 Ratatouille
Ratatouille
Brad Bird, 2007
396 pontos, 8 votos

Luiz Fernando Carvalho

41 Lavoura Arcaica
Lavoura Arcaica
Luiz Fernando Carvalho, 2001
401 pontos, 7 votos

Jia Zhang-Ke

40 Em Busca da Vida
Sanxia Haoren
Jia Zhang-Ke, 2006
404 pontos, 6 votos

George A Romero

39 Terra dos Mortos
Land of the Dead
George A. Romero, 2005
405 pontos, 6 votos

Tomas Alfredson

38 Deixa Ela Entrar
Låt den Rätte Komma in
Tomas Alfredson, 2008
412 pontos, 9 votos

Woody Allen

37 Ponto Final – Match Point
Match Point
Woody Allen, 2006
412 pontos, 10 votos

Martin Scorsese

36 Os Infiltrados
The Departed
Martin Scorsese, 2006
420 pontos, 7 votos

Sidney Lumet

35 Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto
Before Devil Knows that You’re Dead
Sidney Lumet, 2007
433 pontos, 7 votos

Miguel Gomes

34 Aquele Querido Mês de Agosto
Aquele Querido Mês de Agosto
Miguel Gomes, 2008
434 pontos, 6 votos

Zodíaco

33 Zodíaco
Zodiac
David Fincher, 2007
445 pontos, 8 votos

Marcelo Gomes

32 Cinema, Aspirina e Urubus
Cinema, Aspirina e Urubus
Marcelo Gomes, 2005
446 pontos, 9 votos

Lucrecia Martel

31 O Pântano
La Ciénaga
Lucrecia Martel, 2001
453 pontos, 8 votos

Apichatpong Weerasethakul

30 Mal dos Trópicos
Sud Pralad
Apichatpong Weerasethakul, 2004
464 pontos, 5 votos

Quentin Tarantino

29 Kill Bill: Vol. 2
Kill Bill: Vol. 2
Quentin Tarantino, 2003
465 pontos, 6 votos

Todd Haynes

28 Não Estou Lá
I’m Not There
Todd Haynes, 2007
467 pontos, 7 votos

Andrew Stanton

27 Wall-E
Wall-E
Andrew Stanton, 2008
476 pontos, 7 votos

Karim Ainouz

26 O Céu de Suely
O Céu de Suely
Karim Aïnouz, 2006
484 pontos, 9 votos

Lars von Trier Nicole Kidman

25 Dogville
Dogville
Lars von Trier, 2003
487 pontos, 7 votos

Manoel de Oliveira

24 Um Filme Falado
Um Filme Falado
Manoel de Oliveira, 2003
514 pontos, 9 votos

Bong Joon-ho

23 O Hospedeiro
Gwoemul
Bong Joon-ho, 2006
543 pontos, 9 votos

Michel Gondry

22 Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças
Eternal Sunshine of the Spotless Mind
Michel Gondry, 2003
572 pontos, 8 votos

Brian De Palma

21 Femme Fatale
Femme Fatale
Brian De Palma, 2003
585 pontos, 9 votos

Ang Lee

20 O Segredo de Brokeback Mountain
Brokeback Mountain
Ang Lee, 2005
593 pontos, 11 votos

Clint Eastwood

19 Sobre Meninos e Lobos
Mystic River
Clint Eastwood, 2003
622 pontos, 10 votos

Sofia Coppola

18 Encontros e Desencontros
Lost in Translation
Sofia Coppola, 2003
622 pontos, 11 votos

Terrence Malick

17 O Novo Mundo
The New World
Terrence Malick, 2005
623 pontos, 8 votos

Clint Eastwood

16 Menina de Ouro
Million Dollar Baby
Clint Eastwood, 2004
625 pontos, 8 votos

A Viagem de Chihiro

15 A Viagem de Chihiro
Sen to Chihiro no Kamikakushi
Hayao Miyazaki, 2001
629 pontos, 10 votos

Richard Linklater

14 Antes do Pôr-do-Sol
Before Sunset
Richard Linklater, 2003
639 pontos, 9 votos

James Gray

13 Amantes
Two Lovers
James Gray, 2008
640 pontos, 10 votos

Pedro Almodovar

12 Fale com Ela
Hable con Ella
Pedro Almodóvar, 2002
644 pontos, 9 votos

Wong Kar-Wai

11 Amor à Flor da Pele
Fa Yeung nin wa
Wong Kar-Wai, 2000
673 pontos, 8 votos

Clint Eastwood

10 Gran Torino
Gran Torino
Clint Eastwood, 2008
675 pontos, 11 votos

Edurado Coutinho

9 Jogo de Cena
Jogo de Cena
Eduardo Coutinho, 2007
679 pontos, 10 votos

Fernando Meirelles Katia Lund

8 Cidade de Deus
Cidade de Deus
Fernando Meirelles e Kátia Lund, 2002
735 pontos, 11 votos

Marcas da Violência

7 Marcas da Violência
A History of Violence
David Cronenberg, 2005
753 pontos, 9 votos

Tommy Lee Jones

6 Onde os Fracos Não Têm Vez
No Country for Old Men
Joel Coen e Ethan Coen, 2007
775 pontos, 11 votos

Michael Haneke

5 Caché
Caché
Michael Haneke, 2005
855 pontos, 11 votos

Quentin Tarantino

4 Bastardos Inglórios
Inglourious Basterds
Quentin Tarantino, 2009
865 pontos, 12 votos

Elefante

3 Elefante
Elephant
Gus Van Sant, 2003
918 pontos, 12 votos

Quentin Tarantino

2 Kill Bill: Vol. 1
Kill Bill: Vol. 1
Quentin Tarantino, 2003
960 pontos, 11 votos

Cidade dos Sonhos

1 Cidade dos Sonhos
Mullholland Dr.
David Lynch, 2001
1036 pontos, 11 votos

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Sobre a votação do top 100

Participaram da votação, além de mim, meus amigos cinéfilos Ailton Monteiro, Diego Assis, Diego Maia, Egídio La Pasta Jr., Fernanda Funchal, Layo Barros, Maíra Ezequiel, Michel Simões, Nery Nader Jr., Renato Silveira, Saymon Nascimento, Sérgio Alpendre e Tiago Superoito.

Metodologia: cada votante fez um Top 100 e foram atribuídos pontos de 100 a 1 para cada filme citado, sendo 100 para o número um e 1 para o centésimo colocado. Depois, os pontos foram somados, chegando ao resultado geral. O desempate foi feito pelo número de votos. Em caso de empate no número de pontos e no de votos, manteve-se o empate. As listas individuais de cada um serão disponibilizadas para download esta noite. Alguns votantes já colocaram suas listas em seus blogues e sites.

E aí, o que vocês acharam? Que filme faltou? E qual está na lista, mas você não acha que ele seja grande coisa? Põe seus preferidos aí.

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Corey Haim

De vez em quando a gente se depara com a idade. Eu tomei um baque quando Molly Ringwald e Matthew Broderick – e depois Jon Cryer, Judd Nelson, Ally Sheedy e Anthony Michael Hall – apareceram na festa do Oscar deste ano. Eles eram “a juventude” na minha época. Vi e revi dezenas de vezes os filmes que fizeram nas sessões da tarde da vida. Nunca foram meus ídolos (talvez o Matthew como Ferris Bueller – quem conseguiu escapar dele, né?), mas eram como colegas de classe.

Com o Corey Haim era mais ou menos assim. Ele fez um punhado de filmes reprisados a mesmo nas minhas tardes infanto-juvenis. Fez Admiradora Secreta, Sem Licença para Dirigir e Um Sonho Diferente. Todos passavam na Globo. A Hora do Lobisomem, título do VHS, passava como Bala de Prata no Cinema em Casa do SBT.

Os melhores deles talvez sejam os menos famosos, A Inocência do Primeiro Amor, estreia na Winona Ryder no cinema, e O Romance de Murphy, onde Corey dividiu a cena com Sally Field e James Garner.

Mas não é por isso que ele será lembrado. Para quem foi criança ou adolescente na década de 80, Corey vai ficar na memória por enfrentar o vampiro Jack Bauer – ops, Kiefer Sutherland – no delicioso clássico da cultura pop, Os Garotos Perdidos. Mas sempre na companhia do melhor amigo, por coincidencia um outro Corey, o Feldman. Enfia a estaca neles, Corey.

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Oscar 2010: Top 5 melhores e Top 10 piores

Oscar

melhores

1) a homenagem a John Hughes com os atores dos filmes dele;
2) Ben Stiller de Na’vi;
3) Kathryn Bigelow ganhar direção;
4) Steve Martin e Alec Baldwin brincando com James Cameron e parodeando Atividade Paranormal;
5) Jeff Bridges emocionado ao ser “apresentado” por Michelle Pfeiffer. Também pudera…

piores

1) confinar Lauren Baccall e Roger Corman a uma ponta, longe do palco;
2) a direção de TV da festa que mostrou gente no escuro, chicotes de câmeras e não achava Lauren Baccall e Roger Corman;
3) Tom Hanks, pregando peça, e anunciando o maior prêmio da noite no susto;
4) esquecer da Farrah Fawcett no “in memoriam”;
5) Rubens Ewald Filho dizendo que premiar Guerra ao Terror foi “um tiro no pé”;
6) o número de abertura com Neil Patrick Harris;
7) Sandra Bullock vencendo como melhor atriz;
8) Tarantino perder o Oscar de roteiro original;
9) a ausência das canções e os balés “street dance” para apresentar os concorrentes à trilha sonora;
10) Tyler Perry fazendo uma piada… e ninguém rindo.

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Oscar 2010: a festa

Kathryn Bigelow

Sinceramente? Preferi a do ano passado, mais ousada, mais divertida, mais criativa. Steve Martin e Alec Baldwin estavam completamente entrosados, cheios de piadas ora ácidas, ora simples, mas geniais. Funcionaram quase que o tempo todo, mas apareceram pouco. Antes deles entrarem em cena tivemos que suportar um número chatíssimo com Neil Patrick Harris. Ahn? Quem escolheu o garoto, tadinho? E por que um ator essencialmente de TV faz a abertura do Oscar? A transmissão da TNT perdeu o sinal justamente quando a festa começou e eu não tenho a menor ideia do que aquele bando de atores fez no palco antes do Neil. Amanhã minha preguiça acaba e eu vejo no YouTube.

Por sinal, a festa deste domingo pode ser vista na internet sem prejuízo. Foi chata, sem graça. Valeu muito mais pelas disputas Guerra ao Terror x Avatar, Bullock x Streep do que por seu conjunto. Um momento realmente emocionante foi a homenagem a John Hughes. Alguém sabia? Eu não. E fiquei tocado ao ver a Molly Ringwald no palco do Oscar (junto com um grisalhinho Matthew Broderick e logo depois com Jon Cryer, Anthony Michael Hall, Ally Sheedy, Judd Nelson – já falei que eu amo Clube dos Cinco? – e Macaulay Culkin, que até lendo teleprompter parece caricato, né?). Foi o ápice da festa.

O In Memoriam com James Taylor tocando “In My Life”, dos Beatles, foi bem bonito também, mas por que esquecer Farrah Fawcett, uma atriz, e lembrar de Michael Jackson, um cantor que já atuou? As canções foram limadas – acho que isso só aconteceu uma vez -, mas as trilhas ganharam balés. Balés que deveriam ganhar o Oscar de melhor desassociação já que não faziam esforço algum para representar seus filmes. Mas associação não faltou na noite. A direção da festa fez algumas bem óbvias: Tom Ford apresentando os figurinos e Barbra Streisand anunciando o prêmio para Kathryn Bigelow. Cadê o mistério?

A melhor coisa da festa do ano passado foi cortada pela metade: os padrinhos para anunciar os atores só foram usados para as categorias de protagonistas. Os coadjuvantes não tiveram o mesmo direito. E ainda teve mudança. Em vez de ex-premiados no mesmo quesito, amigos e colegas apresentaram os indicados. Quando eram amigos de outras épocas, como Michelle Pfeiffer falando de Jeff Bridges, Tim Robbins anunciando Morgan Freeman e Forrest Whitaker anunciando Sandra Bullock, as coisas funcionavam melhor. Quando eram parceiros de elenco, não eram tão legais assim.

Cortar Lauren Baccall e Roger Corman da cerimônia, concedendo aos dois uma pontinha ridícula, foi grotesco. É como negar a história de Hollywood. Melhor foi reparar nas roupas moças. Minhas favoritas: Demi Moore, Kate Winslet e Penélope Cruz, que semper acerta (ou que naceu certa?). Os cenários do ano passado eram mais bonitos, pareciam menores, mais acolhedores. Neste ano, tudo voltou a ser o que era. Ficou chato, como a piada sem graça do Tyler Perry. Ainda bem que Steve e Alec voltavam de vez em quando, como na deliciosa brincadeira com Atividade Paranormal.

Melhor do que qualquer prêmio para Avatar foi ver Ben Stiller maquiado de Na’vi, um dos momentos mais divertidos da noite (bem melhor do que a caracterização sem graça como Joaquin Phoenix no ano passado). É, no geral, a festa foi fraca. E com vários problemas técnicos, como quando, logo no começo, James Cameron apareceu literalmente apagado (alguém explicou se era pra ser metáfora?) e Taylor Lautner surgiu na tela em pleno crepúsculo (ok, essa foi pior do que a do Tyler Perry). O conjunto foi bem aquém da noite divertida do ano passado. Pelo menos os vencedores do Oscar 2010, a festa em que o “and the Oscar goes to” foi aposentado, foram melhores.

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Oscar 2010: perspectivas para filme de animação

Pete Docter, Bob Peterson
 

Wes Anderson
 

Ron Clements
 

The Secret of Kells
 

Henry Selick
Coraline e o Mundo Secreto EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, Henry Selick
Fantástico Sr. Raposo EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, Wes Anderson
A Princesa e o Sapo EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, Ron Clements e John Musker
Up – Altas Aventuras EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, Pete Docter e Bob Peterson
O Segredo de Kells EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, Tomm Moore

Up concorre a melhor filme, roteiro original, trilha e edição som, então, certamente assume a liderança no quesito de animação. Mas nem sempre a pole position significa vitória. Em 1996, Carros, também da Pixar, foi derrotado em seu favoritismo por Happy Feet. Mas tudo bem, Up é um filme muito melhor do que Carros, embora não seja nenhuma obra-prima. O filme é a segunda animação que conseguiu disputar a categoria principal do Oscar, mas, ao contrário de A Bela e a Fera, que ganhou uma vaga entre cinco indicados, Up viu sua entrada facilitada pela ampliação para dez do número de indicados neste ano.

Mas a vitória de Up não é tão previsível assim. O Fantástico Sr. Raposo tem vários motivos para surpreender: está indicado fora da categoria (trilha), é baseado num livro de um autor ifantil respeitado (Roald Dahl), tem as assinatura de um diretor conhecido que já teve indicação ao Oscar (Wes Anderson, que concorreu pelo roteiro de Os Excêntricos Tenembaums) e tem um elenco que inclui Meryl Streep, George Clooney, Owen Wilson e Bill Murray. Não descartem essa surpresa. Coraline, a apesar de elogiado, não parece ter chances. A Princesa e o Sapo faz parte de uma outra época e O Segredo de Kells, lindo-lindo-lindo, é alternativo demais. Minha aposta vai contra a corrente: O Fantástico Sr. Raposo. Mas Up está na cola.

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