Monthly Archives: setembro 2009

Aconteceu em Woodstock

Imelda Staunton, Demetri Martin, Emile Hirsch

Se Ang Lee pode ser acusado de alguma coisa é de ser um cineasta universal. Trouxe atores de sua Taiwan natal para os Estados Unidos não para fazer filmes sobre a adaptação de estrangeiros a um novo país, mas para protagonizar dramas pessoais e familiares. Adaptou Jane Austen, fez um western e levou a primeira versão do Hulk aos cinemas. Mas nunca abandonou suas origens, tanto num longa de espionagem quanto numa aventura de artes marciais.

Curiosamente, o filme mais universal de Lee é o mais simples. O Segredo de Brokeback Mountain é uma clássica história de amor probido, sem qualquer afetação, concessão, adaptação, filmada como uma melodia interrompida, muitas vezes seca, áspera. O que diferencia o filme é que a história de amor que ele nos apresenta é a de dois homens. Nada mais universal.

Aconteceu em Woodstock, o novo longa de Ang Lee, guarda muitas das características de seu cinema. É imenso sem fazer alarde. O diretor apresenta os momentos imediatamentes anteriores ao maior evento da história da contracultura, o Festival de Woodstock, como uma outra época qualquer. O cineasta recria com uma discrição improvável e um respeito na medida certa um período histórico fadado a ser retratado com festa, culto, reverência.

Para protagonizar seu filme, Lee escolheu um ator de TV, com um currículo mínimo no cinema. Demetri Martin materializa a maneira como o cineasta lida com o tema – interpreta com leveza o jovem que sacrifica sua vida na metrópole para ajudar aos pais a salvar o negócio da família no interior. Martin é a alma do filme. Um ator menos esforçado poderia facilmente passar desapercebido ou carregar nas tintas do personagem. Mas ele empresta sua fluidez para Aconteceu em Woodstock.

O elenco de apoio é outro grande acerto de Lee. O casal formado por Henry Goodman e Imelda Staunton – ele, admirável; ela, escandalosa – oferece um contraponto ora cômico, ora dramático para o protagonista a cada cena em que aparecem. Os dois personagens são muito bem eleborados pelo roteiro de James Schamus, que sabe equilibrar suas simpatia e verossimilhança. Emile Hirsch, que parecia ser um coadjuvante de luxo, se revela numa cena especial, e o grande Liev Schreiber confere a sua Vilma múltiplas dimensões.

Mas o elenco ou a trilha de Danny Elfman ou a montagem, herdada de Hulk, são apenas suportes para que Ang Lee nos ofereça mais duas horas de sua delicadeza habitual. O cineasta trata sua história com tanto carinho que mesmo quando o filme segue caminhos mais óbvios, como a conversão do protagonista ao espírito do evento, a honestidade com que o diretor lida com seu material nunca fica em segundo plano. E, como grande cineasta que é, Ang Lee nos presenteia com um golpe final. A bela – e simples – cena em que pai e filho acertam as contas.

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[Taking Woodstock, Ang Lee, 2009]

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Shara

Shara

Uma das homenageadas da edição 2009 do Indie, a japonesa Naomi Kawase alterna ficções e documentários em filmes que sempre invadem universos intimistas. Da retrospectiva da cineasta, vi três filmes. O mais antigo deles, Shara, de 2003, é o melhor. O longa tem como ponto de partida o desaparecimento repentino de um dos gêmeos da família Aso. Mas a diretora recusa a idéia mais óbvia de investigar o sumiço do garoto. A ela interessa o que acontece com quem ficou. Depois do prólogo, filmado com maestria, a narrativa é retomada cinco anos depois. Kawase, que também interpreta a mãe grávida, escolhe o gêmeo restante, Shun, para continuar sua investigação sobre a família. Shun é o protagonista de uma história que explora o cotidiano: as aulas de arte, o interesse pela vizinha, a ajuda ao pai na organização de um festival de dança, a preocupação com o bebê que a mãe carrega. Sua timidez e discrição somente explodem quando existe a possibilidade de o passado ressurgir e abalar a vida que ele criou para si. Mas a ameaça não está nos planos de Kawase. Ela refuta trabalhar com maneirismos e segue o caminho menos fácil.

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[Sharasojyu, Naomi Kawase, 2003]

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Lake Tahoe

Lake Tahoe

Planos fixos, fades longos, poucas palavras, um roteiro com um humor seco que apresenta os personagens, primeiro como seres esquisitos que vivem vidas insólitas num ambiente quase inóspito, para depois voltar a eles e oferecer a chance um novo olhar, uma nova interpretação, uma nova importância. Lake Tahoe, do mexicano Fernando Eimbcke, é uma pequena pérola que nunca ganhou a achance de ser exibido fora do Festival do Rio. Em sua narrativa circular, o cineasta faz o filme passar por sucessivas e graduais transformações, sempre apostando na estrutura original e na apatia triste de seu jovem protagonista. Até que, de uma comédia inusitada, surge um delicado e denso drama familiar cujo mistério só é oferecido de forma plena para o espectador no minutos finais.

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[Lake Tahoe, Fernando Eimbcke, 2008]

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Kinatay

Kinatay

Kinatay parece querer dar conta do mundo. Logo na primeira cena a câmera do filme de Brillante Mendoza acompanha trêmula um jovem casal de sua casa até o local onde vão oficializar seu casamento. No meio do caminho, na mesma medida em que os segue, a câmera se distrai com tudo o que pode, do caos das ruas hiperpovoadas de Manila até uma tentativa de suicídio. Parece que a ideia é não deixar nada de fora, abranger o mundo de uma vez só, assim como na vida.

Mas a beleza quase inocente com que o filme apresenta seus personagens contrasta com o passo seguinte. Mais uma vez, assim como na vida, Mendoza introduz o outro lado do protagonista. O jovem Peping perde parte de sua pureza inicial em práticas ilegais que desencantam o espectador. Em seguida, ele mergulha, ainda que sem querer, num submundo perverso, que irá tentar corrompê-lo.

A mudança de tom é bem marcada pelos opostos mais óbvios, dia e noite. Mas na noite de Kinatay, o áudio assume as vezes da câmera na tentativa do cineasta de tomar o mundo para si. A partir daí, música, ruídos, vozes e todos os tipos de sons surgem juntos para oferecer um mosaico vivo que captura o que está a seu alcance. Esse trabalho torna a viagem de Dante do personagem muito mais real, muito menos óbvia.

As imagens e os sons de Mendoza indicam que qualquer ação é resultado de um conjunto de coisas. As cenas fortes de agressão, estupro e mutilação, filmadas da maneira mais elegante possível, têm um objetivo, que mora muito mais próximo da consciência do imprevisto como soma de movimentos, o curso natural da vida, do que da gratuidade. Assim como na vida, nem sempre é fácil dizer não. E nem sempre um “sim” revela tudo.

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[Kinatay, Brillante Mendoza, 2009]

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Festival do Rio 2009: primeira lista de filmes

Panorama do Cinema Mundial

- London River (London River / London River), de Rachid Bouchareb (França)
- Corações em Conflito (Mammut / Mammoth), de Lukas Moodysson (Suécia)
- Ricky (Ricky / Ricky), de François Ozon (França)
- Doce perfume (Tatarak / Sweet Rush), de Andrzej Wajda (Polônia)
- It Might Get Loud (It Might Get Loud / It Might Get Loud), de Davis Guggenheim (Estados Unidos)
- Singularidades de uma rapariga loura (Singularidades de uma rapariga loura / Eccentricities of a blond hair girl), de Manoel de Oliveira (Portugal)
- Barba Azul (Barbe Bleue / Bluebeard), de Catherine Breillat (França)
- A Doutrina de Choque (The Shock Doctrine / The Shock Doctrine), de Michael Winterbottom, Mat Whitecross (Reino Unido)
- The White Ribbon (Das weiße Band / The White Ribbon), de Michael Haneke (Alemanha)
- A casa Nucingen (La Maison Nucingen / Nucingen House), de Raoul Ruiz (França)
- 35 Doses de Rum (35 Rhums / 35 Shots of Rum), de Claire Denis (França)
- O maravilhoso mundo da lavanderia (Die Wundersame Welt der Waschkraft / The Wondrous World of Laundry), de Hans-Christian Schmid (Alemanha)
- Mother (Madeo / Mother), de Bong Joon-ho (Coréia do Sul)
- Amália (Amália / Amália), de Carlos Coelho da Silva (Portugal)
- As praias de Agnes (Les Plages d’Agnès / The Beaches of Agnès), de Agnès Varda (França)
- Maradona (Maradona by Kusturica / Maradona by Kusturica), de Emir Kusturica (Espanha)
- Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds / Inglourious Basterds), de Quentin Tarantino (Estados Unidos)
- Abraços partidos (Los Abrazos Rotos / Broken Embraces), de Pedro Almodóvar (Espanha)
- Distante Nós Vamos (Away We Go / Away We Go), de Sam Mendes (Estados Unidos)
- Coco antes de Chanel (Coco avant Chanel / Coco Before Chanel), de Anne Fontaine (França)
- (500) Dias com ela ((500) Days of Summer / (500) Days of Summer), de Marc Webb (Estados Unidos)
- Fais-moi Plaisir (Fais-moi Plaisir! / Please, please me!), de Emmanuel Mouret (França)
- Les Herbes Folles (Les Herbes Folles / Wild Grass), de Alain Resnais (França)
- Aconteceu em Woodstock (Taking Woodstock / Taking Woodstock), de Ang Lee (Estados Unidos)
- Brilho de Uma Paixão (Bright Star / Bright Star), de Jane Campion (Reino Unido)
- A batalha dos 3 reinos (Chi Bi / The Battle of Red Cliff), de John Woo (China)
- O Desinformante! (The informant! / The informant!), de Steven Soderbergh (Estados Unidos)
- Nova York, Eu Te Amo (New York, I Love You / New York, I Love You), de Mira Nair, Fatih Akin, Yvan Attal, Allen Hughes, Shekhar Kapur, Shunji Iwai, Joshua Marston, Natalie Portman, Brett Ratner, Wen Jiang, Randall Balsmeyer (França)
- Viagem aos Pireneus (Le Voyage aux Pyrénées / Le Voyage aux Pyrénées), de Jean-Marie, Arnaud Larrieu (França)
- Julie & Julia (Julie & Julia / Julie & Julia), de Nora Ephron (Estados Unidos)
- Parada (Parada / Parada), de Marco Pontecorvo (Itália)
- Che 2 – A Guerrilha (Che: Part Two / Che: Part Two), de Steven Soderbergh (Espanha)
- Mais tarde, você vai entender… (Plus tard, tu comprendras… / One Day, You Will Understand ), de Amos Gitaï (França)

Expectativa 2009

- Só quero caminhar (Sólo Quiero Caminar / Just Walking), de Augustín Díaz Yanes (México)
- DongBei, DongBei – uma chinesa do norte (Dongbei, Dongbei / A North Chinese Girl), de Zou Peng (China)
- Tandoori Love – um romance à indiana (Tandoori Love / Tandoori Love), de Oliver Paulus (Suíça)
- Seraphine (Séraphine / Seraphine), de Martin Provost (França)
- A terceira parte do mundo (La Troisième partie du monde / The Third Part of the World), de Eric Forestier (França)
- Porco cego quer voar (Babi buta yang ingin terbang / Blind pig who wants to fly), de Edwin (Indonésia)
- Aguas turvas (De Usynlige / Troubled Water), de Erik Poppe (Noruega)
- O poder do soul (Soul Power / Soul Power), de Jeffrey Levy-Hinte (Estados Unidos)
- Piquenique (Pescuit Sportiv / Hooked), de Adrian Sitaru (Romênia)
- Yang Yang (Yang Yang / Yang Yang), de Cheng Yu-Chieh (China)
- A Pequenina (La Pivellina / La Pivellina), de Tizza Covi, Rainer Frimmel (Áustria)
- Retorno a Hansala (Retorno a Hansala / Return to Hansala), de Chus Gutierrez (Espanha)
- Nada pessoal (Rien de Personnel / Nothing Personal), de Mathias Gokalp (França)
- Uma vida nova em folha (Une Vie Toute Neuve / A Brand New Life), de Ounie Lecomte (França)
- Eu matei a minha mãe (J’ai tué ma mère / I Killed My Mother), de Xavier Dolan (Canadá)
- Jaffa (Jaffa / Jaffa), de Keren Yedaya (França)
- O dia da transa (Humpday / Humpday), de Lynn Shelton (Estados Unidos)
- Ramata (Ramata / Ramata), de Léandre-Alain Baker (Senegal)
- O pai dos meus filhos (Le père de mes enfants / Father of my children), de Mia Hansen-Love (Alemanha)
- Coco (Coco / Coco), de Gad Elmaleh (França)
- A Siciliana rebelde (La Siciliana Ribelle / The Sicilian Girl), de Marco Amenta (Itália)
- 27 Cenas sobre Jorgen Leth (27 Cenas sobre Jorgen Leth / 27 Scenes About Jorgen Leth), de Amir Labaki (Brasil)

Brasil do Outro

- Rio Breaks (Rio Breaks / Rio Breaks), de Justin Mitchell (Estados Unidos)
- Sergio (Sergio / Sergio), de Greg Barker (Estados Unidos)
- Só quando eu danço (Only When I Dance / Only When I Dance), de Beadie Finzi (Reino Unido)
- O Areal (O Areal / The Sandpit), de Sebastian Sepulveda (Chile)
- Dançando com o diabo (Dancing with the Devil / Dancing with the Devil), de Jon Blair (Reino Unido)
- I Am Happy (I am Happy / I am Happy), de Soraya Umewaka (Japão)
- Parajuru (Une semaine a Parajuru / A Week in Parajuru), de José Huerta (Brasil)
- Os Gracies e o Nascimento do Vale Tudo (The Gracies and the Birth of Vale Tudo ), de Victor Cesar Bota (Brasil)
- Trópico da Saudade, Claude Lévi-Strauss e a Amazônia (Claude Lévi-Strauss, auprès de l’Amazonie / Claude Lévi-Strauss, auprès de l’Amazonie), de Marcelo Fortaleza Flores (França)

Geração

- Quem tem medo do lobo? (Kdopak by se vlka Bál), de Maria Procházková (República Tcheca)
- Eu sei que você sabe (I Know You Know / I Know You Know), de Justin Kerrigan (Reino Unido)
- O lar das borboletas escuras (Tummien Perhosten Koti), de Dome Karukoski (Finlândia)
- Cadê meu irmão? (Mein Bruder ist ein Hund / My brother is a dog), de Peter Timm (Alemanha)
- Somos Todos Diferentes (Taare Zameen Par / Stars on Earth), de Aamir Khan (Índia)
- Valo (Valo / Valo), de Kaija Juurikkala (Finlândia)
- As aventuras de Gui & Estopa (The Adventures of Gui & Estopa), de Mariana Caltabiano (Brasil)

Première Latina

- A próxima estação (La próxima estación / La próxima estación), de Fernando E. Solanas (Argentina)
- O segredo dos seus olhos (El secreto de sus ojos / The Secret in Their Eyes), de Juan José Campanella (Argentina
- Cinco dias sem Nora (Cinco Días sin Nora / Norah’s Will), de Mariana Chenillo (México)
- Deuses (Dioses / Gods), de Josue Mendez (Peru)
- A criada (La Nana / The Maid), de Sebastian Silva (Chile)
- Histórias extraordinárias (Historias extraordinarias / Extraordinary Stories), de Mariano Llinás (Argentina)
- Arranca-me a Vida (Arráncame la vida / Tear This Heart Out), de Roberto Sneider (México)
- Um Namorado para Minha Esposa (Un Novio Para Mi Mujer / A boyfriend for my wife), de Juan Taratuto (Argentina)
- As viagens do vento (Los Viajes del Viento / The Wind Journeys), de Ciro Guerra (Colômbia)
- Navidad (Navidad / Christmas), de Sebastian Lelio (Chile)
- Chuva (Lluvia / Rain), de Paula Hérnandez (Argentina)
- Luisa (Luisa / Luisa), de Gonzalo Calzada (Argentina)
- A beleza da luta (Lo Bello de la Pelea / Beauty of the Fight), de JOHN URBANO (Estados Unidos da América)
- O presente de Pachamama (El Regalo de la Pachamama / Pachamama), de Toshifumi Matsushita (Japão)
- Boogie (Boogie, el aceitoso / Boogie), de Gustavo Cova (Argentina) (animação)

Isabelle Huppert

- A comédia do poder (L’ivresse du pouvoir / Comedy of Power), de Claude Chabrol (França)
- 8 Mulheres (8 femmes / 8 Women), de François Ozon (França)
- Um amor tão fácil (La Dentellière / The Lacemaker), de Claude Goretta (França)
- Mulheres diabólicas (La Cérémonie / A Judgement in Stone), de Claude Chabrol (França)
- A Separação (La Séparation / The Separation), de Christian Vincent (França)
- Entre nós (Coup de foudre / At First Sight), de Diane Kurys (França)
- A Lei de quem tem poder (Coup de torchon / Clean Slate), de Bertrand Tavernier (França)

Imagens da Turquia

- Mommo (Mommo / The Bogeyman), de Atalay Tasdiken (Turquia)
- O mercado (Pazar – Bir ticaret masali / The Market), de Ben Hopkins (Turquia)
- A caixa de Pandora (Pandora‘nýn Kutusu / Pandora’s Box), de Yesim Ustaoglu (Turquia)
- Leite (Süt / Milk), de Semih Kaplano lu
(Turquia)
- Meu raio de sol (Hayat Va / My only Sunshine), de Reha Erdem (Turquia)
- 10 para as 11 (11’ e 10 Kala / 10 to 11), de Pelin Esmer (Turquia)

Mundo Gay

- Ander (Ander / Ander), de Roberto Castón (Espanha)
- O fim do amor (The End of Love / The End of Love), de Simon Chung (Hong Kong)
- An Englishman in New York (An Englishman in New York), de Richard Laxton (Reino Unido)
- Árvores com figos (Fig Trees / Fig Trees), de John Greyson (Canadá)
- Fantasma (Ghosted / Ghosted), de Monika Treut (Alemanha)
- Os Tempos de Harvey Milk (The Times of Harvey Milk / The Times of Harvey Milk), de Rob Epstein (Estados Unidos)
- Sinos silenciosos (Wu Sheng Feng Ling / Soundless Wind Chime), de Kit Hung (Suíça)
- Morrer como um homem (Morrer como um homem / To Die Like a Man), de João Pedro Rodrigues (Portugal)
- Fúria (Outrage / Outrage), de Kirby Dick (Estados Unidos)
- Boy (Boy / Boy), de Auraeus Solito (Filipinas)
- Homens (Homens / Men), de Lucia Caus e Bertrand Lira (Brasil)
- Depois de Tudo (Depois de Tudo / After everything), de Rafael Saar (Brasil)

Midnight Movies

- Human Zoo (Human Zoo / Human Zoo), de Rie Rasmussen (França)
- Os Yes Men consertam o mundo ( The Yes Men Fix the World), de Andy Bichlbaum , Mike Bonanno, Kurt Engfehr (Estados Unidos)
- Sede de Sangue (Bak-Jwi / Thirst), de Park Chan-wook (Coréia do Sul)
- Vogue – a edição de setembro (The September Issue), de R.J. Cutler (Estados Unidos)
- Big River Man (Big River Man / Big River Man), de John Maringouin (Estados Unidos)
- Black Dynamite (Black Dynamite / Black Dynamite), de Scott Sanders (Estados Unidos)
- Uma moda transgressora (Ein Traum In Erdbeerfolie / Comrade Couture), de Marco Wilms (Alemanha)
- O clone volta para casa (Kuron wa kokyo wo mezasu / The Clone Returns Home), de Kanji Nakajima (Japão)
- Tyson (Tyson / Tyson), de James Toback (Estados Unidos)
- Hair India (Hair India / Hair India), de Raffaele Brunetti, Marco Leopardi (Itália)
- A Town Called Panic (Panique au Village / A Town Called Panic), de Stéphane Aubier, Vincent Patar (Bélgica)
- Amargo (Amer / Amer), de Hélène Cattet, Bruno Forzani (Bélgica)
- Em Busca do Paraíso (Heaven wants out / Heaven wants out), de Robert Feinberg (Estados Unidos)
- Além do jogo (Beyond the Game / Beyond the Game), de Jos de Putter (Holanda)
- O rei da fuga (Le roi de l’evasion / The King of Escape), de Alain Guiraudie (França)
- American Boy: o retrato de Steven Prince (American Boy: A Profile of Steven Prince), de Martin Scorsese (Estados Unidos)
- American Prince (American Prince / American Prince), de Tommy Pallotta (Estados Unidos)
- A Gruta (A Gruta / The Grotto), de Filipe Gontijo (Brasil)
- When you’re strange (When you’re strange / When you’re strange), de Tom DiCillo (Estados Unidos)
- Matadores de Vampiras Lésbicas (Lesbian Vampire Killers / Lesbian Vampire Killers), de Phil Claydon (Reino Unido)
- The Chaser (Choo Gyeok Ja / The Chaser), de Hong-jin Na (Coréia do Sul)

Dox

- 211: Anna (211: Anna / 211: Anna), de Giovanna Massimetti, Paolo Serbandini (Itália)
- Teto de vidro (The Glass House / The Glass House), de Hamid Rahmanian (Irã)
- Nollywood Babilônia (Nollywood Babylon / Nollywood Babylon), de Ben Addelman, Samir Mallal (Canadá)
- Os sonhos sobrevivem ao poder? (Le Pouvoir détruit-il le rêve? / Behind the Rainbow), de Jihan El-Tahri (Egito)
- Amor, sexo e mobilete (Amour, sexe et mobylette / Love, sex and mopeds), de Maria Silvia Bazzoli, Christian Lelong (França)
- A China continua distante (China is still Far / China is still Far), de Malek Bensmail (França)
- Rip: um manifesto remixado (Rip: A remix manifesto / Rip: A remix manifesto), de Brett Gaylor (Canadá)
- American Casino (American Casino / American Casino), de Leslie Cockburn (Estados Unidos da América)
- Teatro de guerra (Theater of War / Theater of War), de John Walter (Estados Unidos)
- O cerco neoliberal (L’Encerclement – La démocratie dans les rets du néolibéralisme / Encirclement – Neo-Liberalism Ensnares Democracy), de Richard Brouillette (Canadá)

Fronteiras

- Por um instante, a liberdade (Pour un instant, la liberte / For the moment, freedom), de Arash T. Riahi (França)
- Rachel (Rachel / Rachel), de Simone Bitton (França)
- A madrugada do mundo (L’aube du monde / Dawn of the World), de Abbas Fahdel (França)
- Teza (Teza / Teza), de Haile Gerima (Etiópia)
- A Batalha para o Tribunal (The Reckoning / The Reckoning ), de Pamela Yates (Estados Unidos)
- Fixer: o sequestro de Ajmal Naqshbandi (Fixer: The Taking of Ajmal Naqshbandi / Fixer: The Taking of Ajmal Naqshbandi), de Ian Olds (Estados Unidos)
- Lentes abertas: Iraque (Our emotions take the pictures: Open Shutters Iraq / Our emotions take the pictures: Open Shutters Iraq), de Maysoon Pachachi (Reino Unido)
- O menino e o cavalo (The Horse Boy / The Horse Boy), de Michel Orion Scott (Estados Unidos)
- Sussurros ao vento (Sirta la gal ba / Whisper with the Wind), de Shahram Alidi (Iraque)
- O Fogo sob a neve (Fire Under the Snow / Fire Under the Snow), de Makoto Sasa (Estados Unidos)
- Estado de emergência (Living in Emergency / Living in Emergency), de Mark N. Hopkins (Estados Unidos)
- Playground (Playground / Playground), de Libby Spears (Estados Unidos)

Meio-Ambiente

- Pelo amor à água (Flow: For Love of Water / Flow: For Love of Water), de Irena Salina (Estados Unidos)
- Nossos filhos nos acusarão (Nos enfants nous accuseront / That should not be: our children will accuse us), de Jean Paul Jaud (França)
- Petróleo bruto (Crude / Crude), de Joe Berlinger (Estados Unidos)
- Vamos ganhar dinheiro (Let’s Make Money / Let’s Make Money), de Erwin Wagenhofer (Áustria)
- No Impact Man (No Impact Man / No Impact Man), de Laura Gabbert, Justin Schein (Estados Unidos)
- Plastic Planet (Plastic Planet / Plastic Planet), de Werner Boote (Áustria)
- Katanga Business (Katanga Business / Katanga Business), de Thierry Michel (França)
- Roleta da fortuna (Good Fortune / Good Fortune), de Landon Van Soest (Estados Unidos)

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Top 10: filmes da Pixar

Andre Stanton

1 Wall-E (2007), de Andrew Stanton

Obra-prima lírica, ousada e humanista, o melhor filme de 2007 e um dos mais lúcidos ensaios sobre o futuro.

Brad Bird

2 Os Incríveis (2004), de Brad Bird

A desconstrução dos heróis com respeito e inteligência. Edna Mode é uma das melhores personagens do estúdio.

Andrew Stanton

3 Procurando Nemo (2003), de Andrew Stanton
co-direção: Lee Unkrich

O visual é apenas suporte para uma aventura simples com personagens cativantes. No topo, a amnésica Dori.

Brad Bird

4 Ratatouille (2007), de Brad Bird
co-direção: Jan Pinkava

Um dos melhores filmes sobre comida. Reúne o encantador do cinema de Brad Bird e o acabamento do estúdio.

John Lasseter

5 Toy Story 2 (1995), de John Lasseter
co-direção: Ash Brannon e Lee Unkrich

Uma sequência com um fôlego impressionante. Muitas vezes, melhor do que o original. Os novos personagens mantiveram o frescor.

John Lasseter

6 Toy Story (2005), de John Lasseter

Uma aventura perfeita, que leva a cabo uma ideia antiga (brinquedos ganham vida), mas com um frescor inédito no mundo da animação.

Pete Docter

7 Up (2009), de Peter Docter

Belo filme, ainda que irregular. A primeira meia hora é genial. O final, muito bom. Mas o filme cai lá pelo meio, ainda que não comprometa o resultado.

Pete Docter

8 Monstros S/A (2001), de Andrew Stanton
co-direção: David Silverman e Lee Unkrich

A maneira como o filme lida com o medo do desconhecido é a mola mestra. A menininha Boo é mais um personagem de ouro da história da Pixar.

John Lasseter

9 Vida de Inseto (1998), de John Lasseter
co-direção: Andrew Stanton

Parecia melhor à época em que foi lançado. O tempo fez com que o filme parecesse ingênuo diante do que veio a seguir.

John Lasseter

10 Carros (2006), de John Lasseter
co-direção: Joe Ranft

Um filme que nasceu velho, na ideia e no texto. Parecia o início de uma crise criativa, mas só durou até o filme seguinte.

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Bastardos Inglórios

Brad Pitt, Melanie Laurent, Michael Fassbender, Christoph Waltz

Quentin Tarantino parece estar preso para sempre a um tipo de cinema que se baseia em violência, humor e citações, mas esse diretor ao mesmo que é tão fiel ao estilo que ajudou a desenhar é completamente hábil em fazer sua engrenagem funcionar que não há um só de seus filmes que não seja muito bom. Bastardos Inglórios é um Tarantino clássico, mas apurado. O diretor já tem 18 anos de carreira e filma melhor a cada novo trabalho que apresenta. A cena inicial deste filme é uma citação explícita à cena que abre Os Imperdoáveis.

Esta imagem inicial conduz o filme, em pouco mais de cinco minutos a uma daquela clássicas sequências de diálogos dos filmes de Tarantino, a conversa entre o fazendeiro e o coronel interpretado por um majestoso e impecável Christoph Waltz. O texto, ultra-preconceituoso, é tão articulado (e bem interpretado pelos dois atores) que a teoria do nazista desce fácil. A seqüência se encerra com mais um dos espetáculos tarantinescos de violência e uma fuga perfeita.

O filme não havia chegado nem ao primeiro quarto e já havia muito para guardar na memória, mas Tarantino não para por ali e nos apresenta a seu esquadrão classe A, a concessão humorística a sua história “séria”. Surgem Brad Pitt, Eli Roth, Til Schweiger e trupe, cada um com sacadas geniais na caracterização de seus personagens. Curiosamente, este filme é o que guarda a montagem mais comportada da editora Sally Menke, que cortou todos os longas do diretor. As peripécias estruturais se resumem a flashbacks que apresentam os personagens.

No mundo de Tarantino, a história de vingança encontra a História e não há qualquer preocupação de se a segunda poderia confinar a primeira a qualquer aprisionamento. A História está a serviço do cinema do diretor. Ele faz uso dela da maneira com quer, sempre com inteligência que garante substância ao filme. A afirmação final do personagem de Brad Pitt pode não ser a verdade. Mas isso pouco importa. Bastardos Inglórios não foi feito para ser um marco no cinema de Tarantino. Mas não deixa de ser curioso que seu filme mais formal seja, por razões outras, seu filme mais ousado.

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[Inglorious Basterds, Quentin Tarantino, 2009]

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Oscar 2010: os filmes mais cotados

Nas últimas semanas, alguns filmes importantes saíram da corrida para o Oscar 2010. Shutter Island, de Martin Scorsese, Green Zone, de Paul Greengrass, e The Tempest deixaram o caminho aberto para a disputa mais esquisita dos últimos 60 anos. Primeiro, a Academia, como forma de promover mais filmes e, assim, enfrentar a crise econômica mundial, passa para 10 o número de indicados na categoria principal, prática abolida desde os anos 40.

E, ontem, avisa que a votação final para melhor filme terá peso (na prática, quem for votado mais vezes em primeiro lugar ganha, mesmo que um outro filme tenha recebido mais votos no total). Num cenário estranho, tudo pode acontecer. Ao lado de filmes que, classicamente, interessam à Academia podem aparecer animações, documentários e até filmes de ficção-científica. Eu separei aqui os 20 que parecem ter mais chances nesta complicada disputa.

Clint Eastwood
1 Invictus
Clint Eastwood

Clint Eastwood foi indicado três vezes ao Oscar nesta década, ganhou um e não quer parar por aí. Esnobado pelo genial Gran Torino no ano passado (quando ainda lançou A Troca), seu Invictus traz Morgan Freeman como Nelson Mandela e é tido como um dos favoritos ao Oscar deste ano. Chances em direção, ator, ator coadjuvante, roteiro adaptado, montagem e trilha.

Lee Daniels
2 Preciosa
Lee Daniels

O indie do ano, bombado desde o começo de 2009, já deveria ter a vaga garantida desde quando ainda se acreditava serem 5 os indicados. Agora, com 10, parece impossível não concorrer. Tem polêmica, ousadia e interpretações elogiadas. A rapper Mo’nique é, até agora, a favorita para atriz coadjuvante. Chances em direção, atriz, atriz coadjuvante, roteiro adaptado e montagem.

Rob Marshall
3 Nine
Rob Marshall

Uma superprodução musical dirigida por um cineasta que já ganhou o Oscar, com um elenco multi-estrelado e um roteiro baseado numa obra-prima de Fellini. Parece imbatível, não é? Mesmo que os musicais não casem tão bem com o momento de crise, este filme certamente terá bastante atenção da Academia. Pode não ganhar, mas deve ter um belo número de indicações. Chances para direção, ator, atrizes coadjuvantes (várias), roteiro adaptado, fotografia, montagem, direção de arte, figurinos, trilha, canção, som e edição de som.

Peter Jackson
4 Um Olhar do Paraíso
Peter Jackson

No ano em que Malick, Cameron e Marshall retornam, a volta de Peter Jackson, sumido desde King Kong, não parece tão importante, mas o filme tem tudo para fazer bonito nas indicações. Um roteiro poético, com tom mágico, uma produção impecável, cortesia de seus habituées, e um elenco que mistura novos talentos (Saoirse Ronan) com gente de peso (Sarandon, Weisz, Tucci). Chances em direção, atriz, ator coadjuvante, atrizes coadjuvantes, roteiro adaptado, efeitos visuais, fotografia, trilha, montagem, direção de arte, figurinos, som e edição de som.

Kathryn Bigelow
5 Guerra ao Terror
Kathryn Bigelow

Filme de guerra dirigido por uma mulher? Sensível e cheio de tensão? Fotografia e montagem excelentes e mais um belo trio de atores desconhecidos? Indicação na certa. Pelo menos é o que se desenha no quadro atual. Lançado em DVD no Brasil, o filme que ganhou muitos elogios em festivais e é sucesso de crítica tem chances de concorrer em direção, ator, ator coadjuvante, roteiro original, fotografia, montagem, som e edição de som.

Lone Scherfig
6 Educação
Lone Scherfig

Ano raro, com quatro mulheres com chances de entrar na lista do Oscar principal. Uma dela é Lone Scherfig, que trabalha com um texto adaptado por Nick Hornby e, com a ajuda de um elenco elogiado, não sai das listas de apostas pro Oscar. Possibilidade em direção, atriz, ator, ator coadjuvante, roteiro, montagem e trilha.

Terrence Malick
7 A Árvore da Vida
Terrence Malick

O (novo) retorno do mestre, quatro anos depois de O Novo Mundo. Com Sean Penn e Brad Pitt. O que falar mais? Nada porque ninguém sabe direito sobre o quê é este filme. Chances em direção, ator, roteiro, fotografia, montagem, direção de arte, trilha e som.

Pete Docter e Bob Peterson
8 Up – Altas Aventuras
Pete Docter e Bob Peterson

Depois da esnobada em Wall-E, no ano passado, pode ser a chance da Pixar voar alto. Sucesso de crítica e de público, é o favorito na categoria de animação (o que pode ajudar ou atrapalhar sua possibilidade de indicação ao Oscar principal). Em todo o caso, com dez vagas, sua indicação parece bem provável. Forte nos quesitos em que a Pixar sempre é lembrada: roteiro original, trilha, som, edição de som, canção e animação.

Jason Reitman
9 Amor Sem Escalas
Jason Reitman

Depois de Juno, Reitman subiu no panteão hollywoodiano. Esse novo filme, com George Clooney, deve consolidar ou não essa condição. O filme está cotadíssimo nas últimas bolsas de apostas. Chances em direção, ator, atriz coadjuvantes (duas), roteiro original, montagem e trilha.

James Cameron
10 Avatar
James Cameron

Se for metade da revolução que se anuncia, Cameron ganha o Globo de Ouro, o Oscar, o Nobel e a Copa do Mundo. Falando sério, as apostas já foram melhores, mas o filme em uma possibilidade bem razoável de indicação. É a volta do diretor que ganhou 11 Oscars por Titanic depois de 12 anos, é o projeto mais ambicioso do ano e um aparato técnico que deve dar chances de indicação em direção, fotografia, montagem, direção de arte, trilha, som, edição de som e efeitos visuais.

Coen Brothers
11 Um Homem Sério
Joel e Ethan Coen

Os Coen estão em alta depois dos Oscar de Onde os Fracos Não Têm Vez. O tom mais particular pode não atrair tantos votantes, mas também pode fazer o filme se encaixar naquela vaguinha tradicional para projetos pequenos (ainda mais com assinatura). Cotadíssimo como coadjuvante, Richard Kind garante a visibilidade. E as chances em roteiro sempre existem. Possibilidades: roteiro, ator e ator coadjuvante.

Jane Campion
12 Brilho de uma Paixão
Jane Campion

No começo da campanha, era um dos filmes mais citados, mas perdeu força nas últimas semanas. No entanto, parece ser um dos principais filmes de época do ano e a Academia adora um figurino pesado, o que pode facilitar sua candidatura. A assinatura de Jane Campion é outro chamariz. Abbie Cornish é figura fácil na lista de melhores atrizes e até o Paul Schneider parece ter chances de indicação. Possibilidades em direçãoo, roteiro original, atriz, ator coadjuvante, fotografia, direção de arte, figurinos e trilha.

John Hillcoat
13 A Estrada
John Hilcoat

Ficção escrita pelo autor de Onde os Fracos Não Têm Vez, perdeu um pouco do impacto porque deveria ter sido lançada no ano passado e foi adiada. Ainda assim, permaneceu na bolsa de apostas, sobretudo com Viggo Mortensen. Chances em ator, ator coadjuvante, roteiro adaptado, fotografia, montagem, trilha, som e edição de som.

Mira nair
14 Amelia
Mira Nair

Cinebiografia que pode se vender pelo gênero que a Academia adora, mas que também pode ficar na indicação de atriz para Hilary Swank. Chances em atriz, roteiro adaptado, fotografia, direção de arte, figurinos, trilha e som.

Neil Bloomkamp
15 Distrito 9
Neil Bloomkamp

A surpresa do ano pode se aproveitar do momento de mudança de critérios dos acadêmicos e parar na lista principal do Oscar. O filme foi elogiadíssimo e está chegando aos US$ 100 milhões de bilheteria. Chances de ganhar, não tem, mas a indicação pode ser um prêmio inesperado. Possibilidades em roteiro original, montagem, som, edição de som e efeitos visuais.

Quentin Tarantino
16 Bastardos Inglórios
Quentin Tarantino

Quando os filmes com cara de Oscar começarem a estrear (e muitos a cair nas bolsas de apostas), pode sobrar algo para o velho Tarantino. Mais maduro, fez um filme bem recebido pela crítica e que é sua maior bilheteria de abertura. Mesmo com o tom menos sério, a Segunda Guerra Mundial ajuda na campanha, Brad Pitt aumenta as atenções e Christoph Waltz, premiado em Cannes, é um dos coadjuvantes mais citados. Chances em fotografia, montagem, direção de arte, figurinos, roteiro original e ator coadjuvante.

Steven Soderbergh
17 O Desinformante
Steven Soderbergh

As chances de aparecer na categoria principal são poucas, mas aumentaram com a saída de alguns nomes fortes. A quantidade de vagas pode abrir possibilidades – e Soderbergh já tem história no Oscar (venceu por Traffic). Como Matt Damon está cotadíssimo para concorrer como melhor ator, o filme não tem chances de passar batido pela Academia. Chances em roteiro adaptado e ator.

Louie Psihoyos
18 The Cove
Louie Psihoyos

Deve ser o documentário do ano, a não ser que Capitalism: A Love Story, do Michael Moore, conquiste todo mundo. Se os adversários enfraquecerem, esse filme elogiado pode ganhar uma vaguinha na categoria principal. Chances em documentário.

Michael Mann
19 Inimigos Públicos
Michael Mann

Grandioso, bem dirigido e com uma produção impecável, fez menos barulho do que prometia, o que diminuiu consideravelmente as chances do diretor e de Johnny Depp serem indicados. Parece, hoje, que se entrar no top 10 da Academia, não terá outras citações em categorias de peso para fortalecer sua candidatura. Chances em direção, ator, atriz coadjuvante, fotografia, montagem, direção de arte, figurinos, som e edição de som.

Spike Jonze
20 Onde Vivem os Monstros
Spike Jonze

Fantasia radical, só entra na lista e outros filmes fantásticos não conseguirem – e isso inclui Avatar – ou se for chamada de obra-prima quando estrear. Mas vale lembrar que o Spike Jonze já concorreu como melhor diretor por um filme bem mais provocador, Quero Ser John Malkovich. Chances em roteiro adaptado, fotografia, direção de arte, trilha e efeitos visuais.

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