Monthly Archives: maio 2009

Top 20: Sessão da Tarde

Atualização: top 100 da Sessão da Tarde

A verdade é que ser criança entre os anos 70 e 80 foi um deleite para quem estudava pela manhã e podia ver TV à tarde. A Sessão da Tarde da TV Globo, que existe desde 1975, era parada obrigatória para a criançada e, ao contrário dos filmes teen sem graça que são exibidos já faz uns bons anos no espaço, o recheio da sessão era de clássicos. A lista que você acompanha abaixo é estritamente pessoal. Os únicos critérios, além do meu gosto, foram: só trabalhar com filmes exibidos na Sessão da Tarde (nada de Cinema em Casa, aquela cópia fajuta que o SBT fez), escolher filmes que foram realizados até 1989 (porque, depois disso, a Sessão da Tarde nunca foi a mesma) e eliminar filmes que fizessem parte de alguma franquia (e que, desta forma, têm uma visibilidade maior, como as séries Superman, De Volta para o Futuro e Indiana Jones ou os longas dos Trapalhões). Eu queria fazer uma relação de filmes que são essencialmente filmes da Sessão da Tarde.

Barry Levinson
20 O Enigma da Pirâmide
Young Sherlock Holmes
Barry Levinson, 1985

O que poderia ser mais irresistível do que acompanhar as aventuras de Sherlock Holmes e seu inseparável senhor Watson na infância? Barry Levinson, em seu terceiro filme, criou uma aventura deliciosa, escrita pelo mesmo Chris Columbus que nos entregaria Esqueceram de Mim e os primeiros filmes de Harry Potter.

Tim Burton
19 Os Fantasmas se Divertem
Beetlejuice
Tim Burton, 1988

Este quase não entra na lista por causa de sua pouca idade, mas o filme mais maluco de Tim Burton é uma obra-prima da anarquia, com umas das melhores concepções visuais do cinema fantástico nos anos 80. Michael Keaton, em seu melhor papel, está genial. Numa das melhores cenas, Winona Ryder canta a música que seria o melô do Babaloo Banana.

Cecil B. De Mille
18 O Maior Espetáculo da Terra
The Greatest Show on Earth
Cecil B. De Mille, 1952

A Sessão da Tarde era tão legal que não vivia só de comédias e filmes de aventura, mas também exibia filmes como este drama circense em tom épico do mais hollywoodiano dos diretores. O filme, exuberante e grandioso, tinha Charlton Heston, Betty Hutton, Gloria Grahame e James Stewart, como o melhor palhaço do cinema.

O Último Guerreiro das Estrelas
17 O Último Guerreiro das Estrelas
The Last Starfighter
Nick Castle, 1984

Este filme nem é tão bom assim, mas ele foi simplesmente o sonho de nove entre dez moleques nos anos 80. O protagonista, um menino craque em jogar fliperama, se vê recrutado por uma espécie de polícia espacial para virar um soldado das estrelas e ajudar a acabar com aliens que queriam dominar alguma coisa. Precisa dizer mais?

Richard Donner
16 Ladyhawke, o Feitiço de Áquila
Ladyhawke
Richard Donner, 1985

Donner foi o melhor diretor de indústria dos anos 70 e 80. Fez pelo menos uns cinco clássicos. O romance impossível entre os amaldiçoados Isabeau e Etienne foi um dos melhores. Rutger Hauer e Michelle Pfeiffer formam um dos casais mais belos e tristes do cinema americano. E Matthew Broderick, em seu terceiro filme, está perfeito.

John Landis
15 Um Príncipe em Nova York
Coming to America
John Landis, 1988

Se um comediante dominou os anos 80, este cara se chama Eddie Murphy. Este filme é o ápice de sua carreira ao longo da década, onde ele lança a tática de aparecer nas mais variadas ‘peles’. Há dois momentos sensacionais: Eddie cantando The Greatest Love of All, de Whitney Houston, e Eriq La Salle deixando uma poça de soul glo no sofá.

Michael Curtiz
14 As Aventuras de Robin Hood
The Adventures of Robin Hood
Michael Curtiz e William Keighley, 1938

Este filme é o vovô da lista, mas o fato de ser uma das melhores aventuras de todos os tempos certamente o ajudou a ser reprisado ad infinitum na Sessão da Tarde. Quem acha que Robin Hood é Kevin Costner precisa muito ver este filme aqui. Errol Flynn comanda o elenco, que ainda tem Olivia de Havilland (!), sob às rédeas do então futuro diretor de Casablanca.

Kevin Connor
13 Uma Aventura na Arábia
Arabian Adventure
Kevin Connor, 1979

O título genérico pode não ajudar na memória, mas este longa não é apenas uma aventurazinha qualquer no deserto. Este é o filme em que o mocinho busca a rosa azul, perseguido pelo olho que tudo vê. Clássico, mesmo não sendo tão bom. E com Christopher Lee, Peter Cushing e Mickey Rooney no elenco.

A Menina e o Porquinho
12 A Menina e o Porquinho
Charlotte’s Web
Charles A. Nichols e Iwao Takamoto, 1973

A versão em carne-e-osso não é ruim, mas não chega aos pés deste filme, que a Sessão da Tarde reservava para os feriados, quando a turma vespertina da escola se juntava aos coleguinhas da manhã em frente à TV. O porquinho Wilbur, o ratinho Templeton e, principalmente, a aranha mais adorável do universo, Charlotte, são inesquecíveis.

Peter Sellers
11 Um Convidado Bem Trapalhão
The Party
Blake Edwards, 1968

O encontro de Edwards com o genial Peter Sellers foi celebrizado na série A Pantera Cor-de-Rosa, mas provavelmente nunca foi tão hilário como neste filme. Sellers faz um figurante de cinema que ganha por engano um convite para uma festa em Hollywood e protagoniza uma colossal sucessão de trapalhadas.
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Desejo e Perigo

Tony Leung Chi-Wai, Tang Wei

Ang Lee nunca foi um cineasta necessariamente ousado, mas, a partir de O Segredo de Brokeback Mountain (2005), seu cinema parece ter sido tomado pelo academicismo. Essa tendência era um suporte essencial para aquele filme, já que o formato de melodrama clássico dava uma nova dimensão, universal, para uma história de amor entre dois homens. Em Desejo e Perigo, que apesar do Leão de Ouro no Festival de Veneza, demorou dois anos para chegar ao circuito comercial brasileiro, essa opção pelo acadêmico é reprisada, mas, apesar do filme ser um belo drama de espionagem, o formato funciona menos e o longa muitas vezes fica arrastado, apesar de nunca desinteressante.

Lee dirige o filme como se estivesse na Hollywood dos anos 40 ou 50, mas acerta mais a mão nas cenas de mais ação, que são poucas, sobretudo, no ápice, quando o protagonista sai da joalheria, excelente. Até lá a trama de espionagem tem altos e baixos, mas não consegue manter uma unidade de timing. O veterano Tony Leung Chi-Wai, no entanto, é um acerto: um dos atores que mais conseguem manter o equilíbrio em suas performances nos últimos 15 anos. Sua parceira de cena, a novata Tang Wei, surpreende com maturidade e sutileza num papel complexo, repleto de nuances e pequenos detalhes.

Apesar de se escorar em sua estética, Desejo e Perigo não tem os deslumbre que se podia esperavar. É um filme bonito plasticamente, mas não passa muito disso. Seu conjunto visual é que funciona, mas nem a direção de arte nem a fotografia são espetaculares, inclusive nas cenas de sexo, que causaram certo escândalo por serem supostamente explícitas, o que eu duvido muito, embora sejam bonitas. A busca pela beleza parece prejudicar o ritmo do filme, onde o que é mais perene é a música, assinada por Alexandre Desplat que comete, mais uma vez, uma linda melodia.

Desejo e Perigo EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha½
[Se, Jie, Ang Lee, 2007]

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Anjos e Demônios

Uma opereta kitsch de ação sem pudores e sem vergonha. Esta é a definição ideal para Anjos & Demônios, novo filme de Ron Howard, que adapta Dan Brown pela segunda vez, fazendo um prequel de O Código da Vinci (2006). Primeiro, é bom que se entenda o que é o material antes de cair matando em cima dele. Os livros de Brown são literatura golpista, fajuta e espertinha, que recicla personagens, símbolos, boatos e histórias da Igreja Católica na forma de thrillers caça-níqueis, calcados na capacidade de provocar polêmica e abocanhar muitos dólares. Então, o que esperar de um filme baseado num livro que mistura a produção de antimatéria a uma trama para assassinar o papa, já que o cinema precisa transformar o texto numa experiência audio-visual?

Ron Howard, um genérico de Hollywood, diretor ideal para esse tipo de empreitada, entendeu qual era o serviço e resolveu fazer um filme ainda melhor (ironia, entendeu, entendeu?) do que O Código Da Vinci. Acelerou bastante o ritmo, injetou toneladas de CGI, cortou o cabelo do Tom Hanks, pediu uma trilha descaradamente brega – que lembra os bons tempos do Enigma – ao James Horner e ainda criou uma das cenas mais deliciosamente cara de pau dos últimos tempos, protagonizada por Ewan McGregor nos céus do Vaticano sob os olhares de “what the fuck?” de centenas de figurantes. Bem, o cara conseguiu: inventou uma nova marca na escala para gigantismo e mandou a megalomania do autor para a estratosfera (ou quase isso).

E eu que o achava, até alguns meses atrás, um dos diretores mais desprovidos de talento de Hollywood, dono de filmes absolutamente desinteressantes como Uma Mente Brilhante ou Um Sonho Distante. Mas aí o homem faz Frost/Nixon, elegantíssimo filme político, bem dirigido, interpretado, fotografado e editado e quem diz o “what the fuck?” sou eu. Howard ganhou meu respeito e deu pra entender este seu novo longa como um respiro depois de um filme infinitamente mais difícil de se fazer com sobriedade. Aqui, ele fuma do mesmo cachimbo de Dan Brown, apaga a sobriedade e pisa no acelerador sem o mínimo pudor de parecer um golpista. É genial que existam filmes tão sem vergonha quanto Anjos & Demônios.

Anjos & Demônios EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
[Angels & Demons, Ron Howard, 2009]

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Deixa Ela Entrar

Deixa Ela Entrar

Raríssimo exemplar de cinema que sabe inserir o fantástico nos modelos clássicos de gênero. Deixa Ela Entrar é a típica história do garoto perseguido na escola cuja vida ganha uma reviravolta com a chegada de uma menina à vizinhança. A diferença é quem é a mocinha e que segredos ela guarda. O desenrolar do filme segue uma estrutura igualmente clássica, com a aproximação dos dois, a revelação do drama e o confronto com os rivais, mas sempre inserindo a isso o elemento extra. Fazer isso na intensidade correta, mantendo a dramaturgia em alta, deixando cada cena deliciosa, sem recorrer a mecanismos fáceis como trilha e câmera frenéticas e, o mais importante, levando a sério o que poderia ser tratado como festa é o maior acerto do diretor Tomas Alfredson. A dupla de protagonistas garante um espetáculo à parte, com destaque para a menina Lina Leandersson.

Deixa Ela Entrar EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
[Låt den Rätte Komma in, Tomas Alfredson, 2008]

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Pérolas pop dos anos 70

Resolvi me aventurar por algumas das pérolas pop que o cinema nos presenteou na década de 1970. A primeira leva está aqui:

John Hough

A Casa da Noite Eterna EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
The Legend of Hell House, John Hough, 1973

Este é possivelmente um dos melhores filmes de casa assombrada já feitos. Richard Matheson, mestre do fantástico, adaptou sua própria novela e John Hough soube criar cenas realmente assustadoras a partir dela, sobretudo na primeira metade do filme, como o ataque ao físico na sala de jantar e todas as cenas envolvendo a personagem de Pamela Franklin, uma jovem médium amalucada, no quarto. Por sinal, a própria escolha de Pamela deixa clara a intenção dos produtores: ela é a menina da mansão assombrada de Os Inocentes (1961), um dos maiores filmes do gênero. Pamela e Roddy McDowall, um dos atores mais legais dos anos 70, são os destaques do elenco. O filme perde o ritmo no final com muita explicação, mas até lá faz o que todo bom filme de terror deveria fazer: recicla nosso medo do desconhecido e assusta para valer.

George A. Romero

O Despertar dos Mortos EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Dawn of the Dead, George A. Romero, 1978

Não dá pra achar este filme menos do que genial. Se A Noite dos Mortos-Vivos (1968), indicava que Romero tinha muito mais a dizer na pele dos zumbis do que se supõe que um filme de terror esteja interessado, esta sequência radizaliza nossa experiência. Se de um lado temos a aventura de sobrevivência de quatro sobreviventes (da epidemia de mortos-vivos) trancados num shopping, do outro temos um filme interessado em questionar em uma série de camadas o consumismo, o capitalismo e até nossas formas de organização social com uma ironia refinada e voraz.

Victor Erice

O Espírito da Colmeia EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
El Espirito de la Colmena, Victor Erice, 1973

O belíssimo filme de Victor Erice é não apenas um espetáculo visual (fotografado por sinal por um cinegrafista que começava a perder a visão), mas também é um impressionante e elaborado inventário sobre a solidão de uma família. Em nenhuma cena, os quatro personagens – pai, mãe e as duas filhas – aparecem juntos. A única sequência em que isso se ensaia, na mesa do café da manhã, os quatros são enclausurados pela montagem, que condena cada um a um quadro diferente. É a cena em que estão mais próximos e mais distantes. Além disso, Erice flerta com o fantástico (e com a história da Espanha, com o Franquismo) ao evocar o Frankenstein de James Whale para assombrar a pequena aldeia onde o filme se passa. A molequinha Ana Torrent, graciosa, tem uma das maiores perdormances infantis que o cinema já viu.

Michael Anderson

Fuga do Século 23 EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Logan’s Run, Michael Anderson, 1976

Nada como uma revisão para destruir suas memórias. Lembro que eu vi este filme pela primeira vez na extinta TV Manchete, numa tarde de sábado. E havia adorado. A visão do futuro que o longa apresenta parecia assustadoramente real, mas hoje ela é mais como um rascunho dos futuros mais palpáveis de Aldous Huxley ou William Gibson. Apesar de ainda ser uma experiência bastante divertida, o filme peca bastante na direção de arte: há vários acertos que lhe valeram até uma indicação ao Oscar, mas boa parte dos cenários e os figurinos à moda grega tiram muito da credibilidade do longa.

Richard Fleischer

No Mundo de 2020 EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
Soylent Green, Richard Fleischer, 1973

Menos de dez anos depois de ter ganho o Oscar por Ben-Hur (1959), Charlton Heston virou o rei da ficção-científica B. Depois de O Planeta do Macacos (1968) e A Última Esperança da Terra (1971), ambos deliciosos, ele estrelou esse No Mundo de 2020 que traz um futuro mais palpável, mas que carece de uma trama que sustente melhor as previsões/denúncias que o filme traz. A cena do levante popular, com pessoas sendo retiradas das ruas com escavadeiras, é a mais impressionante. O destaque maior é para o último papel de Edward G. Robinson, que já estava ficando surdo.

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Star Trek

Star Trek

Star Trek é um filme para fãs. E Star Trek é um filme para leigos. O longa de J.J. Abrams, que reintroduz os personagens de Gene Roddenberry no cinema, atende todo o tipo de espectador, o que dá uma inédita universalidade ao material. Pela primeira vez, ao que parece pelo menos, é revelada a origem de Kirk e Spock e, a partir daí, é mostrada a formação da tripulação da Enterprise, com alguma liberdade na introdução dos personagens. Mexer num universo com mais de 40 anos de história, dezenas de derivados e uma legião de seguidores é extremamente delicado, mas Abrams e um par de roteiristas conseguiram dar conta do maior desafio de qualquer adaptação: criar uma história sólida, que respeita a obra original, sem se tornar refém dela, ao mesmo tempo em que apresenta uma capacidade de se comunicar com o espectador por si só.

E isso é bastante para alguém como Abrams, produtor e roteirista experiente, mas um diretor que ainda dá os primeiros passos. Assinou onze episódios de séries de TV, entre elas Lost, que tem seguidores tão fervorosos quanto Star Trek, mas só tinha um longa no currículo, Missão: Impossível III, cujo resultado foi apenas mediano. Se seu passado no cinema não o credenciava para esta jornada nas estrelas, Abrams foi buscar na TV a inspiração que precisava para a nova empreitada. A espinha dorsal do novo Star Trek se alimenta essencialmente das viagens no tempo e suas consequências, mola mestra para Lost, que permite que o diretor faça um carinho nos fãs ao permitir que Leonard Nimoy retome seu papel como Spock. Todas suas cenas devem causar arrepios nos trekkers. Todas são justificadas.

Se a presença do velho Spock agrada pela nostalgia imediata, Zachary Quinto se mostra à altura para assumir o papel. Um papel naturalmente muito difícil porque lida basicamente com a negação da emoção. E isso não tem nada a ver com má interpretação. Quinto evoca o Spock clássico, mas também sabe fazer seu personagem existir isoladamente. E quem duvidava da escolha de Chris Pine como o capitão Kirk, como eu, vai ter uma surpresa. Pine segura o papel muito bem – boa parte do filme está em suas costas -, e tem alguns momentos brilhantes, em que consegue traduzir e homenagear a impulsividade e o espírito aventureiro do personagem. Uhura, Sulu e Chekhov também ganharm bons intérpretes, mas o novo dr. McCoy de Karl Urban e o novo sr. Scott de Simon Pegg estão impagáveis e reforçam a linha de humor do filme.

O filme de Abrams ainda se reafirma por uma questão de tecnologia. É inegável que, nos dias de hoje, qualquer filme de ficção-científica feito há 20, 30, 40 anos ganha uma gama de possibilidades, tanto para a confecção do roteiro quanto em termos visuais. Coisa inédita tempos atrás. Star Trek é um escândalo visual: além dos efeitos, a direção de arte é belíssima, seja digital ou não. Mas a estética nunca está em primeiro plano. Sempre é coadjuvante de intérpretes e do roteiro, o grande interesse de Abrams. O diretor nunca está interessado em desfilar referências nem nunca se escora na mitologia da série. Para ele, foi muito mais importante estabelecer uma história independente, redonda, mas que saiba ser fiel ao universo que audaciosamente resolveu invadir. Um filme, literalmente, de respeito.

Star Trek EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
[Star Trek, JJ Abrams, 2009]

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