Monthly Archives: janeiro 2009

6 anos, 100 filmes

Minha sobrinha Julia completará idade nova em setembro. Juju vai fazer 6 anos. Uma eternidade. Minha sobrinha nasceu alguns meses depois da brincadeira mais séria da minha vida, meu blogue de cinema. O Filmes do Chico veio ao mundo meio sem saber o que era exatamente um blogue e se valeria a pena publicar textos (opinativos, parciais e despreocupados) sobre cinema na internet. Seis anos depois só posso dizer obrigado a todos pela companhia, por aturarem minhas respostas mal criadas a comenários e, principalmente, por dividir comigo meu amor pelo cinema. A festa, como no ano passado, virou uma lista com os 100 filmes da minha vida (entre parênteses as posições no ano passado). São os 100 de hoje porque amanhã tudo pode mudar.

Bang Bang

100 (97)
Bang Bang
Bang Bang
Andrea Tonacci, 1970

Mikhail Kalatozov

99 (-)
Sou Cuba
Soy Cuba
Mikhail Kalatozov, 1964

Akira

98 (100)
Akira
Akira
Katsuhiro Ôtomo, 1988

Sidney Lumet

97 (-)
Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto
Before Devil Knows You’re Dead
Sidney Lumet, 2007

O Conformista

96 (91)
O Conformista
Il Conformista
Bernardo Bertolucci, 1970

Vidas Amargas

95 (77)
Vidas Amargas
East of Eden
Elia Kazan, 1955

O Hospedeiro

94 (92)
O Hospedeiro
Gwoemul
Bong Joon-ho, 2006

Febre de Juventude

93 (60)
Febre de Juventude
I Wanna Hold Your Hand
Robert Zemeckis, 1978

Antes do Pôr-do-Sol

92 (78)
Antes do Pôr-do-Sol
Before Sunset
Richard Linklater, 2004

Garotos de Programa

91 (87)
Garotos de Programa
My Own Private Idaho
Gus Van Sant, 1991

O Boulevard do Crime

90 (73)
O Boulevard do Crime
Les Enfants du Paradis
Marcel Carné, 1945

Os Excêntricos Tenenbaums

89 (72)
Os Excêntricos Tenenbaums
The Royal Tenenbaums
Wes Anderson, 2001

Na Idade da Inocência

88 (62)
Na Idade da Inocência
L’Argent de Poche
François Truffaut, 1976

Invasores de Corpos

87 (70)
Invasores de Corpos
Invasion of the Body Snatchers
Philip Kaufman, 1978

Zelig

86 (63)
Zelig
Zelig
Woody Allen, 1983

Christophe Honoré

85 (-)
Em paris
Dans Paris
Christophe Honoré, 2006

John Huston

84 (-)
O Tesouro de Sierra Madre
The Treasure of Sierra Madre
John Huston, 1948

The Night of the Hunter

83 (58)
O Mensageiro do Diabo
The Night of the Hunter
Charles Laughton, 1955

Agnès Varda

82 (-)
Cléo das 5 às 7
Cléo de 5 a 7
Agnès Varda, 1962

A Noite

81 (55)
A Noite
La Notte
Michelangelo Antonioni, 1961

Não Matrás

80 (57)
Não Matarás
Krótki Film o Zabijaniu
Krzysztof Kieslowki, 1988

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Top 5 – filmes mais superestimados de 2008

Christopher Nolan

1 Batman: O Cavaleiro das Trevas
Christopher Nolan

Há inúmeros acertos: Heath Ledger, Aaron Eckhart, Gary Oldman, a seqüência do assalto, a do bilhete e a série de aparições de Anthony Michael Hall, que amarram a trama, mas nem tudo são flores. A cena de perseguição é longa e chata, o momento Hong Kong do filme é o supra-sumo do exagero e Christian Bale tem que tomar aulas de teatro. O maior problema do filme é como ele nos implora para significar algo mais. “Why so serious?”, hein?

Matteo Garrone

2 Gomorra
Matteo Garrone

Um esforço para se fazer um raio-x aprofundado do modus operandi da máfia siciliana e, convenhamos, nada mais chato do que olhar uma radiografia. O diretor abre mão de protagonistas, o que ajuda a não desenvolver a contento nenhuma das histórias paralelas, e não estabelece conflitos, o que deve frustar bastante quem espera alguma ação. Um documentário funcionaria melhor.

José Mojica Marins

3 Encarnação do Demônio
José Mojica Marins

O que me incomodou foi que Zé do Caixão ficou meio perdido nesse cenário tão bonito. A interpretação do velho mestre ainda se utiliza dos mesmos trejeitos de 40 anos atrás e parece não acompanhar essa evolução de linguagem. Mesmo sendo fiel a sua filosofia do sangue, o personagem ficou deslocado. As cenas de tortura, que seguem uma linha mais atual do cinema de terror, parecem querer tentar modernizar as coisas, mas há um certo desconforto diante disso tudo.

Na Natureza Selvagem

4 Na Natureza Selvagem
Sean Penn

Dá até para perdoar a concessão hippie de celebrar a revolta contra o status quo e até a jornada de autoconhecimento ao Alasca, mas porque então aquela narração constrangedora da irmã? Por que fazer um uso tatibitate da trilha sonora de Eddie Vedder? As melodias são lindas, mas as letras são de uma pobreza assustadora. O abuso da câmera lenta causa enjôo. O chato é ter que suportar aquele texto em tom supostamente literário, parecendo texto de blogue de pseudo-poeta.

Woody Allen

5 Vicky Cristina Barcelona
Woody Allen

Que ninguém me entenda mal. O filme é bem simpático e é um respiro bom na fase pesada de Woody Allen, ecoando suas comédias dramáticas mais simples e diretas. Mas não deixa de mostrar um Woody Allen em pacote turístico, encantado pelo cenário em que filma, das paisagens à narração. É bom, mas nada especial. Está longe de figurar entre os nmelhores do diretor. Nem a tão elogiada interpretação de Pénelope Cruz faz jus ao auê.

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