Monthly Archives: janeiro 2006

Crime Delicado

Eu realmente me impressiono com a unanimidade em relação a este filme porque, na minha opinião, ele é a primeira bola fora de Beto Brant. O filme, baseado num texto muito pretensioso e pouco convicente de Sérgio Sant’Anna, que tenta incorporar a arte (ou as artes) à, digamos, essência da vida. Isso me soou pedante, metido à besta e mal resolvido. Esta preocupação é o eixo central do roteiro, que deixa escapulir, talvez conscientemente, uma história mais consistente para o protagonista. Os intermezzos com as encenações de teatro são longos demais para um filme tão curto. E a melhor cena – quem diria? – é a protagonizada pelo intragável Cláudio Assis, diretor de Amarelo Manga (2003), que está excelente (e parece bêbado).

Crime Delicado EstrelinhaEstrelinha
[Crime Delicado, Beto Brant, 2005]

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Post de Aniversário

Três anos depois…

Eu juro que nunca imaginaria que fosse chegar neste ponto. A idéia de ter um blogue sobre cinema me parecia meio metida à besta até eu conhecer páginas que me inspiraram, perder a vergonha e fazer isto aqui. Nem sempre as coisas saem como eu quero, nem sempre o tempo permite uma pesquisa ou um texto melhorzinhos. Mas este blogue me dá muito prazer. Com ele, eu conheci pessoas que, mesmo à distância, fazem, de certa forma, parte do meu cotidiano. Foi nele que foi proposta a criação da Liga dos Blogues Cinematográficos e do Alfred. É nele que eu perco a paciência (e a educação) de vez em quando por sempre estou passional demais para falar de um filme de que eu gosto ou não. O Filmes do Chico completa hoje, entre blogger e blogspot, três anos de vida.

Como não poderia deixar de ser, uma lista dos melhores filmes dos três anos de Filmes do Chico:

1 Elefante, de Gus Van Sant.

O filme sobre a construção da verdade.

2 Antes do Pôr-do-Sol, de Richard Linklater.

O filme sobre o amor.

3 Marcas da Violência, de David Cronenberg.

O filme sobre voltar para casa.

4 Reis e Rainha, de Arnaud Desplechin.

O filme sobre estar vivo.

5 Gangues de Nova York, de Martin Scorsese.

O filme sobre violência que cria.

6 O Pântano, de Lucrecia Martel.

O filme sobre querer respirar.

7 Kill Bill: Vol. 1, de Quentin Tarantino.

O filme sobre a mais bela vingança.

8 Clean, de Olivier Assayas.

O filme sobre a fênix.

9 A Viagem de Chihiro, de Hayao Miyazaki.

O filme sobre a imaginação.

10 X-Men 2, de Bryan Singer

O filme sobre a diferença.

e mais: A Última Noite + Um Filme Falado + O Prisioneiro da Grade de Ferro + Terra dos Mortos + A Vida Marinha com Steve Zissou + Encontros e Desencontros + Homem-Aranha 2 + Filme de Amor + Whisky + Escola de Rock

P.S.: obrigado a todos que, de uma forma ou de outra, fizeram parte disso aqui comigo: Marcelo, Tobey, Junior, Léo, Teco, Tiago, Diego, minha adorada Fer, Fabrício, Peerre, Roger, Layo, Guiu, Guilhermes, Filipe, Guga, Janzinha, Ailton, Ana, Sérgio, Antonio, carlos, Pilon, Christopher, William, Wallace, Tata, Chiko, Ed, Rodrigos, Felipes, Walrus, André, Camila, Inagaki, Ícaro, Francis, Gabriel, Miura, Michel, Milton, Paulo, Marvin, Marlonn, Marfil, Marcos, Rudá, Buzz, Tatica, rafael, Vitor, Lemuel, André, Ernesto, Carol, quem eu esqueci de citar e quem nunca deixa comentário.

P.S. 2: comecei a postar no Oscar Buzz minha aposta finais para as indicações ao Oscar, que saem na terça. A lista eu completo ainda hoje, mais tarde.

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Munique

Munique

Quando dirigiu Contatos Imediatos do Terceiro Grau, em 1977, Steven Spielberg definiu para o espectador o que esperar exatamente de um filme seu. São raros os cineastas que têm o dom da manipulação consentida, que conseguem atingir limites dramáticos tão perigosos quanto ele, que usualmente passa de raspão do sentimentalismo por causa da forma direta de se comunicar. Pelo menos, é isso o que eu acho de Spielberg. E eu acho também que ele errou algumas vezes. Mas, de uma maneira geral, Spielberg é um grande diretor.

As críticas a seu trabalho geralmente resvalam no quanto ele abusa dessa capacidade de manipulação em seus filmes. De certa maneira, quem se dispõe a assistir a um trabalho de Spielberg está preparado ou para ser abduzido pelos encantos de suas histórias, ou para refutar a maneira como ele as conta. Sim, porque na mesma medida em que o diretor é grande, o diretor é previsível.

Então, de tão previsível na construção de seus filmes (entendam: eu não acho isso necessariamente ruim), é bem entendível o porquê da recepção fria a Munique, novo filme sério do diretor, que vai de encontro a quase tudo o que Spielberg costuma fazer: o longa é de uma economia dramática impressionante. Razões existem. Acompanhar um grupo de homens cuja missão é assassinar pessoas – por mais que elas sejam terroristas – e fazer com que o espectador se apaixone por eles, tática comum na hora de cativar o público, soaria esquizofrênico num filme clássico de Spielberg. Por isso, a solução foi o distanciamento. Um tom quase documental.

A própria natureza da história a ser contada mendigava este formato, então há uma excelente composição das cenas, que funcionam tanto enquanto tradução dos fatos (não vou entrar no mérito de como os eventos se desenrolaram realmente) quanto na forma de narrativa dramática. Munique lembra muito os filmes sobre espionagem e terrorismo feitos nos anos 70. O tom nostálgico surge na fotografia de Janusz Kaminski, que faz mais um trabalho exemplar nos enquadramentos, movimentos de câmera e na iluminação propositadamente escassa. A sepialização tão excessiva no cinema feito hoje em dia é usada com parcimônia.

Mesmo abraçando o documental, o diretor não se esquiva de uma das coisas que melhor sabe fazer: humanizar suas personagens. Todos os integrantes do grupo ganham atenção em maior ou menor grau. O Avner de Eric Bana, na condição de protagonista, é quem recebe um desenho mais amplo, um homem de família, cuja integridade não é abalada por aceitar a missão em nome de sua pátria. Bana, tão econômico quanto a encomenda, está particularmente bem em cena. Sua performance profissional – e seus questionamentos sobre o ofício – contrastam com os pequenos momentos de explosão pessoal. O bálsamo de ouvir a sonoplastia da filha pelo telefone.

Há um aproveitamenro discreto, mas eficiente de personagens periféricos, como a família mafiosa francesa, a mãe e a esposa de Avner e a primeira-ministra Golda Meir, que mesmo sem um texto particularmente notável, ganha uma performance notável de Lynn Cohen. Acho injustas e mal colocadas as acusações de “defesa” da causa judaica porque a análise sobre os eventos não me parece assumir partidos. Não se trata de imparcialidade, mas de foco. Há, inclusive, uma bela cena entre um judeu e um árabe numa discussão sobre terra, lar, casa. Para Spielberg, o que importa não é a política. Nem exatamante a ética. O que conta é a porrada nos ouvidos de quem aperta o botão.

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[Munich, Steven Spielberg, 2005]

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Impulsividade e A Lula e a Baleia

Impulsividade

O filme de estréia de Mike Mills tem a melancolia e a inquietação que faltam na maioria dos indies norte-americanos de hoje em dia, como Hora de Voltar, de Zach Braff. Atualmente é lei ter personagens perdidas no mundo, mas geralmente isso resulta em falta de direção e em falta do que dizer. O grande trunfo deste filme é saber muito bem para onde ir e usar isso em seu favor. O protagonista alguém que começa a se confrontar com um mundo mais palpável e tem que saber atravessar estas mudanças. Sua luta se materializa em largar o hábito de chupar o dedo.

Com um ponto de partida tão assumidamente bobo, Impulsividade vai além de todos seus primos. Passa raspando nos clichês do cinema-indie-para-festivais norte-americano, mas quase sempre sai com inteligência destas armadilhas. É aí que ele se torna sério, maduro. Há uma bela discussão sobre maturidade. O tempo e o espaço são sempre limítrofes. Tal qual sua personagem principal, o filme mora naquele hiato entre a adolescência e a idade adulta, o que permite que ele seja sério com frescor, que ele seja jovem com maturidade. Lou Taylor Pucci é ótimo, assim como seu irmão, melhor ainda, mas o destaque do elenco é mesmo Vincent D’Onofrio, no melhor papel pós-Nascido para Matar, que está brilhante como um homem resignado, conformado com o que já se estabeleceu.

A Lula e a Baleia

A Lula e a Baleia é uma das melhores crônicas familiares norte-americanas em muito tempo. Faz uma belíssima mistura de melancolia com referências pop (seja nas citações do roteiro, seja na trilha) sem aquele quê de “olha como eu sou inteligente” e consegue dar densidade aos dramas das personagens, em plenos anos 80, a década perdida. O elenco é uma pérola: desde os dois garotos a Laura Linney, sempre bem, e Jeff Daniels, talvez no melhor papel (e interpretação) da sua carreira.

Há uma cena muito boa. Enquanto o protagonista, abalisado por sua pequena crise pessoal, se permite sair do prumo e fazer algumas loucuras (com a cumplicidade dos pais), seu pequeno irmão, de uns 12 anos, tem que segurar a onda da casa e solta a melhor frase do filme: “você acha que é fácil ser o normal?”.

Os “filmes sobre famílias” geralmente morrem na intenção, mas aqui o resultado é riquíssimo. O esfacelamento da família, que desmorona devagarzinho, com as personagens se sustentando suas relações umas com as outras por um fio, surge não como determinista ou definitivo, mas na forma de procura pelo ideal, pela plenitude. Noah Baumbach é o co-roteirista de um dos melhores filmes lançados no ano passado no Brasil: A Vida Marinha com Steve Zissou. Não é à toa que Wes Anderson produz este filme. Baumbach traz dos filmes de seu colega a mesma intimidade com a falta de perspectiva que Anderson traduz tão bem. Uma meta de muitos e uma realidade para pouquíssimos.

Impulsividade EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha½
[Thumbsucker, Mike Mills, 2005]

A Lula e a Baleia EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha½
[The Squid and the Whale, Noah Baumbach, 2005]

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Fênix

Fênix Negra.

Estou começando a colocar fé em X-Men 3.

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Clean e Amor em Jogo

Clean EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, Olivier Assayas

Acabei de rever Clean. Definitivamente meu filme do ano. Um texto tão simples, uma maneira tão simples de se contar uma história. Olivier Assayas é muito plácido ao acompanhar os desacertos de sua personagem, sem nunca deixar de demonstrar paixão irrestrita por ela. Diretores apaixonados por suas personagens sempre me conquistam. Assayas trata tudo de maneira tão simples, conduz cada detalhe de forma tão cotidiana, que é estranho que não tenha absorvido nenhum lugar comum. Mesmo nos diálogos entre mãe e filho, que hoje me pareceram um pouco além da idade do garoto, Assayas busca a naturalidade. Maggie Cheung perfeita, Nick Nolte magnífico e uma aparição pequena e irretocável da Jeanne Balibar. Na área técnica, eu gosto de tudo: fotografia, montagem com fades que interrompem as cenas nos momentos certos. Assayas não permite a verborragia. Ele é econômico. As duas canções que Maggie Cheung canta no filme são lindas: “She Can Tell You” (ouvida por Beatrice Dalle na fita e que sobe com os créditos) e “Down in the Light”, na cena do estúdio.

Amor em Jogo EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha, Peter e Bob Farrelly

Fui ver muito empolgado com os elogios e com a meia hora que me fez descobrir o quão bonito é Amor em Jogo, mas não me envolveu muito. Acho que começa bem melhor do que termina, embora seja um filme bonito, sensível e bem maduro. A primeira meia hora é arrebatadora, desenhada com uma invejável tranquilidade, apresentando e dando consistência às personagens. O protagonista é meio apático. Fiquei imaginando durante o filme inteiro o que um Jim Carrey faria com aquela personagem. Mas o que mais me impressionou foi como os Farrelly estilizaram seu cinema, no sentido de evolução mesmo. O filme não é de riso fácil, mas de riso solto.

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Mistérios da Carne

Memórias secretas

Há bem mais poesia em mais uma tentativa de mergulho de Gregg Araki no quê marginal das pessoas comuns do que em qualquer outro filme seu. A melancolia que o diretor empresta a suas personagens diferentes é legítima e impressionantemente pessoal, já que o filme é sua primeira experiência com uma história que não é sua. O diretor consegue um equilíbrio perfeito entre as narrativas que caminham paralelas durante o todo o longa e somente se encontram no final. Os dois meninos estão muito bem nos papéis, difíceis. Um filme sobre abuso infantil provavelmente nunca foi tão onírico.

O mistério proposto pela trama é o que de menos importa. É o caminho para chegar na sua solução que revela os processos íntimos dos dois protagonistas. E Araki é extremamente generoso com suas personagens, mesmo quando elas estão em apuros. Ambos têm espaço suficiente para desenvolver suas “buscas” (ô palavrinha chata e mal empregada, sempre clichê). No fim, Mistérios da Carne é justamente um filme sobre encontrar seu espaço, entender sua história. Ou seja, um dos temas mais batidos do universo. Mas Araki só entrega o jogo no final e é lá que a gente tem certeza de que este filme é um belo filme.

Mistérios da Carne
Mysterious Skin, Estados Unidos / Holanda, 2004.
Direção, Montagem e Roteiro: Gregg Araki, baseado em livro de Scott Heim.
Elenco: Joseph Gordon-Levitt, Brady Corbet, Elisabeth Shue, Michelle Trachtenberg, Bill Sage, Jeffrey Licon, Lisa Long, Chris Mulkey, Richard Riehle, David Lee Smith, Ryan Stenzel, Mary Linn Rajskub, Billy Drago, Chase Ellison, George Webster, Rachael Nastassja Kraft, Riley McGuire.
Fotografia: Steve Gainer. Direção de Arte: Devorah Herbert. Figurinos: Alix Hester. Música: Harold Budd e Robin Guthrie. Produção: Gregg Araki, Jeffrey Levy-Hinte e Mary Jane Skalski. Site Oficial: Mistérios da Carne.Duração: 99 min.


nas picapes: Let The Sun Shine In, Frente!.

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2046

2046

Uma das principais características do cinema de Wong Kar-Wai é sua capacidade de contar uma história com um grande suporte visual. O último episódio de Eros, filme dividido em três, tem a assinatura do cineasta. É justamente ele quem salva o longa de um fracasso completo já que as duas primeiras partes seguem caminhos bem estranhos. A delicadeza, de apuro imagético e de cuidado com a temática, de A Mão é irmã do que ele faz nos últimos trabalhos. Cada imagem está lá por um motivo.

Há muitos momentos de obra-prima neste engenhosíssimo novo filme, que retoma a personagem de Tony Leung Chi-Wai em Amor à Flor da Pele (2000), o escritor que se hospeda em frente ao quarto 2046. À medida em que somos apresentados, uma a uma, a cada uma das mulheres que vão passar pela vida do protagonista, a trama se desdobra e conhecemos também a história de ficção-científica paralela que ele escreve. Para apresentá-la, Kar-Wai se esforça para criar um belíssimo conjunto de camadas de tempo e espaço em que a ação se mistura e literatura e história se confundem.

A grande sacada é como o diretor utiliza essa estrutura em favor da própria narrativa. Nada soa gratuito. O resultado poderia ficar a um passo do equívoco, da predileção integral pela literatura, mas isso não acontece porque o cineasta é um amante da forma e consegue fazer não apenas uma fotografia belísissima em cores, filtros e enquadramentos, mas torná-la essencial para a concepção geral do filme. É ela que traduz a beleza das mulheres, a inquietação do protagonista, que dita o ambiente quase onírico imposto à ação, mas que também sabe se tornar realista quando o filme assim necessita. Fotografia que consegue ser mais bonita do que a do filme anterior. Que, por mais calculada que seja, consegue captar uma certa inocência das personagens.

2046 – Os Segredos do Amor EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
[2046, Wong Kar-Wai, 2004]

 

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Heróis Imaginários

Dan Harris é mais habilidoso em contar histórias de heróis de verdade. Não que Heróis Imaginários, sua estréia na direção, seja um filme ruim. Ele é apenas um filme que não acontece. Muito aquém do trabalho que Harris fez no segundo longa dos X-Men para o cinema, quase uma obra-prima, onde assinou o roteiro. Com personagens mais reais, o diretor ficou menos à vontade para inventar e, quando tenta isso, geralmente caminha para soluções estranhas, calcadas na imobilidade de suas personagens.

Heróis Imaginários tem um belo ponto de partida: como uma família sobrevive à morte de um ente querido, o ídolo da casa? Mas não sabe muito bem o que fazer com suas personagens. Jeff Daniels é largado pela trama até a meia hora final. Sigourney Weaver protagoniza algumas cenas constrangedoras, com momentos nonsense (não estou certo se intencionalmente ou não), e, por fim, o bom Emile Hirsch demora para encontrar uma linha de interpretação. Na ânsia de encontrar novos “momentos família” e fugir das fórmulas, Harris parte para situações menos óbvias e menos realistas ou relevantes.

A única cena que escapa ilesa é o abraço entre pai e filho. Mas isso não é tudo. Falta a Heróis Imaginários a tristeza sincera e o incômodo legítimo. Um filme que recorre a desvios de roteiro estranhos e que não combinam com nada. É curioso que a melancolia perdida deste filme foi encontrada num outro filme estrelado por Jeff Daniels, A Lula e a Baleia, belíssimo longa independente que encontra uma forma original e bonita de falar de um núcleo familiar desfeita.

Heróis Imaginários EstrelinhaEstrelinha
[Imaginary Heroes, Dan Harris, 2004]

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Shelley Winters

Shelley Winters morreu hoje. Uma atriz maravilhosa.

Um Lugar ao Sol (George Stevens, 1951) + O Mensageiro do Diabo (Charles Laughton, 1955) + O Diário de Anne Frank (Robert Wise, 1959) + Lolita (Stanley Kubrick, 1962) + Como Conquistar as Mulheres (Lewis Gilbert, 1966) + O Destino do Poseidon (Ronald Neame, 1972) + O Inquilino (Roman Polanski, 1976)

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