Monthly Archives: maio 2005

O filme do mês?

Melhor do que os filmes do Tim Burton? É o que dizem alguns sortudos que viram o longa de Christopher Nolan numa pré-estréia para jornalistas no Japão. Bem, Michael Keaton era um Bruce Wayne deslocado mesmo, mas a idéia de um mentor me incomoda um pouco. A seleção de elenco é bem legal: Gary Oldman, Ken Watanabe e Michale Caine. Christian Bale pode provar que cresceu (Psicopata Americano não vale). Batman, embora eu seja dos discípulos do Superman, é personagem mais complexo entre os grandes nomes da DC Comics. A idéia parece ser manter esta mística. Isso já é uma redenção depois dos carros alegóricos de Joel Schumacher.

Dia 17.

A propósito, tem enquete nova no pop-up: qual é o melhor vilão dos filmes do Batman?

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Cinema doméstico

Crimes em Wonderland começa até bem, inventivo na linguagem, mas depois se perde na própria brincadeira, no exagero na manipulação da câmera e na montagem espertinha. Existe um clima nostálgico, muito bem escorado na trilha sonora do Cliff Martinez, completamente retrô, e na seleção de belos espécimes do rock?n?roll. Do elenco, o Dylan McDermott me supreendeu, bom ator. Mas existem bons momentos da Kate Bosworth, nossa nova Lois Lane, e do Josh Lucas, raivoso.

A versão de 1931 de O Médico e o Monstro pode até não ser um grande filme, mas imprime ao Mr. Hyde uma amoralidade tão complexa que sepulta certas ingenuidades em sua construção e maquiagem datada, que não assusta mais. Rouben Mamoulian acerta porque transforma Fredric March num descarado, completamente livre de convenções sociais. O ator ganhou até o Oscar. O filme também é corajoso, fazendo as transformações em frente às câmeras, num trabalho ousado do fotógrafo Karl Struss.

E para minha surpresa, Quero Ser John Makovich resistiu bem a uma revisão, cinco anos depois. Catherine Keener ainda está maravilhosa e Charlie Kaufman (ou seria Spike Jonze?) tem o mérito de dar consistência ao absurdo do texto. A brincadeira não envelheceu. Pela primeira vez, percebi melhor a belíssima trilha do Carter Burwell, que tem o tom exato do filme, dispersa, etérea, away. Eu sei que muita gente acha que a grande cena do filme é o “Malkovich, Malkovich”, mas a minha favorita continua sendo o flashback do chimpanzé.

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Dia 12.
Gosto dos Outros.
Filipe Furtado.

E a Liga dos Blogues Cinematográficos, que agora tem a honra de ter como membro o cineasta Carlos Reichenbach, começou a analisar os pedidos de novos integrantes. Saiba tudo aqui.

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Resultado da enquete:
Qual o melhor filme de Woody Allen?



20,00% Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (1977) (10 votos)
18,00% Manhattan (1979) (9 votos)
12,00% A Rosa Púrpura do Cairo (1985) (6 votos)
12,00% Desconstruindo Harry (1987) (6 votos)
10,00% Hannah e suas Irmãs (1986) (5 votos)
10,00% Zelig (1983) (5 votos)
6,00% Memórias (1980) (3 votos)
2,00% Interiores (1978) (1 voto)
2,00% Broadway Danny Rose (1984) (1 voto)
2,00% A Era do Rádio (1987) (1 voto)
2,00% A Outra (1988) (1 voto)
2,00% Tiros na Broadway (1994) (1 voto)
2,00% Todos Dizem Eu Te Amo (1996) (1 voto)

filmes sem votos: Um Assaltante Bem Trapalhão (1969), Tudo o que Você Sempre Quis Saber sobre Sexo, Maridos e Esposas (1992), Poderosa Afrodite (1995), Poucas e Boas (1999), Dirigindo no Escuro (2002) e Igual a Tudo na Vida (2003).

Total: 50 votos

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Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2004

A versão brasileira do Oscar vai ser entregue esta noite no Rio de Janeiro. Entre as grandes injustiças: não dar nenhuma indicação para Filme de Amor, de Júlio Bressane, e de deixar Silvia Lourenço de fora da disputa como atriz coadjuvante.

filme de ficção

Cazuza – O Tempo Não Pára, de Sandra Werneck e Walter Carvalho
Contra Todos, de Roberto Moreira
Narradores de Javé, de Eliane Caffé
O Outro Lado da Rua, de Marcos Bernstein
Redentor, de Cláudio Torres

documentário

Entreatos, de João Moreira Salles
Fala Tu, de Guilherme Coelho
Língua – Vidas em Português, de Victor Lopes
Peões, de Eduardo Coutinho
O Prisioneiro da Grade de Ferro, de Paulo Sacramento

direção

Cláudio Torres, por Redentor
Eduardo Coutinho, por Peões
Eliane Caffé, por Narradores de Javé
João Moreira Salles, por Entreatos
Roberto Moreira, por Contra Todos

atriz

Camila Morgado, por Olga
Cleo Pires, por Benjamim
Fernanda Montenegro, por O Outro Lado da Rua
Leona Cavalli, por Contra Todos
Myriam Muniz, por Nina

ator

Ailton Graça, por Contra Todos
Caco Ciocler, por Olga
Daniel Oliveira, por Cazuza – O Tempo Não Pára
José Dummont, por Narradores de Javé
Lázaro Ramos, por Meu Tio Matou um Cara
Paulo José, por Benjamim
Raul Cortez, por O Outro Lado da Rua

atriz coadjuvante

Andrea Beltrão, por Cazuza – O Tempo Não Pára
Dira Paes, por Noite de São João
Eliane Giardini, por Olga
Laura Cardoso, por O Outro Lado da Rua
Leandra Leal, por Cazuza – O Tempo Não Pára

ator coadjuvante

Chico Diaz, por Benjamim
Emilio de Mello, por Cazuza – O Tempo Não Pára
Fernando Torres, por Redentor
Gero Camilo, por Narradores de Javé
Nelson Xavier, por Narradores de Javé

fotografia

Hugo Kovensky, por Narradores de Javé
José Roberto Eliezer, por A Dona da História
Ralph Strelow, por Redentor
Ricardo Della Rosa, por Olga
Walter Carvalho, por Cazuza – O Tempo Não Pára

direção de arte

Carla Caffé, por Narradores de Javé
Cláudio Amaral Peixoto, por Cazuza – O Tempo Não Pára
Clóvis Bueno, por A Dona da História
Tiza de Oliveira, por Olga
Tulé Peake, por Redentor

figurino

Bia Salgado, por A Dona da História
Cláudia Kopke, por Cazuza – O Tempo Não Pára
Cris Camargo, por Narradores de Javé
Marcelo Pies, por Benjamim
Paulo Lois, por Olga

maquiagem

Gabi Moraes, por Nina
Guilherme Pereira, por Didi Quer Ser Criança
Juliana Mendes, por Benjamim
Marlene Moura, por Olga
Martin Macias Trujillo, por Redentor

roteiro original

Elena Soárez, Fernanda Torres e Cláudio Torres, por Redentor
Jorge Furtado e Guel Arraes, por Meu Tio Matou um Cara
Luiz Alberto de Abreu e Eliane Caffé, por Narradores de Javé
Marçal Aquino e Heitor Dhalia, por Nina
Marcos Bernstein e Melanie Dimantas, por O Outro Lado da Rua

roteiro adaptado

Fernando Bonassi e Victor Navas, por Cazuza – O Tempo Não Pára
João Falcão, João Emanuel Carneiro e Daniel Filho, por A Dona da História
Jorge Furtado, Glênio Póvoas e Monique Gardenberg, por Benjamim
José Carvalho e Ricardo Pinto e Silva, por Querido Estranho
Rita Buzzar, por Olga

montagem

Daniel Rezende, por Narradores de Javé
Felipe Lacerda, por A Dona da História
Giba Assis Brasil, por Meu Tio Matou um Cara
Sérgio Mekler, por Cazuza – O Tempo Não Pára
Vicente Kubrusly, por Redentor

sonoplastia

André Abujamra, por 1,99 – Um Supermercado que Vende Palavras
Jorge Saldanha, Alessandro Laroca e Armando Torres Júnior, por Olga
Jorge Saldanha, Valdir Xavier e Rodrigo Noronha, por O Outro Lado da Rua
Mark van der Willigen, Beto Ferraz e Armando Torres Júnior, por Redentor
Zezé D’Alice, Valdir Xavier e Rodrigo Noronha, por Cazuza – O Tempo Não Pára

trilha sonora

André Moraes e Caetano Veloso, por Meu Tio Matou um Cara
Antonio Pinto, por Nina
Arnaldo Antunes e Chico Neves, por Benjamim
DJ Dolores, por Narradores de Javé
Guto Graça Mello, por Cazuza – O Tempo Não Pára

filme estrangeiro

21 Gramas, de Alejandro Iñarritu
Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, de Michel Gondry
Diários de Motocicleta, de Walter Salles
Dogville, de Lars von Trier
Encontros e Desencontros, de Sofia Coppola

curta-metragem de ficção

Curta-Metragem Metalinguístico de Baixo Orçamento ou Aceita Mais Café?, de Byron O’neil
Formigas, de Verônica Guedes
A História da Eternidade, de Camilo Cavalcante
Último Raio de Sol, de Bruno Torres
O Xadrês das Cores, de Marco Schiavon

curta-metragem documentário

Da Janela do meu Quarto, de Cao Guimarães
A Figueira do Inferno, de Raoni Vale e Ernesto Teodósio
Ninguém Suporta Glória, de Adriano Lírio e Luzius Rueedi
Santa Helena em Os Phantasmas da Botija, de Petrônio Lorena
Senhora Liberdade, de Caco Souza

curta-metragem de animação

Desventuras de um Dia ou a Vida Não é um Comercial de Margarina, de Adriana Meirelles
O Fantasma da Ópera, de Ale Mchaddo
Nave Mãe, de Otto Guerra e Fábio Zimbres
Quando Jorge Foi à Guerra, de Tadao Miaqui
O Vento, de Sávio Leite

se eu votasse:

filme de ficção: Narradores de Javé, de Eliane Caffé
documentário: O Prisioneiro da Grade de Ferro, de Paulo Sacramento
direção: João Moreira Salles, por Entreatos
atriz: Fernanda Montenegro, por O Outro Lado da Rua
ator: Daniel Oliveira, por Cazuza – O Tempo Não Pára
atriz coadjuvante: Laura Cardoso, por O Outro Lado da Rua, pela falta de opção
ator coadjuvante: Gero Camilo, por Narradores de Javé
fotografia: Walter Carvalho, por Cazuza – O Tempo Não Pára
direção de arte: Tulé Peake, por Redentor
figurino: Cláudia Kopke, por Cazuza – O Tempo Não Pára
maquiagem: Martin Macias Trujillo, por Redentor
roteiro original: Luiz Alberto de Abreu e Eliane Caffé, por Narradores de Javé
roteiro adaptado: Fernando Bonassi e Victor Navas, por Cazuza – O Tempo Não Pára, pela falta de opção
montagem: Daniel Rezende, por Narradores de Javé
sonoplastia: Zezé D’Alice, Valdir Xavier e Rodrigo Noronha, por Cazuza – O Tempo Não Pára
trilha sonora: DJ Dolores, por Narradores de Javé
filme estrangeiro: Encontros e Desencontros, de Sofia Coppola

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A comédia de uma vida trágica

Melinda e Melinda guarda muitas semelhanças com o filme anterior de Woody Allen, Igual a Tudo na Vida (2003): sem ser um grande trabalho, é bem escrito, tem boas interpretações e é, sobretudo, bem coerente e fechadinho, enterrando de vez o pobre Dirigindo no Escuro (2002). Allen se apropria do famoso “o que aconteceria se” para brincar com a metalinguagem e desenvolver duas conduções para a história de uma mulher. É curioso perceber que, apesar de conseguir contar com êxito as duas tramas – seguindo linhas dramáticas e cômicas, o que para ele são separadas por uma linha muito tênue – a solução encontrada para a intervenção incomoda depois que as histórias começam a ser trabalhadas. Parecem querer justificar o que não precisa mais de justificativa. Parecem querer apenas revelar o escritor.

Vilmos Zsigmond, como habitual, capricha no manejo da câmera, mesmo que a imagem não seja o foco do filme. Todas as cenas externas ganharam tratamento especial (a conversa entre Hobie e o amigo no parque é a melhor). Radha Mitchell, que vinha do medíocre Em Busca da Terra do Nunca (Marc Foster, 2004), surpreende como as personagens-título, em duas performances boas, a fofa e a neurótica. Ela assume o alter ego de Woody numa das histórias e Will Ferrell, ótimo até o momento em que passa a imitar Allen, assume a vaga na outra. Ao contrário do longa anterior, os coadjuvantes têm vida própria além dos protagonistas, mas o mais interessante do filme talvez seja justamente o fato de que as duas histórias não guardam qualquer relação uma com a outra, mas somente fazem sentido juntas.

MELINDA E MELINDA
Melinda and Melinda, Estados Unidos, 2004.
Direção e Roteiro: Woody Allen.
Elenco: Radha Mitchell, Chloë Sevigny, Amanda Peet, Will Ferrell, Jonny Lee Miller, Chiwetel Ejiofor, Wallace Shawn, Stephanie Roth Haberle, Josh Brolin, Zak Orth, Steve Carell, Andy Borowitz, Brooke Smith, Larry Pine, Matt Servitto, Arija Bareikis, Shalom Harlow, Vinessa Shaw, David Aaron Baker, Christina Kirk, Daniel Sunjata, Geoffrey Nauffts.
Fotografia: Vilmos Zsigmond. Direção de Arte: Santo Loquasto. Montagem: Alisa Lepselter. Figurinos: Judy Huskin Howell. Produção: Letty Aronson. Site Oficial: Melinda e Melinda.

rodapé: aproveitando a deixa, uma nova enquete como pop up desta página: qual o melhor filme de Woody Allen?

nas picapes: I´m Thru with Love, Woody Allen.

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Um conto do deserto

O trailer de Casa de Areia me levou cheio de preconceitos ao cinema. Mas o que parecia um exercício exibicionista intelectualóide, nos moldes de Abril Despedaçado (Walter Salles, 2002), é, em grande parte, um belo filme. Andrucha Waddington, longe das toneladas de filtros que impregnavam Eu Tu Eles (2000), consegue seu trabalho mais cinematográfico, como observaram vários companheiros blogueiros. A câmera do filme é impressionantemente cuidadosa com as dunas, se sustenta mais na composição do que na cor, criando alguns dos quadros mais bonitos do ano. A ausência quase completa de música intensifica a atmosfera ríspida do texto e, curiosamente, não sugere intervenção, mas naturalismo.

A história de perdição de mãe e filha, ainda que costure uma série de referências meio óbvias, não recorre a maneirismos ocos que fazem sucesso em vários dos longas anteriores da Conspiração Filmes. O que há é um cruel baque no ritmo do texto na meia hora final, o que poderia ter sido resolvido com um editor mais presente. No entanto, Fernanda Torres sobrevive intacta à tempestade de areia, bonita (sendo feia) e grande atriz, seja na mulher forte da personagem-mãe ou na encantadora amoralidade da personagem-filha. É seu maior papel. Há quem enxergue apropriações exageradas de Antonioni no filme de Waddington. Eu não. Eu acho que ele finalmente não teve medo de mostrar suas referências e, em meio a alguns bons tropeços, fez um belo filme.

CASA DE AREIA
Casa de Areia, Brasil, 2005.
Direção: Andrucha Waddington.
Roteiro: Elena Soárez, baseado em argumento de Elena Soárez, Luiz Carlos Barreto e Andrucha Waddington.
Elenco: Fernanda Torres, Fernanda Montenegro, Seu Jorge, Luiz Melodia, Stênio Garcia, Ruy Guerra, Emiliano Queiroz, Enrique Diaz, João Acaiabe, Camilla Facundes, Haroldo Costa, Jorge Mautner e Nélson Jacobina.
Fotografia: Ricardo Della Rosa. Direção de Arte: Tulé Peake. Música: Carlo Bartolini e João Barone. Montagem: Sérgio Mekler. Figurinos: Cláudia Kopke. Produção: Leonardo Monteiro de Barros, Pedro Guimarães, Pedro Buarque de Hollanda, Andrucha Waddington, Luiz Carlos Barreto, Lucy Barreto e Walter Salles. Site Oficial: Casa de Areia.

nas picapes: Amor e Restos Humanos, Wado.

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Resultado da enquete:
Qual a melhor adaptação de Stephen King?



49,06% O Iluminado (80), de Stanley Kubrick (26 votos)
16,98% Carrie, a Estranha (76), de Brian De Palma (9 votos)
13,21% Um Sonho de Liberdade (94), de Frank Daranbont (7 votos)
9,43% Louca Obsessão (90), de Rob Reiner (5 votos)
5,66% Na Hora da Zona Morta (83), de David Cronenberg (3 votos)
1,89% A Hora do Lobisomem (85), de Daniel Attias (1 voto)
1,89% Conta Comigo (86), de Rob Reiner (1 voto)
1,89% O Aprendiz (1998), de Bryan Singer (1 voto)
zero Cemitério Maldito (87), de Mary Lambert (nenhum voto)
zero A Metade Negra (93), de George A. Romero (nenhum voto)

Total: 53 votos

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Cannes 2005

E os irmãos Dardenne ganharam de novo a Palma de Ouro. Seis anos depois de Rosetta (1999), a dupla leva o prêmio principal do Festival de Cannes. Como eu não vi nenhum dos dois filmes deles – acho O Filho, 2002, incômodo – não sei o resultado foi merecido, mas com certeza não foi uma grande surpresa. Pelo menos, a vitória foi muito melhor do que a do ano passado, quando o Michael Moore e sua apelação levaram o prêmio. O júri do Kusturica ainda lembrou do Jim Jarmusch, outro favorito. Duas premiações para o filme do Tommy Lee Jones depois da sua exclusão sumária da competição pela Câmera de Ouro, o prêmio para os estreantes. O que será que chega para o Festival do Rio e para a Mostra de Sampa?

Palma de Ouro
L’Enfant, de Jean-Pierre e Luc Dardenne (Bélgica)

prêmio especial do júri
Broken Flowers, de Jim Jarmusch (Estados Unidos)

prêmio do júri
Shanghai Dreams, de Wang Xiaoshuai (China)

direção
Michael Haneke, por Hidden (Áustria)

melhor ator
Tommy Lee Jones, The Three Burials of Melquiades Estrada (Estados Unidos)

melhor atriz
Hanna Laslo, Free Zone (Israel)

melhor roteiro
The Three Burials of Melquiades Estrada, Guillermo Arriaga (Estados Unidos)

Câmera de Ouro
Me and You and Everyone We Know, Miranda July (Estados Unidos), e The Forsaken Land, Vimukthi Jayasundara (Sri Lanka)

melhor curta-metragem
Wayfarers, de Igor Strembitskyy (Ucrânia)

Engraçado: no ano passado, assim como hoje, dia do resultado de Cannes, era dia de plantão.

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