Monthly Archives: fevereiro 2005

Oscar 2005: o penetra que deu certo

Numa festa onde o que se achava que seria, foi, o uruguaio Jorge Drexler apareceu como maestro. Impedido de cantar a canção que ele mesmo compôs para Diários de Motocicleta, Drexler, quando teve o nome surpreendentemente anunciado na condição de vencedor, foi ao palco, cantou um trecho de sua bela música e se retirou com um educado tchau de protesto. Antes disso, o compositor teve o infortúnio de assistir Antonio Banderas e Carlos Santana deturpando e distorcendo “Al Outro Lado del Rio”, numa escolha lamentável feita pela Academia de Artes de Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos.

Martin Scorsese, meu favorito da noite, voltou mais uma vez para a casa sem seu prêmio. O Oscar que já havia ido para Roman Polanski (numa eleição de reparação política), Robert Redford (numa injustiça monumental) e para John G. Avildsen (num ano em que o mestre nem conseguiu ser indicado), desta vez foi parar nas mãos de Clint Eastwood. Menos mal. Clint merece louros por ter transformado um dramalhão num filme bem dirigido. Muito bem dirigido. No entanto, O Aviador, visto com olhos preconceituosos por muita e muita gente, tinha um trabalho talvez mais excepcional. Trabalho que merecia todos os créditos.

Menina de Ouro não apenas ganhou os prêmios de filme e direção, como fez com que Hillary Swank, realmente num momento luminoso, conseguisse o êxito de um segundo Oscar em seis anos. Bateu Annette Bening outra vez. Uma categoria em que a lei da compensação não valeu. Lei que elegeu Morgan Freeman, correto e igual a tudo o que faz no mesmo filme de Swank. Numa categoria com interpretações corretas, a idade e o carisma de Freeman fizeram peso na balança.

Cate Blanchett, vejam só, foi o prêmio mais importante de O Aviador. Seu desempenho, realmente afetado nas primeiras cenas cresce ao longo do filme e nos devolve à grande atriz que ela é. Venceu Virginia Madsen, que está linda em Sideways, que ficou com um prêmio bastante esperado de roteiro adaptado. Entre os originais, um ufa com o anúncio da vitória de Charlie Kaufman pelo belo Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, um filme que poderia sofrer com sua juventude. Como na Academia, quem manda é a idade, foi uma decisão muito bem vinda.

A premiação de Jamie Foxx, discurso da vovó do ano, por Ray foi, além de esperada, de certa forma, feliz. Bom ator, Foxx, apesar da caricatura, foi bem honesto ao viver Ray Charles, embora o ator do ano tenha sido Leonardo Di Caprio (que foi com a Giselle, o contrato deixou…). O que o filme de Foxx não merecia foi ganhar na sonoplastia. Pareceu homenagem póstuma ao compositor retratado no longa. Todos os demais candidatos eram melhores.

Mar Adentro ganhou como filme estrangeiro, categoria que precisa ter as regras mudadas para ser justa de verdade. Sorte que o filme era realmente muito bom, apesar de terem ignorado a excelência da interpretação de Javier Bardem. E Os Incríveis, que não tinha concorrente à altura como filme de animação, ainda somou uma estatueta pela edição de som, roubando – um roubo delicioso, por sinal – um segundo prêmio para Homem-Aranha 2, Oscar de efeitos visuais e, que se o mundo fosse justo, estaria entre os melhores filmes do ano.

Sem os Oscars principais, O Aviador levou merecidamente quase todos os prêmios técnicos: fotografia (único questionável pelo excesso de filtros), montagem, direção de arte e figurinos. Nos dois últimos, vencendo sem dó a fantasia de Desventuras em Série, que arrancou a vitória em maquiagem das mãos de Jesus (ainda bem…). Em Busca da Terra do Nunca ficou com o único que merecia, melhor trilha sonora. Se alguém acha que existe a categoria “filme feito para o Oscar”, alcunha atribuída para o filme errado neste ano, deveria assistir esse aqui.

As categorias secretas, aquelas em que a gente quase nunca sabe quem são os indicados (curtas de ação e de animação; documentários longa e curta), eu não vou comentar porque não tenho muito o que falar. As inovações na entrega dos prêmios foram bem vindas. A festa ficou mais animada. O Oscar honorário para Sidney Lumet foi uma bela lembrança para um diretor que fez muita coisa boa (apesar de ter nos dado muita coisa ruim também). Para a Academia, há saldo no fim das contas de 2004, apesar da vergonha que Jorge Drexler, o vingador, deliciosamente fez muita gente passar. Vergonha maior somente a da Rede Globo. Não tanto pelos comentários que, às vezes, resvalavam no mau humor, nem nos tropeços da tradução das vozes masculinas (como de praxe, o lado feminino teve a ótima Elisabete Hart), mas pela decisão feia, infeliz e especialmente injusta com o telespectador, que teve que ver a festa pela metade.

rodapé: Halle Berry ganhou pontos ao ir receber o Framboesa de Ouro de pior atriz. Mulher-Gato não ganhou mais coisa (filme, direção, roteiro) porque os votantes tiveram a esperteza de dar os prêmios de piores ator (George Bush), ator coadjuvante (Donald Rumsfeld), atriz coadjuvante (Britney Spears) e dupla (Bush e Condoleeza Rice) para a tragédia Fahrenheit 11 de Setembro.

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O Oscar dos Meus Sonhos – versão 2005

filme

Antes do Pôr-do-Sol, de Richard Linklater
O Aviador, de Martin Scorsese
Homem-Aranha 2, de Sam Raimi
Os Incríveis, de Brad Bird
Mar Adentro, de Alejandro Amenábar

direção

Alejandro Amenábar, por Mar Adentro
Clint Eastwood, por Menina de Ouro
Martin Scorsese, por O Aviador
Richard Linklater, por Antes do Pôr-do-Sol
Sam Raimi, por Homem-Aranha 2

ator

Jamie Foxx, por Colateral
Jamie Foxx, por Ray
Javier Bardem, por Mar Adentro
Leonardo Di Caprio, por O Aviador
Paul Giamatti, por Sideways

atriz

Catalina Sandino Moreno, por Maria Cheia de Graça
Hillary Swank, por Menina de Ouro
Julie Delpy, por Antes do Pôr-do-Sol
Kate Winslet, por Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças
Nicole Kidman, por Dogville

ator coadjuvante

Brad Bird, por Os Incríveis
Javier Bardem, por Colateral
Paul Bettany, por Dogville
Rodrigo de La Serna, por Diários de Motocicleta
Thomas Haden Church, por Sideways

atriz coadjuvante

Cate Blanchett, por O Aviador
Kirsten Dunst, por Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças
Mabel Rivera, por Mar Adentro
Rosemary Harris, por Homem-Aranha 2
Virginia Madsen, por Sideways

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Oscar 2005: apostas finais

Nos últimos dias, virou mania defender a idéia da vitória de Menina de Ouro nas duas principais categorias do Oscar deste ano. A escalada do filme nas bolsas de apostas se deve a três fatores: 1) a crença cega e surpreendentemente enorme de que o carisma de Clint Eastwood manda em Hollywood; 2) o fato de ele ter feito um filme pequeno, carinhoso, pessoal e seu principal rival ser uma superprodução; e 3) a aposta na história azarada de Martin Scorsese em relação ao prêmio. Eastwood passou a ser favorito como diretor e seu filme seguiu o mesmo caminho.

Eu, no entanto, ainda acho que o Oscar, no domingo, será o da compensação. E que Martin Scorsese e seu O Aviador vaõ ganhar muitos prêmios. Se a lei da compensação premiar Scorsese, a justiça terá vindo, ainda que por linhas tortuosas. Seu filme é mesmo o melhor entre os candidatos e merece ganhar o prêmio. Eis as minhas apostas (arriscadas). As listas estão ordem de chances que eu acredito que cada indicado tem:

filme

1 O Aviador, de Martin Scorsese
2 Menina de Ouro, de Clint Eastwood
3 Sideways, de Alexander Payne
4 Ray, de Taylor Hackford
5 Em Busca da Terra do Nunca, de Marc Forster

Todas as minhas fichas para Martin Scorsese e seu O Aviador, premiação embasada pelo guild dos produtores e pelo Globo de Ouro de melhor filme dramático. Acho que vai vencer o filme que é ao mesmo tempo o melhor dos candidatos e o filme que tem mais o perfil do Oscar. Menina de Ouro é um azarão forte, mas eu não acho que mr. Eastwood consiga virar o jogo, apesar de muita gente apostar no filme pequeno. Embora Sideways tenha ganho milhares de prêmios de críticos, suas chances aqui são nulas. As indicações dos dois demais somente se justifica por falta de opção.

num mundo provável: O Aviador, de Martin Scorsese
num mundo possível: Menina de Ouro, de Clint Eastwood
num mundo perfeito: O Aviador, de Martin Scorsese
num mundo perdido: Em Busca da Terra do Nunca, de Marc Forster

diretor

1 Martin Scorsese, por O Aviador
2 Clint Eastwood, por Menina de Ouro
3 Alexander Payne, por Sideways
4 Mike Leigh, por Vera Drake
5 Taylor Hackford, por Ray

Vale a mesma lógica do quesito anterior: acho que ganha Martin Scorsese. Muito difícil a Academia deixar que uma nova derrota faça parte do currículo do diretor. Aqui, acho que as premiações do Globo de Ouro e do guild dos diretores não contarão muito já que Scorsese foi premiado por Gangues de Nova York tanto em um quanto em outro, ao contrário do Oscar. Aqui, o sentimento é de dívida. Clint, Oscar por Os Imperdoáveis, deverá ceder a vez. Os outros não têm chance alguma.

num mundo provável: Martin Scorsese, por O Aviador
num mundo possível: Clint Eastwood, por Menina de Ouro
num mundo perfeito: Martin Scorsese, por O Aviador
num mundo perdido: Taylor Hackford, por Ray

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Oscar 2005: apostas finais

atriz

1 Annette Bening, Being Julia
2 Hillary Swank, Menina de Ouro
3 Imelda Staunton, Vera Drake
4 Kate Winslet, Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças
5 Catalina Sandino Moreno, Maria Cheia de Graça

A mais difícil categoria: o mundo inteiro aposta em Hillary Swank, mas eu vou me arriscar com Annette Bening. A lógica (se é que há): Swank ganhou o prêmio do guild e o Globo de Ouro de atriz dramática, que vale mais do que o de melhor atriz em comédias e musicais, prêmio que foi para Bening. No entanto, o Oscar pode se sentir em débito com a senhora Warren Beatty, que perdeu justamente para Swank (Meninos não Choram) há cinco anos, quando foi indicada por Beleza Americana. Esse débito não existe no guild porque foi Bening quem ganhou essa disputa à época. E no Globo de Ouro, as categorias eram diferentes. Contra Swank, há a idade e o fato de que ganharia um segundo Oscar em pouco tempo. Contra Bening, concorrer por um filme menor, onde somente ela está indicada, e disputar contra um dos filmes favoritos. Nessa briga, Imelda Staunton, em filme de atriz de diretor respeitado, pode ser um azarão de luxo.

num mundo provável: Annette Bening, Being Julia
num mundo possível: Hillary Swank, Menina de Ouro
num mundo perfeito: Kate Winslet, Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças
num mundo perdido: ninguém

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Oscar 2005: aposta finais

ator

1 Jamie Foxx, Ray
2 Clint Eastwood, Menina de Ouro
3 Leonardo Di Caprio, O Aviador
4 Don Cheadle, Hotel Rwanda
5 Johnny Depp, Em Busca da Terra do Nunca

A mais fácil categoria: Jamie Foxx ganha com um pé nas costas. Além de estar ótimo no papel, faz um mito (Ray Charles), ganhou (quase) todos os prêmios do ano, é negro (e nós ainda estamos na época do politicamente correto) e seus principais adversários são um mega-astro que a Academia pode não querer reconhecer como bom ator e um setentão que se sai imensamente melhor como diretor. Clint Eastwood pode ser favorecido caso os acadêmicos queiram preteri-lo em lugar de Martin Scorsese na categoria de direção. Carisma não falta e existe um certo consenso em querer premiá-lo. Di Caprio, excelente, ainda sofre da (má) fama de Titanic

num mundo provável: Jamie Foxx, Ray
num mundo possível: Clint Eastwood, Menina de Ouro
num mundo perfeito: Leonardo Di Caprio, O Aviador
num mundo perdido: Johnny Depp, Em Busca da Terra do Nunca

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Oscar 2005: apostas finais

atriz coadjuvante

1 Cate Blanchett, O Aviador
2 Virgina Madsen, Sideways
3 Natalie Portman, Closer
4 Laura Linney, Kinsey
5 Sophie Okonedo, Hotel Rwanda

Uma categoria sempre difícil, onde as vitórias muitas vezes surpreendem. Cate Blanchett sai na frente por ser a única que está na condição de grande atriz, já foi indicada, interpreta um mito (que também era atriz e ganhou quatro Oscars), ganhou o prêmio do guild e tem o filme com mais indicações por trás. Virginia Madsen, maravilhosa, seria uma maneira de dar outro prêmio ao filme alternativo do ano. Ganhou meio mundo de coisas. Pode surpreender. Natalie Portman pode ser considerada jovem demais, apesar do Globo de Ouro. Laura Linney, apesar do fracasso de Kinsey nas indicações, não está fora da disputa.

num mundo provável: Cate Blanchett, O Aviador
num mundo possível: Virgina Madsen, Sideways
num mundo perfeito: Virgina Madsen, Sideways
num mundo perdido: ninguém

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Oscar 2005: apostas finais

ator coadjuvante

1 Morgan Freeman, Menina de Ouro
2 Clive Owen, Closer
3 Thomas Haden Church, Sideways
4 Alan Alda, O Aviador
5 Jamie Foxx, Colateral

O Globo de Ouro elegeu Clive Owen, o guild votou em Morgan Freeman e quase todos os prêmios de críticos deram o prêmio para Thomas Haden Church. Juntando o fato de que Alan Alda é um veteraníssimo que nunca ganhou o Oscar, parece que seria difícil prever algo aqui. Mas Freeman, mesmo repetindo seu eterno velho, sábio e amigo, tem tudo para sair oscarizado na noite de domingo: não tem um Oscar, está velho, é querido e pode ser um dos poucos prêmios para um dos favoritos da noite. Caso não ganhe, entre Owen e Church, a Academia provavelmente iria com Owen, ator sério (apesar de Rei Arthur).

num mundo provável: Morgan Freeman, Menina de Ouro
num mundo possível: Clive Owen, Closer
num mundo perfeito: Thomas Haden Church, Sideways
num mundo perdido: ninguém

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Oscar 2005: aposta finais

roteiro adaptado

1 Sideways, Alexander Payne e Jim Taylor
2 Menina de Ouro, Paul Haggis
3 Diários de Motocicleta, José Rivera
4 Antes do Pôr-do-Sol, Richard Linklater, Julie Delpy e Ethan Hawke (roteiro), Richard Linklater e Kim Krizan (história)
5 Em Busca da Terra do Nunca, David Magee

Nas categorias de roteiro, vale muito o que já está escrito (hehe). Sideways, o filme favorito dos críticos norte-americanos ninguém sabe muito bem o porquê ganhou o prêmio de guild e, como tem poucas chances nas categorias principais, deve papar com certa facilidade esse aqui. A ameaça, forte, é a de Menina de Ouro, que pode terminar levando este prêmio como consolo, caso não ganhe filme ou diretor. No Oscar, pode tudo. Diários de Motocicleta surge enfraquecido pela disputa entre os dois e os demais não têm chances.

num mundo provável: Sideways
num mundo possível: Menina de Ouro
num mundo perfeito: Antes do Pôr-do-Sol
num mundo perdido: Em Busca da Terra do Nunca

roteiro original

1 Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, Charlie Kaufman (roteiro), Charlie Kaufman, Michel Gondry e Pierre Bismuth (história)
2 O Aviador, John Logan
3 Hotel Rwanda, Keir Pearson e Terry George
4 Vera Drake, Mike Leigh
5 Os Incríveis, Brad Bird

A princípio, eu tinha dúvidas quanto à vitória de um filme que pode ser visto como brincadeira ou como radical pela Academia, mas Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças ganhou o guild dos escritores e deve repetir o prêmio aqui, um espaço onde vitórias de filme mais, digamos, alternativos são mais comuns. Caso a Academia resolva ser mais caretinha, O Aviador pode ganhar mais um, o que não seria uma má escolha. Os demais têm chances relativamente iguais, mas bem menores.

num mundo provável: Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças
num mundo possível: O Aviador
num mundo perfeito: Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças
num mundo perdido: ninguém

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Oscar 2005: apostas finais

fotografia

1 A Casa das Adagas Voadoras, Zhao Xiaoding
2 O Aviador, Robert Richardson
3 Eterno Amor, Bruno Delbonnel
4 A Paixão de Cristo, Caleb Deschanel
5 O Fantasma da Ópera, John Mathieson

Eterno Amor ganhou o prêmio do guild e O Aviador é uma possibilidade forte, mas aqui eu resolvi arriscar mesmo: a A Casa das Adagas Voadoras, cuja campanha era forte, ficou de fora de categorias em que era aposta certa, como filme estrangeiro, direção de arte e figurinos. Este voto, merecido, também seria uma homenagem ao belo filme de Zhang Yimou. Apesar de sempre citada, a fotografia de A Paixão de Cristo não deve ir muito longe.

num mundo provável: A Casa das Adagas Voadoras
num mundo possível: O Aviador,
num mundo perfeito: A Casa das Adagas Voadoras
num mundo perdido: O Fantasma da Ópera

montagem

1 O Aviador, Thelma Schoonmaker
2 Menina de Ouro, Joel Cox
3 Colateral, Jim Miller e Paul Rubell
4 Ray, Paul Hirsch
5 Em Busca da Terra do Nunca, Matt Chesse

O prêmio de montagem é o mais injusto do Oscar. Quase sempre os indicados reprisam os melhores filmes (aqui são quatro) e muito filme que não merece menção acaba aparecendo na lista (alguém me explique Em Busca da Terra do Nunca, por favor…). Nesse contexto, premiar a bela montagem de O Aviador, além de fazer justiça, seria conseqüência do tamanho do filme e de sua força ? e, caso o filme de Scorsese leve o prêmio de melhor filme mesmo, este seria uma reforço para sua campanha. Geralmente, o melhor filme leva a montagem também. Menina de Ouro, muito boa edição, e Colateral, muito competente, também têm chances.

num mundo provável: O Aviador
num mundo possível: Menina de Ouro
num mundo perfeito: Menina de Ouro
num mundo perdido: Em Busca da Terra do Nunca

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Oscar 2005: apostas finais

direção de arte e cenários

1 O Aviador
direção de arte: Dante Ferretti e cenários: Francesca Lo Schiavo
2 Desventuras em Série
direção de arte: Rick Heinrichs e cenários: Cheryl A. Carasik
3 Eterno Amor
direção de arte e cenários: Aline Bonetto
4 O Fantasma da Ópera
direção de arte: Anthony Pratt e cenários: Celia Bobak
5 Em Busca da Terra do Nunca
direção de arte: Gemma Jackson e cenários: Trisha Edwards

Dante Ferretti (com sua maravilhosa concepção visual) deve garantir mais um Oscar para O Aviador, embora haja chances de prêmio para Desventuras em Série – que ganhou no guild – se a Academia resolver apostar no fantástico. Não parece o caso. Uma alternativa seria premiar o francês Eterno Amor, com sua direção de arte estilizada, marca dos filmes de Jean-Pierre Jeunet. Os outros não têm muitas chances, apesar de essa ser a única possibilidade de prêmio para O Fantasma da Ópera.

figurinos

1 O Aviador, Sandy Powell
2 Desventuras em Série, Colleen Atwood
3 Ray, Sharen Davis
4 Tróia, Bob Ringwood
5 Em Busca da Terra do Nunca, Alexandra Byrne

É quase certo o prêmio para Sandy Powell, a melhor figurinista do momento. O filme deverá somar mais um aos prêmios de O Aviador. E será um prêmio justo. Desventuras em Série e Ray, bons trabalhos, podem até supreender, mas isso parece meio distante. Quem foi que teve a idéia de indicar Tróia?

num mundo provável: O Aviador
num mundo possível: Desventuras em Série
num mundo perfeito: O Aviador
num mundo perdido: Tróia

maquiagem

1 A Paixão de Cristo, Keith Vanderlaan e Christien Tinsley
2 Desventuras em Série, Valli O?Reilly e Bill Corso
3 Mar Adentro, Jo Allen and Manuel García

A Paixão de Cristo merece ganhar o Oscar. Mel Gibson gastou tanto dinheiro com sua epopéia arrogante neste quesito que não premiá-lo seria uma injustiça. A maquiagem é quase um ator no filme. Desventuras em Série pode surpreender, com sua aposta na magia. Mar Adentro, mais discreto, não tem muitas chances.

num mundo provável: A Paixão de Cristo
num mundo possível: Desventuras em Série
num mundo perfeito: Desventuras em Série
num mundo perdido: A Paixão de Cristo

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