Monthly Archives: julho 2004

Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças

Brilho Eterno de um Mente sem Lembranças

Charlie Kaufman é um autor ingênuo. E mais ingênuo ainda é quem percebe revolução no cinema que ele faz. Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças não vai muito além do que se espera de um romance convencional, reproduzindo clichês e recorrendo a fórmulas. Mas isso não conta contra a obra de Kaufman. O amor pelo processo de fazer um filme é o que ganha destaque na obra do autor. Kaufman ama a mecânica, que talvez ele nem entenda muito bem. Seu cinema busca caminhos para a confusão do criador, caminhos paralelos à narrativa inicial onde o simples ganha forma diferente pela evidência da mecânica.

Neste novo filme, Jim Carrey ama Kate Winslet, mas alguma coisa deu errado no relacionamento dos dois. E ela quer apagar de seu cérebro as evidências deste romance (o que, no mundo kaufmaniano, é possível). Carrey descobre o golpe e resolve repetir a solução da amada, mas desiste no meio do caminho, quando já é um corpo inconsciente à mercê dos técnicos especializados em apagar memórias. A batalha pelo amor é travada, então, no plano psíquico, caríssimo ao roteirista. Kaufman não gosta nem tenciona explicar, seu objetivo é discutir o processo, brincar com a estrutura e contar uma história com pé e cabeça.

O inventário de encantos e desencantos que é Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças revela um autor romântico, que celebra, de sua maneira pessoal, o amor de um por outro. Autor tão embebido pelo tema que se torna relapso ao adotar lugares tão comuns quanto os que o espectador é forçado a recordar. O filme, na sua essência, reproduz, apartado o disfarce, a idéia de amor maior que tudo, protótipo de qualquer historinha que embala aqueles livros de bolso que minha tia gostava de comprar na banca de revista.

O grande trunfo nisto tudo é conseguir dizer o que já foi dito com inteligência. Jim Carrey, pela primeira vez na vida, não é um comediante, mas um ator. Sua performance só não é melhor que a de Kate Winslet, que não entregava um personagem tão bem desenhado desde Almas Gêmeas (Peter Jackson, 1994). E os coadjuvantes ganham desenvolvimento invejável no texto. Em especial, Kirsten Dunst, numa belíssima e pequena participação. A revolução de Kaufman é muito mais interior do que os mais imediatos acreditam. É o reflexo de quem tem idéias, volto a dizer, ingênuas, não maculadas pela lógica da inteligentícia de hoje que é preciso desmontar. Kaufman desmonta para enganar o bobo na casca do ovo. Ele é apenas mais dos que acreditam em alguma coisa. Isso não é bom?

Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
[Eternal Sunshine of the Spotless Mind, Michel Gondry, 2004]

 

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Homem-Aranha 2

Homem-Aranha 2

Na melhor cena de Homem-Aranha 2, o herói, sem máscara, mostra porque é o mais popular do planeta. O homem comum, o cara da esquina, o jovem que pode ser sobrinho, vizinho, namorado, melhor amigo. A identificação do espectador e, antes dele, do leitor com o Homem-Aranha vem da sua natureza falível, próxima, quase suburbana. O herói que surge em meio ao povo. Ele é um dos milhões de cidadãos comuns que cruzam o seu caminho todos os dias. Sam Raimi é um diretor de talento. Muito talento. Nos dois filmes que fez sobre o herói, ele abraça sem concessões o espírito que Stan Lee embutiu ao aracnídeo. Não há poderes extremos, origem idealizada, grandes motivações. Peter Parker é vítima do acaso, golpeado pela exceção. É herói porque é assim que deve ser.

Neste segundo filme, o texto está melhor elaborado e as metonímias menos planejadas. É um longa tranqüilo, que chega sem alarde, como o protagonista que o inspira. O incômodo com a solução visual para o Duende Verde é substituída por um excelente trabalho de construção do Doutor Octopus. Alfred Molina transpira o personagem, o que, combinado à perfeição técnica, garante um vilão assustador sem exageros estereotipados. Octopus é quase tão puro de intenções quanto Peter Parker, que mais uma vez ganha uma interpretação impecável de Tobey Maguire, que nasceu para fazer o Homem-Aranha. Sem Maguire, dificilmente Raimi teria conseguido resultados tão bons em seus dois filmes.

O diretor está mais à vontade e joga todas as fichas no lado que mais cativa o fã: o bastidor. Aqui, conta com duas aliadas estratégicas. A primeira é Rosemary Harris, que ganhou mais destaque como a Tia May e protagoniza duas das melhores cenas do filme por motivos diferentes: numa, é raptada pelo vilão e levada para o alto de um prédio, no melhor estilo King Kong (motivo que faz desta uma cena deliciosa: ritmo ágil, tensão constante, efeitos perfeitos); na outra, diz para seu sobrinho qual o significado de ser herói e de ter um herói em que se espelhar. Fala tudo o que eu sempre achei (fazer o quê? Sou assim mesmo…) e nunca consegui um jeito legal de dizer. A segunda aliada é Kirsten Dunst. Sua Mary Jane Watson está muito mais linda e ganha muito mais espaço (aquela cena do diálogo em que surge o Octopus é muito boa para ter sido desperdiçada num trailer).

Tia May e Mary Jane são coadjuvantes de Peter Parker, o que humaniza o herói. O tom cômico de algumas seqüências dá equilíbrio à obra, embora acha uns excessos bobos, como a cena do elevador. Homem-Aranha 2 é sobre o cara que é o herói e não sobre o herói em si. Sam Raimi constrói um filme nostálgico, que nos remete às mais puras recordações da infância, quando o mundo ainda era apenas um grande território para ser conquistado junto com um verdadeiro herói.

Homem-Aranha 2 EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
[Spider-Man 2, Sam Raimi, 2004]

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GOSTO DOS OUTROS: SÉRGIO SILVA



O pedacinho mais gostoso (ou o mais chatinho, pra quem não gosta) deste blog volta agora. Depois da ausência de alguns bons meses, o Gosto dos Outros está aqui pra criar mais polêmica com os preferidos de um dos colegas internautas-blogueiros deste que vos escreve. O Sérgio Silva aceitou o desafio e escolheu dez filmes que, se não são os preferidos (porque isso sempre muda um bocado), são dez filmes que fazem a cabeça (inteligente) dele.



Gosto dos Outros: Sérgio Silva  

1 Rocco e Seus Irmãos (60), Luchino Visconti.

Porque é emocionante, forte. Rocco é Visconti no auge, tratando dos temas que ele tanto gostava: família, decadência, estética, política, comunismo. O maior filme já feito.

 

2 Uma Mulher para Dois (61), François Truffaut.

Sempre gostei de triângulos amorosos. Gosto de toda a série do Antoine Doinel tanto quanto deste, mas não seria justo escolher uma série completa, ou mesmo deixar de lado este que é o filme que mais me fascinou até hoje. Truffaut salva.



3 Uma Mulher é Uma Mulher (61), Jean-Luc Godard.

Tem filmes que só funcionam se estamos apaixonados. Assisti a este Godard tomado por este estado. Fora isso, há diversão, música, Karina, Belmondo, Brialy. Ah, e quando saí do cinema, dancei no saguão do cinema uma música do Phil Collins. E eu odeio Colllins. Mas era o efeito Godard.



4 Viagem à Itália (53 ), Roberto Rossellini.

Este foi visto meses após ao efeito Godard. Ter levado um pé na bunda antes deste filme foi primordial. Gosto do filme todo, mas uma cena nunca vou esquecer: o casal observando os amantes calcinados nas ruínas. O melhor filme do casal Bergman-Rossellini.



5 Marnie (64), Alfred Hitchcock.

O meu Hitchcock preferido é um que todo mundo disse que é ruim. mas é o mais bonito, romântico, denso. E se alguém um dia te disser “Marnie é ruim”, nem dê ouvidos. O sujeito deve nem gostar de cinema.



6 Jejum de Amor (40), Howard Hawks.

Escolher um Hawks é ingrato: ele tem uma obra-prima em cada gênero. Escolho este pela velocidade dos diálogos, pelo humor, pelos trocadilhos. E também porque é a comédia mais engraçada que já vi.



7 Carmen Jones (54), Otto Premimger.

Sempre gostei dos musicais hollywoodianos. Carmen Jones é demais: Preminger transforma a ópera de Bizet num filme político. Recrutou um elenco só de atores negros, que são dublados por cantores líricos nas canções, mudou de toureiro para boxeador o protagonista e Carmen de cigana vira operária. De matar.



8 Barry Lyndon (75), Stanley Kubrick.

Um quase documentário sobre a vida na Inglaterra no século XVIII. É maravilhoso: Kubrick transforma um filme em que nada acontece num épico. Genial.



9 Apocalypse Now (79) Francis Ford Coppola.

Foi o filme que me despertou para o cinema. E Coppola fez uma ópera rock sobre o Vietnã. De cada duas cenas, uma é antológica.



10 O Samurai (67), Jean-Pierre Melville.

Este policial com Alain Delon é fascinante: uma historinha banal, personagens fascinantes, imagens bem cuidadas. Não é à toa que influenciou meio mundo nos anos 70.




Sergio Silva tem 23 anos. Gosta muito de Jean-Pierre Léaud (apesar de não ter nenhum filme com ele aqui), da Anouk Aimée (que também não está aqui), do Júpiter Maçã e de rock. Apesar de não parecer, atrás deste grande nariz existe uma pessoa até que boa. Cinema é sua maior necessidade. Tem um blog, mora em SP.

P.S.: tentei postar uma foto aqui, Sérgio, mas a edição de imagens do Blogger.com mudou e eu sou meio lerdo pra pegar essas coisas.

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QUATRO FILMES E UM SÓ POST



QUATRO FILMES E UM SÓ POST

Relatos curtos sobre as últimas idas ao cinema do cara que escreve neste blogue

Falta de tempo, preguiça, disposição na hora errada. Muitas razões fizeram eu me atrasar bastante nos textos sobre os últimos filmes que vi. Como a memória é fraca e o calor do momento passa, achei melhor fazer, num único post, os comentários – mais rápidos e descompromissados sobre minhas derradeiras investidas no escurinho. Neste período, eu vi o francês O Buquê (quando fui personagem de uma trama hitchcockiana ligeira – falando nisso, revi Os Pássaros (63) numa madrugada da vida e voltei a me apaixonar por cada plano que aquele barrigudo contruía), a animação Shrek 2, o afegão Osama e a comédia romântica Leis da Atração, com a mulher mais perfeita do mundo e do cinema, Julianne Moore.

A viagem pelo mundo do cinema decola da França. O Buquê é uma pequena farsa travestida de comédia de costumes. Segue uma linha cara ao recente cinema urbano feito no país que explora as pequenas esquisitices do cotidiano. Desperdiça atores excelentes (eu adoro Sandrine Kiberlain e Dominique Blanc, esta, risível neste filme) num texto que anda em círculos e pisa no próprio pé. Várias vezes. Nenhum personagem se resolve bem. O buquê do título é desculpa esfarrapada para amarrar as histórias que o filme conta, que tenta ser bem engraçadinho, mas a incompetência do texto mal garante uns curtos esboços de riso.

Da França para o Afeganistão. Bem, aqui se costuma dar uma tenção especial, olhar com carinho para um filme produzido num país de muitas mazelas. Osama vai bem por aí. É uma obra de denúncia: quer mostrar como o povo afegão sofreu nas mãos dos talibãs e como é reprimido por sua própria cultura. A princípio, quer utilizar as táticas hipernaturalistas dos filmes iranianos, sem grandes técnicas de interpretação, com texto simples. Mas o se revela também o outro lado da moeda: um certo maniqueísmo “coitadinho” que se escora numa maneira de filme bastante norte-americana, como a utilização da grua que acompanha a carroça na estrada. O filme tem uma intenção clara de provocar pena (o final abrupto é a prova mais clara disso) e isso é lamentável.

E, como quer muito o Michael Moore, do Afeganistão para os Estados Unidos. Confesso com culpa que assisti Leis da Atração com um olho aberto e outro fechado, morrendo de sono. Confesso sem culpa que, se a protagonista fosse outra, eu passaria longe da porta do cinema. Mas nem Julianne Moore salva o filme de ser um pastiche das comédias românticas Tracy-Hepburn. Um pastiche sem o charme dos originais. Se a beleza vinha do texto rápido e sarcástico e do timing dos atores, aqui falta a ironia necessária ao roteiro e a química não é das melhores. Julianne está limitada ao que a oferecem e Pierce Brosnan, um canastrão simpático, faz até mais do que lhe pedem, mas o filme não vai muito além.

Deixando os Estados Unidos e chegando ao reino de Far, Far Away. Shrek 2 é tão bom quanto o primeiro, mas confesso que questiono se isso não é pouco. A fórmula é exatamente a mesma: fazer graça – com idéias e texto inteligentes – em cima da pureza dos contos de fada. Novamente vem o delicioso sarcasmo de escolhas como colocar a Fada Madrinha no papel de vilã ou fazer um Gato de Botas impressionantemente bem resolvido (Antonio Banderas na sua melhor forma desde Almodóvar). E, mais uma vez, o aproveitamento das músicas é fantástico: de David Bowie aos Buzzcocks, passando por Nick Cave. Mas seguir as mesmas regras e não trazer nada de realmente novo não é meio fácil demais?

O BUQUÊ
C’est le Bouquet!, França, 2002.

Direção: Jeanne Labrune.

Roteiro: Jeanne Labrune e Richard Debuisne.

Elenco: Sandrine Kiberlain, Jean-Pierre Darroussin, Dominique Blanc, Mathieu Amalric, Jean-Claude Brialy, Maurice Bénichou, Hélène Lapiower, Dominique Besnehard, Richard Debuisne.

Fotografia: Christophe Pollock. Montagem: Guy Lecorne. Direção de Arte: Emile Ghigo. Música: Bruno Fontaine. Figurinos: Claire Fraisse. Produção: Alain Sarde. Site Oficial: www.bacfilms.com/bouquet.

OSAMA
Osama, Afeganistão/Japão/Holanda/Irlanda, 2003.

Direção, Montagem: e Roteiro: Siddiq Barmak.

Elenco: Marina Golbahari, Arif Herati, Zubaida Sahar, Gol Rahman Ghorbandi, Mohamad Haref Harati, Mohamad Nader Khadjeh, Khwaja Nader, Hamida Refah.

Fotografia: Ebrahim Ghafori. Direção de Arte: Akbar Meshkini. Música: Mohammad Reza Darvishi. Produção: Siddiq Barmak, Julia Fraser, Julie LeBrocquy, Makoto Ueda. Site Oficial: www.mgm.com/ua/osama.

LEIS DA ATRAÇÃO
Laws of Attraction, Estados Unidos/Alemanha, 2004.

Direção: Peter Howitt.

Roteiro: Robert Harling e Aline Brosh McKenna, sobre história dela.

Elenco: Pierce Brosnan, Julianne Moore, Michael Sheen, Parker Posey, Frances Fisher, Nora Dunn, Heather Ann Nurnberg, Johnny Myers, Mike Doyle, Allan Houston.

Fotografia: Adrian Biddle. Montagem: Tony Lawson. Direção de Arte: Charles Wood. Música: Ed Shearmur. Figurinos: Joan Bergin. Produção: Julie Durk, David T. Friendly, Beau St. Clair, Marc Turtletaub.. Site Oficial: www.lawsofattractionmovie.com.

SHREK 2
Shrek 2, Estados Unidos, 2004.

Direção: Andrew Adamson, Kelly Asbury e Conrad Vernon.

Roteiro: J. David Stem, Joe Stillman e David N. Weiss, com base nos personagens de William Steig.

Elenco: Mike Myers, Eddie Murphy, Cameron Diaz, Julie Andrews, Antonio Banderas, John Cleese, Rupert Everett, Jennifer Saunders, Aron Warner, Kelly Asbury, Cody Cameron, Conrad Vernon, Larry King, Joan Rivers, Andrew Adamson.

Montagem: Michael Andrews. Direção de Arte: Guillaume Aretos. Figurinos: Isis Mussenden. Produção: David Lipman, Aron Warner e John H. Williams.. Site Oficial: www.shrek2.com.

nas picapes: Ever Fallen in Love, Buzzcocks.

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OS MELHORES E PIORES DO SEMESTRE: RESULTADOS

OS MELHORES E PIORES DO SEMESTRE: RESULTADOS

A batalha terminou e, no fim, sagrou-se o campeão. Depois de uma semana de votação, com a participação de 38 eleitores, este é o resultado da enquete dos melhores e piores do semestre:

Os melhores

1 Kill Bill: Vol. 1, de Quentin Tarantino (29 votos) (8 primeiros lugares)

Quentin Tarantino preenche a lacuna de mais de seis anos com uma história de vingança temperada pelo kung fu e faz seu filme com melhor acabamento visual e técnico. Mais uma vez, um delicioso encontro com a cultura pop;

2 Dogville, de Lars Von Trier (24 votos) (5 poles)

Entre o amor e o ódio dos espectadores, o dinamarquês namora com teatro – e com a noção de tempo-espaço – e investiga os limites do ser humano e da sociedade ocidental;

3 Encontros e Desencontros, de Sofia Coppola (23 votos) (5 poles)

O filme de amor sem carne da filha do poderoso chefão vaga pela noite solitária de Tóquio e pela cumplicidade de um sussurro acompanhado de um veterano no auge do talento e da melhor jovem atriz dos últimos tempos;

4 Elefante, de Gus Van Sant (19 votos) (7 poles)

A porrada de Gus Van Sant em sua investigação particular sobre o massacre em Columbine é um exemplar trabalho de manipulação da linguagem cinematográfica; da montagem que acompanha personagem a personagem até o roteiro que não se atém a dar explicações, quase tudo é perfeito no filme;

5 Diários de Motocicleta, de Walter Salles (19 votos) (2 poles)

A saga do jovem Che Guevara pela América do Sul abusa do estereótipo do então futuro líder revolucionário, mas cai nas graças do espectador com sua leveza de diário de viagem;

6 Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas, de Tim Burton (17 votos) (2 poles)

Tim Burton fica tímido ao tratar dos limites entre fantasia e realidade, mola-mestra de toda a sua obra. Seu filme quase metafórico, no entanto, é honesto ao falar da nostalgia de memórias inexistentes;

7 21 Gramas, de Alejandro Gonzalez Iñarritú (16 votos) (2 poles)

A estréia em solo americano do diretor mexicano esfarela a narrativa para tentar compor um mosaico inovador. Melhor centrar a atenção nos personagens bem construídos pelo trio de protagonistas;

8 Shrek 2, de Andrew Adamson, Vicky Jenson e Kelly Asbury (15 votos) (dois terceiros lugares)

A continuação do filme que destrói dos contos de fada é tão boa quanto o primeiro e se tornou um destruidor de bilheterias. Destaque para o tratamento do roteiro e a interpretação vocal de Antonio Banderas como O Gato de Botas;

9 Escola de Rock, de Richard Linklater (13 votos) (4 quartos lugares)

O filme mais carinhoso da lista é uma declaração de amor ao rock, travestido de filme para crianças. Um maravilhoso trabalho de transposição do universo da música para uma escola primária, onde a lição é entender porque amar o rock;

10 As Bicicletas de Belleville, de Sylvain Chomet (11 votos)

Uma animação francesa com traços esquisitos, personagens esquisitos e roteiro esquisito: o público gostou;

na corrida:

11 Swimming Pool – À Beira da Piscina, de François Ozon (10 votos; 3 quintos lugares)

12 O Prisioneiro da Grade de Ferro, de Paulo Sacramento (9 votos)

13 Cazuza – O Tempo Não Pára, de Walter Carvalho e Sandra Werneck (8 votos; 2 segundos lugares)

14 Mestre dos Mares: o Lado Distante do Mundo, de Peter Weir (8 votos) (1 segundo lugar)

15 A Paixão de Cristo, de Mel Gibson (6 votos; 1 segundo lugar)

16 Terra de Sonhos, de Jim Sheridan (6 votos; 1 quarto e 2 quintos lugares)

17 Madrugada dos Mortos, de Zack Snyder (6 votos; 1 quarto e 1 sétimo lugares)

18 Alguém Tem Que Ceder, de Nancy Meyers (5 votos; 2 poles)

19 Filme de Amor, de Júlio Bressane (5 votos; 2 terceiros lugares)

20 Na Captura dos Friedmans, de Andrew Jarecki (5 votos; 1 terceiro e 1 sexto lugar)

Os piores

1 A Paixão de Cristo, de Mel Gibson (9 votos; 1 primeiro lugar)

Arrogância e maniqueísmo fizeram o líder da lista de piores. Mel Gibson espanca e chicoteia seu próprio deus para mostrar que é um homem de fé;

2 Ken Park, de Larry Clark e Ed Lachman (7 votos; 4 poles)

Em sua sucessão de tentativas de mostrar a juventude perdida, Larry Clark resolve apelar – mais uma vez – e suja a tela de substâncias viscosas;

3 Tróia, de Wolfgang Petersen (6 votos; 2 poles)

Duas horas e meia de saco cheio e deturpações históricas (ou lendárias, no caso); Brad Pitt e Orlando Bloom no auge da falta de talento;

4 Sexo, Amor & Traição, de Jorge Fernando (6 votos; 1 segundo lugar)

O diretor de novelas tenta fazer graça com atores globais no cinema e não passa do lugar comum e das piadas velhas;

5 O Vestido, de Paulo Thiago (5 votos; 4 segundos lugares)

Carlos Drummond e o fim do túnel… sem luz.

na corrida:

6 Van Helsing – Caçador de Monstros, de Stephen Sommers (5 votos; 1 pole)

7 Dogville, de Lars von Trier (4 votos; 2 poles, um segundo e 1 terceiro lugares)

8 Revelações, de Robert Benton (4 votos; 2 poles, um segundo e 1 terceiro lugares)

9 A Cartomante, de Wagner de Assis (4 votos; 2 poles, um terceiro e 1 quarto lugares)

10 Encantadora de Baleias, de Niki Caro (4 votos; 1 pole)

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