Oscar 2016: como fica a corrida depois do SAG?

A premiação do Screen Actors Guild, o SAG, foi a última parada antes do Oscar para os candidatos às categorias de atuação. Então, pode-se dizer que Leonardo DiCaprio, de O Regresso, e Brie Larson, de O Quarto de Jack já estão com seus prêmios garantidos. Na conta dos dois, os troféus das duas principais associações de críticos, o Globo de Ouro e o Critics Choice, e, agora, o reconhecimento dos atores, que formam o maior grupo de votantes na Academia. Pessoalmente, não considero nenhum dos dois os melhores do ano, sequer os melhores em suas categorias, mas são trabalhos dignos.

DiCaprio ainda tem uma vantagem: é um dos grandes atores de sua geração e o fato de nunca ter ganho um Oscar gera comoção faz tempo. “Esse é o ano dele?” foi a pergunta que qualquer cinéfilo teve que responder neste ano. Pelo visto é. Se alguém fosse atrapalhar, teria que ter aparecido no SAG. Não deu Bryan Cranston. Não deu Fassbender. Agora não tem muito mais chance de dar outra coisa. Premiá-lo também é uma maneira de reconhecer O Regresso, filme de que a Academia gostou bastante (foi o mais indicado), sem ter que dar um segundo prêmio consecutivo para Alejandro G. Iñarritu, que ganhou no ano passado por Birdman.

O nome de Brie Larson não tem nem metade do peso de DiCaprio, mas se formou um consenso em torno do nome dela. Como Cate Blanchett é meio café-com-leite por já ter dois prêmios do SAG e dois Oscars, um deles bem recente, e ainda dividir o protagonismo com Rooney Mara (mesmo ela tendo sido indicada em outra categoria), a disputa parecia ter ficado entre as novatas Brie Larson e Saoirse Ronan. Mas O Quarto de Jack mostrou bem mais força do que Brooklyn ao longo da temporada (embora o filme estrelado por Saoirse seja melhor). O SAG coloca uma pedra no assunto. Se Brie perder, vai ser quase um escândalo.

Se DiCaprio e Brie são favoritos absolutos, Alicia Vikander pode sofrer com o histórico da categoria. Muitas vencedoras-surpresa já levaram o prêmio de atriz coadjuvante. Kim Basinger, Marcia Gay Harden e Tilda Swinton não eram favoritas nos anos em que venceram. E Alicia é uma novata estrangeira num filme que não caiu tanto nas graças dos prêmios. No entanto, ela parece mesmo ser a melhor aposta por A Garota Dinamarquesa. Ganhou dois prêmios indicadores (Critics Choice e SAG) e concorria como melhor atriz no Globo de Ouro, ou seja, estava fora da disputa. Mas o mais importante: não tem adversárias tão fortes.

Kate Winslet é muito querida pela Academia, mas, mesmo com um Globo de Ouro, já tem um Oscar e está num filme rejeitado (Steve Jobs). Jennifer Jason Leigh é mais experiente, mas seu filme, Os Oito Odiados, e seu papel não tem nada o perfil das premiadas. Rooney Mara fica à sombra de Cate Blanchett em Carol e Rachel McAdams, de Spotlight, deu sorte de aparecer na lista. Então, parece que vamos de Vikander mesmo, nem que seja por eliminação. Ela tem um papel sério, é uma atriz que chama atenção pela beleza além do talento e está sendo considerada a “revelação do ano”. Foram cinco filmes só em 2015!

A treta mesmo vai ser em ator coadjuvante. Apenas dois dos indicados pelo SAG marcaram presença na lista do Oscar e o vencedor não foi um deles. Idris Elba, que ganhou dois prêmios na noite (um por Beasts of No Nation e outro pela minissérie Luther), no que parece ser um recado claro do sindicato dos atores para o #OscarSoWhite, fica por aqui. Pela lógica, Christian Bale, de A Grande Aposta, e Mark Rylance, de Ponte de Espiões, são os frontrunners, mas há um fator chamado Sylvester Stallone. Por Creed, em que vive o papel da sua vida, Rocky Balboa pela sétima vez, ele ganhou o Globo de Ouro e o Critics Choice.

Uma vitória no Oscar causaria uma comoção geral e certamente geraria um dos momentos pra entrar na história da Academia. Além disso, seria uma forma de premiar um ator de um dos filmes negros do ano. Um ator branco, é bem verdade. Mas é o que temos pra hoje. Bale e Rylance ainda podem surpreender, sobretudo se A Grande Aposta ganhar como melhor filme, no caso do primeiro. Mas a maré favorável pro filme de Adam McKay ganhou um percalço grande. O prêmio de melhor elenco dado pelo SAG, indicativo para a categoria principal do Oscar, foi para Spotlight, atualmente o maior rival de A Grande Aposta na disputa pela estatueta da Academia. Como tem um tema mais sério, o filme de Tom McCarthy pode ser uma “aposta” mais certeira.

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Boi Neon

Boi Neon

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[Boi Neon, Gabriel Mascaro, 2015]

Num bate-papo pós-sessão, Gabriel Mascaro disse que um dos fundamentos do filme era criar expectativas para depois quebrá-las. Embora talvez esse não deve ser um objetivo, mas uma consequência, está nessa frustração de expectativas um dos maiores trunfos de Boi Neon, segunda ficção propriamente dita de Gabriel Mascaro. Propriamente dita porque seus documentários sempre circularam pela intersecção entre os dois gêneros, o que trouxe para seus roteiros ficcionais uma naturalidade rara de se encontrar.

A primeira grande negação de Mascaro é com o Nordestes idealizado. O filme nunca coloca seca, miséria ou a vida “pitoresca” do nordestino no centro da trama. Pelo contrário, isso praticamente não existe no longa, que se move em torno da personagem principal, um vaqueiro que sonha em ser costureiro, sem dar muita bola para as explicações ou os desdobramentos dessa situação. Iremar nunca tem a orientação sexual questionada. Por sinal, sua masculinidade é reforçada em vários momentos, seja na cena de sexo, seja na aliviada matinal, seja no banho coletivo.

O diretor faz um filme quente, vivo, em todos os sentidos. Mascaro examina o corpo de seu protagonista da mesma maneira que ele utiliza os corpos dos manequins que coleta para vestir suas criações. Juliano Cazarré está impecável: bruto e delicado ao mesmo tempo, com um sotaque pernambucano irrepreensível. Virou mesmo um grande ator. Ao seu lado, Maeve Jinkings interpreta uma caminhoneira sem trejeitos, discreta.

O elo mais fraco do elenco é Vinícius Oliveira, que embora se esforce como o silencioso Junior, o vaqueiro que não se descuida das longas madeixas, raramente acerta no acento e fica apático durante a maior parte do filme. A quimíca entre o trio de atores profissionais com os dos vaqueiros que compõem o time principal de personagens é essencial para que Boi Neon funcione como um recorte de uma região que raramente consegue ser representada com tanto desprendimento.

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Cinco Graças

Cinco Graças]

Cinco Graças EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
[Mustang, Deniz Gamze Ergüven, 2015]

Cinco Graças é um belo filme e um belo filme feminino também. Um belo filme porque a diretora Deniz Gamze Ergüven, que assina seu primeiro longa-metragem, realmente conseguiu capturar o espírito ingênuo e libertário das personagens e traduzir esse espírito em imagens bonitas e bastante simbólicas. Um belo filme feminino porque, além de uma diretora-roteirista, tem uma corroteirista (a também cineasta Alice Winecour, de Transtorno) e cinco protagonistas adolescentes. O senão em relação ao filme é que todas as apostas de Ergüven são seguras: estamos diante de mais uma história étnica e de fundo cultural e religioso sobre casamentos arranjados e violência dentro de casa. Não há risco algum nem se acrescenta muito a um assunto retratado tantas e tantas vezes no cinema – e que atende a um público muito específico, o das salas de arthouse. O roteiro, muito calcado em reproduzir detalhadamente o cotidiano daquela família, tenta diluir os estereótipos, mas eles estão todos lá, envoltos por uma fotografia que explora com muita inteligência a luz natural e a beleza das meninas. O filme é o indicado da França para o Oscar, mas ele é qualquer coisa, menos um filme francês: conta uma história turca, em turco, na Turquia, com diretora e elenco turcos, o que só confirma a teoria de cinema de exportação.

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Coração de Cachorro

Coração de Cachorro

Coração de Cachorro EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
[Heart of a Dog, Laurie Anderson, 2015]

Depois de uma década sem incursões no mundo do audiovisual, a multi-artista Laurie Anderson surpreende, aos 68 anos, com um documentário-soneto sobre o mundo, a vida, a morte e uma cadelinha chamada Lollabelle. Uma costura difícil, mas que a compositora de O Superman, conduz com bastante graça, anotando observações sobre tudo o que está a sua volta. O documentário em primeira pessoa tem ecos do trabalho de Jonas Mekas, talvez sem o mesmo tom pitoresco, mas divaga igualmente para os assuntos mais abstratos e mais distantes do que vinha imediatamente antes na linha temporal do filme, que dialoga na mesma medida com a vídeo-arte que Laurie experimentou nos anos 80 e 90. Animações, colagens, texturas mostram uma preocupação em fazer um trabalho sofisticado que poderia fazer sentido apenas para Laurie, mas que terminam criando uma fartura de pontos de identificação com o espectador. Embora utilize essa espécie de diário para abrir o coração para falar de sua intimidade muitas vezes, incluindo sua relação distante com a mãe, a diretora nunca se aproveita da imagem de seu companheiro de muito tempo, Lou Reed, que morreu há dois anos e que dividiu a vida com Laurie até os últimos dias.

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O Menino e o Mundo

O Menino e o Mundo

Walt Disney construiu um império e um imaginário, ajudou a criar gerações de cinéfilos e muitas obras-primas, mas deixou um legado ingrato para a animação: para a maioria das pessoas, hoje, mais de oitenta anos depois de Mickey Mouse, animação – aliás, desenho animado – ainda é coisa de criança. Café com leite nas premiações de cinema, as animações são vistas como um gênero, se não “menor”, pelo menos “à parte”, em relação aos filmes considerados realmente sérios, que tratam de temas “importantes”, aqueles com atores de carne e osso.

A esse pessoal, a recomendação é assistir O Menino e o Mundo, de Alê Abreu, um animação brasileira de traços extremamente simples, mas com uma ríquissima composição visual. O longa ultrapassa o conceito de público-alvo em sua viagem por algumas das questões mais sérias da história de nosso país. Do êxodo rural à superpopulação das grandes cidades, da exploração em grandes propriedades de terra à sina de uma geração fadada a reprisar o destino da geração anterior. Resumindo, o filme consegue fazer um diagnóstico do Brasil como o cinema brasileiro poucas vezes conseguiu.

E Alê Abreu consegue isso com um protagonista que não fala uma palavra sequer, cujos contornos frágeis lhes dão a aparência de rascunho, como se mostrassem sua pequenez em relação ao mundo que o cerca. O menino ganha direção pela própria movimentação da pintura na tela, com cada cenário se misturando ao seguinte, como se o filme fosse um organismo vivo que empurra o personagem principal num fluxo sem fim. A música, aliás, todo o conjunto sonoro do longa exerce um papel fundamental nesse movimento. Embora seja um filme melancólico, O Menino e o Mundo nunca para.

O mais curioso é que a maneira que o diretor encontra para trafegar por temas tão indóceis, essa liberdade narrativa que dá tanto frescor ao filme, não afastou o longa das crianças. Embora não seja um filme infantil, o olhar do protagonista diante do mundo tem a mesma curiosidade do que o de qualquer criança frente a algo muito maior do que ela possa compreender. Ao mesmo tempo, o menino que sai de casa em busca do pai, do passado, do futuro também somos nós, espectadores, dispostos a investigar, procurar, descobrir o mundo. A mudança gradativa do personagem, mas do que retratar a transformação nossa de cada dia, nos explica que o mundo infantil e o mundo adulto não são tão distantes assim.

O Menino e o Mundo EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha½
[O Menino e o Mundo, Alê Abreu, 2013]

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Oscar 2016: apostas finais para a lista de indicados

Depois de uma das temporadas de prêmios mais emocionantes dos últimos tempos, com um novo filme assumindo a liderança da corrida pelo Oscar a cada semana, a Academia vai anunciar nesta quinta-feira os indicados para a 88ª edição da premiação mais famosa do mundo. A essa altura, em qualquer outro ano, nós já teríamos um ou dois favoritos para a vitória. Neste ano, mal temos certeza dos filmes que vão conseguir uma indicação, o que anima bastante as coisas para quem acompanha as listas dos críticos e dos sindicatos. E essa indefinição acontece não apenas na principal, mas em várias categorias, inclusive boa parte das mais importantes. A lista abaixo reflete meu olhar para a temporada e minha tentativa de tentar antecipar o que está pensando a Academia.

Vou me reservar o direito de fazer uma revisão dessas apostas na madrugada de quarta para quinta, mas todas as mudanças serão citadas numa nota no topo desse post. Por enquanto, me arrisco com esses aqui. Não apostei nas categorias de curta, como sempre. Para vocês entenderem, os números significam os candidatos que têm mais chances na minha opinião naquela determinada categoria. São 5 apostas por quesito, com duas alternativas também na ordem. As exceções são as categorias de maquiagem, que só tem três indicados, e a de melhor filme, claro, que, pelas regras da Academia, pode indicar de cinco a dez longas. Aposto aqui em nove, número que também é uma aposta, citando outros cinco filmes nas alternativas. Deixem suas apostas nos comentários. Dá pra se divertir bastante até sair a lista final.

Straight Outta Compton

filme

minhas apostas

1 O Regresso (Fox)
2 Spotlight (Open Roads)
3 Mad Max: Estrada da Fúria (Warner)
4 Perdido em Marte (Fox)
5 A Grande Aposta (Paramount)
6 Ponte de Espiões (Warner)
7 Carol (Weinstein)
8 Straight Outta Compton (Universal)
9 Brooklyn (Fox Searchlight)

alternativas

1 Sicario (Lionsgate)
2 Divertida Mente (Disney)
3 O Quarto de Jack (A24)
4 Star Wars: O Despertar da Força (Disney)
5 Steve Jobs (Universal)

direção

minhas apostas

1 Alejandro Gonzalez Iñarritu, O Regresso
2 Ridley Scott, Perdido em Marte
3 George Miller, Mad Max: Estrada da Fúria
4 Tom McCarthy, Spotlight
5 Adam McKay, A Grande Aposta

alternativas

1 Todd Haynes, Carol
2 Steven Spielberg, Ponte de Espiões

ator

minhas apostas

1 Leonardo DiCaprio, O Regresso
2 Michael Fassbender, Steve Jobs
3 Bryan Cranston, Trumbo
4 Eddie Redmayne, A Garota Dinamarquesa
5 Matt Damon, Perdido em Marte

alternativas

1 Johnny Depp, Aliança do Crime
2 Tom Courtenay, 45 Anos

atriz

minhas apostas

1 Cate Blanchett, Carol
2 Brie Larson, O Quarto de Jack
3 Saoirse Ronan, Brooklyn
4 Alicia Vikander, A Garota Dinamarquesa
5 Charlotte Rampling, 45 Anos

alternativas

1 Jennifer Lawrence, Joy
2 Charlize Theron, Mad Max: Estrada da Fúria

Spotlight

ator coadjuvante

minhas apostas

1 Mark Rylance, Ponte de Espiões
2 Sylvester Stallone, Creed
3 Christian Bale, A Grande Aposta
4 Idris Elba, Beasts of No Nation
5 Mark Ruffalo, Spotlight

alternativas

1 Benicio Del Toro, Sicario
2 Michael Keaton, Spotlight

atriz coadjuvante

minhas apostas

1 Rooney Mara, Carol
2 Jennifer Jason Leigh, Os Oito Odiados
3 Kate Winslet, Steve Jobs
4 Helen Mirren, Trumbo
5 Rachel McAdams, Spotlight

alternativas

1 Alicia Vikander, Ex Machina
2 Jane Fonda, Juventude

roteiro original

minhas apostas

1 Spotlight, Thomas McCarthy & Josh Singer
2 Divertida Mente, Josh Cooley, Pete Docter & Meg LeFauve
3 Os Oito Odiados, Quentin Tarantino
4 Straight Outta Compton, Andrea Berloff, Jonathan Herman, S. Leigh Savidge, Alan Wenkus
5 Ponte de Espiões, Matt Charman, Ethan Coen & Joel Coen

alternativas

1 Sicario, Taylor Sheridan
2 Ex Machina, Alex Garland

roteiro adaptado

minhas apostas

1 A Grande Aposta, Adam McKay & Charles Randolph
2 Carol, Phyllis Nagy
3 Steve Jobs, Aaron Sorkin
4 Brooklyn, Nick Hornby
5 O Quarto de Jack, Emma Donoghue

alternativas

1 Perdido em Marte, Drew Goddard
2 O Regresso, Alejandro G. Innaritu, Mark L. Smith

Mad Max: Estrada da Fúria

fotografia

minhas apostas

1 Mad Max: Estrada da Fúria, John Seale
2 Carol, Edward Lachman
3 O Regresso, Emmanuel Lubezki
4 Os Oito Odiados, Robert Richardson
5 Sicario, Roger Deakins

alternativas

1 Ponte de Espiões, Janusz Kaminski
2 Perdido em Marte, Dariusz Wolski

montagem

minhas apostas

1 Mad Max: Estrada da Fúria, Margaret Sixel
2 O Regresso, Stephen Mirrione
3 Perdido em Marte, Pietro Scalia
4 A Grande Aposta, Hank Corwin
5 Spotlight, Tom McArdle

alternativas

1 Sicario, Joe Walker
2 Ponte de Espiões, Michael Kahn

direção de arte

minhas apostas

1 Mad Max: Estrada da Fúria, Colin Gibson & Lisa Thompson
2 Ponte de Espiões, Adam Stockhausen, Rena DeAngelo & Bernhard Henrich
3 Star Wars: O Despertar da Força, Rick Carter, Darren Gilford; Lee Sandales
4 Perdido em Marte, Arthur Max; Celia Bobak, Zoltan Horvath
5 Carol, Judy Becker

alternativas

1 A Garota Dinamarquesa, Eve Stewart & Michael Standish
2 Cinderela, Dante Ferretti; Casey Banwel, Francesca Lo Schiavo

figurinos

minhas apostas

1 Carol, Sandy Powell
2 A Garota Dinamarquesa, Paco Delgado
3 Cinderela, Sandy Powell
4 Mad Max: Estrada da Fúria, Jenny Beavan
5 A Colina Escarlate, Kate Hawley

alternativas

1 Brooklyn, Odile Dicks-Mireaux
2 Trumbo, Daniel Orlandi

maquiagem

minhas apostas

1 Mad Max: Estrada da Furia, Lesley Vanderwalt, Damian Martin, Elka Wardega
2 O Regresso, Graham Johnston, Adrien Morot, Robert Pandini
3 Sr. Holmes, Dave Elsey

alternativas

1 O Homem de 100 Anos que Pulou a Janela e Desapareceu, Eva Kozma, Erzsebet Racz
2 Aliança do Crime, Joel Harlow, Gloria Casny

Os Oito Odiados

trilha sonora

minhas apostas

1 Os Oito Odiados (ouça), Ennio Morricone
2 Star Wars: O Despertar da Força (ouça), John Williams
3 Carol (ouça), Carter Burwell
4 A Garota Dinamarquesa (ouça), Alexandre Desplat
5 Ponte de Espiões (ouça), Thomas Newman

alternativas

1 Sicario (ouça), Jóhann Jóhannsson
2 Divertida Mente (ouça), Michael Giacchino

canção

minhas apostas

1 “See You Again” (ouça), Velozes e Furiosos 7
2 “Til It Happens To You” (ouça), The Hunting Ground
3 “Writing’s On the Wall” (ouça), 007 contra Spectre
4 “Simple Song #3” (ouça), Juventude
5 “Love Me Like You Do” (ouça), Cinquenta Tons de Cinza

alternativas

1 “I’ll See You in My Dreams” (ouça), I’ll See You in My Dreams
2 “Feels Like Summer” (ouça), Shaun, o Carneiro

mixagem de som

minhas apostas

1 Star Wars: O Despertar da Força, Stuart Wilson, Andy Nelson, Chris Scarabosio
2 Mad Max: Estrada da Fúria, Ben Osmo, Chris Jenkins, Gregg Rudloff
3 O Regresso, Chris Duesterdiek, Frank A. Montaño, Jon Taylor, Randy Thom
4 Perdido em Marte, Mac Ruth, Paul Massey, Mark Taylor
5 Ponte de Espiões, Drew Kunin, Andy Nelson, Gary Rydstrom

alternativas

1 Straight Outta Compton, Willie Burton, Jon Taylor, Frank A. Montano
2 Sicario, John Reitz, Tom Ozanich, William Sarokin

edição de som

minhas apostas

1 Mad Max: Estrada da Fúria, Scott Hecker, Mark Mangini, David White
2 Star Wars: O Despertar da Força, David Accord, Matthew Wood
3 O Regresso, Martin Hernandez, Randy Thom, Lon Bender
4 Perdido em Marte, Oliver Tarney
5 Os Oito Odiados, Wylie Stateman

alternativas

1 Sicario, Alan Robert Murray
2 Evereste, Glenn Freemantle

Star Wars: O Despertar da Força

efeitos visuais

minhas apostas

1 Star Wars: O Despertar da Força, Roger Guyett, Patrick Tubach, Neal Scanlan, Chris Corbould
2 Mad Max: Estrada da Fúria, Andrew Jackson, Tom Wood, Dan Oliver, Andy Williams
3 Perdido em Marte, Richard Stammers, Chris Lawrence, Anders Langlands, Steven Warner
4 A Travessia, Kevin Baillie, Jim Gibbs, Viktor Muller, Sebastien Moreau
5 Jurassic World, Tim Alexander, Glen McIntosh, Tony Plett, Michael Meinardus

alternativas

1 O Regresso, Rich McBridge, Matt Shumway, Jason Smith, Cameron Waldbauer
2 Homem-Formiga, Jake Morrison, Greg Steele, Russsell Earl, Dan Sudick

filme de animação

minhas apostas

1 Divertida Mente (Disney/Pixar), Pete Docter & Jonas Rivera
2 Anomalisa (Paramount), Charlie Kaufman & Duke Johnson
3 Shaun, o Carneiro (Lionsgate), Mark Burton & Richard Starzak
4 Kahlil Gibran’s The Prophet (GKids), Roger Allers
5 O Bom Dinossauro (Disney/Pixar), Peter Sohn

alternativas

1 O Menino e o Mundo (GKids), Alê Abreu
2 Snoopy & Charlie Brown – Peanuts, o Filme (Fox), Steve Martino & Craig Schulz

filme estrangeiro

minhas apostas

1 O Filho de Saul (Hungria), László Nemes
2 Cinco Graças (França), Deniz Gamze Ergüven
3 Labirinto de Mentiras (Alemanha), Giulio Ricciarelli
4 O Novíssimo Testamento (Bélgica), Jaco Von Dormael
5 Theeb (Jordânia), Naji Abu Nowar

alternativas

1 Viva (Irlanda), Paddy Breathnach
2 O Abraço da Serpente (Colômbia), Ciro Guerra

Amy

documentário

minhas apostas

1 Amy (A24), Asif Kapadia
2 O Peso do Silêncio (Drafthouse), Joshua Oppenheimer
3 Cartel Land (The Orchard), Matthew Heineman
4 A Verdade Sobre Marlon Brando (Showtime), Stevan Riley
5 Where to Invade Next (Unnamed Quinn/Janego/League Label)

alternativas

1 Winter on Fire: Ukraine’s Fight for Freedom (Netflix), Evgeny Afineevsky & Den Tolmor
2 Going Clear: Scientology and the Prison of Belief (Home Box Office), Alex Gibney

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Oscar 2016: Globo de Ouro finge ser importante, mas prefere estrelas no palco

O filme que “deveria ser visto num templo” saiu como vencedor da festa do Globo de Ouro deste ano. O Regresso, de Alejandro Gonzalez Iñarritu, que fez a declaração entre aspas da frase anterior, ganhou os prêmios de melhor filme e ator dramáticos (Leonardo DiCaprio), além de levar também na categoria de melhor diretor. Com essa escolha, o Globo de Ouro segue na contramão dos outros prêmios dos críticos, que preferiram Spotlight, Mad Max: Estrada da Fúria ou Carol, os três indicados aqui; os três completamente esnobados aqui. E se afasta mais da condição que sempre alimentou, a de prévia do Oscar.

É bom lembrar que o Globo de Ouro existe desde 1951 e que essas mais de seis décadas de história geram demandas. Então, em vez de refletir a temporada, os votantes do prêmio podem querem mais é corrigir injustiças e Iñarritu tinha perdido o prêmio no ano passado por Birdman (para Richard Linklater, de Boyhood). Além disso, seu filme, que concorrida na categoria de comédia ou musical, onde era favorito, cedeu lugar para O Grande Hotel Budapeste. Então, numa temporada de prêmios em que os frontrunners mudam a cada semana, num ano particularmente confuso, eles podem ter usado o fator “conjunto da obra” para escolher seu favorito. Mas essa não parece ser a única razão.

Vejamos: Leonardo DiCaprio, Brie Larson, Matt Damon, Jennifer Lawrence, Kate Winslet. O Globo de Ouro deste ano foi particularmente alto, loiro e bonito. Kate Winslet não é alta? Duvido que você já a tenha encontrado sem salto. Bem, não que os prêmios tenham sido esdrúxulos. DiCaprio e Larson eram os favoritos em suas categorias e Damon e Lawrence dividiam o protagonismo com outros concorrentes, mas estavam muito bem cotados. Mas o que parece contar bastante para o Globo de Ouro é ter estrelas no seu palco para vender seu programa de TV. A primeira prova disso é a manutenção das categorias de filme, ator e atriz divididas entre drama e comédia ou musical, o que cria aberrações como considerar Perdido em Marte uma comédia. Desta forma, eles dobram o número de indicados e enchem a festa de estrelas.

DiCaprio venceu Bryan Cranston, que agora se firma como ator de cinema, e Michael Fassbender, que perdeu gás porque Steve Jobs foi mal de bilheteria, embora o Globo de Ouro tenha preferido premiar o roteiro do filme de Danny Boyle, criticado por aí, em vez dos favoritos Spotlight e A Grande Aposta, que saíram de mãos abanando, e elegeram Kate Winslet, que ganha seu terceiro prêmio de cinema (fora mais um de TV) na festa da imprensa estrangeira. Desbancou as favoritas Jennifer Jason Leigh, Jane Fonda e Alicia Vikander. Só Helen Mirren estava tão desacreditada quanto ela. Por outro lado, Jennifer Lawrence derrubou a amiga Amy Schumer, uma verdadeira comediante, e as veteranas Maggie Smith e Lily Tomlin, que conseguiu ser esnobada duplamente nesta noite já que concorria como atriz de TV.

Matt Damon saiu na frente dos dois atores de A Grande Aposta (Christian Bale e Steve Carrell) e se firma como mais forte candidato à última vaga no Oscar de melhor ator (já que as de DiCaprio, Fassbender, Cranston e Eddie Redmayne parecem asseguradas). Curiosamente, era a maior estrela na disputa e estava no filme mais popular. Brie Larson atendia a outra demanda do Globo de Ouro: apostar em novatas. Bateu Saoirse Ronan, Cate Blanchett, Rooney Mara e novamente Vikander, que também foi duplamente esquecida. Em melhor canção, seguindo a tendência de premiar os mais famosos, nada de Brian Wilson ou Whiz Kalifa, a aposta foi Sam Smith com o tema meia-boca do novo 007. Se a gente lembrar que o U2 ganhou há dois anos por uma música anódina – e que Madonna e Cher também levaram as suas por canções que o Oscar esnobou – faz sentido.

Pelo menos tiveram a decência de premiar Ennio Morricone, que já tinha dois Globos (ao contrário do Oscar, que o indicou sem prêmio cinco vezes), pela trilha de Os Oito Odiados. Nas categorias à parte, ganharam os favoritos O Filho de Saul (filme estrangeiro) e Divertida Mente (animação). O que estes resultados fazem para a corrida ao Oscar? Muito pouco. DiCaprio reforçou seu favoritismo, mas com a ascensão de Matt Damon, pode ver seu prêmio, dado como certo por muita gente, ameaçado. Larson segue à frente das outras candidatas e tem a seu favor o retrospecto de 6 das 10 últimas vencedoras do Oscar de atriz terem repetido o Globo de Ouro de atriz dramática (outras três vieram de atriz em comédia e uma, ora vejam só, de atriz coadjuvante).

Kate Winslet ficou mais visível, mas a boa vontade com Steve Jobs pode não ser tanta assim. O SAG e o Bafta devem dar uma visão mais clara das coisas. Tomara que pelo menos para empurrar a candidatura de Sylvester Stallone sirva o Globo de Ouro. A vitória de Rocky Balboa como coadjuvante foi aplaudida de pé e Creed merece essa indicação. Como não foi lembrado pelo SAG e pelo Bafta, as coisas ficam mais difíceis, mas nosso lutador favorito já deu tanto a volta por cima que não dá pra descartar o homem. Já O Regresso ganha mais uns pontos, mas, nesta disputa bagunçada de melhor filme, o vencedor do ano anterior deve ser a última coisa em que a Academia vai apostar. Além do mais, ganhou o Globo de Ouro, mas não entrou no Top 10 do American Film Institute.

Carol foi o filme mais indicado Globo de Ouro (saiu sem nada), ao Bafta, mas não é um dos dez melhores do ano do Sindicato dos Produtores. Spotlight fez sucesso com os críticos, mas perdeu a indicação ao prêmio dos editores e não teve diretor indicado ao Bafta. Nos Globos, perdeu tudo. Mad Max: Estrada da Fúria está em todas as listas de melhores do ano, mas não conseguiu aparecer nas duas principais categorias do Bafta. Perdido em Marte ganhou o Globo de Ouro de comédia, mas nem foi indicado ao prêmio dos ingleses, compatriotas de Ridley Scott. O Quarto de Jack perdeu indicação ao PGA. Resta quem? A Grande Aposta? Ou a Academia vai arrumar alguma desculpa para escolher um grande vencedor. Se for, ainda é segredo. E o Globo de Ouro não ajudou a gente a descobrir.

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Frankies 2015: os vencedores

Sabe o que Toy Story 3 e Tio Boonmee que Pode Recordar Suas Vidas Passadas têm em comum? Ambos foram meus “filmes no ano” quando estrearam em circuito. Desde que comecei esta brincadeira de eleger os melhores, de fazer o meu Oscar, o critério para escolher os vencedores sempre foi amar profundamente quem ganhou. Scorseses, Tarantino, Miguéis Gomes e Coutinhos depois, chegou a vez de bater o martelo e eleger meus favoritos em 2015. George Miller e seu Mad Max quase chegaram lá, Leviatã me tocou bastante e Divertida Mente e O Pequeno Quinquin mexeram com meus instintos para o bem ou para o mal, mas no ano em que um Lav Diaz finalmente estreia em circuito no Brasil, dá licença, mas eu tive que escolher uma só obra de arte.

Norte, o Fim da História

filme do ano

Norte, o Fim da História
[Norte, Hangganan ng Kasaysayan, Lav Diaz, 2013]

outros candidatos:

Divertida Mente
[Inside Out, Pete Docter & Ronnie del Carmen, 2015]
Leviatã
[Leviafan, Andrei Zvyagintsev, 2014]
Mad Max: Estrada da Fúria
[Mad Max: Fury Road, George Miller, 2015]
O Pequeno Quinquin
[P'tit Quinquin, Bruno Dumont, 2014]

direção
Lav Diaz, Norte, o Fim da História

outros candidatos:
Andrey Zvyagintsev, Leviatã
Ava DuVernay, Selma
Bruno Dumont, O Pequeno Quinquin
George Miller, Mad Max: Estrada da Fúria

ator
David Oyelowo, Selma

outros candidatos:
Bernarde Pruvost, O Pequeno Quinquin
Michael Fassbender, Macbeth: Ambição e Guerra
Oscar Isaac, O Ano Mais Violento
Sid Lucero, Norte, o Fim da História

atriz
Charlize Theron, Mad Max: Estrada da Fúria

outros candidatos:
Juliette Binoche, Acima da Nuvens
Maeve Jinkings, Amor, Plástico e Barulho
Marion Cotillard, Dois Dias, Uma Noite
Regina Casé, Que Horas Ela Volta?

Leviatã

ator coadjuvante
Sergey Pokhodaev, Leviatã

outros candidatos:
Edward Norton, Birdman
J.K. Simmons, Whiplash
Kristofer Hivju, Força Maior
Mark Rylance, Ponte de Espiões

atriz coadjuvante
Kristen Stewart, Acima da Nuvens

outros candidatos:
Andréa Beltrão, Chatô – O Rei do Brasil
Elena Lyadova, Leviatã
Julianne Moore, Mapas para as Estrelas
Nina Kunzendorf, Phoenix

elenco
O Pequeno Quinquin

outros candidatos:
Acima das Nuvens
Birdman
Casa Grande
Leviatã

cena do ano
A fuga, O Conto da Princesa Kaguya

outros candidatos:
Bing Bong se despede, Divertida Mente
Furiosa descobre a verdade, Mad Max: Estrada da Fúria
A igreja, Kingsman
A ponte, Selma

Selma

roteiro original
Selma, Paul Webb

outros candidatos:
Acima da Nuvens, Olivier Assayas
Corrente do Mal, Corrente do Mal,
Divertida Mente, Pete Docter, Meg LeFauve & Josh Cooley
O Pequeno Quinquin, Bruno Dumont

roteiro adaptado
Norte, o Fim da História, Lav Diaz & Rody Vera

outros candidatos:
O Conto da Princesa Kaguya, Isao Takahata & Riko Sakaguchi
Macbeth: Ambição e Guerra, Jacob Koskoff, Michael Lesslie & Todd Louiso
As Mil e uma Noites – Volume 1: O Inquieto, Miguel Gomes, Telmo Churro & Mariana Ricardo
No Coração do Mar, Charles Leavitt

filme de estreia
A Terra e a Sombra, César Augusto Acevedo

outros candidatos:
O Desejo da Minha Alma, Masakazu Sugita
A Gangue, Miroslav Slaboshpitsky
Garota Sombria Caminha pela Noite, Ana Lily Amirpour
Shaun, o Carneiro, Mark Burton & Richard Starzak

filme brasileiro
Que Horas Ela Volta?, Anna Muylaert

outros candidatos:
Casa Grande, Fellipe Barbosa
Chatô – O Rei do Brasil, Guilherme Fontes
A História da Eternidade, Camilo Cavalcante
Orestes, Rodrigo Siqueira

fotografia
No Coração do Mar, Anthony Dod Mantle

outros candidatos:
O Ano Mais Violento, Bradford Young
Corrente do Mal, Mike Gioulakis
Macbeth: Ambição e Guerra, Adam Arkapaw
A Terra e a Sombra, Mateo Guzmán

Mad Max: Estrada da Fúria

montagem
Mad Max: Estrada da Fúria, Margaret Sixel

outros candidatos:
Corrente do Mal, Julio Perez IV
Dois Dias, Uma Noite, Marie-Hélène Dozo
Leviatã, Anna Mass
A Terra e a Sombra, Miguel Schverdfinger

direção de arte
A Colina Escarlate, Thomas E. Sanders

outros candidatos:
Cinderela, Dante Ferretti
Expresso do Amanhã, Ondrej Nekvasil
Mad Max: Estrada da Fúria, Colin Gibson
Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força, Rick Carter & Darren Gilford

figurinos
A Colina Escarlate, Kate Hawley

outros candidatos:
Cinderela, Sandy Powell
O Destino de Júpiter, Kym Barrett
Macbeth: Ambição e Guerra, Jacqueline Durran
Vício Inerente, Mark Bridges

maquiagem
No Coração do Mar

outros candidatos:
A Colina Escarlate
Foxcatcher
Mad Max: Estrada da Fúria
Um Pombo Pousou num Galho Refletindo sobre a Existência

Corrente do Mal

trilha sonora
Corrente do Mal, Disasterpeace

outros candidatos:
A Colina Escarlate, Fernando Velázquez
O Conto da Princesa Kaguya, Joe Hisaishi
Mad Max: Estrada da Fúria, Tom Holkenborg aka Junkie XL
Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força, John Williams

canção
“Glory”, Selma

outros candidatos:
“Bye, Bye, Amor”, Amor, Plástico e Barulho
“Inochi no Kioku”, O Conto da Princesa Kaguya
“Love Me Like You Do”, Cinquenta Tons de Cinza
“See You Again”, Velozes e Furiosos 7

som
Mad Max: Estrada da Fúria

outros candidatos:
Corrente do Mal
No Coração do Mar
Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força
Whiplash

efeitos visuais
Mad Max: Estrada da Fúria

outros candidatos:
A Colina Escarlate
Homem-Formiga
Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força
A Travessia

Diverta Mente

animação
Divertida Mente, Pete Docter & Ronnie Del Carmen

outros candidatos:
O Conto da Princesa Kaguya, Isao Takahata
As Memórias de Marnie, Hiromasa Yonebayashi
O Pequeno Príncipe, Mark Osborne
Shaun, o Carneiro, Mark Burton & Richard Starzak

documentário
Orestes, Rodrigo Siqueira

outros candidatos:
Amy, Asif Kapadia
Cobain: Montage of Heck, Brett Morgen
Olmo e a Gaivota, Petra Costa & Lea Gloob
Últimas Conversas, Eduardo Coutinho

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Oscar 2016: o dia em que os ingles trollaram os favoritos

A essa altura da temporada de prêmios, depois de ver seus principais concorrentes caírem, um a um, Spotlight, de Tom McCarthy, parecia o franco favorito ao Oscar de melhor filme. Carol, de Todd Haynes, andava desacreditado na bolsa de apostas e tinha perdido uma vaga no Top 10 do Sindicato dos Produtores, e Mad Max: Estrada da Fúria, de George Miller, embora tenha sido indicado por todo mundo e levado vários prêmios de direção, não parecia uma possibilidade concreta de premiação na festa da Academia por fugir completamente do estereótipo que costuma ser celebrado pela indústria. Talvez um azarão em direção, quem sabe?

Mas eis que chega o Bafta, o Oscar dos britânicos, cada vez menos interessado em premiar ingleses e mirando muito mais em se firmar como uma prévia da festa de Hollywood. E o Bafta veio para abalar. Spotlight está lá, indicado para melhor filme, mas McCarthy perdeu a vaga entre os diretores. Um baque numa corrida que muda de protagonismo a cada dia às vésperas da lista do Oscar sair. Mad Max, que parecia ser a segunda certeza desta lista, não entrou nem em filme, nem em direção. O desejado prêmio pro George Miller ficou mais distante e, se ele não entrar no Top 5 do Sindicato dos Diretores, que sai no dia 12, até a indicação fica ameaçada.

Mas e aí, quem se deu bem? Justamente Carol, que parecia cachorro morto, lidera as indicações ao Bafta, com 9 menções, inclusive filme e direção, dividindo essa liderança com Ponte de Espiões, de Steven Spielberg, que foi um coadjuvante de luxo até então, mas que tema cara do Oscar. Ou não? Com os três principais players da temporada entre altos e baixos, seria o filme de Spielberg uma “saída pela direita” para a Academia? Ou Perdido em Marte, de Ridley Scott, um blockbuster elogiadíssimo na América, seria uma opção? Bem, o Bafta não ajudou muito. Scott, inglês, entrou na categoria de direção, mas não conseguiu emplacar a indicação para melhor filme. Que puxa, hein?

Melhor sorte do que ele tiveram Adam McKay e Alejandro Gonzalez Iñarritu, que viram seus A Grande Aposta e O Regresso, respectivamente, indicados a filme e direção. A trajetória do primeiro é curiosa: o filme surgiu meio do nada, foi bastante elogiado e tem emplacado presença em quase todas as listas de melhores do ano. O senão é que, na condição de comédia, mesmo que comédia inteligente, o filme pode ser visto mais como um indicado do que como um possível vencedor. Por outro lado, o filme de Iñarritu, que ganhou os Oscars de filme e direção no ano passado por Birdman, começou a temporada como uma das grandes apostas, estreou dividindo a crítica e perdeu a vaga no Top 10 do American Film Institute, coisa que nenhum vencedor do Oscar faz, hein?

O Bafta, que nos últimos anos tem ajudado a definir quem está na frente na corrida pelo Oscar, desta vez bagunçou tudo. E não foi só na categoria principal. Entre as atrizes, os britânicos ratificaram as três certezas (Brie Larson, Cate Blanchett e Saoirse Ronan), defenderam Alicia Vikander em A Garota Dinamarquesa, mas preferiram esnobar Charlotte Rampling, que precisava desesperadamente ser lembrada aqui, depois de ter perdido a vaga no SAG e no Globo de Ouro, e trazer Maggie Smith, de A Senhora da Van, que não tinha recebido uma só menção significativa, para o centro da disputa. Na categoria das coadjuvantes, Julie Walters viu sua candidatura por Brooklyn reacender e novamente Vikander, desta vez por Ex Machina, ganhou mais um ponto que pode significar uma dupla indicação no Oscar. Rooney Mara, Kate Winslet e Jennifer Jason Leigh podem não ser exatamente favoritas, mas são certamente os nomes mais onipresentes.

Matt Damon foi a escolha dos britânicos para fechar a lista de atores, se juntando aos onipresentes DiCaprio, Fassbender, Cranston e Redmayne. Já a relação dos coadjuvantes ainda está confusa. Christian Bale ganhou mais força para estar ao lado de Mark Rylance e Idris Elba, os mais citados até então, mas o Globo de Ouro o indicou como protagonista de comédia. Benicio Del Toro e Mark Ruffalo, que sempre pareceram fortes, mas apareceram em poucas listas ganharam um apoio fundamental. Pior para Michael Shannon, de 99 Homes, que surgiu nas listas do SAG, do Globo de Ouro e do Critics Choice; Paul Dano, de Love & Mercy, presente nas duas últimas; e Sylvester Stallone, de Creed, que só foi lembrado pelos jornalistas estrangeiros em Hollywood.

Diante de tantas incertezas, falta o Sindicato dos Diretores se pronunciar. Quando a lista de indicados a melhor filme da Academia era composta apenas por cinco títulos, a relação do DGA era a prévia mais exata para chegar aos finalistas para o Oscar na categoria principal. Os acertos eram de pelo menos 4 em 5, quando não chegava a 100%. Curiosamente, ficavam menores comparados justamente à categoria de direção. Mas, num ano tão tumultuado, no dia 12, os cineastas vão ajudar a dizer quem realmente está na frente na disputa pelo Oscar. Pena que não vamos ter muito tempo para pensar direitinho no impacto dessa lista em relação à da Academia, que vai ser revelada dois dias depois.


indicados ao Bafta 2016

filme
A Grande Aposta
Ponte de Espiões
O Regresso
Carol
Spotlight: Segredos Revelados

direção
Adam McKay, A Grande Aposta
Steven Spielberg, Ponte de Espiões
Todd Haynes, Carol
Ridley Scott, Perdido em Marte
Alejandro G. Inarritu, O Regresso

atriz
Brie Larson, O Quarto de Jack
Saoirse Ronan, Brooklyn
Cate Blanchett, Carol
Alicia Vikander, A Garota Dinamarquesa
Maggie Smith, A Senhora da Van

ator
Leonardo DiCaprio, O Regresso
Eddie Redmayne, A Garota Dinamarquesa
Michael Fassbender, Steve Jobs
Matt Damon, Perdido em Marte
Bryan Cranston, Trumbo: Lista Negra

atriz coadjuvante
Kate Winslet, Steve Jobs
Alicia Vikander, Ex Machina: Instinto Artificial
Rooney Mara, Carol
Jennifer Jason Leigh, Os Oito Odiados
Julie Walters, Brooklyn

ator coadjuvante
Benicio Del Toro, Sicario: Terra de Ninguém
Christian Bale, A Grande Aposta
Idris Elba, Beasts of No Nation
Mark Ruffalo, Spotlight: Segredos Revelados
Mark Rylance, Ponte de Espiões

roteiro original
Matthew Charman, Ethan Coen, Joel Coen, Ponte de Espiões
Alex Garland, Ex Machina: Instinto Artificial
Quentin Tarantino, Os Oito Odiados
Josh Cooley, Pete Docter, Meg LeFauve, Divertida Mente
Tom McCarthy, Josh Singer, Spotlight: Segredos Revelados

roteiro adaptado
Adam McKay, Charles Randolph, A Grande Aposta
Nick Hornby, Brooklyn
Phyllis Nagy, Carol
Emma Donoghue, O Quarto de Jack
Aaron Sorkin, Steve Jobs

fotografia
Janusz Kaminski, Ponte de Espiões
Ed Lachman, Carol
John Seale, Mad Max: Estrada da Fúria
Emmanuel Lubezki, O Regresso
Roger Deakins, Sicario: Terra de Ninguém

montagem
A Grande Aposta
Ponte de Espiões
Mad Max: Estrada da Fúria
Perdido em Marte
O Regresso

desenho de produção
Ponte de Espiões
Carol
Mad Max: Estrada da Fúria
Perdido em Marte
Star Wars: O Despertar da Força

figurinos
Brooklyn
Carol
Cinderela
A Garota Dinamarquesa
Mad Max: Estrada da Fúria

maquiagem
Brooklyn
Carol
A Garota Dinamarquesa
Mad Max: Estrada da Fúria
O Regresso

trilha sonora
Thomas Newman, Ponte de Espiões
Ennio Morricone, Os Oito Odiados
Ryuichi Sakamoto, Carsten Nicolai, O Regresso
Jóhann Jóhannsson, Sicario: Terra de Ninguém
John Williams, Star Wars: O Despertar da Força

som
Ponte de Espiões
Mad Max: Estrada da Fúria
Perdido em Marte
O Regresso
Star Wars: O Despertar da Força

efeitos visuais
Homem-Formiga
Ex Machina: Instinto Artificial
Mad Max: Estrada da Fúria
Perdido em Marte
Star Wars: O Despertar da Força

documentário
Amy
Cartel Land
Malala
A Verdade Sobre Marlon Brando
Sherpa

animação
Divertida Mente
Minions
Shaun: O Carneiro

filme britânico
45 Anos
Amy
Brooklyn
A Garota Dinamarquesa
Ex Machina: Instinto Artificial
The Lobster

estreia britânica
Alex Garland (diretor), Ex Machina: Instinto Artificial
Debbie Tucker Green (diretor/roteirista), Second Coming
Naji Abu Nowar (diretor/roteirista); Rupert Lloyd (produtor), Theeb
Sean McAllister (diretor/produtor), Elhum Shakerifar (produtor), A Syrian Love Story
Stephen Fingleton (diretor/roteirista), The Survivalist

curta de animação britânico
Edmond
Manoman
Prologue

curta britânico
Elephant
Mining Poems Or Odes
Operator
Over
Samuel-613

filme estrangeiro
A Assassina (Taiwan)
Força Maior (Suécia)
Theeb (Jordânia)
Timbuktu (Mauritânia)
Relatos Selvagens (Argentina)

estrela em ascensão
Bel Powley
Brie Larson
John Boyega
Taron Egerton
Dakota Johnson

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Filmes do Chico Awards 2015

Tradição do Filmes do Chico, os leitores do blogue puderam eleger os melhores filmes 2015 numa votação que durou cerca de duas semanas na nossa fanpage no Facebook. E um certo anti-herói australiano, ressucitado 30 anos depois, dominou. Venceu em quatro das dez categorias, sempre bastante à frente de seus adversários. O filme brasileiro mais comentado do ano ganhou na categoria nacional, mas outro longa destas bandas surpreendeu levando o prêmio de melhor filme de estreia. Na sexta-feira saem os melhores segundo a votação feita com críticos, jornalistas e blogueiros de todo o país. Enquanto isso, vamos conferie os eleitos dos leitores do Filmes do Chico.


Veja também os resultados de 2014, 2013 e 2012

Mad Max

filme brasileiro

1 Que Horas Ela Volta?, Anna Muylaert (49 votos)
2 Casa Grande, Fellipe Barbosa (29)
3 A História da Eternidade, Camilo Cavalcante (20)
4 Cássia, Paulo Henrique Fontenelle (15)
5 Branco Sai, Preto Fica, Adirley Queirós (13)

filme de estreia

1 A História da Eternidade, Camilo Cavalcante (20)
2 Blind, Eskil Vogt (17)
2 O Presente, Joel Edgerton (17)
4 Chatô – O Rei do Brasil, Guilherme Fontes (15)
5 Garota Sombria Caminha pela Noite, Ana Lily Amirpour (14)

fotografia

1 Mad Max: Estrada da Fúria, John Seale (43)
2 Birdman, Emmanuel Luzbecki (21)
3 Expresso do Amanhã, Hong Kyung Pyo (19)
4 Corrente do Mal, Mike Gioulakis (16)
5 Divertida Mente, Patrick Lin (13)
5 Macbeth: Ambição e Guerra, Adam Arkapaw (13)

roteiro

1 Divertida Mente, Pete Docter, Meg LeFauve & Josh Cooley (40)
2 Que Horas Ela Volta?, Anna Muylaert (35)
3 Birdman, Alejandro González Iñárritu, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris Jr. & Armando Bo (34)
4 Mad Max: Estrada da Fúria, George Miller, Brendan McCarthy & Nico Lathouris (31)
4 Whiplash, Damien Chazelle (31)

atriz coadjuvante

1 Julianne Moore, Mapas para as Estrelas (39)
2 Camila Márdila, Que Horas Ela Volta? (37)
3 Karine Teles, Que Horas Ela Volta? (35)
3 Kristen Stewart, Acima da Nuvens (35)
5 Emma Stone, Birdman (31)
5 Tilda Swinton, Expresso do Amanhã (31)

ator coadjuvante

1 J.K. Simmons, Whiplash (51)
2 Edward Norton, Birdman (44)
2 Nicholas Hoult, Mad Max: Estrada da Fúria (44)
4 Mark Ruffalo, Foxcatcher (30)
5 Adam Driver, Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força (27)

atriz

1 Charlize Theron, Mad Max: Estrada da Fúria (62)
2 Regina Casé, Que Horas Ela Volta? (52)
3 Marion Cotillard, Dois Dias, Uma Noite (45)
4 Julianne Moore, Para Sempre Alice (40)
5 Juliette Binoche, Acima da Nuvens (32)

ator

1 Michael Keaton, Birdman (39)
2 Miles Teller, Whiplash (37)
3 David Oyelowo, Selma (33)
4 Eddie Redmayne, A Teoria de Tudo (22)
5 Benedict Cumberbatch, O Jogo da Imitação (21)
5 Steve Carrell, Foxcatcher (21)

direção

1 George Miller, Mad Max: Estrada da Fúria (45)
2 Damien Chazelle, Whiplash (29)
3 Alejandro Gonzalez Iñarritu, Birdman (22)
3 Anna Muylaert, Que Horas Ela Volta? (22)
5 Pete Docter & Ronnie Del Carmen, Divertida Mente (18)

filme do ano

1 Mad Max: Estrada da Fúria, George Miller (116)
2 Que Horas Ela Volta?, Anna Muylaert (76)
3 Whiplash, Damien Chazelle (75)
4 Divertida Mente, Pete Docter & Ronnie Del Carmen (74)
5 Birdman, Alejandro Gonzalez Iñarritu (48)
6 Dois Dias, Uma Noite, Jean-Pierre & Luc Dardenne (43)
6 Star Wars – Episódio VII: O Despertar da Força, J.J. Abrams (43)
8 Acima das Nuvens, Olivier Assayas (40)
9 O Ano Mais Violento, J.C. Chandor (36)
9 Foxcatcher, Bennett Miller (36)

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