Pássaro Branco na Nevasca

Pássaro Branco na Nevasca

O novo filme do outsider Gregg Araki tem menos bizarrices do que os trabalhos anteriores do cineasta – quer dizer, melhor você chegar antes ao final deste aqui, sobre o desaparecimento de uma mulher, que aparentemente abandona o marido e a filha numa cidade do interior. Baseado no livro escrito por Laura Kasischke, o longa é estrelado por uma ótima Shailene Woodley, do igualmente ótimo Os Descendentes, que está no auge da beleza. Durante boa parte do filme, Araki mantém seus maneirismos indies em favor de criar um ambiente delicado para explorar os dilemas da adolescente, que, por sua vez, não são muito diferentes dos dramas que qualquer jovem da idade dela vive.

Parece querer ampliar o espectro do filme, que vive à sombra do sumiço da mãe de Kat, investigando muito mais do que o desaparecimento da personagem, mas a vida sem perspectivas numa cidade do interior dos Estados Unidos. Araki parece buscar a motivação escondida em cada pessoa que vive ao redor da protagonista. A trilha sonora assinada por Robin Guthrie, um dos fundadores do Cocteau Twins, dá um diferencial no estabelecimento dessa atmosfera. Oito das doze faixas compostas para o filme são de autoria dele e remetem diretamente à sonoridade de seu grupo de origem. De bônus, ainda ouvimos “Dazzle”, do Siouxise and the Banshees. O problema é que o universo que o diretor consegue criar enfraquece gradativamente à medida que a trama cobra o fim do mistério.

Pássaro Branco na Nevasca EstrelinhaEstrelinha
[White Bird in a Blizzard, Gregg Araki, 2014]

Compartilhe!

Leave a Comment

Filed under Resenha

Casa Grande

Casa Grande

O grande cinema brasileiro nos últimos tempos é aquele cuja narrativa ousada vira plataforma para o discurso político de seus autores. A ousadia na linguagem parecia ser o principal caminho para a revolução. Fellipe Barbosa, em sua estreia num longa-metragem de ficção, encontrou uma forma mais simples de fazer seu comentário sobre a situação econômica brasileira, transformando experiências reais vividas por ele mesmo num filme irônico e de discurso direto sobre a crise da classe média do país.

Filmou no bairro onde cresceu e na escola em que estudou – e utilizou no elenco pessoas que conhecem de perto a realidade que Casa Grande apresenta. O título, além de trazer o principal cenário do filme para a superfície, faz uma referência direta ao clássico da literatura brasileira Casa-Grande & Senzala, de Gilberto Freyre. Thales Cavalcanti interpreta o adolescente coxinha que estuda num colégio tradicional e se apaixona pela aluna de uma escola pública enquanto seu pai (Marcello Novaes, usando sua caricatura a favor de sua personagem) vive uma derrocada financeira.

Sem grandes arquiteturas de roteiro, Barbosa monta um mosaico que engloba a família, os colegas e os empregados da casa do protagonista. Os diálogos irônicos devassam os mínimos detalhes em relação a cada situação e a cada personagem. Todos, por sinal, são tratados com extremo carinho pelo diretor, como se ele buscasse entender suas motivações, mas se privar deixar de questioná-los.

A luta de classes ganha um exame em seus mínimos detalhes - e faz isso sem qualquer afetação. Poucas vezes um filme brasileiro tratou tão bem e tão amplamente de um tema tão complexo, com tantos braços e pernas e tentáculos. E o melhor: com um humor inteligente que não se nivela com a comédia rasa brasileira produzida a quilo por aí e que também não ameniza as coisas para nenhum lado. É possível fazer um cinema brasileiro popular e contestador, prova Fellipe Barbosa.

Casa Grande EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
[Casa Grande, Fellipe Barbosa, 2014]

6 Comments

Filed under Resenha

Noites Brancas no Píer

Noites Brancas no Píer

Paul Vecchiali elege a palavra como centro de seu cinema em Noites Brancas no Píer. A releitura da novela de Dostoievski tem uma cenografia mínima e um cenário único, o que ressalta o poder do texto do mestre russo. Livro e filme contam a história de um homem e uma mulher que se conhecem e passam a dividir segredos até que surge o amor. Uma história simples que ganhou uma tradução econômica em termos de produção, mas ambiciosa na maneira como foi confeccionada. O cineasta usa as limitações para dar força ao material. Trabalha apenas com dois atores (além disso, ele mesmo faz uma ponta no início e ainda há um flashback em que o protagonista conversa com a mãe). Parece reforçar que a encenação também está a serviço da palavra. Para o cineasta, quanto menos elementos adornarem os diálogos, mais eles se mostram essenciais para construir a relação entre os protagonistas. Quando os personagens não estão num plano aberto, emoldurados “pelo mundo”, a iluminação é alternada para escolher aquele que está “com a palavra”. Vecchiali não se preocupa em “traduzir” o texto de Dostoievski, o que pode desafiar um espectador que espera um filme mais palátavel. As interpretaçõessão são anti-naturalistas, em especial a de Pascal Cervo, mas, embora ele acompanhe o ritmo do longa, os holofotes se voltam para a presença magnética de Astrid Adverbe, que apresentou a sessão do longa na última Mostra de Cinema de São Paulo. Sua performance espetacular toma conta do filme e a atriz também é dona da cena mais bonita do longa, em que é a estrela de um balé para a câmera. Noites Brancas no Píer, que é o primeiro filme do diretor que chega ao circuito comercial brasileiro apesar de sua carreira já se estender por 50 anos, pode parecer excessivamente teatral, mas revela um cineasta singular, pouco interessado em tornar as coisas fáceis para quem assiste a seu cinema direto, pouco afeito a floreios.

Noites Brancas no Píer EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
[Nuits Blanches sur la Jetée, Paul Vecchiali, 2014]

Leave a Comment

Filed under Resenha

Últimas Conversas

Últimas Conversas

Últimas Conversas é infinitamente menos complexo do que Jogo de Cena, não tem um pingo da ousadia de Moscou, da força histórica de Cabra Marcado para Morrer ou da capacidade de retrato sociológico de Santo Forte e Edifício Master. É, inclusive, muito mais simples do que o muito simples As Canções, mas provavelmente o derradeiro filme assinado por Eduardo Coutinho tem, intrínseco a ele, um poder emocional jamais visto num documentário do cineasta, que desta vez envolve não apenas as histórias de seus entrevistados, mas a sua própria. Não é apenas seu último trabalho, mas ainda se assume como um filme-homenagem. Homenagem esta feita à revelia de quem o dirigiu.

A dicotomia é grande: Coutinho morreu antes de concluir o longa e cheio de dúvidas sobre o material. João Moreira Salles, seu discípulo no cinema e seu patrão no mundo dos negócios, assumiu o processo de finalização do filme e, ao lado da fiel escudeira do mestre, a montadora Jordana Berg, fez algo inédito: pela primeira vez em seu cinema, o maior documentarista do Brasil e um dos maiores cineastas do país, ele mesmo, se transformou em personagem, protagonista de seu próprio longa. A cena de abertura do longa é um depoimento do próprio Coutinho, gravado no mesmo cenário em que entrevistou jovens recém-chegados à vida adulta sobre o que os levou até ali e para onde eles pretendiam ir a partir dali.

Coutinho coloca em xeque a relevância do que ele havia gravado até então, sem saber que sua crise criativa seria um mote perfeito para Berg e Salles, “aposentado” da direção desde 2006, descortinassem seu cinema, revelando não só o processo, mas o homem por trás da câmera. A memória, que sempre foi tão fundamental para suas dissertações audiovisuais, desta vez, era também a sua. Ao longo de cada depoimento, seus parceiros elegem questões, comentários, dúvidas que ao mesmo tempo em que revelam um entrevistador completamente consciente de como conseguir a informação que precisa da maneira que precisa, ressaltam um homem completamente apaixonado pelo ser humano. As deixas, inclusive as que falam sobre a morte, são aproveitadas de forma quase didática, mas respeitosa e eficiente.

Naquele que talvez seja seu filme mais simples, de que ele nem imaginava o formato final, Coutinho, sem saber – e da maneira mais natural possível -, costura um imenso e interminável debate sobre religião, verdade, amor e honestidade. Os temas são tão amplos e complexos que poucos cineastas em sã consciência ousariam discuti-los num mesmo filme sob o risco da falta de profundidade. Mas esses assuntos surgem tão espontaneamente no bate-papo com os entrevistados e nunca com a pretensão de dar uma palavra final sobre o que quer que seja que isso nem chega a incomodar. Essa naturalidade, que sempre foi uma marca do cineasta e que lhe permitiu coletar belos e emocionados depoimentos, parece ter sido a mira da equipe que concluiu o filme.

Os riscos eram grandes, mas o resultado, acima da média, além de coerente com a obra de Coutinho, ainda homenageia o cineasta e é um presente para o espectador.

Últimas Conversas EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha½
[Últimas Conversas, Eduardo Coutinho, 2015]

Trailer de “Últimas Conversas”, de Eduardo Coutinho

1 Comment

Filed under Mostras, Resenha

O estranho caso de Manoel de Oliveira: um texto de despedida ao cineasta português

Manoel de Oliveira

Poucos cineastas duraram mais de cem anos. Ainda mais, trabalhando. Seu Manoel viveu até os 106 e chegou a assinar dois curtas em 2014, ano em que já não podia mais sair de casa. Foram inacreditáveis 80 décadas de serviços prestados ao cinema. Provavelmente um feito inédito. Se não for, um feito impressionante. Dos 62 títulos que entregou como diretor, 32 foram de longa-metragens feitos para a tela grande. O primeiro deles, Aniki Bobó, parece ter sido fortemente influenciado pelo neorrealismo italiano. Com a diferença de que o neorrealismo italiano só aconteceu alguns anos depois deste filme. Talvez para compensar os muitos anos do início de sua carreira em que só assinou curtas ou não dirigiu filmes, reservou 410 minutos para contar a história de O Sapato de Cetim.

Ao longo da carreira, dirigiu pérolas das mais variadas. De Benilde ou a Virgem Mãe até o mais recente, O Gebo e a Sombra, parindo algumas obras-primas no meio do caminho: Francisca, nos anos 80, Vale Abrãao, nos 90, Um Filme Falado, no século XXI. Manoel de Oliveira se arriscou, inclusive, na seara dos musicais e Os Canibais é um de seus melhores filmes.

Sua obra começou a correr o mundo mais nas últimas décadas de sua vida e de sua carreira. Virou figurinha fácil na Mostra de Cinema de São Paulo, para onde veio algumas vezes e onde teve uma retrospectiva completa de sua carreira até então. Foi quando incluiu Catherine Deneuve, John Malkovich, Michel Piccoli, Marcello Mastroianni, Irene Papas a seu elenco habitual, que, entre outros, pode ser muito bem representado pelos parceiros Luís Miguel Cintra e Leonor Silveira e pelo sobrinho, Ricardo Trêpa. Talvez o nomes que mais se repitam em seus filme. O prestígio permitiu ao cineasta uma ousadia. Retomar a história de um clássico de Luis Buñuel, A Bela da Tarde, no tocante Sempre Bela.

De 1990 a 2010, entregou pelo menos um filme por ano, a maioria longas. Para uns foi pressentimento; para outros, foi a vontade de deixar um presente pro mundo.

Leave a Comment

Filed under Réquiem

Trailer: Maggie

Maggie
[Maggie, Henry Hobson, 2015]

Leave a Comment

Filed under Trailer, Vídeos

Branco Sai, Preto Fica

Branco Sai, Preto Fica

Uma ficção-científica caseira em forma de manifesto contra o status quo. O novo filme de Adirley Queirós, Branco Sai, Preto Fica, resgata o espírito revolucionário dos filmes de Rogério Sganzerla e André Luiz Oliveira, reprisando, inclusive, sua criatividade para explorar os recursos escassos que os financiavam. Queirós volta a buscar os limites entre documentário e ficção como em seu primeiro longa, A Cidade é uma Só?, utilizando atores com deficiências físicas para interpretar personagens que lidam com as consequências da violência policial. O diretor se inspira em casos reais, vividos por conhecidos dele, vítimas da brutalidade.

A denúncia social está ali, como subtexto que quase o tempo todo volta à superfície, mas o formato de brincadeira, com um terceiro protagonista, Dilmar Durães, na pele de viajante do futuro que investiga o que aconteceu com os dois primeiros, areja a postura política do longa. A criatividade das tramas criadas por Adirley Queirós colocam o diretor numa posição de vanguarda no atual cinema brasileiro. Nenhum cineasta dos dias de hoje assume tantos riscos e se predispõe a tocar em temas tão fortes de uma maneira tão pouco convencional. O filme tem um problema de ritmo que atrapalha um pouco o fluxo da história, mas que cabe em seu formato de panfleto libertário. Queirós reitera sua condição de cineasta imprevisível – e por isso mesmo muito interessante.

Branco Sai, Preto Fica EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
[Branco Sai, Preto Fica, Adirley Queirós, 2014]

Leave a Comment

Filed under Uncategorized

Frankies 1987: indicados e vencedores

Frankies 1987

A lista de estreias de filmes no circuito comercial brasileiro ao longo dos anos é confusa e obscura. A database só é mais clara a partir dos anos 2000, quando sites especializados começaram a relacionar os longas. Comecei uma pesquisa para listar os filmes que estrearam no país antes disso, ano a ano, e estou usando esses arquivos para ampliar meu prêmio anual de cinema, de acordo com a data em que os títulos foram lançados por estas bandas. A pesquisa já está bem adiantada e as parciais vão ser colocadas aqui no blogue. O primeiro post é relativo aos filmes que chegaram ao circuito brasileiro em 1987. A lista de filmes elegíveis está aqui (a partir do arquivo de jornais e considerando apenas as estreias em São Paulo, principal praça do país). Com asterisco, meus favoritos em cada categoria.

filme

[EstrelinhaConta Comigo, Rob Reiner
O Ilusionista, Jos Stelling
Os Intocáveis, Brian De Palma
O Selvagem da Motocicleta, Francis Ford Coppola
Veludo Azul, David Lynch

direção

Brian De Palma, Os Intocáveis
[EstrelinhaDavid Lynch, Veludo Azul
John Hughes, Curtindo a Vida Adoidado
Jos Stelling, O Ilusionista
Rob Reiner, Conta Comigo

ator

Christopher Walken, A Hora da Zona Morta
Freek de Jonge, O Ilusionista
Matt Dillon, O Selvagem da Motocicleta
[EstrelinhaMatthew Broderick, Curtindo a Vida Adoidado
Sean Connery, O Nome da Rosa

atriz

[EstrelinhaHolly Hunter, Arizona Nunca Mais
Kathleen Turner, Peggy Sue – Seu Passado a Espera
Marlee Matlin, Os Filhos do Silêncio
Melanie Griffith, Totalmente Selvagem
Susan Sarandon, As Bruxas de Eastwick

ator coadjuvante

Alan Ruck, Curtindo a Vida Adoidado
[EstrelinhaDennis Hopper, Veludo Azul
River Phoenix, Conta Comigo
Robert De Niro, Coração Satânico
Robert De Niro, Os Intocáveis

atriz coadjuvante

Cláudia Jimenez, Os Trapalhões no Auto da Compadecida
Dianne Wiest, A Era do Rádio
[EstrelinhaIsabella Rossellini, Veludo Azul
Julie Kavner, A Era do Rádio
Maggie Smith, Uma Janela para o Amor

elenco

As Bruxas de Eastwick
[EstrelinhaConta Comigo
Curtindo a Vida Adoidado
A Era do Rádio
Os Trapalhões no Auto da Compadecida

cena do ano

Conta Comigo, O corpo
Curtindo a Vida Adoidado, Twist and Shout
Os Intocáveis, O carrinho de bebê
[EstrelinhaVeludo Azul, Pela fresta
Veludo Azul, A máscara

roteiro original

Arizona Nunca Mais, Joel Coen & Ethan Coen
[EstrelinhaCurtindo a Vida Adoidado, John Hughes
A Era do Rádio, Woody Allen
O Ilusionista, Jos Stelling & Freek de Jonge
Veludo Azul, David Lynch

roteiro adaptado

[EstrelinhaConta Comigo, Raynold Gideon & Bruce A. Evans
Coração Satânico, Alan Parker
O Nome da Rosa, Andrew Birkin, Gérard Brach, Howard Franklin & Alain Godard
O Selvagem da Motocicleta, S.E. Hinton & Francis Ford Coppola
Os Trapalhões no Auto da Compadecida, Roberto Farias

filme de estreia

[EstrelinhaAnjos da Noite, Wilson Barros
Crocodilo Dundee, Peter Faiman
Os Filhos do Silêncio, Randa Haines
Re-Animator – A Volta dos Mortos-Vivos, Stuart Gordon
Sobre Ontem à Noite, Edward Zwick

filme brasileiro

Anjos da Noite, Wilson Barros
Anjos do Arrabalde, Carlos Reichenbach
Ele, o Boto, Walter Lima Jr.
[EstrelinhaOs Trapalhões no Auto da Compadecida, Roberto Farias
Vera, Sergio Toledo

fotografia

Amor Bruxo, Teo Escamilla
Betty Blue – 37,2º de Manhã, Carlos Conti
Os Intocáveis, Stephen H. Burum
[EstrelinhaO Selvagem da Motocicleta, Stephen H. Burum
Veludo Azul, Frederick Elmes

montagem

As Bruxas de Eastwick, Huibert La Buillerie & Richard Francis-Bruce
[EstrelinhaCurtindo a Vida Adoidado, Paul Hirsch
A Hora da Zona Morta, Ronald Sanders
Os Intocáveis, Gerald B. Greenberg & Bill Pankow
Veludo Azul, Duwayne Dunham

direção de arte

[EstrelinhaA Era do Rádio, Santo Loquasto
Os Intocáveis, William A. Elliott
Uma Janela para o Amor, Brian Ackland-Snow & Gianni Quaranta
O Nome da Rosa, Dante Ferretti
Verão Vermelho, Wilfred Shingleton

figurinos

A Era do Rádio, Jeffrey Kurland
Uma Janela para o Amor, Jenny Beavan & John Bright
O Nome da Rosa, Gabriella Pescucci
[EstrelinhaPeggy Sue – Seu Passado a Espera, Theadora Van Runkle
Verão Vermelho, Barbara Lane

maquiagem

A Companhia dos Lobos
Highlander, o Guerreiro Imortal
[EstrelinhaA Mosca
O Nome da Rosa
RoboCop – O Policial do Futuro

trilha sonora

[EstrelinhaOs Intocáveis, Ennio Morricone
A Missão, Ennio Morricone
Por Volta da Meia-Noite, Herbie Hancock
O Selvagem da Motocicleta, Stewart Copeland
Veludo Azul, Angelo Badalamenti

canção

Brilliant Mind, Alguém Muito Especial
A Kind of Magic, Highlander, o Guerreiro Imortal
Live to Tell, Caminhos Violentos
Somewhere Out There, Fievel – Um Conto Americano
[EstrelinhaWho Wants to Live Forever, Highlander, o Guerreiro Imortal

som

Os Intocáveis
[EstrelinhaPlatoon
Por Volta da Meia-Noite
RoboCop – O Policial do Futuro
Veludo Azul

efeitos visuais

Jornada nas Estrelas 4 – A Volta para a Terra
A Mosca
Uma Noite Alucinante
O Predador
[EstrelinhaRoboCop – O Policial do Futuro

animação

[EstrelinhaFievel – Um Conto Americano, Don Bluth

pior filme

Braddock 2 – O Início da Missão, Lance Hool
O Exterminador Implacável, Gary Sherman
Loucademia de Polícia 4: O Cidadão se Defende, Jim Drake
[Estrelinha] Super-Homem 4: Em Busca da Paz, Sidney J. Furie
Tubarão 87 – A Vingança, Joseph Sargent

8 Comments

Filed under Frankies

Estreias nos cinemas brasileiros: 1987

007 – Marcado para a Morte
Agonia
Alguém Muito Especial
Allan Quatermain em A Cidade do Ouro Perdido
Amor Bruxo
Anjos da Noite
Anjos do Arrabalde
Arizona Nunca Mais
Armados e Perigosos
Assassinato nos Estados Unidos
Assim é a Vida
Ataque, O
Aventureiros do Fogo, Os
Baixo Gávea
Bela Adormecida, A
Berlin Affair
Besame Mucho
Betty Blue – 37,2º de Manhã
Braddock 2 – O Início da Missão
Branca de Neve e os Sete Anões
Brasa Adormecida
Brincando com Fogo
Bruxas de Eastwick, As
Calafrio
Caminhos Violentos
Camorra
Cangaceiro Trapalhão, O
Casa do Espanto 2, A
Casa do Espanto, A
Chico Rei
Chuva de Chumbo
Click! A Máquina do Amor
Clube Paraíso
Comando de Ataque
Comboio do Terror, O
Companhia dos Lobos, A
Confissões de um Adolescente
Conta Comigo
Contos Assombrosos
Cor do Dinheiro, A
Cor do Seu Destino, A
Coração Satânico
Coronel Redl
Crack: Conexão da Morte
Criador
Crimes do Coração
Crocodilo Dundee
Curtindo a Vida Adoidado
Dança dos Bonecos, A
Dançando com um Estranho
De Volta às Aulas
Declínio do Império Americano, O
Desejo de Matar 3
Destemido Senhor da Guerra, O
Detrás das Grades
Diabo no Corpo
Difícil Arte de Amar, A
Divórcio Complicado, Um
Dois Policiais em Apuros
Duas Vidas de Mattia Pascal, As
Ele, o Boto
Encontro às Escuras
Era do Rádio, A
Eu
Execução Sumária
Exterminador do Século 23, O
Exterminador Implacável, O
Falcão – O Campeão dos Campeões
Fantasmas Trapalhões, Os
Fievel – Um Conto Americano
Filhos do Silêncio, Os
Filme Demência
Fonte da Saudade
Fulaninha
Garota de Trieste, A
Garoto que Podia Voar, O
Guerra do Brasil
Henrique 4
Highlander, o Guerreiro Imortal
História de O – Parte 2, A
Hora da Zona Morta, A
Hora das Criaturas, A
Hóspede do Barulho, Um
Ilusionista, O
Instinto Devasso
Intocáveis, Os
Invasores de Marte
Janela para o Amor, Uma
Janela Suspeita, Uma
Jornada nas Estrelas 4 – A Volta para a Terra
Jubiabá
Keruak – O Exterminador de Aço
La Bamba
Ladrona, A
Leila Diniz
Limite da Traição, O
Loucademia de Polícia 4
Lua de Mel Assombrada
Maldição de Samantha, A
Malone
Mandroid, o Exterminador
Manequim
Manhã Seguinte, A
Maquina Mortífera
Massacre da Serra Elétrica 2, O
Memórias de um Espião
Meu Marido de Batom
Minha Doce Motorista
Missão Ninja, A
Missão, A
Mistério da Viúva Negra, O
Momentos Decisivos
Mona Lisa
Morrer Mil Vezes
Mosca, A
Mulher do Chefe, A
Nada em Comum
Ninja – Programado para Matar
Noite
Noite Alucinante, Uma
Noite das Brincadeiras Mortais, A
Noite de Desamor
Noite dos Arrepios
Nome da Rosa, O
Onze para o Inferno
Otello
País dos Tenentes, O
Pânico em Kilimanjaro
Peggy Sue – Seu Passado a Espera
Pelotão de Guerra
Pequena Loja de Horrores, A
Perigosamente Juntos
Pesadelo 2 – A Vingança de Freddy
Piratas
Platoon
Por Favor, Matem Minha Mulher
Por Volta da Meia-Noite
Predador, O
Projeto Secreto – Macacos
Quadrilha da Mão, A
Que Sorte Danada
Quicksilver – O Prazer de Ganhar
Rapto do Menino Dourado, O
Re-Animator – A Volta dos Mortos-Vivos
Regresso para Bountiful, O
Resgate Infernal
RoboCop – O Policial do Futuro
Rockmania
Romance de Murphy, O
Salve-me Quem Puder
Sede de Amar
Segredo do Meu Sucesso, O
Selvagem da Motocicleta, O
Sem Perdão
Sem Tempo para Morrer
Sexo Frágil
Sexta-Feira 13 – Parte 6 – O Túmulo do Horror
Show de Horrores
Sobre Ontem à Noite
Somente Entre Amigas
Super-Homem 4: Em Busca da Paz
Terror no Espaço
Tira da Pesada 2, Um
Tomara Que Seja Mulher
Tornado – A Missão Continua
Totalmente Selvagem
Transformers – O Filme
Trapalhões no Auto da Compadecida, A
Trem para as Estrelas, Um
Tremenda Confusão, Uma
Três Amigos
Três Solteirões e um Bebê
Troll, o Mundo do Espanto
Tubarão 87 – A Vingança
Turma da Mônica e o Bicho Papão, A
Últimos Durões, Os
Ursinhos Carinhosos 2
Urubus e Papagaios
Veludo Azul
Vera
Verão Vermelho
Violetas São Azuis, As
Visão do Terror, A
Vitória dos Mais Fracos, A
Vozes do Além
Warbus – Ônibus de Guerra

Leave a Comment

Filed under Listas, Uncategorized

Oscar 2016: primeiras apostas e especulações

Oscar 2016

Enquanto você está aí, em frente ao computador, Hollywood ferve. A batalha pelo Oscar 2016 começou no dia seguinte à vitória de Birdman no Fuji Theatre. De um lado, os estúdios começam a eleger seus favoritos, empurrando suas estreias para o fim do ano, para que os filmes sejam mais facilmente lembrados por críticos e pela Academia. Do outro, blogues, sites e jornalistas especializados dão seus tiros no escuro, usando perfis, assinaturas e star powers para determinar quem tem chances na disputa do ano que vem mesmo sem ter visto os filmes. Muitos ainda nem ficaram prontos. A movimentação, ao longo dos próximos meses, termina provocando um buzz que, em maior ou menor grau, influencia a corrida.

Neste ano, grandes jogadores voltam ao embate. Steven Spielberg se reúne com Tom Hanks no drama de guerra Bridge of Spies, enquanto David O. Russell reprisa a parceria com Jennifer Lawrence e Bradley Cooper em Joy. Todd Haynes dirige Cate Blanchett em Carol e Leonardo DiCaprio estreia sob a batuta de Alejandro Gonzalez Iñarritu em The Revenant. O indie do ano promete ser Brooklyn, com Saoirse Ronan, mas Quentin Tarantino entrega seu novo filme, The Hateful Eight. Gus Van Sant visita a floresta dos suicidas com Matthew McConaughey em The Sea of Trees e Michael Fassbender vive Steve Jobs no filme de mesmo título, assinado por Danny Boyle. Só pra começar.

Com tanta gente de peso envolvida, vale a pena lançar as primeiras apostas sobre o Oscar do ano que vem. Tudo no escuro. Mais uma divertida tentativa de antecipar os passos da Academia. No decorrer do ano, uns vão subir, outros sumir, novos jogadores aparecerão e alguns filmes serão adiados pro ano que vem. Minhas primeiras apostas são estas aqui.

filme

minhas apostas

Bridge of Spies, Steven Spielberg
Brooklyn, John Crowley
Carol, Todd Haynes
The Hateful Eight, Quentin Tarantino
Joy, David O. Russell
Our Brand is Crisis, David Gordon Green
The Revenant, Alejandro Gonzalez Iñarritu
The Sea of Trees, Gus Van Sant
A Travessia, Robert Zemeckis

no páreo: Beasts of No Nation, Cary Fukunaga; The Danish Girl, Tom Hooper; Demolition, Jean-Marc Vallee; O Coração do Mar, Ron Howard; Suffragette, Sarah Gavron.

direção

minhas apostas

Alejandro González Iñárritu, The Revenant
Gus Van Sant, The Sea of Trees
John Crowley, Brooklyn
Steven Spielberg, Bridge of Spies
Todd Haynes, Carol

no páreo: Cary Fukunaga, Beasts of No Nation; David Gordon Green, Our Brand is Crisis; David O. Russell, Joy; Quentin Tarantino, The Hateful Eight; Tom Hooper, The Danish Girl.

ator

minhas apostas

Bryan Cranston, Trumbo
Eddie Redmayne, The Danish Girl
Jake Gyllenhaal, Demolition
Leonardo DiCaprio, The Revenant
Michael Fassbender, Steve Jobs

no páreo: Ian McKellen, Mr. Holmes; Joaquin Phoenix, Irrational Man; Matthew McConaughey, The Sea of Trees; Tom Courtenay, 45 Years; Tom Hanks, Bridge of Spies.

atriz

minhas apostas

Cate Blanchett, Carol
Charlotte Rampling, 45 Years
Jennifer Lawrence, Joy
Lily Tomlin, Grandma
Saoirse Ronan, Brooklyn

no páreo: Carey Mulligan, Suffragette; Marion Cotillard, Macbeth; Meryl Streep, Ricky and the Flash; Naomi Watts, Demolition; Sandra Bullock, Our Brand Is In Crisis.

ator coadjuvante

minhas apostas

Cillian Murphy, O Coração do Mar
Idris Elba, Beasts Of No Nation
Ken Watanabe, The Sea of Trees
Mark Rylance, Bridge of Spies
Tom Hardy, The Revenant

no páreo: Chris Cooper, Demolition; Emory Cohen, Brooklyn; Forest Whitaker, Southpaw; Jesse Eisenberg, The End of the Tour; Samuel L. Jackson, The Hateful Eight.

atriz coadjuvante

minhas apostas

Amy Ryan, Bridge of Spies
Diane Ladd, Joy
Helena Bonham Carter, Suffragette
Julie Walters, Brooklyn
Rooney Mara, Carol

no páreo: Helen Mirren, Trumbo; Jennifer Jason Leigh, The Hateful Eight; Melissa Leo, Snowden; Meryl Streep, Sufragette; Naomi Watts, The Sea of Trees.

10 Comments

Filed under Uncategorized